sábado, 23 de agosto de 2008

A DISSOLUÇÃO DA GRAÇA

Jd. 3 a 5 - "Amados, enquanto eu empregava toda a diligência para escrever-vos acerca da salvação que nos é comum, senti a necessidade de vos escrever, exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos. Porque se introduziram furtivamente certos homens, que já desde há muito estavam destinados para este juízo, homens ímpios, que convertem em dissolução a graça de nosso Deus, e negam o nosso único Soberano e Senhor, Jesus Cristo. Ora, quero lembrar-vos, se bem que já de uma vez para sempre soubestes tudo isto, que, havendo o Senhor salvo um povo, tirando-o da terra do Egito, destruiu depois os que não creram." Percebe-se que os nascidos de Deus são, de fato, guiados pelo Espírito d'Ele, pois mesmo quando intencionam escrever acerca de um determinado assunto, o Senhor os conduz a outro assunto.
Hodiernamente se fala muito em fé, entretanto, é uma categoria de fé produzida pela vontade humana. É uma fé do tipo muleta, uma espécie de arrimo da desesperança. Isto porque, as pessoas se apegam a uma classe de fé que lhes agrada ou satisfaz apenas em determinado momento ou circunstância. Passado o problema ou resolvido o dilema, retornam ao lugar comum de uma religião de segunda mão. Alguns persistem neste modelo por anos a fio, por julgarem que necessitam de muitos sacrifícios a fim de convencer Deus a lhes ser favorável. Ora, Deus não age no universo com base na favorabilidade ou desfavorabilidade. Ele, tão somente, age com base em Sua soberania. Ou o homem recebe a soberania de Deus como justa e perfeita, mesmo quando lhe é desfavorável, ou não recebeu graça para conhecer quem é Deus em Cristo. Neste caso será apenas um religioso inveterado.
É muito comum, quando pessoas, nascidas de Deus ou não, passam por grandes aflições, dizerem que pedem a Deus para lhes tirar a vida. Isto é um testemunho de ausência de fé na graça d'Ele. Ora, então é muito simples cometermos as mais grosseiras torpezas contra a santidade de Cristo e depois queremos nos eximir da culpa morrendo? As Escrituras mostram que, nestes casos, devemos nos humilhar diante de Deus e confessar a Sua graça e pedir a Sua misericórdia. Não há ninguém que possa fugir dos olhos do Oleiro Eterno. Ele quebra e refaz o vaso, tantas quantas forem as vezes que a Sua soberana vontade quiser.
Então, pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos, nos termos do texto que vem de ser lido, é continuar recebendo tudo o que chega até nós como sendo da parte de Deus. Ainda neste contexto, significa continuar confessando a doutrina a qual foi entregue apenas aos nascidos do alto.
Haverá sempre homens ímpios que convertem a graça de Deus em dissolução. Isto porque eles foram destinados pela soberana vontade de Deus para este mesmo fim. Isto, no entanto, não os exime da culpa e da responsabilidade do pecado. Estes homens penetram furtivamente com suas dissimulações, entretanto, são utilizados para acrisolar e purificar os vasos do Senhor no cadinho. Por meio da tentativa de dissolução da graça acabam por evidenciar aos nascidos do alto que ela é mais forte que o pecado. Por isso, Paulo ensina: "... quando sou fraco, aí é que sou forte." Porque, ou o Senhor é ou o "eu" do homem é! Se alguém foi crucificado com Cristo, o que resta desse alguém? O espírito regenerado, a alma sendo tratada e o corpo que será ressuscitado.
O que o texto doutrina claramente é que, ao negar que a graça de Deus é suficiente e eficiente em Cristo, nega-se absolutamente tudo o que Deus realizou na cruz para redimir o pecador. Portanto, nega-se o próprio Cristo, porque Ele mesmo é a graça, visto que é, tanto a doação, como o doador da vida eterna.
Por dissolução subentende-se ato ou efeito de dissolver, desagregar, decompor. Por extensão de sentido é deterioração dos costumes, degradação, devassidão, imoralidade. Logo, os tais dissolutos estavam penetrando furtivamente para desagregar, decompor a verdade em mentira, desconfigurar as Escrituras, minimizar e banalizar a graça de Deus em Cristo. Eles tomam a liberdade da graça em libertinagem para corromper, pregando e disseminando costumes imorais que não agradam ao Deus de toda graça.
Esta é mais uma tentativa do inimigo das almas dos homens em negar o sacrifício de Cristo na cruz. Neste sentido, o Diabo nunca teve tanto sucesso como nos tempos que transcorrem, pois as igrejas institucionais estão repletas de púlpitos sem a cruz e de cruz sem crucificados com Cristo.

Um comentário:

Vampiric Rose disse...

Esse texto parece estar querendo dizer que Deus é severo e peverso, não sigo religiões(a religião é o ópio do povo), apesar de freqüentar um centro espírita(o mesmo que Maneco). Não acho que Deus puna. O meu Deus é amor, que nos é um pai, não um soberano ou um ditador. Creio que quando uma pessoa atenta contra a própria existência, aquilo é uma provação por que tem de passar, para amadurecimento espiritual. Crenças, crenças, um assunto tão complexo, você não acreditou quando eu disse que já tinha visto teus blogs não é? Minha opinião sobre sua escrita e idéias continuam de pé.