domingo, 8 de junho de 2008

LEIS QUE REGEM O HOMEM II

"Porque a lei do Espírito da vida, em Cristo Jesus, te livrou da lei do pecado e da morte." Estas duas leis espirituais operam no homem de modo simultâneo, dependendo do que interessa a Deus querer e efetuar nos seus eleitos. O fiel da balança neste caso é a nossa mente, ou seja, a alma. Pois, esta é um fator enganador na vigência da lei que opera no homem decaído. Por isso, as Escrituras declaram o seguinte: "Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso; quem o poderá conhecer?" Coração neste contexto não é uma referência ao órgão que bombeia o sangue, mas à sede da alma e do espírito. O espírito do homem pode ser morto para Deus, se este não foi regenerado pela inclusão na morte de Cristo, ou pode ser vivificado para Deus em Cristo Jesus. A alma, independentemente da regeneração será sempre uma dimensão perigosa, porque ela é impregnada de desejos, volições e decisões. É nesta situação que muitos naufragam na mentira religiosa, pois confiam em suas almas decaídas e sujas de pecados e delitos. Ela é a origem de muitos mitos, crendices, falsa fé, falsas experiências e realizações de falsos milagres. Por exemplo, a feitiçaria é uma ação almática e não realizada pelo Diabo como se supõe. Portanto, é perfeitamente possível a uma pessoa realizar curas, fazer previsões do futuro, conseguir vitória em uma determinada situação pela operação da alma. Assim, o homem é enganado e apanhado em seu próprio engano conforme Tg. 1: 13 e 14 - "Ninguém, sendo tentado, diga: sou tentado por Deus; porque Deus não pode ser tentado pelo mal e ele a ninguém tenta. Cada um, porém, é tentado, quando atraído e engodado pela sua própria concupiscência." A alma, a qual é a sede dos desejos, atrai e engoda o homem na suposição de estar sendo objeto de uma ação divina e espiritual. Foi pelo desejo da alma que Eva foi enganado por Satanás na questão do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. A concupiscência é o desejo e a vontade contaminada.
A 'lei do espírito de vida em Cristo Jesus' está disponível a todo momento, assim como a lei da atração gravitacional está operando em todo tempo. Entretanto, aquela só se faz real quando o homem recebe a graça para crer. A 'lei do pecado e da morte' igualmente opera todo o tempo, no sentido de manter o homem preso aos ditames da sua carne. A 'lei do pecado e da morte' só pode ser anulada pela 'lei do espírito da vida em Cristo Jesus'. Assim, qualquer pessoa pode operar nas duas leis ao mesmo tempo, porém jamais na mesma esfera da vida, porque a carne não tem comunhão com o espírito e este não comunga com aquela. O apóstolo Paulo coloca isso de modo muito simples e claro em Rm. 7: 22 a 24 - "Porque, segundo o homem interior, tenho prazer na lei de Deus; mas vejo nos meus membros outra lei guerreando contra a lei do meu entendimento, e me levando cativo à lei do pecado, que está nos meus membros. Miserável homem que eu sou! quem me livrará do corpo desta morte?" O homem interior é o espírito, enquanto a outra lei é a 'lei do pecado e da morte'.
Por símile, Deus é como o piloto de um avião que, estando no comando, tem o manche do destino nas mãos. A lei da gravidade puxa o avião para o centro da Terra, enquanto a lei da aerodinâmica puxa a aeronave para cima. As duas leis estão ativas e operando, todavia, quem decide e comanda é o piloto, a saber, Deus. O maior perigo ocorre quando o homem cisma de ser o seu próprio piloto e tenta brincar com as duas leis espirituais: 'a lei do pecado e da morte' e a 'lei do espírito da vida em Cristo Jesus'. A diferença é que na operação sinérgica, isto é, dos esforços humanos, o homem não consegue permanecer apenas na lei do espírito da vida. Entretanto, quando Deus é o piloto, Ele mantém o homem na lei do espírito da vida em Cristo Jesus, apesar da lei do pecado e da morte continuar operando também. Isto só se consegue por misericordiosa graça de Deus em Cristo. O religioso sempre imagina que pode conduzir o processo da vida e da salvação com base apenas no cumprimento de regras, preceitos e normas. Deus, neste caso, aparece apenas como coadjuvante no processo. Ledo engano!

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