segunda-feira, 21 de julho de 2008

O CRISTO DA RELIGIÃO x O CRISTO DO EVANGELHO V

O Cristo apresentado e cultuado na religião é apenas um meio para se conseguir determinados fins. Buscam-no para obter vitória sobre doenças, libertação do mal, para obter ganhos e progressos materiais e, até mesmo, buscar a salvação. Entretanto, o Cristo do evangelho é tanto o fim como o meio de Deus para redimir o homem a quem ele elegeu antes da fundação do mundo e preordenou para a vida. Isto porque, o Cristo apresentado pelas Escrituras é o tudo de Deus. Todas as coisas foram feitas por Ele, para Ele e sem Ele, nada do que foi feito se fez. Todas as coisas convergem para Cristo e, finalmente, o próprio Deus entregará o Universo nas mãos do Seu Filho Unigênito e Primogênito.
O rei Davi viu isso com muita clareza no Sl. 27:1 - "O Senhor é a minha luz e a minha salvação; de quem terei medo? O Senhor é a fortaleza da minha vida; a quem temerei?" Para Davi, Cristo é a luz e não um feixe de luz jogado sobre ele; Cristo é a sua salvação e não apenas um livramento; Cristo é a fortaleza da vida e não das circunstâncias da vida. Isto implica em que a vida do regenerado é propriedade de Cristo, ou seja, é a própria vida d'Ele. Cristo não concede força e vigor para o homem viver muitos dias com saúde, felicidade, abundância de riqueza. Ele mesmo é o doador e a doação da vida eterna e abundante.
Todas as coisas pertencem ao Senhor Jesus Cristo de fato e de direito, entretanto, todas elas só terão real sentido e função, quando a vida d'Ele habitar nelas. Assim, quando Cristo for tudo em todos, o que restará fora d'Ele? Nada, absolutamente nada!
Aos olhos de Deus existe apenas Cristo, e, n'Ele, todas as coisas estão contidas. Isto torna os assuntos, os interesses e as questões que ocupam o ideário do homem, absolutamente fora do propósito de Deus. A nossa lente natural captura e nos induz a buscar muitas coisas neste mundo, entretanto, nenhuma delas possui a vida de Cristo. Sendo assim, nenhuma delas está no real foco de Deus. São apenas toleradas por sua misericórdia e graça até que tudo venha a convergir para Cristo. Na restauração final, tudo será de Cristo, estará em Cristo e pertencerá a Cristo conforme Rm. 11:36 - "Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém."
Enquanto Satanás cogita das coisas dos homens que estão fora da cruz, Deus nos faz compreender que Cristo é tudo em todos. Por isso, há tanta infelicidade, desentendimentos, confusões, animosidade entre pessoas, mesmo nos arraiais da religião. Elas estão buscando coisas e não Cristo, pois só se pode buscá-Lo, quando fomos achados pela graça. Enquanto uma pessoa sente necessidade de ser feliz, de realizar grandes conquistas, ser livre, independente, conquistar coisas, posições e pessoas para se completar, nada da vida de Cristo estará nela. Terá apenas um assentimento intelectual acerca de Cristo e Seu Reino Sempiterno, mas não o tem. Para ter Cristo que é o tudo de Deus, necessário é que o homem não seja nada. Por isto, o ensino de João, o batista: "importa que ele cresça e que eu diminua."
Por esta razão, é que muitos são os chamados, porém poucos os escolhidos. A pregação do evangelho é para todos as tribos, povos e nações, mas a salvação é obra da exclusiva soberania de Deus apenas para os eleitos. Não depende de quem corre, de quem quer, ou de quem chega primeiro, mas de usar Deus de misericórdia.
Jo. 6:44, 45 e 65 - "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: e serão todos ensinados por Deus. Portanto, todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim. E continuou: por isso vos disse que ninguém pode vir a mim, se pelo Pai lhe não for concedido." Este é o ponto: enquanto a religião reproduz um Cristo inclinado aos desejos humanos, o evangelho mostra o Cristo justificador incluindo o homem pecador na Sua morte de cruz, a fim de ressuscitá-lo juntamente com Ele para a vida. É Deus quem conduz o pecador a Cristo, para n'Ele, ganhar a vida eterna.

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