domingo, 27 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XLI

Ap. 1:3 - "Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo."
Ao abrir o sétimo selo, abre-se uma janela para uma outra instância ou secção, ou seja, para uma sequência de toques de sete trombetas. Na sequência anterior, o quarto anjo tocou a sua trombeta foi iniciada a sequência dos quatro cavaleiros e suas funções específicas de juízos sobre a Terra. Todavia foi avisado que haveriam três ais ao soarem as outras três trombetas. No texto que se segue vê-se o que sucederá quando o quinto anjo tocar a sua trombeta.
Ap. 9:1 a 12 - "
O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caíra sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar. Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra. Foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na fronte o selo de Deus. Foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem. E o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem. Naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles. A aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia como que umas coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens. Tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como os de leões. Tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros de muitos cavalos que correm ao combate. Tinham caudas com ferrões, semelhantes às caudas dos escorpiões; e nas suas caudas estava o seu poder para fazer dano aos homens por cinco meses.Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego Apoliom.
Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais
."
Nota-se que ao soar a quinta trombeta forças demoníacas que estão encerradas em prisões serão liberadas para sair e atormentar a Terra durante um certo tempo. Vê-se que João não vê a estrela caindo do céu, porque não se trata de corpo celeste, ou astro, mas de um ser. No texto escriturístico, estrela pode ter dois significados: ou é um astro celeste, ou é um anjo caído. Pelo contexto verifica-se claramente que se trata de um ser inteligente por meio das suas ações. A ele é dada uma chave com a qual abre o abismo de onde saem espíritos imundos. Satanás solta os seus anjos caídos contra os habitantes da Terra. Todavia tais querubins do abismo não poderão fazer qualquer coisa contra qualquer pessoa, mas apenas às pessoas que lhes for permitido atormentar.
Os seres chamados e liberados do abismo são, na verdade, querubins decaídos e possuem aspectos de cavalo preparado para a batalha, rostos como de homem, presas, ou dentes como de leão, e caudas como de escorpião. João descreveu o que viu com as palavras e figuras do que lhe era familiar à época, ou seja, a quase 2.000 anos atrás. Tais seres demoníacos têm certo grau de inteligência, pois a eles são dados comandos, os quais eles obedecem e cumprem. Não poderão tocar nos 144.000 israelitas que foram selados em suas testas. Tais demônios têm um rei, chamado Abadom, ou Apoliom, que, tanto em hebraico, como em grego quer dizer "destruidor." Mas, este anjo caído é chamado no texto de "anjo do abismo". Esta dupla denominação em hebraico e em grego indica que os poderes do mal estarão contra judeus e não-judeus. Todos estes anjos caídos que estão aprisionados no abismo serão soltos, sob o comando do rei deles, mas quem está no comando geral é Satanás.
O terror e a angústia dos homens deste tempo será tão grande que eles desejarão a morte e não a acharão. O tormento é como a picada de escorpiões, pois embora não seja suficiente para matar, entretanto, dói muito e causa grande lesão nos tecidos. Eles não poderão danificar a cobertura vegetal, e nem os que tiverem o selo de Deus em suas frontes, mas perturbarão os demais homens por cinco meses seguidos. Com esta praga terá cumprido o primeiro ai. Ainda faltam dois ais.
Gloria in excelsis Deo!

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XL

Is. 61: 1 a 3 - "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado."
A pregação do evangelho pelo cavaleiro montado no cavalo branco, surtirá grande efeito, havendo conversão de grande número de pessoas entre os povos e nações. Estes serão chamados e justificados após o arrebatamento, portanto, estarão sujeitos às perseguições pelo sistema do Anticristo. Serão assassinados e mortos por diversos processos neste período. Serão todos ressuscitados e chegarão ao céu como um grupo tardio, por isto, são chamados de "os santos da tribulação".
Ap. 8: 1 a 14 - "Quando abriu o sétimo selo, fez-se silêncio no céu, quase por meia hora. E vi os sete anjos que estavam em pé diante de Deus, e lhes foram dadas sete trombetas. Veio outro anjo, e pôs-se junto ao altar, tendo um incensário de ouro; e foi-lhe dado muito incenso, para que o oferecesse com as orações de todos os santos sobre o altar de ouro que está diante do trono. E da mão do anjo subiu diante de Deus a fumaça do incenso com as orações dos santos. Depois do anjo tomou o incensário, encheu-o do fogo do altar e o lançou sobre a terra; e houve trovões, vozes, relâmpagos e terremoto. Então os sete anjos que tinham as sete trombetas prepararam-se para tocar.O primeiro anjo tocou a sua trombeta, e houve saraiva e fogo misturado com sangue, que foram lançados na terra; e foi queimada a terça parte da terra, a terça parte das árvores, e toda a erva verde. O segundo anjo tocou a sua trombeta, e foi lançado no mar como que um grande monte ardendo em fogo, e tornou-se em sangue a terça parte do mar. E morreu a terça parte das criaturas viventes que havia no mar, e foi destruída a terça parte dos navios. O terceiro anjo tocou a sua trombeta, e caiu do céu uma grande estrela, ardendo como uma tocha, e caiu sobre a terça parte dos rios, e sobre as fontes das águas. O nome da estrela era Absinto; e a terça parte das águas tornou-se em absinto, e muitos homens morreram das águas, porque se tornaram amargas. O quarto anjo tocou a sua trombeta, e foi ferida a terça parte do sol, a terça parte da lua, e a terça parte das estrelas; para que a terça parte deles se escurecesse, e a terça parte do dia não brilhante, e semelhantemente a da noite. E olhei, e ouvi uma águia que, voando pelo meio do céu, dizia com grande voz: Ai, ai, ai dos que habitam sobre a terra! por causa dos outros toques de trombeta dos três anjos que ainda vão tocar."
Agora é a abertura do último selo, e, com ele, iniciar-se-á uma série de juízos sobre a Terra por meio das sete trombetas e das sete taças da ira de Deus. Ao tocar a primeira trombeta, a Terra será atingida por fogo, queimando principalmente a vegetação. Ao que parece ocorrerá chuva de meteoritos, pois a ideia de saraiva está sempre relacionadas aos fragmentos vindos do espaço e que se tornam incandescentes ao entrar na atmosfera. Ao soar a segunda trombeta houve manifestações nas águas oceânicas. Algo vindo do espaço atingiu as águas marítimas e estas se tornaram em sangue, matando a maior parte dos seres vivos do meio aquático e destruindo as embarcações. Com a terceira trombeta caiu do espaço uma grande estrela cadente que feriu as águas doces, ou seja, os rios e suas nascentes. As águas foram modificadas físico-quimicamente, causando morte, inclusive, aos homens. Este é um juízo contra os que rejeitaram a "água da vida", os que debocharam do "sangue de Cristo vertido na cruz", e derramaram o sangue dos eleitos e regenerados. Ao soar a quarta trombeta, o Sol, a Lua e as estrelas foram afetados, causando escuridão em um terço do espaço sideral e, consequentemente, na Terra. Assim, as quatro primeiras trombetas afetaram grandemente o espaço sideral, a Terra e seus habitantes, bem como os animais, as águas, e a cobertura vegetal. É um intenso processo de expurgo em tudo o que não pode ser redimido pela graça, por meio de Cristo. Tais acontecimentos visam também abalar o governo da Besta, ou Anticristo.
João viu ainda uma águia voando pelo céu e gritando três exclamações de dor e sofrimento em função das outras trombetas que ainda serão tocadas. São três "ais", para cada um deles soará uma trombeta, que determinará juízos sobre a Terra.
Em todas as visões de João, no céu, verificou-se um culto de adoração e louvor antes. Porém, na abertura do sétimo selo, houve silêncio no céu por quase meia hora. Os santificados, os anciãos, os seres viventes e os anjos ficaram em silêncio diante da imensa força destes juízos sobre a Terra. É um tempo de grande angústia e sofrimento aos que estão no mundo. Este período foi chamado por Jeremias de "...a angústia de Jacó."
Quando os filhos de Israel atravessaram o rio Jordão para tomar posse da "Terra Prometida", estavam prontos para conquistar a cidade de Jericó. Estavam armados, todavia tomaram-na usando trombetas. Marcharam por sete dias em torno das muralhas, e, ao fim deste tempo, tocaram trombetas, e bradaram todos a uma só voz. As muralhas ruíram e caíram por terra, permitindo a entrada e a tomada da cidade. Por semelhante modo a Terra será tomada da posse de Satanás por meio de trombetas.
Gloria in excelsis Deo!

terça-feira, 22 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XXXIX

Is. 61: 1 a 3 - "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado."
O ano aceitável do Senhor na profecia de Isaías é uma referência à misericórdia e à graça de Deus, por intermédio de Jesus, o Cristo. A morte d'Ele na cruz não foi apenas substitutiva como pregam os religiosos, mas também inclusiva para destruir a natureza pecaminosa do homem decaído conforme Rm. 6:4 a 6 - "Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado." Muitos interpretam as Escrituras apenas com base no seu sistema de crença, mas a hermenêutica e a exegese correta é com base nas mesmas Escrituras. Alguns dizem que o texto acima faz referência ao batismo nas águas, entretanto, não o é, pois está falando claramente de batismo na morte. Mostra que o pecador morre n'Ele, e com Ele ressuscita. O que foi crucificado com Cristo foi o "velho homem", a saber, a velha natureza adâmica pecaminosa. O corpo do pecado, ou seja, a carnalidade sediada na alma humana foi crucificada para desfazer a culpa do pecado perante Deus. Isto é justificação por meio da fé, afim de obter a salvação pela graça. Muitos religiosos falam em "novo nascimento", porém, ou negam, ou desconhecem a morte por inclusão. Ora, como pode haver ressurreição juntamente com Cristo, se não houver morte com Ele?
Ap 7: 1 a 8 - "Depois disto vi quatro anjos em pé nos quatro cantos da terra, retendo os quatro ventos da terra, para que nenhum vento soprasse sobre a terra, nem sobre o mar, nem contra árvore alguma. E vi outro anjo subir do lado do sol nascente, tendo o selo do Deus vivo; e clamou com grande voz aos quatro anjos, quem fora dado que danificassem a terra e o mar, dizendo: não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus. E ouvi o número dos que foram assinalados com o selo, cento e quarenta e quatro mil de todas as tribos dos filhos de Israel: da tribo de Judá havia doze mil assinalados; da tribo de Rúben, doze mil; da tribo de Gade, doze mil; da tribo de Aser, doze mil; da tribo de Naftali, doze mil; da tribo de Manassés, doze mil; da tribo de Simeão, doze mil; da tribo de Levi, doze mil; da tribo de Issacar, doze mil; da tribo de Zabulom, doze mil; da tribo de José, doze mil; da tribo de Benjamim, doze mil assinalados."
São vistos por João, do céu, quatro anjos em pé nos quatro cantos da Terra, e seguravam os quatro ventos terrestres. Quatro sempre e invariavelmente se refere à Terra e seus fenômenos. É a totalidade simétrica do planeta. Tais anjos aguardavam até que os redimidos da "Grande Tribulação" fossem completados. Os fenômenos naturais atingem a todos, crentes e descrentes, mas quando os juízos são procedentes de Deus, são direcionados à purificação da Terra. Neste caso, Ele providencia alguma proteção aos seus, como foi no caso de Ló, na destruição de Sodoma e Gomorra, registrada em Gn. 19:22 - "Apressa-te, refugia-te nela; pois nada posso fazer, enquanto não tiveres chegado lá."
Neste capítulo de Apocalipse fala dos 144.000 que receberão sinais especiais para serem poupados. Eles são israelitas, pois são mencionadas as suas tribos de origem. De cada uma das tribos de Israel foram selados 12.000 pessoas. Aqui não há simbologia alguma, pois as referências são a pessoas de tribos da nação israelita. Isto é para que se cumpra a promessa de Deus feita a Abraão, o patriarca de Israel. Ao que tudo indica estes judeus receberam a graça da salvação durante a pregação universal feita por seres celestiais. Eles estarão protegidos por Deus, e também sendo judeus, estarão em Israel, que, por este tempo, terá realizado uma aliança com o Anticristo, pensando ser ele o Messias prometido. Depois o filho da perdição se voltará contra Israel, se apropriará do Templo de Jerusalém, exigirá adoração como se fosse ele mesmo um "deus". Isto ocorrerá durante os três anos e meio finais da septuagésima semana da profecia de Daniel. Estes judeus convertidos durante a tribulação, terão de ser protegidos, porque não foram arrebatados com a Igreja, não foram mortos pelo sistema do Anticristo, mas permanecerão até o retorno visível de Cristo. Cristãos e judeus aguardam a vinda do Salvador, porém sob óticas diferentes, todavia, Ele retornará com Rei dos Judeus, e Rei dos Cristãos, pondo fim às promessas. É a finalização, tanto da antiga aliança, como da nova aliança.
Todos os nomes judaicos têm significações, neste texto, os nomes dos chefes das 12 tribos de Israel são mencionados para que fique claro o significado do "Supremo Propósito" de Deus. Assim, segundo o teólogo Joseph A. Seiss, no livro "Lectures on the Apocalypse", tem-se que:
Judá - confissão, louvor a Deus.
Rúben - vendo o filho.
Gade - uma companhia.
Aser - bendito.
Naftali - lutador.
Manassés - esquecimentos.
Simeão - ouvindo e obedecendo.
Levi - união ou apego.
Issacar - recompensa.
Zebulom - lar ou moradia.
José - soma, ou adição.
Benjamim - filho predileto, ou filho da mão direita, ou da idade avançada.
Ora, colocando todos os nomes em ordem e dando-lhes as suas significações, tem-se o seguinte: confessores e adoradores de Deus, olhando para o Filho, uma companhia de benditos, lutando contra o esquecimento, ouvindo e obedecendo a Palavra, apegados à recompensa de uma moradia eterna, uma soma em adição dos filhos amados por Deus, gerados no fim dos dias. Isto harmoniza-se com exatidão o que Ele prometeu aos patriarcas de Israel. Um remanescente de Israel é salvo pela fidelidade da Palavra de Deus, e não porque são merecedores. Tudo é resultado da ação monérgica de Deus, e não de quaisquer méritos humanos. Observe que na lista do Apocalipse não entram a tribo de Dan e a tribo de Efraim. Dan significa juízo, ou exercício de prerrogativas judiciárias, portanto, não poderia fazer parte desta lista, pois os 144.000 não exercerão juízos. Efraim significa aumento por multiplicação, portanto, também não entra na lista dos 144.000, porque eles formam um número fixo. Aparecerão em circunstâncias específicas, e em momento específico, para um fim específico. Eles receberão o Grande Rei para dar início ao milênio. Serão castos conforme Ap. 14:4. Estas tribos representam apenas divisões geográficas, mas não étnicas, porque os descendentes de Abraão estão espalhados por todo o território israelense.
Gloria in excelsis Deo!

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XXXVIII

Is. 61: 1 a 3 - "O Espírito do Senhor Deus está sobre mim, porque o Senhor me ungiu para pregar boas-novas aos mansos; enviou-me a restaurar os contritos de coração, a proclamar liberdade aos cativos, e a abertura de prisão aos presos; a apregoar o ano aceitável do Senhor e o dia da vingança do nosso Deus; a consolar todos os tristes; a ordenar acerca dos que choram em Sião que se lhes dê uma grinalda em vez de cinzas, óleo de gozo em vez de pranto, vestidos de louvor em vez de espírito angustiado; a fim de que se chamem árvores de justiça, plantação do Senhor, para que ele seja glorificado."
No artigo anterior o foco foi dirigido as ações dos quatro cavaleiros enviados do céu com a abertura dos quatro primeiros selos. Eles não são seres malignos, mas executores das ordens do Cordeiro, a saber, Cristo. Quem gosta de questionar a vontade de Deus são homens decaídos e que se acham mais justos do que Ele. Os seres espirituais obedecem o que lhes é ordenado pelo Criador. Quando da libertação do povo hebreu do cativeiro no Egito, o anjo de Deus matou todos os filhos primogênitos das famílias dos egípcios. Foi uma ordem de Deus! Se alguém quer dar aulas de ética e moralidade para Ele, que o faça por conta e risco próprio. Estas religiões espiritualistas costumam defender Deus de Sua própria Palavra. Isto ocorre, porque tais religiosos não creem nas Escrituras como Palavra de Deus, mas apenas como uma codificação humana sobre moralidade, ou mesmo, como manual de religião. Contrariamente, os seus eleitos e regenerados, preferem crer que Ele é Soberano, Perfeito e Justo, portanto, tem todo o direito de fazer o que quer.
Ap. 6: 9 a 17 - "Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, até que se completasse o número de seus conservos, que haviam de ser mortos, como também eles o foram. E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande terremoto; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua toda tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes. E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os chefes militares, e os ricos, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?"
Nesta cena, João está no céu, e não na Terra. Ele vê debaixo do altar as almas dos que foram mortos na "Grande Tribulação", a saber, os que pagaram o preço por serem cristãos durante o domínio do Anticristo e do seu sistema disfarçado de salvador da humanidade. João os vê debaixo do altar, porque eles ainda não estão no céu, pois não ressuscitaram, e estão aguardando a morte dos demais. Estes redimidos, clamam pela justiça divina contra os seus executores terrestres, mas a eles são dadas vestes brancas e é dito que devem repousar um pouco mais. Isto mostra que as orações e pedidos dos homens, mesmo os que são injustiçados, não modifica os "Decretos Eternos" de Deus, posto que Ele é Soberano. Toda ação de Deus é com base na Sua onisciência, onipotência, e onipresença, portanto, só Ele sabe e conhece todas as coisas. Ainda estavam faltando alguns dos eleitos antes dos tempos eternos para a redenção se completar. Estes não podem ser confundidos com a Igreja que foi arrebatada antes da "Grande Tribulação", pois nem todos os que foram arrebatados morreram por perseguições na Terra, e muito menos presenciaram o governo do Anticristo. Logo, conclui-se que são os santos da tribulação que estão clamando por justiça.
Com a abertura do sexto selo ocorrem grandes e tremendos cataclismos na natureza, não só na Terra, mas as próprias potências do espaço exterior são abaladas. Neste ponto, os incrédulos veem o trono de Deus e de Cristo nos céus e se escondem de tanto terror. É um tempo de profundo juízo sobre os que vivem na Terra e que adoram a Besta e o Falso Profeta. Estes personagens são os representantes terrenos de Satanás que ainda não foi lançado sobre a Terra. Eles serviram e amaram mais a criatura do que ao Criador. Agora não há mais eleitos e predestinados para morrer por causa do evangelho, iniciam-se os procedimentos de ira e julgamentos para purificação da Terra.
O sexto selo põe fim ao período da graça de Deus sobre a Terra, no sentido de redenção dos eleitos nos termos de Rm. 8: 29 e 30 - "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou." Deus decidiu redimir os eleitos, os predestinou, determinou os meios para tal redenção, e executou os procedimentos para cumpri-la cabalmente. Portanto, o plano d'Ele é perfeito e justo!
Lc. 21: 25 e 26 - "E haverá sinais no sol, na lua e nas estrelas; e sobre a terra haverá angústia das nações em perplexidade pelo bramido do mar e das ondas. Os homens desfalecerão de terror, e pela expectação das coisas que sobrevirão ao mundo; porquanto os poderes do céu serão abalados." Na harmonização dos textos bíblicos os fatos descritos são sempre os mesmos, embora com palavras diferenciadas. As palavras "angústia" e "perplexidade" são, respectivamente no grego neotestamentário: "agarrar-se juntamente com..." e "sem saída". Assim, assinalam um tempo de juízo, e não mais de misericórdia e graça.
Gloria in excelsis Deo!

ESCATOLOGIA XXXVII

II Pd. 2: 19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
Sabe-se que os selos são garantias de sigilo de documentos, ou escrituras que não deverão ser do conhecimento público por um determinado tempo. Os selos colocados no livro que Cristo pegou das mãos do Pai, terão de ser quebrados e o livro aberto no fim dos tempos. Quando ele quebrar cada um dos selos serão iniciados uma série de acontecimentos e julgamentos, os quais serão executados por anjos, seres viventes, anciãos, e pelos santificados em Cristo. Quando quebrar o sétimo selo, dará início a uma série de taças da ira de Deus que serão derramadas sobre a Terra, durante os três anos e meio, ou quarenta e dois meses, ou ainda, mil duzentos e sessenta dias.
Ap. 6:1 a 8 - "E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: vem! Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer. Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: vem! E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: vem! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão. E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: Uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho. Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra."
Com a abertura dos quatro primeiros selos serão liberados quatro cavaleiros, cada um com uma missão específica. Todos têm como missão juízos sobre os que habitam a Terra. Há uma perfeita hierarquia, como também uma sincronia nas ações a partir do céu, porém o resultado final é sobre a Terra. É o processo de expurgo das coisas que não se podem redimir, e de julgamentos punitivos sobre os incrédulos que servem ao sistema do Anticristo.
O primeiro cavaleiro sai com a abertura do primeiro selo. Ele está montado em um cavalo branco, sendo que a cor branca está ligada à retidão e à justiça. A missão deste cavaleiro é a pregação do evangelho a toda criatura: tribo, língua, povo e nação. Ele tem um arco e isto foi antevisto pelo profeta Habacuque capítulo três versos oito e nove: "Acaso é contra os rios que o Senhor está irado? E contra os ribeiros a tua ira, ou contra o mar o teu furor, visto que andas montado nos teus cavalos, nos teus carros de vitória? Descoberto de todo está o teu arco; a tua aljava está cheia de flechas. Tu fendes a terra com rios." O arco representa a pregação da Palavra de Deus, porém é um evangelho misturado à ira e à indignação d'Ele contra a Terra.
No texto de Apocalipse diz que o cavaleiro saiu vencendo e para vencer. O termo grego para o verbo vencer é 'nikao' e significa, para obter a vitória. Refere-se, portanto, à vitória total e final. Alguns intérpretes entendem que este cavaleiro é uma simbologia do Anticristo e de um falso evangelho, porque ele traz arco, mas não diz que tem flechas. Entretanto, se for dada a devida atenção, é absurda esta interpretação, pois o Anticristo é da Terra, é um homem, e agirá na Terra a serviço de Satanás. Tal cavaleiro é enviado pelos seres viventes, porém estes não são simulações e sim seres celestes e reais. Os anciãos, igualmente não são símbolos, tão pouco os santos não são simbólicos. Acrescenta-se ainda que, ao inimigo não seria dada a vitória final descrita desta forma.
O segundo cavaleiro está montado em um cavalo vermelho, significando guerras, sedições, tumultos e conflitos. A sua missão será a de tirar a paz da Terra. É um tempo de profunda instabilidade e insegurança, tal nunca houve no mundo conforme o capítulo vinte e quatro de Mateus. Paz é um dom de Deus, Ele a retirará da Terra para que os incrédulos saibam quem é Cristo, o Príncipe da Paz ao qual eles não reconheceram. Sabe-se que paz é um dom de Deus, e não uma virtude humana.
O terceiro cavaleiro está montado em um cavalo negro. As suas ações são administrativas e de aferição das nações, pois está medindo e pesando as coisas com cuidado. Ele pesa todas as coisas, administrando-as com zelo. Isto indica a escassez de gêneros de primeiras necessidade naquele tempo. Haverá muita fome e doenças, mas este cavaleiro cuidará para que não desapareçam todas estas coisas totalmente.
O quarto cavaleiro monta um cavalo amarelo e sua função será levar à morte a quarta parte da Terra. A fome, a guerra, as epidemias e os ataques dos animais reduzirão a Terra a um quarto. Tais coisas surgirão para amenizar o sofrimento da Igreja deste tempo que estará sob perseguição direta do Anticristo.
Gloria in excelsis Deo!

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XXXVI

II Pd. 1: 19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
A partir de agora haverá a abertura dos selos do livro tomado da mão direita de Deus por Jesus, o Cristo. Os selos serão abertos um de cada vez, e cada um deles dá início a um tipo de acontecimento punitivo. Na verdade, o capítulo 6 é uma continuação do mesmo assunto do capítulo 5. Ao abrir os selos ocorre algum evento no céu, cuja consequência repercute na Terra. A causa é celestial, mas a consequência é terrena. É o processo de administração dos juízos divinos pelos santificados para redenção da Terra.
Ap. 6:1 a 17 - "E vi quando o Cordeiro abriu um dos sete selos, e ouvi um dos quatro seres viventes dizer numa voz como de trovão: vem! Olhei, e eis um cavalo branco; e o que estava montado nele tinha um arco; e foi-lhe dada uma coroa, e saiu vencendo, e para vencer. Quando ele abriu o segundo selo, ouvi o segundo ser vivente dizer: vem! E saiu outro cavalo, um cavalo vermelho; e ao que estava montado nele foi dado que tirasse a paz da terra, de modo que os homens se matassem uns aos outros; e foi-lhe dada uma grande espada. Quando abriu o terceiro selo, ouvi o terceiro ser vivente dizer: vem! E olhei, e eis um cavalo preto; e o que estava montado nele tinha uma balança na mão. E ouvi como que uma voz no meio dos quatro seres viventes, que dizia: uma medida de trigo por um denário, e três medidas de cevada por um denário; e não danifiques o azeite e o vinho. Quando abriu o quarto selo, ouvi a voz do quarto ser vivente dizer: vem! E olhei, e eis um cavalo amarelo, e o que estava montado nele chamava-se Morte; e o inferno seguia com ele; e foi-lhe dada autoridade sobre a quarta parte da terra, para matar com a espada, e com a fome, e com a peste, e com as feras da terra. Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram. E clamaram com grande voz, dizendo: até quando, ó Soberano, santo e verdadeiro, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um deles compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda por um pouco de tempo, até que se completasse o número de seus conservos, que haviam de ser mortos, como também eles o foram. E vi quando abriu o sexto selo, e houve um grande terremoto; e o sol tornou-se negro como saco de cilício, e a lua toda tornou-se como sangue; e as estrelas do céu caíram sobre a terra, como quando a figueira, sacudida por um vento forte, deixa cair os seus figos verdes. E o céu recolheu-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares. E os reis da terra, e os grandes, e os chefes militares, e os ricos, e os poderosos, e todo escravo, e todo livre, se esconderam nas cavernas e nas rochas das montanhas; e diziam aos montes e aos rochedos: caí sobre nós, e escondei-nos da face daquele que está assentado sobre o trono, e da ira do Cordeiro; porque é vindo o grande dia da ira deles; e quem poderá subsistir?"
As cenas são vistas no céu por João, e ele as descrevem seguindo uma ordem: Jesus, o Leão ou o Cordeiro é o centro de comando, logo a seguir algum dos seres viventes transmite as ordens, depois outro grupo ou executor as passa adiante até que sejam executadas na Terra.
Este capítulo está ligado à profecia de Habacuque, dentre outros profetas cujas visões eram as mesmas, porém as cenas descritas de modo complementar. Neste ponto percebem-se claramente duas naturezas de juízos: na abertura dos seis primeiros selos ocorrem juízos e graça cujo propósito é salvar milhões de eleitos, durante a "grande tribulação", que não foram arrebatados com a Igreja. Ao abrir o sétimo selo são tocadas sete trombetas, então, é iniciado o que o profeta Sofonias chamou de "o grande e terrível dia do Senhor". Neste momento não se registram experiências de salvação, mas apenas de ira. A finalidade é expurgar a Terra e prepará-la para o retorno do "Grande Rei" para o reino milenar.
Então são identificados nesta secção o Cordeiro, os quatro seres viventes, os quatro cavaleiros, os quatro anjos, os anciãos, e as duas testemunhas. Cada um tem uma função na execução dos juízos sobre a Terra. Sabe-se também, que, aos eleitos e regenerados foi prometido participar da administração dos juízos de Deus conforme Ap. 2:26 a 28 - "Ao vencedor, e ao que guardar até ao fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com cetro de ferro as regerá, e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro."
O evangelho será pregado universalmente, a saber, a todos os povos, tribos, línguas e nações por um anjo conforme Ap. 14:6 - "Vi outro anjo voando pelo meio do céu, tendo um evangelho eterno para pregar aos que se assentam sobre a Terra, e a cada nação, e tribo, e língua e povo." Neste dia de ira e graça serão realizadas quatro coisas:
  1. Todos os homens ouvirão o evangelho pregado do céu.
  2. A Terra deverá ser julgada e purificada por meio de cataclismos naturais e espirituais.
  3. Tudo o que não puder ser redimido pela graça, será destruído.
  4. Haverá uma reconstrução de todas as coisas para que sejam novas.
Veja que o evangelho neste momento de tribulação será pregado do céu por um anjo, porque a Igreja já terá sido arrebatada, o Espírito Santo não mais agirá por meio dela, e não haverá ninguém redimido para anunciar o evangelho. O Anticristo terá dominado e perseguirá tudo o que se refere a Deus. Por isso, os que forem salvos neste período serão mortos e chamados de "os santos da tribulação." Não é correto chamá-los de "a igreja que foi deixada para trás", porque eles não eram convertidos até então.
Gloria in excelsis Deo!

terça-feira, 15 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XXXV

II Pd. 1: 19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
É chegado o ponto em que serão iniciados os procedimentos de juízo sobre a Terra. Tais juízos são de duas naturezas, em dois momentos: redentivo e purgativo. Durante os três anos e meio iniciais do período da tribulação, tais juízos são um misto de julgamento e graça. Porque ainda haverá conversão pela ação do Espírito Santo no convencimento do homem decaído. É deste período que subirão os santos da tribulação, que foram mortos pelo sistema da Besta. Na segunda metade dos sete anos, ou da septuagésima semana conforme o profeta Daniel, serão apenas juízos purgativos e punitivos para retomada da "possessão adquirida".
Apenas Cristo tem a autoridade para executar os juízos divinos, juntamente com os eleitos e santificados. Para tanto, Ele é assim apresentando em Ap. 5:5 - "
E disse-me um dentre os anciãos: não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos
." Quando Cristo é apresentado como o redentor dos pecadores, é o Cordeiro. Porém, quando é apresentado como o juiz, é o Leão. Na Terra nem sempre os nomes das pessoas têm a ver com o seu caráter, mas no céu, tem sempre a ver. Por isso, quando muda o caráter a que se destina a ação de Cristo, o modo de se referir a Ele também muda. Enquanto o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, Ele é o salvador, enquanto o Leão da tribo de Judá, Ele é o juiz.
Após Cristo ter sido apresentado como o Cordeiro que foi morto e reviveu, Ele passa a ser o Leão, e possui sete chifres e sete olhos conforme Ap. 5:6b - "...um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra." Sete em numerologia bíblica indica sempre totalidade, enquanto chifres indica, invariavelmente poder, seja maligno, seja benigno. Assim, os sete olhos do Cordeiro representam a Sua onisciência, enquanto os sete chifres representam a onipotência a Ele conferida para dar início aos juízos sobre a Terra. Tais juízos começam com a abertura dos sete selos e o derramamento das sete taças da ira de Deus. Da abertura do primeiro selo até a abertura do sexto selo, há diversos juízos, mas também o anúncio do evangelho da graça. Porém, ao abrir o último selo, é dado início a uma sequência de taças da ira de Deus, contendo apenas juízos punitivos e purgativos para restaurar todas as coisas. As coisas que podem ser redimidas pela fé serão redimidas, as que não podem, serão destruídas. Por isso, as Escrituras falam em "novos céus, e nova Terra."
Após a posse do livro, a saber, do documento de posse definitiva da Terra, pelo Cordeiro que foi morto e reviveu, deu-se início a um culto de adoração nos céus pelos seres viventes, pelos anciãos e milhares de milhões de anjos e eleitos santificados conforme Ap. 5: 8 a 14 - "Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a terra. E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: o que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos: e os quatro seres viventes diziam: amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram." Todos, nos céus, na Terra e no Tártaro, ou seja, o inferno, ou lugares inferiores da Terra, deram glória ao Cordeiro de Deus.
Gloria in excelsis Deo!

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XXXIV

II Pd. 2:19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
No contexto dos capítulos 4 a 11 do Apocalipse, o escopo é a redenção. Para os néscios, este ensino é apenas um mito desenvolvido no ideário dos cristãos ao longo do tempo. Outros, ainda creem que se há um Deus, Ele se esqueceu da Terra e dos que nela habitam. Entretanto, Ele tem um "Supremo Propósito" e o fará cumprir cabalmente.
Redenção é um termo que explica um processo, o qual visa reaver algo que foi perdido. Neste sentido Deus vem ensinando ao homem desde o Éden, por sinais e profecias, até o momento da execução do grande propósito d'Ele. No Antigo Testamento, quando os israelitas tomaram posse da terra prometida, certas formalidades foram positivadas para garantir a distribuição e manutenção equânime da terra. As propriedades poderiam ser vendidas, ou dispostas de outras formas. Porém, o documento de venda era, de fato, uma escritura de arrendamento. A transação expirava no ano jubileu e a terra voltava ao seu dono original. Este processo era chamado de redenção e o comprador era chamado de redentor. As terras eram sempre devolvidas às mãos do seu legítimo dono, sendo este processo denominado de "redenção da possessão adquirida". O documento da redenção era escrito por dentro com as especificações do contrato de venda. Pelo lado de fora eram apostas as assinaturas do vendedor e do comprador, como também das testemunhas da transação. O documento era selado e entregue ao proprietário original, ou aos seus herdeiros. O herdeiro, quando bem o desejasse, poderia quebrar os selos, e assim, munido do direito de avença, tomava posse da propriedade, mesmo que houvesse necessidade de usar a força para tanto.
Jr. 32: 6 a 15 - "Disse pois Jeremias: veio a mim a palavra do Senhor, dizendo: eis que Hananel, filho de Salum, teu tio, virá a ti, dizendo: compra o meu campo que está em Anatote, pois tens o direito de resgate; a ti compete comprá-lo. Veio, pois, a mim Hananel, filho de meu tio, segundo a palavra do Senhor, ao pátio da guarda, e me disse: compra o meu campo que está em Anatote, na terra de Benjamim; porque teu é o direito de herança e teu é o de resgate; compra-o para ti. Então entendi que isto era a palavra do Senhor. Comprei, pois, de Hananel, filho de meu tio, o campo que está em Anatote; e pesei-lhe o dinheiro, dezessete siclos de prata. Assinei a escritura e a selei, chamei testemunhas, e pesei-lhe o dinheiro numa balança. E tomei a escritura da compra, que continha os termos e as condições, tanto a que estava selada, como a cópia que estava aberta, e as dei a Baruque, filho de Nerias, filho de Maséias, na presença de Hananel, filho de meu tio, e na presença das testemunhas que subscreveram a escritura da compra, à vista de todos os judeus que estavam sentados no pátio da guarda. E dei ordem a Banique, na presença deles, dizendo: assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: toma estas escrituras de compra, tanto a selada, como a aberta, e mete-as num vaso de barro, para que se possam conservar muitos dias; pois assim diz o Senhor dos exércitos, o Deus de Israel: ainda se comprarão casas, e campos, e vinhas nesta terra."
Jesus, o Cristo é o legítimo herdeiro de todas as coisas, nos céus e na Terra. Satanás, porém, detém apenas a posse por causa do direito a ele concedido pelo pecado. Entretanto, nos últimos tempos o herdeiro legítimo virá para o resgate final, já que a transação de redenção foi executada, assinada, testemunhada e selada na cruz. O documento de posse está na mão direita de Deus, e o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, o tomará e, quebrando os sete selos, o abrirá para tomar posse legal e eterna de todas as coisas, pois é digno desta honra.
Ef. 1: 12 e 14 - "...nele, digo, no qual também fomos feitos herança, havendo sido predestinados conforme o propósito daquele que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade, com o fim de sermos para o louvor da sua glória, nós, os que antes havíamos esperado em Cristo; no qual também vós, tendo ouvido a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação, e tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa, o qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão de Deus, para o louvor da sua glória." Os eleitos e regenerados são parte integrante desta herança objeto de redenção, a qual foi executada pela morte da morte, na morte de Cristo.
O Diabo é um posseiro ilegal, pois não é o dono legítimo da propriedade. Jesus, o Cristo de Deus é o herdeiro e verdadeiro dono de tudo, a propriedade adquirida é periódica, mas a propriedade herdada é perpétua. Os mansos regenerados no sangue do Cordeiro também herdarão a Terra em perpetuidade, juntamente com Cristo, pois são co-herdeiros com Ele conforme Rm. 8:17 - "...e, se filhos, também herdeiros, herdeiros de Deus e co-herdeiros de Cristo."
Toda atividade de reintegração da propriedade eterna de Cristo e seus co-herdeiros depende da quebra dos selos do documento legal que está na destra do Eterno. A partir desta realidade, dar-se-á início ao mais estupendo processo de retomada e restituição de direitos em três instâncias:
  1. Nos céus conforme Ap. 6:14 - "...e o céu recolheu-se como um pergaminho quando se enrola. Então, todos os montes e ilhas foram movidos do seu lugar." Também em Mt. 24:29 - "Logo depois da tribulação daqueles dias, escurecerá o sol, e a lua não dará a sua luz; as estrelas cairão do céu e os poderes dos céus serão abalados."
  2. Na Terra conforme Is. 24:18 a 20 _ "A terra está de todo quebrantada, a terra está de todo fendida, a terra está de todo abalada. A terra cambaleia como o ébrio, e balanceia como a rede de dormir; e a sua transgressão se torna pesada sobre ela, e ela cai, e nunca mais se levantará. Naquele dia o Senhor castigará os exércitos do alto nas alturas, e os reis da terra sobre a terra."
  3. Na prisão dos espíritos demoníacos conforme Jd. 6 - "... aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia..." Muitos desses espírito malignos serão soltos conforme o capitulo 9 de Apocalipse, mas depois derrotados e presos eternamente. Eles serão liberados para atormentar a Terra e os seus habitantes incrédulos.
Então, há primeiro a "redenção da propriedade adquirida" por meio da inclusão na morte de Cristo. A redenção final e definitiva, quando então, a propriedade será totalmente restituído ao seu dono original ocorrerá no retorno do Grande Rei para purificar todas as coisas, por meio de juízos. Isto ocorrerá quando o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, tomar o documento das mãos do Sumo Juiz. Então Ele quebrará os selos, abrirá o documento e exigirá o Seu direito de redenção. A transação legal só se conclui após o pagamento do preço exigido e a posse propriamente dita. Estas verdades se concluem entre a primeira e a segunda vinda de Cristo.
Gloria in excelsis Deo!

domingo, 13 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XXXIII

II Pd. 2: 19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
Existem duas naturezas de tribulação no mundo: a tribulação decorrente do conflito entre a luz e as trevas, e a "Grande Tribulação" final. Os eleitos e regenerados têm tribulações neste mundo, e isto não lhes foi ocultado conforme Jo. 16:33 - "Tenho-vos dito estas coisas, para que em mim tenhais paz. No mundo tereis tribulações; mas tende bom ânimo, eu venci o mundo." Todavia, os nascidos de Deus têm a paz que procede do coração e não das circunstâncias. A fé que Jesus, o Cristo já venceu o mundo certifica que os filhos de Deus estão seguros e assegurados.
A "Grande Tribulação" é um período específico no qual a maldade terá chegado ao seu ápice conforme Mt. 24:21 - "...porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá." Serão dias tão assombrosos que o próprio Jesus avisa que serão abreviados por causa dos escolhidos conforme Mt. 24:22 "E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias." Os dias da "Grande Tribulação" foram abreviados, ou seja, diminuídos para apenas três anos e meio. Em todo o tempo Cristo se refere aos escolhidos e não a todos os homens. Estes escolhidos da "Grande Tribulação" são os que foram convertidos pela pregação durante os dias difíceis, pela graça, mas em meio aos juízos sobre a Terra, porque neste ponto a Igreja anteriormente existente no mundo já terá sido arrebatada, pois não faz nenhum sentido Deus redimir os eleitos para deixá-los entregues aos seus juízos e castigos destinados ao mundo. Os que advogam esta permanência da Igreja na "Grande Tribulação" desconhecem que há duas naturezas de juízos: aqueles eventos de ordem natural, dos quais Deus, nem sempre livra os seus filhos, e os eventos específicos dirigidos por Deus contra o reino de Satanás. Destes juízos, Ele sempre protege de modo seguro os que são seus. Os eventos da "Grande Tribulação" são visitações diretas de Deus, portanto, Ele não submeteria os seus escolhidos aos mesmos castigos e juízos juntamente com os não-redimidos. Quanto aos santos da tribulação, serão selados para serem protegidos das ocorrências de juízo. Sofrerão, outrossim, danos por perseguições do Anticristo, pois não poderão comprar e vender, uma vez que não terão a marca da Besta.
Ap. 5: 1 a 14 - "Vi na destra do que estava assentado sobre o trono um livro escrito por dentro e por fora, bem selado com sete selos. Vi também um anjo forte, clamando com grande voz: quem é digno de abrir o livro e de romper os seus selos? E ninguém no céu, nem na terra, nem debaixo da terra, podia abrir o livro, nem olhar para ele. E eu chorava muito, porque não fora achado ninguém digno de abrir o livro nem de olhar para ele. E disse-me um dentre os anciãos: não chores; eis que o Leão da tribo de Judá, a raiz de Davi, venceu para abrir o livro e romper os sete selos. Nisto vi, entre o trono e os quatro seres viventes, no meio dos anciãos, um Cordeiro em pé, como havendo sido morto, e tinha sete chifres e sete olhos, que são os sete espíritos de Deus, enviados por toda a terra. E veio e tomou o livro da destra do que estava assentado sobre o trono. Logo que tomou o livro, os quatro seres viventes e os vinte e quatro anciãos prostraram-se diante do Cordeiro, tendo cada um deles uma harpa e taças de ouro cheias de incenso, que são as orações dos santos. E cantavam um cântico novo, dizendo: digno és de tomar o livro, e de abrir os seus selos; porque foste morto, e com o teu sangue compraste para Deus homens de toda tribo, e língua, e povo e nação; e para o nosso Deus os fizeste reino, e sacerdotes; e eles reinarão sobre a Terra. E olhei, e vi a voz de muitos anjos ao redor do trono e dos seres viventes e dos anciãos; e o número deles era miríades de miríades; e o número deles era miríades de miríades e milhares de milhares, que com grande voz diziam: digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riqueza, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e louvor. Ouvi também a toda criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e no mar, e a todas as coisas que neles há, dizerem: ao que está assentado sobre o trono, e ao Cordeiro, seja o louvor, e a honra, e a glória, e o domínio pelos séculos dos séculos; e os quatro seres viventes diziam: amém. E os anciãos prostraram-se e adoraram."
Este capítulo trata da consolidação da autoridade de Cristo para dar início aos juízos sobre a Terra. Ele é identificado como o Leão de Judá, a raiz de Davi. Por isso, apenas Ele tem direito e autoridade para tomar o livro dos juízos da mão de Deus.
Neste ponto é iniciada a redenção da Terra por meio de juízos em ordem e sequências de acontecimentos dirigidos por Cristo e pelos santos e imortais. Enquanto Gênesis fala do princípio da redenção, o Apocalipse revela a execução da redenção final. Cristo deu início à redenção, a Igreja deu continuidade pregando o evangelho, no final Ele e a Igreja juntos completarão a obra redentora para sempre. A redenção é, portanto, a restauração de tudo quanto foi danificado e perdido por causa do pecado.
  1. O homem perdeu a sua alma conforme Gn. 2:17 - "... porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Também em Ez. 18:4 - "Eis que todas as almas são minhas; como o é a alma do pai, assim também a alma do filho é minha: a alma que pecar, essa morrerá." Sempre quando se refere à salvação, o referencial é a alma, e não o espírito.
  2. O homem perdeu o seu corpo, pois não poderia comer da árvore da vida, e por isso, começou a envelhecer, perecendo a cada dia, até morrer fisicamente conforme Gn. 3:19 - ".... até que tornes à terra, pois dela foste formado: porque tu és pó e ao pó te tornarás."
  3. O homem perdeu a Terra, a saber, o domínio sobre ela, pois teve de produzir as suas necessidades em meio às dificuldades, doenças, pragas conforme Gn. 3: 17 a 19 - "E a Adão disse: visto que atendeste a voz de tua mulher, e comeste da árvore que eu te ordenara não comesses: maldita é a Terra por tua causa: em fadigas obterás dela o sustento durante os dias de tua vida. Ela produzirá também cardos e abrolhos, e tu comerás a erva do campo.No suor do rosto comerás o teu pão, até que tornes à terra, pois dela foste formado."
Assim como o resultado, ou a consequência do pecado é tríplice, igualmente o processo da redenção é tríplice. Tudo o que se perdeu com o pecado será restituído ao estado original. É na cruz que é dado início ao processo da redenção, prossegue até o retorno do Grande Rei. Portanto, ocorre a conversão do pecador para a salvação da sua alma; ocorre a ressurreição para a redenção do corpo glorificado; e com a vinda visível de Cristo ocorrerá a redenção da Terra e de tudo que nela há.
Gloria in excelsis Deo!

terça-feira, 8 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XXXII

II Pd. 1: 19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
No artigo anterior falou-se em "os santos organizados no céu" de acordo com a descrição de João em seu arrebatamento espiritual. São denominados de santos todos os eleitos e regenerados, em todos os tempos e lugares. Por que foram remidos pela graça mediante a fé por Jesus, o Cristo. Tanto os que viveram antes d'Ele, pela fé que receberam para crer na sua vinda. Também os que presenciaram a Sua vida terrena pelo Seu testemunho, martírio, e pregação do evangelho. E, ainda, os que viveram e ainda viverão após a Sua morte e ascensão, pela fé que Ele é o Salvador e Filho Unigênito de Deus. Logo, a salvação sempre foi, é, e será por Cristo. Os redimidos, pois são santificados em Cristo, e não santos por conta própria, ou por canonização feita por homens.
Ainda sobre a tribulação é importante ressaltar o que afirma João em I Jo. 2:18 - "Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora." A expressão "Filhinhos esta é a última hora" em grego koinê é "Paidia skate ora estin." [Paidia skate ora estin]. João utiliza a palavra 'skáte' da qual deriva a palavra escatologia, sendo aplicada aos eventos finais, ou do tempo do fim. Então, desde aquele tempo os fatos indicavam que muitos anticristos já se manifestavam. Eram protótipos do Anticristo final que estará a serviço de Satanás. Muitos pensam que Anticristo é aquele que é contra Cristo apenas, entretanto, o significado real é "aquele que deseja ocupar o lugar de Cristo." Logo, Anticristo é todo homem que desqualifica a justificação do pecador por meio da justiça de Cristo, por isso, está em oposição a Ele.
Algumas correntes filosóficas surgiram no período helenístico e muito influenciaram as Igrejas, tentando substituir a simplicidade do evangelho de Cristo, por preceitos, regras, normas e estilos de vida. Dentre elas, destacam-se como mais fortes:
  1. Hedonismo - filosofia desenvolvida por Arispo e Epicuro, que colocava o prazer e o desejo como a única finalidade da vida.
  2. Epicurismo - seguidores de Epicuro (320 a 270 a. C.) doutrina filosófica que ensinava que o prazer é o ideal da vida. Segundo ele, o prazer eliminaria o medo, trazendo a tranquilidade.
  3. Estoicismo - seguidores de Zenão (340 a 265 a.C.) ensino filosófico que estabelecia o panteísmo, ou seja, que "Deus" estava em tudo e que os homens deveria buscar a harmonia com a natureza para encontrar a felicidade.
  4. Gnosticismo - doutrina que pretende estabelecer o fim último de todas as coisas como fundamentado na emoção e no conhecimento interior. Este ensino diz que o homem é uma espécie de "deus", porque possui luz própria para promover sua evolução e salvação por meio do conhecimento próprio. É deste ensino que surgiram diversos outros que estão presentes nas igrejas institucionais hoje, como por exemplo, o 'livre arbítrio', 'aceitar Jesus', 'cooperar com o Espírito Santo', etc. Neste campo há também muitas seitas cristãs, religiões místicas, códigos de moralidade e de ética orientais, ensinos exotéricos, doutrinação universalista por meio de grupos secretos, tais como Iluminati.
II Ts. 2: 1 a 12 - "Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça."
No processo escatológico há sempre determinadas sequências indicadas claramente nas Escrituras. Assim, antes de Cristo retornar nos ares para receber a Sua Igreja comprada e redimida pelo seu sangue, haverá a manifestação da apostasia. Sabe-se, entretanto, que apostasia significa abandonar à fé, e não necessariamente, à Igreja. Afastar-se da fé, é não depender apenas do que afirmam as Escrituras, mas acrescentar a elas, as obras da lei, sacrifícios e esforços humanos, justiça própria e méritos. Depois da apostasia haverá a revelação de quem é o Anticristo, ou a Besta, porque ele se oporá à verdade, ficará contra tudo quanto se refere a Deus, ou que presta culto e adoração verdadeira. Ele vai reivindicar adoração a si mesmo, e se apresentará como sendo ele mesmo um "Deus". Há, na atualidade, muitas manifestações de iniquidade que indicam o preparo para a manifestação deste indivíduo, mas ele ainda é detido pela operação do Espírito Santo que convence o homem do pecado, da justiça e do juízo, como também atesta com o espírito dos eleitos e regenerados que eles são filhos de Deus. Por isso, o tal iníquo e filho da perdição não pode se revelar, pois seria facilmente detectado e apontado pelos regenerados. Quando, porém, a Igreja redimida pelo sangue de Cristo for retirada, ele poderá se manifestar com muitos sinais e prodígios da mentira. Isto não implica que o Espírito Santo abandonará a Terra, mas apenas que a Sua operação por meio dos nascidos de Deus, não o denunciará.
Após a revelação do Anticristo, Cristo voltará visivelmente "com as nuvens e todo olho o verá", para exercer juízo sobre a Terra e o destruirá com o sopro da Sua boca. Ele será morto, porque é um homem preparado para este fim, e não o próprio Satanás. Quanto a Satanás, só será jogado no lago de fogo e enxofre ao final do milênio quando será solto da sua prisão, sendo isto culminado como o "Juízo Final" e uma última batalha.
Gloria in excelsis Deo!

ESCATOLOGIA XXXI


II Pd. 1: 19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação."
O arrebatamento de João até os céus e a descrição do que ele vê a partir de lá é uma tipificação do arrebatamento da Igreja e o início da "Grande Tribulação" durante a formação, a consolidação e a destruição do governo do Anticristo. Boa parte do que João vê e descreve foi vaticinado pelo profeta Daniel no capítulo 9, objeto de análise no início desta série de artigos.
A ordem dos eventos nesse ponto é:
  1. Arrebatamento da Igreja em seu encontro com Cristo nos ares conforme I Ts. 4: 16 e 17 - "Porque o Senhor mesmo descerá do céu com grande brado, à voz do arcanjo, ao som da trombeta de Deus, e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos seremos arrebatados juntamente com eles, nas nuvens, ao encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor."
  2. Os remidos organizados no céu para exercer os juízos sobre a Terra conforme os capítulos 4 a 11 de Apocalipse.
  3. Abertura dos seis primeiros selos e início da formação mundial do governo da Besta ou Anticristo. O processo de formação do governo mundial da Besta ou Anticristo já é uma realidade há muito tempo, porém chegará ao seu ápice neste contexto escatológico.
  4. Abertura do sétimo selo e início de uma sequência de sete trombetas, e o derramamento de sete taças da ira de Deus sobre a Terra. Consolidação do domínio do Anticristo por três anos e meio durante os seis primeiros selos.
  5. Pregação das duas testemunhas durante os últimos três anos e meio do governo da Besta. Morte das duas testemunhas em Jerusalém e grande perseguição aos santos convertidos durante a grande tribulação que é a Igreja também, porém que não foi redimida no período do evangelho da graça.
  6. Retorno visível do "Grande Rei" e início da "Guerra do Armagedom" com a derrota das forças do Anticristo. Esta não é uma guerra contra Satanás e seus anjos diretamente, mas sim contra forças terrenas controladas por ele.
  7. Início do "Reino Milenar" e restauração de todas as coisas por Cristo e os remidos a partir de Jerusalém, a "Santa Cidade".
É neste período do domínio da Besta que se cumprirá a 70ª semana da profecia de Daniel. Este mesmo período é expresso das seguintes formas: tempo, tempos e metade de um tempo; ou quarenta e dois meses; ou ainda, mil duzentos e sessenta dias. São modos diferentes de se referir ao mesmo período da "Grande Tribulação". Nos três anos e meio anteriores a este período é o período da tribulação normal da Igreja, perseguições, controle mundial, guerras, tumultos, oscilações na economia e na política internacional, cerco militar de Gogue e Magogue a Israel.
Há religiosos que acreditam que a Igreja passará pela "grande tribulação", porque confundem a tribulação do período do evangelho da graça que se estende desde a ascensão de Cristo até o arrebatamento, com a "grande tribulação" que ocorrerá na segunda metade do período de domínio do Anticristo. Não há muito apoio bíblico a esta posição, ao contrário, grande parte dos textos que retratam este período desautorizam esta interpretação. É que durante este período pós-arrebatamento haverá ainda conversão, especialmente de judeus pela pregação das duas testemunhas. Por esta razão haverá um remanescente da Igreja que passará por terríveis perseguições. O apóstolo João, já no seu tempo, afirmava: "... filhinhos sabemos que esta é a última hora...." A expressão grega para última hora é no sentido de uma contagem regressiva para o cumprimento das profecias.
Estes são os tempos difíceis que sobrevirão ao mundo preditos por Paulo nas cartas a Timóteo. Os homens serão amantes de si mesmos, infiéis em tudo, mentirosos, orgulhosos e quererão ser 'deus'. Haverá uma espécie de religião universal e mística que estará a serviço do Anticristo conforme o capítulo 13 de Apocalipse. A Besta que subiu do mar é de caráter político, mas a Besta que subiu da terra é de caráter religioso, e esta fará que o mundo adore o Anticristo, e consequentemente, a Satanás.
Gloria in excelsis Deo!

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

ESCATOLOGIA XXX

II Pd. 1: 19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
O maior problema do cristianismo nominal é tomar as Escrituras como manual de religião, e não como a Palavra de Deus. No Novo Testamento acham-se duas palavras na língua grega para 'palavra': uma é 'logos' que significa a palavra dita por Deus; a outra é 'rhema', ou seja, a palavra vivificante de Deus. No primeiro caso é o relato dos feitos e dos decretos eternos de Deus. No segundo caso é o comando que abre os ouvidos e retira as escamas dos olhos dos pecadores eleitos.
II Tm. 3:16 - "Toda Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça." O homem escreveu, mas a inspiração provém de Deus, por isso, é proveitosa para repreender, corrigir e instruir em justiça. Algumas religiões utilizam porções das Escrituras apenas para dar um certo ar de legitimidade ao que pretendem controlar. No fundo, muitos dos que pregam, ou ensinam nestas igrejas institucionais, não creem no que estão pregando. Neste sentido as Escrituras se tornam, a uns enfadonha e cansativa, a outros, um peso. Pode-se dizer, que, hoje há muitos incrédulos dentro das próprias igrejas.
Ap. 4: 1 a 11 - "Depois destas coisas, olhei, e eis que estava uma porta aberta no céu, e a primeira voz que ouvira, voz como de trombeta, falando comigo, disse: sobe aqui, e mostrar-te-ei as coisas que depois destas devem acontecer. Imediatamente fui arrebatado em espírito, e eis que um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono; e aquele que estava assentado era, na aparência, semelhante a uma pedra de jaspe e sárdio; e havia ao redor do trono um arco-íris semelhante, na aparência, à esmeralda. Havia também ao redor do trono vinte e quatro tronos; e sobre os tronos vi assentados vinte e quatro anciãos, vestidos de branco, que tinham nas suas cabeças coroas de ouro. E do trono saíam relâmpagos, e vozes, e trovões; e diante do trono ardiam sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete espíritos de Deus; também havia diante do trono como que um mar de vidro, semelhante ao cristal; e ao redor do trono, um ao meio de cada lado, quatro seres viventes cheios de olhos por diante e por detrás; e o primeiro ser era semelhante a um leão; o segundo ser, semelhante a um touro; tinha o terceiro ser o rosto como de homem; e o quarto ser era semelhante a uma águia voando. Os quatro seres viventes tinham, cada um, seis asas, e ao redor e por dentro estavam cheios de olhos; e não têm descanso nem de noite, dizendo: Santo, Santo, Santo é o Senhor Deus, o Todo-Poderoso, aquele que era, e que é, e que há de vir. E, sempre que os seres viventes davam glória e honra e ações de graças ao que estava assentado sobre o trono, ao que vive pelos séculos dos séculos, os vinte e quatro anciãos prostravam-se diante do que estava assentado sobre o trono, e adoravam ao que vive pelos séculos dos séculos; e lançavam as suas coroas diante do trono, dizendo: digno és, Senhor nosso e Deus nosso, de receber a glória e a honra e o poder; porque tu criaste todas as coisas, e por tua vontade existiram e foram criadas."
Agora a profecia apocalíptica está direcionada a duas realidades: tribulação e julgamento. O apóstolo João foi arrebatado, ou elevado em espírito até o próprio céu, de onde passou a ver as coisas que sucederiam na Terra. Durante todo o Velho Testamento, os profetas viam, e ouviam da Terra, as profecias do céu. Agora o quadro se inverte e João é convocado à própria presença dos Santos e do Cordeiro. Ele descreve como os santos estão organizados nos céus se preparando para o juízo na Terra.
João introduz este quadro com a expressão: "depois destas coisas..." Depois de quê? Depois do período da graça por meio da ação da Igreja na Terra. Com o chamado de João para ver as coisas do céu, encerrou-se o período da Igreja e da pregação do evangelho da graça. Esta cena do arrebatamento, da qual, João foi o tipo, é confirmada em I Ts. 4: 16 e 17.
João descreve o que viu no seu arrebatamento em espírito:
  1. Um assentado no trono, cuja aparência era semelhante as pedras de jaspe e sárdio. Em torno do trono um arco-iris semelhante à pedra de esmeralda. Estes são símbolos para descrever a magnificência de Cristo em Sua glória.
  2. Os anciãos, em número de vinte e quatro, assentados sobre tronos, vestidos de branco, possuindo coroas de ouro, e adorando ao Cordeiro de Deus. Representam o Velho e o Novo testamentos. Os doze patriarcas e os doze apóstolos.
  3. Do trono saiam relâmpados, vozes, trovões e diante dele havia um piso como um mar transparente de cristal, e sete lâmpadas de fogo, as quais são os sete Espíritos de Deus.
  4. Os quatro seres viventes estavam ao redor do trono do Juiz Eterno, cheios de olhos por todos os lados. Eram eles: um leão, um touro, um com rosto de homem, e o outro uma águia.
  5. Os seres viventes adoravam incessantemente ao Grande Rei e os vinte e quatro anciãos adoravam e lançavam suas coroas diante do trono d'Ele.
Sobre os quatro seres viventes tem-se que: a) o leão representa a autoridade de Cristo; b) o novilho representa a mansidão e a servidão de Cristo; c) o rosto de homem representa o Cristo como o Filho do Homem; e d) a águia voando representa a soberania e onisciência de Cristo. Estes seres viventes possuem as características de Cristo, porém representam no conjunto os santos que julgarão a Terra. Tudo o que usa o número quatro tem a ver com a Terra.
Esta visão é de profunda e tremenda significação, pois retrata como as coisas são tratadas por Deus. O homem tolo, e incrédulos pensa em seu coração que não há Deus e que, se houver, esqueceu-se da Terra e dos homens. Entretanto, nada acontece fora do tempo preordenado por Ele. Esta visão mostra como o Senhor Jesus está organizando todas as coisas para executar o Seu juízo sobre a Terra. Na sequência do texto, até o capítulo onze, ver-se-á quem participará, e como será exercido o juízo sobre a Terra.
Gloria in excelsis Deo!

ESCATOLOGIA XXIX

II Pd. 1:19 a 21 - "E temos ainda mais firme a palavra profética à qual bem fazeis em estar atentos, como a uma candeia que alumia em lugar escuro, até que o dia amanheça e a estrela da alva surja em vossos corações; sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por vontade dos homens, mas os homens da parte de Deus falaram movidos pelo Espírito Santo."
Muitas pessoas imaginam em seus pensamentos, que, pertencendo a uma ou outra religião, cumprindo os preceitos das suas crenças, e sendo uma boa pessoa, estão garantidos para a vida eterna. Outros, imaginam que pertencer a uma igreja é uma questão social, pois gera aceitação da sociedade. Outros ainda, pensam que o altruísmo e a doação de suas vidas para o próximo é o único meio de chegar a Deus e a vida eterna. Por isso, há tantas religiões e crenças no mundo, pois cada um concebe e desenvolve um sistema próprio de "fé". Estas concepções acabam por gerar um sistema religioso, que, embora fale acerca de Deus, do pecado, da salvação, de amor, etc, não têm nada a ver com a verdade espiritual. Assim, a igreja dos dias atuais é tipificada na Igreja em Laodicéia. É um sistema religioso fundamentado em si mesmo, arrogante, horizontalizado e que nada tem a ver com a soberana vontade de Deus. As igrejas institucionais e denominacionais prezam por uma pregação popular e que agrada aos pecadores. Elas não lhes diz a verdade! A verdade não faz acordos com o pecado original, contrariamente, ela o aniquila conforme Hb. 9:26c - "...para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo."
Ap. 3:14 a 22 - "
Ao anjo da igreja em Laodicéia escreve: isto diz o Amém, a testemunha fiel e verdadeira, o princípio da criação de Deus: c
onheço as tuas obras, que nem és frio nem quente; oxalá foras frio ou quente! Assim, porque és morno, e não és quente nem frio, vomitar-te-ei da minha boca. Porquanto dizes: rico sou, e estou enriquecido, e de nada tenho falta; e não sabes que és um coitado, e miserável, e pobre, e cego, e nu; aconselho-te que de mim compres ouro refinado no fogo, para que te enriqueças; e vestes brancas, para que te vistas, e não seja manifesta a vergonha da tua nudez; e colírio, a fim de ungires os teus olhos, para que vejas. Eu repreendo e castigo a todos quantos amo: sê pois zeloso, e arrepende-te. Eis que estou à porta e bato; se alguém ouvir a minha voz, e abrir a porta, entrarei em sua casa, e com ele cearei, e ele comigo. Ao que vencer, eu lhe concederei que se assente comigo no meu trono. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas
."
O primeiro princípio dos que são nascidos de Deus é que só se pode agradá-lo por meio da fé conforme Hb. 11:6 - "Ora, sem fé é impossível agradar a Deus." O texto bíblico afirma peremptoriamente que é impossível agradar a Deus senão pela fé. A fé é crer sem ver e ver o que não é palpável. A fé é um dom de Deus e não produzida pela vontade, ou pelo comportamento moral do homem. Na Igreja em Laodicéia, que era uma das igrejas existentes e reais do primeiro século da era cristã, mas também é o tipo da igreja dos últimos tempos, a fé não era o meio para agradar a Deus. Contrariamente, a Igreja em Laodicéia põe a sua confiança na sua própria força, riqueza e capacidade.
À Igreja em Laodicéia, Cristo se apresenta como o Amém, ou seja, como o que encerra os acontecimentos da história. Também se apresenta como a fiel e verdadeira testemunha, pois é Ele mesmo a verdade. Fora de Cristo não há verdade, não há vida, e não há caminho. Ele é o princípio da criação de Deus, porque é Ele a fonte original da qual todas as coisas foram feitas conforme João capítulo um.
A Igreja em Laodicéia é morna, ou seja, não é quente, e não é fria. Algo quente é bom, pois traz energia e força. Algo frio é bom, porque refrigera e traz alívio e descanso. Mas algo morno causa náuseas e vômitos. Por isso, Cristo diz que esta Igreja será vomitada, ou seja, rejeitada em suas obras. Este estado de mornidão se caracteriza por uma posição confortável e auto-confiante em suas próprias forças, e não na dependência de Deus. Aquele que depende da graça de Deus descansa e confia, porque sabe em quem tem crido, não porque se julga merecedor e promotor da sua própria justiça.
Cristo declara conhecer as obras desta Igreja e põe diante dela a sua real situação espiritual e não material: coitado, miserável, pobre, cego e nu. Ora, coitado é aquele que sofre o coito; miserável é aquele que vive na miséria; pobre é aquele que não possui nada; cego é aquele que não vê; e nu é aquele que está despido da comunhão de Deus. Todas estas situações se apoderaram de Adão após a queda: foi violentado em sua integridade, tornou-se miserável, perdeu todos os privilégios no Éden, passou a enxergar apenas fisicamente, mas tornou-se cego espiritualmente, e percebeu a sua nudez física e espiritual. Logo, o que está sendo dito à Igreja de Laodicéia é que ela está fora da comunhão de Deus.
O conselho de Cristo é que aquela Igreja compre ouro, que é o símbolo da justiça e da riqueza d'Ele, vestes brancas para obter pureza contra o pecado, colírio para limpar os olhos e retirar as escamas que impede de ver a verdade.
Cristo mostra que a repreensão é a demonstração do amor verdadeiro. Quem não ama não repreende, porque não se importa com a sorte da pessoa. Cristo conclama àquela Igreja a que busque arrependimento, ou seja, 'metanoia', mudança de mente em relação a si mesma, e à verdade. Ele está do lado de fora daquela Igreja, mas deseja ter uma relação íntima com ela. O caminho é ouvir, porque a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pelo pregar a Palavra de Deus. Isto implica em que aquela Igreja havia abandonado o ensino das Escrituras. Então, o que pregava? Doutrinas, regras, preceitos e dogmas humanistas. A Palavra de Deus estava fora daquela Igreja. Semelhantemente, este fato é o que acontece na igreja dos dias atuais, porque são, na verdade, antítipos daquela igreja em Laodicéia.
Ao que vencer é prometido assentar-se no trono do Senhor Jesus, com Ele. Esta é uma imensa honra aos nascidos de Deus. Quem tem ouvidos, e não apenas orelhas, ouça, pois o que o Espírito de Cristo está dizendo.
Gloria in excelsis Deo!