
O texto sagrado afirma em Fl. 2:13 - "... porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade." Sendo Deus o que opera, tanto o querer como o efetuar, o que resta à vontade daquele que é objeto da operação e do efetuar de Deus? Nada! Esta é a expressão clara da soberania d'Ele e do devido lugar do homem neste mundo e no mundo vindouro. Entretanto, se alguém julga que esta exegese é esdrúxula, não o é! Ora, melhor é ao homem ter a sua vontade operacionalizada e efetuada pelo Soberano Senhor do Céu e da Terra, que permanecer morto em seus delitos e pecados com destino certo ao inferno.
Acontece que o último cativeiro é melhor que o primeiro no sentido em que coloca o regenerado na plena graça de Deus. Comumente as pessoas não regeneradas, ou mesmo aqueles que ainda estão sendo aperfeiçoados em Cristo, não compreendem o que seja de fato a graça. A graça não é algo que se possa negociar com Deus, muito menos reivindicar como um amontoado de benefícios. Ele não se obriga a fazer nenhuma concessão ao homem em função de qualquer justiça ou suposto mérito deste. A graça é, antes, parafraseando Phillip Yancey, Deus operando e efetuando tudo a quem nada merece, como bem Lhe apraz. Quando se afirma que é tudo, é tudo mesmo! Os religiosos sempre afirmam que colocam seus dilemas nas mãos de Deus e se declaram inclinados à obediência da Sua vontade, além de dependentes da Sua graça. Todavia, reservam sempre uma parcela de coisas que julgam boas e agradáveis à suas visões de justiça própria, porém, como afirma o profeta Isaías, tais justiças são como "panos podres de menstruação". Não se escandalize com as palavras escritas na afirmação anterior, pois são assim mesmo que elas se acham no texto hebraico original. O tradutores é que mudaram porque julgaram que seria inconveniente aparecer assim nas Escrituras.
O homem não regenerado, sempre vê a graça de Deus como objeto de barganha, isto é, imagina que é obrigação d'Ele ser-lhe favorável em suas demandas egocêntricas. Porém, quando não são atendidos se põem a questionar a fidelidade do Oleiro Eterno. Acontece que Deus não necessita de absolutamente nada que procede do homem, como também, nada deve a ele. Tudo o que Ele decidiu fazer em favor dos eleitos, o fez por pura misericórdia, graça e soberania. Ainda segundo Phillip Yancey, misericórdia é Deus não dando ao pecador, o que de fato este merece, a saber o inferno. Deus tomou esta decisão antes dos tempos eternos conforme II Tm. 1: 9 - "... que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos..." Em que aspecto a vontade do homem determinou isto tudo que lhe foi concedido por misericórdia e graça? Em nada!
O que o homem decaído desconhece é que todos dependem em tudo de Deus, "...porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos..." Nada, absolutamente nada escapa à soberania de Deus.
2 comentários:
Muito bem escrito, a verdade não pode ser diferente, recebemos de favor do Senhor e não por merecimento.
Amém e que Deus continue a te abençoar.
Ricardo
EV.GERALDO DISSE:É DESTA MANEIRA MESMO QUE SE INDENTIFICA UM VERDADEIRO CRISTÃO QUE É UM ESCRAVO DE DEUS PARA FAZER O SEU QUERER E ESPERAR O SEU EFETUAR.
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