quinta-feira, 15 de outubro de 2009

A SÍNDROME DE JÓ X


Jó 19:25 a 27 - "Porque eu sei que o meu Redentor vive e por fim se levantará sobre a terra. Depois revestido este meu corpo da minha pele, em minha carne verei a Deus. Vê-lo-ei por mim mesmo, os meus olhos o verão, e não outros; de saudade me desfalece o coração dentro de mim." Prosseguiu Jó em sua indignação contra a situação calamitosa em que se achava, tanto contra Deus, como contra os amigos, parentes e servos. Entretanto, Jó obteve a graça da lembrança de que há um Redentor vivo e que encarnará sobre a Terra. É a memória das profecias sobre o advento do Salvador, do Messias, do Ungido de Deus. Este Redentor é a única resposta concreta às dúvidas e à esperança em meio a dor e o sofrimento. No texto hebraico, a palavra redentor é 'gô'el', significando libertador, protetor, defensor, redentor, justificador ou vindicador. Todos estes qualificativos são referências à obra redentora de Jesus, o Cristo de Deus. Ver com os próprios olhos é a confirmação da exigência para entrar no reino de Deus conforme Jo. 3: 3 e 5 - "Jesus respondeu, e disse-lhe: na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus respondeu: na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus." Desta forma, sem nascimento do alto, o pecador não vê e não entra!
Hb. 2:11 - "Porque, assim o que santifica, como os que são santificados, são todos de um; por cuja causa não se envergonha de lhes chamar irmãos..." De fato Cristo é o santificador dos eleitos e, ambos, pertencem a Deus. Por isso, há um Redentor que é mais do que um amigo verdadeiro, é um irmão. Rm. 8:35 - "Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada?" Nada pode ou poderá fazer separação entre os eleitos de Deus e o Redentor Jesus, o Cristo de Deus. Não importa a tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo ou espada. O Redentor é alguém que não só justifica, mas também protege, liberta, defende, redime, vindica. O que muitos religiosos não podem compreender é que Deus conduz os seus eleitos para o deserto da dor e do sofrimento para apurar os seus sentidos a fim de que experimentem o que é a misericórda e a graça. O homem só valoriza e compreende a eficácia de uma medicação quando ela cura a sua enfermidade. Muitos preferem apenas ler a bula do remédio, mas não o experimenta!
Is. 47:4 - "O nosso redentor cujo nome é o Senhor dos Exércitos, é o Santo de Israel." Em meio a todas as perdas e danos há uma única possessão que ninguém pode retirar. Os eleitos de Deus são mendigos ricos! Há eternamente um parente vivo que jamais morre, mesmo em meio aos parentes mortos. Eis que surge uma certeza, em meio a tantas incertezas: "eu sei que o meu Redentor vive" é o mesmo que o apóstolo Paulo afirma: "eu sei em quem tenho crido." Por isso a salvação é pela graça, tendo a fé como meio segundo diversas instâncias escriturísticas, especialmente Ef. 2:8 - "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus." Ambas, graça e fé são dons de Deus, exatamente porque o justificado não pode ser também o próprio justificador. Neste sentido é que arminianos e pelagianos estão absolutamente equivocados ao afirmar, por suas próprias expensas, que o pecador coopera com Deus no processo de salvação.
Jesus Cristo é o vindicador, isto é, aquele que reclama ou exige em juízo os direitos de quem defende. Certamente Cristo é quem vindica os direitos perante os falsos juízes e acusadores dos eleitos de Deus conforme I Jo. 2:1 - "Meus filhinhos, estas coisas vos escrevo, para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o justo."
Solo Christus!

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