sábado, 7 de janeiro de 2012

A ORAÇÃO ENSINADA NAS ESCRITURAS V

Mt. 6: 9 a 13 - "Portanto, orai vós deste modo: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome; venha o teu reino, seja feita a tua vontade, assim na terra como no céu; o pão nosso de cada dia nos dá hoje; e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós também temos perdoado aos nossos devedores; e não nos deixes entrar em tentação; mas livra-nos do mal. Porque teu é o reino e o poder, e a glória, para sempre, Amém."
Para muitas pessoas a oração é apenas uma espécie de muleta, ou seja, uma válvula de escape para fugir às pressões do dia-a-dia. As necessidades psicológicas são o subproduto de uma realidade pesada de dores e sofrimentos, as quais geram muitas angústias, pois as pessoas não possuem fé genuína. Quando se recebe fé que procede de Deus, há o descanso, porque a graça dá segurança no amor de Deus. O medo foi a primeira reação após a queda do homem, e continua sendo a pior coisa em todos os tempos. Por esta razão é que Cristo afirmou contra o medo cerca de 365 vezes no Novo Testamento. O apóstolo João afirma que  "o perfeito amor lança fora o medo." Sabe-se que o perfeito amor é o próprio Cristo, visto que só Ele conhece de fato o amor. O medo gera insegurança, a insegurança gera a angústia, e esta os conflitos, sejam pessoais ou interpessoais.
Não se pode confundir oração com reza. A oração é um diálogo entre pessoas que se conhecem e se respeitam. A reza é uma repetitividade de palavras para tentar afirmar uma fé que, de fato, não existe, ou mesmo, para convencer Deus a ser favorável ao  rezador. Assim, alguns fazem suas novenas, suas ladainhas, seus terços, e suas penitências. Outros murmuram seus mantras por horas seguidas. E, outros ainda, gritam, pulam, choram, ajoelham-se em milho, sobem ao monte, fazem jejuns prolongados. Todos estes auto-sacrifícios ou flagelações visam convencer Deus, ou qualquer outra divindade, que são muito fervorosos, ou que são muito necessitados. É como se o próprio Criador não conhecesse a sua criatura. É como se o Deus sábio e todo poderoso dependesse de uma ajuda do homem para realizar a sua vontade.
Os discípulos pediram a Jesus para ensiná-los a orar, reconhecendo que não sabiam fazer isto conforme o registro de Lc. 11:1 - "Estava Jesus em certo lugar orando e, quando acabou, disse-lhe um dos seus discípulos: Senhor, ensina-nos a orar, como também João ensinou aos seus discípulos." Imagine que ao verem Jesus orando sempre, os discípulos sentiram que a oração é um exercício de suma importância ao que crê. 
Após o pedido dos discípulos, Jesus os ensinou a oração modelo conhecida como "o Pai Nosso." Na oração modelo Jesus ensina em primeiro lugar que Deus deve ser adorado como Pai, que o Seu nome é santo, que o Seu reino é uma realidade, que a Sua vontade  é soberana nos céus e na Terra, que Ele é o provedor das necessidades cotidianas do homem, que o Seu perdão deve gerar perdão, e que somente Ele pode livrar o homem das tentações e do mal.
Esta oração não deve ser reproduzida como uma reza, ou um mantra, mas deve orientar ao que ora nas coisas que devem ser lembradas em uma oração. Naquele momento Jesus aponta Deus como um Pai que está no céu, porque ele ainda não havia cumprido o papel de inclusão e substituição do pecador na cruz, como também, ainda não havia sido elevado aos céus para estabelecer o reino de Deus entre os homens, e nos homens. Agora, todavia, não se deve mais orar como se Deus estivesse distante nos céus, mas Ele está presente e permanentemente com os eleitos e regenerados.
Soli Deo Gloria!

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