quarta-feira, 11 de janeiro de 2012

A ORAÇÃO ENSINADA NAS ESCRITURAS VIII

Ef. 6: 13 a 19 - "Portanto tomai toda a armadura de Deus, para que possais resistir no dia mau e, havendo feito tudo, permanecer firmes. Estai, pois, firmes, tendo cingidos os vossos lombos com a verdade, e vestida a couraça da justiça, e calçando os pés com a preparação do evangelho da paz, tomando, sobretudo, o escudo da fé, com o qual podereis apagar todos os dardos inflamados do Maligno. Tomai também o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a palavra de Deus; com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito e, para o mesmo fim, vigiando com toda a perseverança e súplica, por todos os santos, e por mim, para que me seja dada a palavra, no abrir da minha boca, para, com intrepidez, fazer conhecido o mistério do evangelho..."
O apóstolo Paulo está fazendo as considerações finais em sua missiva à Igreja em Éfeso. Ele usa uma linguagem figurada com base na experiência militar, comparando a vida cristã a um combate permanente. Os cristãos verdadeiros são os únicos soldados que desafiam o inimigo em seu próprio território, visto que as Escrituras registram que o mundo inteiro jaz no maligno. Obviamente, o maligno não é o proprietário do mundo, mas se apoderou dele por causa do pecado no homem. Ele é, e continua sendo um usurpador, e por certo, perderá também esta posição, quando da restauração de todas as coisas. 
Assim, a armadura de Deus é o revestir-se de Cristo, os lombos cingidos da verdade, o vestir a couraça da justiça, o calçar os pés com o evangelho da paz, tomar o escudo da fé, o capacete da salvação, e a espada do Espírito, que é a Palavra de Deus, são símbolos da vida regenerada por meio do novo nascimento. Tal condição não é resultante dos esforços humanos, pois ninguém consegue, todo o tempo, se manter em tal consagração. É conseguida pela graça que é superabundante, onde abunda o pecado. Quando Deus conheceu de antemão, predestinou, chamou, justificou, e glorificou os seus eleitos, igualmente criou todas as condições e meio eficientes e eficazes para mantê-los. Enquanto o homem não consegue crer e descansar nesta verdade, ainda lhe falta absolutamente tudo no campo espiritual. O tal ainda não experimentou o nascimento do alto nos moldes do que é ensinado por Cristo em Jo. 3: 3 e 5 - "Respondeu-lhe Jesus: em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus respondeu: em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus."
Na doutrinação da Igreja em Éfeso, Paulo, acrescenta a tudo o que foi dito, uma coisa fundamental: "...com toda a oração e súplica orando em todo tempo no Espírito..." Toda oração e súplica, em todo o tempo, porém, não se refere apenas à manifestação exterior, mas no Espírito. Isto implica em que é o Espírito Santo de Deus que ora pelos nascidos d'Ele, pois não se pode, na carne, manter comunhão plena com Ele. Quando Deus olha para os homens, os vê por meio de Cristo, pois foi Ele que os tornou apresentáveis perante o Pai, conforme Cl. 1: 21 e 22 - "A vós também, que outrora éreis estranhos, e inimigos no entendimento pelas vossas obras más, agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis..." Cristo atraiu o pecador em sua morte de cruz, e, ali, matou a natureza pecaminosa que tornava o homem decaído culpado, separado, inimigo, e estranho em relação à santidade de Deus. Cristo reconciliou o pecador por meio da morte deles, na Sua morte, tornando-os apresentáveis perante Deus. Agora, os eleitos e regenerados são santos, sem defeitos e irrepreensíveis, porém, não em si mesmos, mas na obra de Cristo. É isto que não é ensinado nas religiões institucionais nestes sistemas humanistas dominados por princípios gnósticos. 
Muitos religiosos querem invadir os céus na marra, apresentando como moeda de troca suas justiças próprias e seus supostos méritos. Eles baseiam sua espiritualidade em suas próprias obras de justiça apoiadas em comportamento moral e conduta ética. Ora, se estas coisas herdassem o reino de Deus, muitos ateus seriam salvos. Jesus fala acerca destes que pretendem forcejar a entrada no reino de Deus em Mt. 22: 11 a 14 - "Mas, quando o rei entrou para ver os convivas, viu ali um homem que não trajava veste nupcial; e perguntou-lhe: amigo, como entraste aqui, sem teres veste nupcial? Ele, porém, emudeceu. Ordenou então o rei aos servos: amarrai-o de pés e mãos, e lançai-o nas trevas exteriores; ali haverá choro e ranger de dentes. Porque muitos são chamados, mas poucos escolhidos." O rei da parábola é Deus, é Ele quem convida, é Ele quem fornece as vestes de núpcias, é Ele quem chama, e é Ele quem escolhe. Os eleitos foram escolhidos antes dos tempos eternos e os seus nomes foram escritos no livro da vida do Cordeiro antes da fundação do mundo. Isto é o que as Escrituras ensinam claramente, porém só podem crer nisso, os que foram preordenados para esta mesma graça.
Sola Fidei!

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