sexta-feira, 24 de julho de 2009

GRAÇA E DEPENDÊNCIA PLENA DE DEUS I


Gn. 6:8 - "Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor." A graça é um dom de Deus distribuído a quem nada merece. Contrariamente à mentalidade comum, a qual imagina que a graça é uma doação apenas a quem possui méritos, Deus a dispensa aos que não têm merecimento algum. Isto porque, do contráro, a graça já não seria graça, mas uma recompensa com base no desempenho humano. Entretanto, o homem enquanto pecador, não possui outra coisa a apresentar diante da face Deus, a não ser a sua natureza pecaminosa e as mazelas dela decorrentes e inerentes. No texto que abre este estudo vê-se que a graça é achada aos olhos de Deus e não uma propositura com base no homem e seus pressupostos de justiça e mérito. Deus não viu qualquer mérito em Noé para lhe conceder graça em recompensa, Noé achou a graça diante de Deus, porque é somente lá que ela é achada.
Circula na rede mundial de computadores um texto que algumas pessoas enviam no intuito de encorajar uns aos outros. Do referido texto destaca-se o fato que Deus usou exatamente os menos prováveis. Contrariamente à ética situacional e circunstancial, Deus vê o homem pela perspectiva da sua misericórdia e graça. Assim, os instrumentos usados por Ele eram pessoas cujas características não seriam exaltadas nas colunas sociais. Seus currículos não seriam selecionados e aprovados como pessoas notáveis. Os tais jamais seriam aceitos, porque não seriam aceitáveis, segundo o curso deste mundo em sua louca busca pelo auto-endeusamento. Em uma sociedade onde prevalece a busca pela glória de si mesmo e pela aceitação dos outros, estas pessoas arroladas abaixo jamais teriam grandes chances:
ABRAÃO: era demasiadamente velho para ter um filho que originasse uma nação. Além de ser de uma família de idólatras.
SARAH: era estéril e não estaria apta a gerar o filho da promessa. Além de empurrar Hagar para o marido para servir de concubina e gerar descendentes.
JACÓ: foi trapaceiro e suplantador do próprio irmão e do sogro.
LÉIA: era feia e zarolha para ser escolhida como esposa.
JOSÉ: era um sonhador e mimado pelo pai.
MOISÉS: tinha problemas de disfonia e de dislalia, isto é, era fanhoso e gago. Além de ter sido criado no palácio de faraó e de ter recebido toda cultura idólatra dos egípcios.
RAABE: era prostituta e não serviria para entrar na genealogia de ninguém. Porém, faz parte da genealogia de Jesus, o Cristo.
DAVI: foi um assassino, adúltero e sanguinário.
SALOMÃO: foi mulherengo, vaidoso e cheio de conflitos existenciais.
ISAÍAS: tinha lábios impuros e era conivente com uma sociedade impura.
JEREMIAS: era muito jovem para se dedicar as coisas de Deus.
ELIAS: teve medo de falsos profetas e do sistema político dominante. Refugiou-se em uma caverna e reclamou de ter ficado sozinho.
JONAS: fugiu de Deus o quanto pode, além de ser pirracento e cheio de justiça própria.
NOEMI: era viúva e abandonada à sua própria sorte catando espigas de trigo. Mendigando em plantações de Boaz.
PEDRO: negou a Cristo por mais de uma vez, além de rude.
MARIA MADALENA: foi adultera.
MARTA: preocupava-se apenas com as coisas do dia a dia e não com a palavra de Cristo.
TOMÉ: era incrédulo e cheio de dúvidas.
ZAQUEU: era usurpador, réprobo e improbo.
PAULO: era demasiadamente religioso e legalista.
TIMÓTEO: tinha úlcera.
LÁZARO: estava morto há mais de quatro dias.
No entanto, estas pessoas acharam a graça diante dos olhos de Deus e foram usadas, cada uma a seu tempo.

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