domingo, 22 de fevereiro de 2009

O "EVANGELHO" TRIUNFALISTA x O EVANGELHO DO REINO V

II Ts. 2: 7 a 12 - "Porque já o mistério da injustiça opera; somente há um que agora resiste até que do meio seja tirado; e então será revelado o iníquo, a quem o Senhor desfará pelo assopro da sua boca, e aniquilará pelo esplendor da sua vinda; a esse cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás, com todo o poder, e sinais e prodígios de mentira, a com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para se salvarem. E por isso Deus lhes enviará a operação do erro, para que creiam a mentira; Para que sejam julgados todos os que não creram a verdade, antes tiveram prazer na iniquidade." Imagine, que, se no primeiro século da era cristã, o mistério da injustiça já operava, quanto mais agora recuados dois mil anos no tempo. O que detém tal mistério é o Espírito Santo que opera por meio dos eleitos de Deus no cumprimento de anunciar o evangelho a toda criatura. Assim, quando a Igreja, Corpo Vivo de Cristo, for retirada, certamente o servo de Satanás ganhará espaço bem mais amplo para culminar com a sua derrota eterna diante da glória e do esplendor do Grande Rei. Observa-se, no texto, que é Deus mesmo que lhes envia a operação do erro, e também a incredulidade é para os que perecem, ou seja, que estão mortos para Deus. A mentira no sentido bíblico é tudo o que é oposto ao evangelho de Cristo. 
O triunfalismo evangélico consiste em que o religioso deseja tomar o lugar do Espírito Santo, cuja função é convencer o homem decaído, do pecado, da justiça e do juízo conforme o evangelho de João. Mostram um Deus solucionador de problemas, vendem um Cristo quebra-galhos e proclamam um evangelho de segunda mão e sem a cruz e a morte. Estes evangelicalistas parecem ter Deus e o Diabo sob controle, manipulando, ora um, ora o outro. O poder, os sinais e os prodígios destes falsos ministros, são operados e operacionalizados segundo a eficácia de Satanás. Tais ministrações estão desvirtuadas da verdade, justamente, porque o foco e a centralidade delas é o homem decaído e destituído da glória de Deus. É o pecador ministrando a si mesmo o que deseja que Deus realize em seu favor. Querem a dádiva d'Ele, mas não podem receber o doador, a saber o Seu Filho Unigênito. Não podem ir até Cristo para receberem vida, e vida abundante, porque a questão não é de querer, mas de receber graça para tanto conforme Jo. 5: 39 e 40 - "Examinais as Escrituras, porque julgais ter nelas a vida eterna; e são elas que dão testemunho de mim; mas não quereis vir a mim para terdes vida!"
O triunfalismo religioso está no campo do mistério operado com base em poder, sinais e prodígios. Justamente os elementos que mais impressionam e satisfazem a vida almática e pecaminosa. É neste sentido que se enquadra no "engano da injustiça", porque a verdadeira justiça foi realizada e concretizada na destruição da natureza pecaminosa na cruz, em Cristo conforme Rm. 6 e textos paralelos.
Apregoam o triunfo material, mas desconhecem o triunfo da cruz, onde Cristo triunfou para sempre sobre Satanás, esmagando-lhe a cabeça. Anunciam um evangelho capenga e pela metade, pois buscam apenas locupletar-se, usurpando o poder de Deus para satisfação dos seus anseios, fobias, carências e caprichos. Desconhecem, que, para serem aceitos por Deus é necessário morrer conforme Jo. 12:24 - "Na verdade, na verdade vos digo que, se o grão de trigo, caindo na terra, não morrer, fica ele só; mas se morrer, dá muito fruto."
O religioso, em geral, por mais bem intencionado que seja, desconhece o verdadeiro evangelho do reino, precisamente porque parte de pressupostos teológicos equivocados. Uma doutrina pode ser teologicamente correta, mas se não for resultante da misericórdia e da graça de Deus, jamais será vivificada na mente e no coração do pecador. A mera compreensão intelectual das Escrituras, não autoriza ministrações triunfalistas, porque o triunfo pertence apenas a Cristo. Acrescenta-se exaustivamente que em todas as Escrituras, Deus sempre atua com minorias, com improváveis, com mendigos espirituais, com incompetentes morais e estropiados de todo gênero. É Ele, e somente Ele, quem pode levar o pecador a Jesus. Ninguém pode de si mesmo aceitar ou deixar de aceitar a Cristo isto seria negação do que está em Rm. 3 e 4. É Ele quem aceita o pecador, sem méritos e sem justiça própria, exatamente para que se cumpra o evangelho do reino conforme Fl. 3:9 - "E seja achado nele, não tendo a minha justiça que vem da lei, mas a que vem pela fé em Cristo, a saber, a justiça que vem de Deus pela fé." A chave desta palavra é "achados n'Ele..." É em Cristo, por inclusão na Sua morte de cruz e não no pecador contaminado e totalmente depravado aos olhos de Deus. A justiça que é válida é a que provém da fé, porque esta é dom de Deus.

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