quinta-feira, 1 de maio de 2008

Cristo, Este Tão Desconhecido XIV

O conhecimento de Cristo passa obrigatoriamente, não apenas pela Sua divindade, nascimento, vida e feitos, mas sobretudo pela Sua morte e ressurreição. No processo da Sua morte fica evidente o fato de Ele ter tomado sobre si o pecado dos eleitos e na Sua ressurreição fica clara a comunicação da vida verdadeira ou abundante a eles. Tudo nas Escrituras é concordante, convergente e consistente no tocante ao supremo propóstio de Deus na redenção dos eleitos. Todavia, tal propósito supremo e eterno não tem como único centro o homem. Embora muitos religiosos pensem que tudo no universo gira em torno da salvação, esta não é a única ocupação de Deus e, muito menos, o Seu único objetivo. Ao contrário, tudo gira em torno da pessoa de Jesus, o Cristo de Deus, conforme Jo. 1: 1 a 3 - "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez." Este "princípio" a que se refere o texto, é algo como que antes de existir tudo o que existe. Em Rm. 11:36 - "Porque dele, e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém." A escolha dos eleitos para formar uma família que viverá eternamente na presença de Cristo é apenas parte de um propósito maior e eterno.
A questão da substituição e da inclusão do pecador em Cristo foi mostrada de diversas formas ao longo do processo pedagógico de Deus à humanidade. Em Lv. 4: 4 a 24, por exemplo, é mostrado o ritual do sacrifício pelo pecado, o qual indicava o únino, perfeito e definitivo sacrifício de Cristo. Antes de o animal ser degolado junto ao altar, o pecador deveria colocar a sua mão sobre a vítima, confessando os seus pecados. Isto representava a atração do pecador no contato com a vítima e a substituição do mesmo, porque a vítima era sacrificada e não o pecador. Desta forma o pecador transferia as suas culpas, simbolicamente à vítima. Na oração de Jesus no jardim do Getsêmane, Ele entregou o cálice que continha o pecado dos eleitos, confirmando a condição de vítima ao dizer: "seja feita a tua vontade..." e, desde aquele momento os pecados de muitos foi atraído a Ele. A obra se completa, quando Ele foi levantado na cruz e morreu para matar a morte espiritual do pecaodor. Com este ato, o Senhor Jesus restituiu o que não furtou, posto que não foi Ele quem originou o pecado e, isto é profetizado em Sl. 69:4 - "Aqueles que me odeiam sem causa são mais do que os cabelos da minha cabeça; poderosos são aqueles que procuram destruir-me, que me atacam com mentiras; por isso tenho de restituir o que não extorqui."
Desta forma, o sacrifício de Cristo, o fez se identificar com o pecador a ponto de as Escrituras afirmarem que Ele foi feito pecado pelo pecador conforme II Co. 5:21 - "Àquele que não conheceu pecado, Deus o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus." Também em Gl.3:13 - "Cristo nos resgatou da maldição da lei, fazendo-se maldição por nós; porque está escrito: Maldito todo aquele que for pendurado no madeiro..." Ele foi contado entre os pecadores sem nunca ter cometido um pecado sequer consoante Is. 53:12 - "Pelo que lhe darei o seu quinhão com os grandes, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu." Será porque o texto afirma que foi pelo pecado de muitos e não de todos? Porque se fosse de todos, logo, todos seriam salvos!
A crucificação de Jesus fora dos portões de Jerusalém é extremamente significativa, porque indica a exclusão d'Ele da sociedade. Veja que fato inusitado, justamente o homem a quem Ele veio justificar o exclui de uma sociedade impura, corrupta e pecadora. Este é o resultado e a ação do pecado no homem! Obscurece-o tanto, a ponto de não conseguir ver o próprio socorro que o livra da condenação eterna. Por isso está registrado em Hb. 13:12 - "Por isso também Jesus, para santificar o povo pelo seu próprio sangue, sofreu fora da porta."
Jesus não tem um caminho para indicar ao homem, Ele mesmo é o caminho; Jesus não tem amor para dar ao homem, Ele mesmo é o amor; Jesus não tem verdades relativizadas para o homem, Ele mesmo é a verdade; Jesus não tem alguma vida para comunicar ao homem, Ele mesmo é a vida. O mal da religião é amestrar o pecador na suposição de estar salvo e o viciar em buscar porções de ajuda, como se Cristo fosse um quebra-galhos para satisfazer os anseios e desejos de um coração absolutamente corrupto e enganoso por causa da culpa do pecado, da presença do pecado e da influência do pecado.
Jesus, o Cristo não é uma divindade qualquer o qual se recorre todas as vezes que se tem alguma angústia ou problema. A obra que Ele veio fazer, foi plena e cabalmente realizada, por isso, na hora da Sua morte, Ele diz: "tudo está consumado." A maior parte dos religiosos ou do cristianismo histórico crê e prega um Cristo que não existe nas Escrituras. Ele é o subproduto da mente humana, por meio da elaboração de uma teologia que nada sabe de Deus e do Seu Propósito Eterno. São pastores que apascentam-se a si mesmos sem ter o temor de Deus, o qual é o princípio da sabedoria. São nuvens sem água, ondas do mar que espumam as suas próprias abominações conforme o registro de Judas.
Ao Único Senhor e Dominador do Universo Glória e Honra!

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