terça-feira, 3 de agosto de 2010

A CRUZ COMO UM LUGAR E COMO UM CAMINHO IV


I Co. 1: 17 a 19 - "Porque Cristo não me enviou para batizar, mas para pregar o evangelho; não em sabedoria de palavras, para não se tornar vã a cruz de Cristo. Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus, porque está escrito: destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria o entendimento dos entendidos." A cruz é o método de Deus para aniquilar o pecado, a saber, a natureza pecaminosa que tornou o homem espiritualmente morto para Ele. Deus é Espírito, e, como tal, só se comunica com o espírito do homem. Como este se corrompeu pelo pecado, ficando separado da comunhão com Deus, diz-se que o homem morreu espiritualmente. Esta foi, portanto, a morte espiritual do homem criado à imagem de Deus. Para matar esta morte do homem foi necessário que o Filho de Deus, Cristo, se tornasse homem e atraísse a Si, o pecador para, n'Ele, morrer em Sua morte de cruz. Por isto é que o ensino bíblico conduz à verdade da inclusão do pecador na morte de Jesus. A religião não considera esta realidade, mas apenas a morte de Jesus como substitutiva. Logo, nenhum religioso pode pregar sobre o "novo nascimento", pois só há este, se houver a morte do pecador. Pois, do contrário é absolutamente sem sentido falar em novo nascimento se não houver morte.
O apóstolo Paulo está ensinando no contexto da epístola à Igreja em Corinto, exatamente esta realidade. Ele afirma que não se deve pregar um evangelho apenas retórico, porque isto anula a cruz. Acrescenta em sua doutrina que a pregação da cruz como caminho e lugar é absolutamente vista como loucura os que estão perecendo, a saber, morrendo constantemente. Entretanto, aos nascidos do alto é o poder de Deus. Neste sentido há uma diferença de percepção da verdade antes do "novo nascimento", e depois dele. O homem apenas instruído em religião e teologia percebe apenas o lado substitutivo da cruz; o nascido de Deus percebe, além do lado substitutivo, também o lado inclusivo.
A cruz é o único método que permite a aniquilação do pecado conforme Hb. 9:26b - "...mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo." Entretanto, necessário é que se faça distinção entre o pecado que foi destruído na cruz, e os atos pecaminosos que são tratados no processo de produção da santidade de Cristo nos regenerados. Por esta razão, o nascido do alto, não deve absolutamente mais nada a Satanás. A sua dívida, por conta do pecado original, foi cabalmente paga conforme Cl. 2:14 - "... e havendo riscado o escrito de dívida que havia contra nós nas suas ordenanças, o qual nos era contrário, removeu-o do meio de nós, cravando-o na cruz." Alguns religiosos não confiam em Deus plenamente, e, portanto, sempre realizam obras complementares para saldar suas dívidas com o Acudador. Eles não creem que a promissória da dívida por causa do pecado tenha sido paga pelo sangue de Jesus, portanto, oferecem sempre algum sacrifício complementar, tais como: busca de cura interior, jejuns programados, orações programadas, correntes, ofertas, fogueira santa, unção disso, unção daquilo, etc. Os nascidos do alto sabem que, a despeito de cometerem atos pecaminosos, todos eles foram pagos por Cristo, e, portanto, não devem mais nada. Receberam esta graça pela misericórdia de Deus e não por conta de obras mortas de justiça.
Há profunda diferença entre posseiro e proprietário: o posseiro está em posse do bem, mas não é o proprietário dele. O posseiro não pode dispor totalmente do bem, porque lhe falta o contrato ou escritura lavrada. O proprietário pode dispor como quiser do bem, porque possui a escritura lavrada e registrada. Satanás tinha direito de posse sobre a Terra e de propriedade sobre os homens por consequência do pecado. Jesus realizou a compra do pecador, pagando o resgate pela doação da sua alma, pois está escrito que "a alma que pecar, esta morrerá." Assim, ao morrer na cruz e incluir o pecador em sua morte pela fé, Jesus pagou todo o preço estipulado pelo posseiro das almas dos eleitos. Por esta razão está escrito em Is. 53: 12b - "... porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu." Então, o pagamento foi efetuado na cruz pelo resgate de muitos e não de todos. Na transação da cruz foi estabelecido o seguinte: a alma de Jesus, o Cristo, pelas almas dos pecadores eleitos de Deus. Como a vida da carne está no sangue, Jesus derramou todo o seu sangue, isto é, a sua alma na morte, para resgatar a nossa alma na ressurreição. Se alguém recebe graça para crer que estava, por fé, incluído na morte com Cristo, recebe a graça do nascimento do alto, errôneamente traduzido como "novo nascimento".
O negócio pelo qual Jesus comprou as almas dos eleitos está registrado em Is. 53: 10 a 12 - "Todavia, foi da vontade do Senhor esmagá-lo, fazendo-o enfermar; quando ele se puser como oferta pelo pecado, verá a sua posteridade, prolongará os seus dias, e a vontade do Senhor prosperará nas suas mãos. Ele verá o fruto do trabalho da sua alma, e ficará satisfeito; com o seu conhecimento o meu servo justo justificará a muitos, e as iniqüidades deles levará sobre si. Pelo que lhe darei o seu quinhão com os grandes, e com os poderosos repartirá ele o despojo; porquanto derramou a sua alma até a morte, e foi contado com os transgressores; mas ele levou sobre si o pecado de muitos, e pelos transgressores intercedeu."
A cruz é o lugar onde a transação de compra das almas dos eleitos foi realizada, e é igualmente, o método de Deus para resgatar as almas dos seus eleitos. Alelúlia !!!
Sola Scriptura!

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