terça-feira, 22 de julho de 2008

O CRISTO DA RELIGIÃO x O CRISTO DO EVANGELHO VII

O Cristo construído na religião é apresentado como um reformador moral do homem. Ele é visto apenas como Aquele que tira o viciado das drogas, a prostituta das ruas, o ladrão do roubo, o bêbado do alcoolismo, o criminoso do homicídio, etc. É um Cristo barganhista que exige dinheiro para multiplicar as benesses nas vidas dos atribulados, ou dos gananciosos frequentadores de igrejas. É um Cristo que se inclina às carências humanas, sem tratar do pecado como pecado. Este Cristo desfocado funciona apenas como uma projeção espectral das necessidades dos religiosos. É um Cristo subserviente e fraco que recebe ordens de homens dissolutos que trocam a simplicidade do evangelho pela mentira religiosa. 
O homem apenas religioso, por mais íntegro que seja, ainda convive com uma espécie de duplicidade:  professa ter fé em Cristo, entretanto muitas coisas, interesses, obras, serviços e esforços ocupam o lugar d'Ele. Há uma sorrateira inversão dos fatos, de modo a se colocarem coisas e circunstâncias no lugar de Cristo, ainda que em nome d'Ele mesmo. A religião é uma atividade no domínio da alma e não do espírito vivificado em Cristo. O efeito da religião na vida do homem é o desenvolvimento de atitudes conformes à lei e não conformes à graça. Gl. 5: 4 e 5 - "Separados estais de Cristo, vós os que vos justificais pela lei; da graça decaístes. Nós, entretanto, pelo espírito aguardamos a esperança da justiça que provém da fé." Andar corretamente, cumprir preceitos e normas, realizar obras e pregar o evangelho em função de obter algo de Deus é estar debaixo do jugo da lei. Entretanto, os que estão no espírito e são guiados pelo Espírito, realizam apenas a vontade de Deus, segundo a Sua soberania. As obras são dos homens, mas as boas obras são exclusivamente de Deus. Ele as realiza com ou sem o homem! Deus não altera o Seu "supremo propósito", o qual Ele firmou em Seu Santo Conselho antes dos tempos pretéritos. A operação de obras de justiça não é o meio para chegar-se a Deus, mas é consequência dos que foram achados na graça d'Ele.
Jó. 41: 11 - "Quem primeiro me deu a mim, para que eu haja de retribuir-lhe? Pois tudo quanto existe debaixo de todo céu é meu." Neste texto Deus está desafiando a Jó a responder-Lhe algumas indagações acerca do Leviatã, entre outras coisas. Neste enunciado, o Senhor de toda glória, indaga quem Lhe deu algo, para que Ele o possa retribuir. Concluiu por afirmar que tudo quanto há debaixo do céu é d'Ele, logo, o que resta ao homem? Assim, o Cristo da religião é falseado como um servo que vive a fim de satisfazer a vontade corrompida de homens inchados em seus pressupostos e arrogância. Homens que usam dos textos bíblicos e dos dogmas por eles mesmos criados, a fim de produzir um "deus" à sua própria imagem e à sua própria semelhança.
O Cristo do evangelho é absolutamente independente de quaisquer qualidades ou defeitos do homem. Ele é, existe e subsiste por Si mesmo sempre e eternamente. Nada se pode acrescentar ao que Ele é, a fim de obter algo, ou perder algo a mais. Ele simplesmente é o Senhor absoluto e soberano em todo o Universo.

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