sábado, 12 de julho de 2008

A QUESTÃO É DE NATUREZA E NÃO DE MORAL IV

Jr. 13: 22 a 26 - "Se disseres no teu coração: por que me sobrevieram estas coisas? Pela multidão das tuas iniquidades se descobriram as tuas fraldas, e os teus calcanhares sofrem violência. Pode o etíope mudar a sua pele, ou o leopardo as suas malhas? Então podereis também vós fazer o bem, habituados que estais a fazer o mal. Pelo que os espalharei como o restolho que passa arrebatado pelo vento do deserto. Esta é a tua sorte, a porção que te é medida por mim, diz o Senhor; porque te esqueceste de mim, e confiaste em mentiras. Assim também eu levantarei as tuas fraldas sobre o teu rosto, e aparecerá a tua ignominia." O texto, sem prejuízo do seu contexto mostra com muita propriedade, que, o fator determinante dos atos pecaminosos é a natureza pecaminosa, a qual leva à contínua inclinação e ao hábito pecaminoso resultante. É ainda, por conseguinte, uma relação de causa e consequência aplicável a qualquer homem debaixo do Sol!
Da mesma forma que um etíope não pode mudar a cor da sua pele negra e o leopardo não pode modificar as listras ou rajas dos seus pelos, semelhantemente a natureza pecaminosa residente e persistente no homem natural, não pode ser alterada por ele mesmo. Nenhum sistema religioso, filosófico ou científico pode destruir o DNA do pecado original. Esta verdade não é ensinada nas Escrituras para trazer desesperança, mas para mostrar que verdade é verdade e mentira é mentira. Deus é soberano, tanto para mudar a cor da pele do etíope, como as rajas do pelo do leopardo, assim como, apenas Ele pode extirpar o pecado no homem. Tanto é verdade que, o primeiro regenerado em Cristo foi um malfeitor e não um religioso praticante da lei e suas relações cerimoniais. A referência é ao malfeitor que estava crucificado ao lado de Cristo e que confessou o seu pecado e  pediu a graça de Deus. O outro malfeitor permaneceu na sua incredulidade e insultos ao Senhor Jesus, o Cristo.
Deus, em nenhuma instância promete fingir que não vê o pecado, Ele não protege o homem, ignorando a sua condição decaída. Ao contrário, Ele deixa claro que o Seu reto juízo é exercido de qualquer maneira. Fica evidente que a mentira religiosa é uma abominação que determina a execução da justiça de Deus. Entretanto, grandiosa coisa é se render diante da misericórdia e da graça de Deus desarmado de qualquer direito, mérito ou justiça própria. Um coração contrito nunca passará despercebido e/ou desapercebido diante do Senhor de toda a glória. Nisto não há nenhuma dogmatização sobre convencer Deus a conceder salvação, mas tão somente, que, Ele será benigno para com o contrito e, isto, já é muita coisa dada a condição do pecador diante d'Ele. Outrossim, Deus resiste ao soberbo e arrogante!
Rm. 6: 1 a 7 - "Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que abunde a graça? De modo nenhum. Nós, que já morremos para o pecado, como viveremos ainda nele? Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. Pois quem está morto está justificado do pecado." Este texto mostra o modo como Deus opera na destruição da natureza pecaminosa no homem decaído. Quando se refere ao homem decaído, inclui todos os homens e não apenas os que não possuem religião, ou que praticam atos imorais, ou ainda os que se dizem ateus. A questão, como se afirma repetidamente, não é moral, mas de natureza herdada de Adão. Admitindo-se que de fato o velho homem, qual seja, a velha natureza adâmica ou o pecado original foi destruído na cruz pela inclusão na morte em Cristo, não há como o nascido do alto permanecer no pecado, ainda que permanece habitando um corpo carnal inclinado aos atos pecaminosos. Entretanto, tais atos pecaminosos vão sendo tratados até o fim da vida dos eleitos e regenerados. As Escrituras ensinam, que, ainda que o justo caia sete vezes, sete vezes Deus o levantará. Acrescenta-se ainda que os eleitos não sentem prazer no pecado, ainda que possam eventualmente cometê-los até mesmo por razões alheias à sua vontade.
O texto de Romanos 6 propõe a solução final ao pecado, além de dar garantias que é impossível viver em servidão à natureza pecaminosa após experimentar o nascimento do alto. A solução é a morte da morte do homem, na morte de Cristo, a saber a sua natureza morta em delitos e pecados é destruída na morte compartilhada em Cristo. Neste sentido o pecado original é aniquilado conforme o texto de Hb. 9:26.

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