sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O QUE É E O QUE NÃO É A IGREJA IX

A universalidade da Igreja é perceptível em inumeráveis textos neotestamentários. É importante frisar isto, porque nos tempos atuais a igreja institucional tornou-se basicamente local, e, o que é pior, denominacional. Ambas características são contrárias as Escrituras. Estes e outros fatos fazem dessas igrejas apenas sedes de religiões desprovidas de conteúdo bíblico. São elas repletas de regras, normas e preceitos criados pelos seus fundadores e líderes com suposta base bíblica. Ao se conferir as citações bíblicas, raramente elas apoiam qualquer defesa de unidade, tal como proposta em Ef. 4:5 - "Um só Senhor, uma só fé, um só batismo." Então, não basta elaborar um documento declaratório de dogmas, preceitos, regras e normas, chamando isto de base bíblica. Com a Bíblia aberta pode-se provar inumeráveis mentiras acerca de Deus, de Cristo e da Verdade.
Jo. 10:16 - "Ainda tenho outras ovelhas que não são deste aprisco; também me convém agregar estas, e elas ouvirão a minha voz, e haverá um rebanho e um Pastor." A fundamental diferença da Igreja Universal e sustentada pelo Senhor Jesus é que, qualquer que seja o aprisco que ela se ache, as ovelhas ouvem a Sua voz, formando um só rebanho sob o cajado de um só Sumo e Bom Pastor. Os verdadeiros eleitos e preordenados para a vida se conhecem e se reconhecem em qualquer lugar do mundo. O dialeto é o mesmo, a esperança é a mesma e a singeleza de coração é a mesma. Contrariamente, os rebanhos dispersos e entrincheirados em suas pressuposições teológicas e denominacionais se magoam e se ofendem mutuamente, as vezes por pequenas diferenças que nem são dignas de muita consideração para a redenção do pecado.
A questão fundamental é que a Igreja, Corpo Vivo de Cristo é formada por aqueles que foram mortos com Ele em sua morte de cruz e com Ele ressuscitaram, ganhando a Sua vida eterna. Enquanto nas igrejas institucionais e denominacionais há uma agregação de vivos em suas vidas almáticas cheias de presunção, orgulho e vaidades. A prova evidente disso é o grande número de fofocas, maledicências, disputas por cargos, abandono de uma determinada igreja para ir para outra. Divisões e subdivisões dentro das igrejas institucionais criam e recriam modelos cada vez menos bíblicos, porém cada vez mais afinados com o mundo e seus reclames existenciais. As vezes a simples omissão de uma determinada visita de alguém que se acha importante ao culto em determinadas igrejas, é o suficiente para causar melindres e ali aquela virtuose não aparece mais, porque não foi notada e bajulada.
Aos que receberam graça para dirigir uma Igreja é dada a seguinte ordem: "Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue. Porque eu sei isto que, depois da minha partida, entrarão no meio de vós lobos cruéis, que não pouparão ao rebanho." - At. 20:28. Veja que a Igreja é de Deus e não de uma cidade, denominação ou freguesia. O preço da verdadeira Igreja é o sangue de Cristo e não méritos e justiça própria de homens. No mesmo texto há a prevenção de que entrariam lobos cruéis e devoradores do rebanho. São estes lobos que fazem as divisões, pois o intento deles é se locupletar as custas do rebanho.
I Pd. 5:2 - "Apascentai o rebanho de Deus, que está entre vós, tendo cuidado dele, não por força, mas voluntariamente; nem por torpe ganância, mas de ânimo pronto; Nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho." O verbo apascentar é transitivo e traz as seguintes significações: trazer e guardar as ovelhas no pasto, doutrinar, nutrir, deleitar, etc. O texto mostra que o rebanho é de Deus e não de lobos e salteadores. Ainda afirma que o ato de apascentar não deve ser por força, mas por vontade própria; não deve ser por torpe ganância, mas de alma pronta, isto é, sempre preparado para a obra. O pastor não deve considerar o rebanho como sua propriedade, mas como herança de Deus e, acima de tudo, o pastor deve ser exemplo para o rebanho. Ele é duas vezes servo: de Cristo e do rebanho!

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