sábado, 18 de julho de 2009

TEOLOGIA REFORMADA x TEOLOGIA DEFORMADA XVIII


Jr. 29:3 - "E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração." A questão fulcral entre a Teologia Reformada e a Teologia Deformada é precisamente aquilo que difere o sinergismo do monergismo. Por sinergismo se pode entender a suposta ação do homem decaído em cooperação com o Espírito Santo no processo da revelação para a fé que salva. Por outro lado, o monergismo se circunscreve à esfera da ação única e soberana de Deus no processo de levar o pecador a Cristo, de incluí-lo na cruz, matando a sua natureza pecaminosa, e de trazê-lo de volta juntamente com Este na sua gloriosa ressurreição. Obviamente que, tudo isto, se apropria por fé, visto que é um ato já realizado na eternidade pretérita e também concretizado historicamente em Jesus, o Cristo. É nesse ponto que começam as dificuldades, pois o homem não possui fé para crer que Cristo não morreu apenas para substituí-lo, mas que, também foi para incluí-lo. Ele não consegue por conta própria receber a verdade tal como revelada nas Escrituras, pois está acostumado a receber o alimento pré-mastigado pela Teologia Deformada, a qual se preocupa apenas em arrebanhar adeptos, os quais não sabem discernir o corpo do Senhor, comendo e bebendo para a sua própria condenação.
Buscar e achar ao Senhor é uma tarefa que o homem portador da natureza pecaminosa não consegue em si e por si mesmo. Isto porque, a busca e o encontro só poderão ocorrer quando for de todo o coração. Entretanto, sabe-se que o coração do homem é esclerosado naturalmente a tudo o que se refere à verdade. O pecado original o endureceu e obscureceu. Sabe-se ainda que, quando as Escrituras se referem ao coração, não é ao órgão que bombeia o sangue, mas à alma e ao espírito.
Ez. 36:26 - "E dar-vos-ei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei da vossa carne o coração de pedra, e vos darei um coração de carne." Afinal, quem dá o coração novo é Deus, quem coloca o espírito novo dentro do homem é Deus, quem tira o coração de pedra é Deus, e também, quem coloca um coração de carne é Deus. Assim, em que aspecto o homem pecador realiza algum ato ou alguma atitude que o faz cooperador no processo da salvação? O ensino monergístico é claro em toda extensão das Escrituras. Todavia, os religiosos insistem em tomar os imperativos para reafirmar as suas deformações teológicas sobre a ação sinérgica. Acontece, no entanto, que os imperativos são sempre antecedidos da ação monérgica de Deus. Assim, o imperativo é direcionado aos que Ele mesmo dá a graça para cumprir a Sua vontade. Neste sentido pode-se utilizar como parâmetro a passagem em que Deus faz a promessa e dá a ordem a Abraão, conforme Gn. 12:2 - "E far-te-ei uma grande nação, e abençoar-te-ei e engrandecerei o teu nome; e tu serás uma bênção." Em que aspecto ou sentido Abraão cooperou em tudo isso? Nada! A expressão "e tu serás uma bênção" é um imperativo no hebraico, porém foi antecedida pela ação monergística de Deus. O ato de ser uma bênção é a consequência de ter recebido de Deus a graça para ser uma grande nação, a bênção e o engrandecimento do nome. 
De acordo com Jr. 17:9, não há espaço no coração do homem para se inclinar a Deus, porque o coração humano, ou seja, a sede da alma e do espírito é enganosa e absolutamente corrupta, de sorte que, nem mesmo o próprio homem o pode conhecer. Assim, como poderia a iniciativa partir deste coração corrompido pelo pecado e repleto de atos pecaminosos? Ter-se-ia de rasgar Rm. 3 todo e outros inúmeros textos.
Enquanto a Teologia Reformada mostra a necessidade de o homem pecador receber por graça mediante a fé a ação de Deus, a Teologia Deformada pretende ingloriamente fazer Deus se curvar à vontade humana decaída e completamente destituída da Sua glória. As Escrituras ensinam fartamente que a mente, a vontade, o querer e toda a inclinação do homem pecador é oposta a Deus, mesmo quando ele afirma ter fé, ou mesmo pratica algum tipo de religião.
No sistema religioso, o qual pertence à mentira, o homem é o foco, no sistema da verdade, no qual, Deus é soberano, misericordioso e gracioso, Cristo e a cruz são o foco. Entretanto, o pecador não pode ver e, muito menos, entrar no reino de Deus se não receber a verdade da sua inclusão na morte com Cristo e, semelhantemente na sua rerreição juntamente com Ele.

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