segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

A VERDADEIRA PÁSCOA V

Mc. 14:1, 12, 14 e 16 - "Ora, dali a dois dias era a páscoa e a festa dos pães ázimos; e os principais sacerdotes e os escribas andavam buscando como prender Jesus a traição, para o matarem. Ora, no primeiro dia dos pães ázimos, quando imolavam a páscoa, disseram-lhe seus discípulos: aonde queres que vamos fazer os preparativos para comeres a páscoa? ... e, onde ele entrar, dizei ao dono da casa: o Mestre manda perguntar: onde está o meu aposento em que hei de comer a páscoa com os meus discípulos? Partindo, pois, os discípulos, foram à cidade, onde acharam tudo como ele lhes dissera, e prepararam a páscoa..." O texto mostra a intersecção entre a Páscoa simbólica e a Vera Páscoa, ou seja, entre o símbolo e a realização concreta dele. Jesus comemorando a Páscoa dos judeus, a qual indicava-o como a verdadeira Páscoa. Era Ele mesmo o Cordeiro Pascal a ser imolado para aniquilar o pecado de muitos conforme Hb. 9:26 - "... doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo."
Assim, se cumpria o que João, o batista dissera acerca de Cristo em Jo. 1:29 - "No dia seguinte João viu a Jesus, que vinha para ele, e disse: eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo." É fundamental aperceber-se que os textos falam de Jesus aniquilando e retirando o pecado do mundo. Não é uma referência aos atos pecaminosos, mas à natureza pecaminosa. Necessário é este esclarecimento, porque os religiosos, não podendo receber graça para ver e entrar no reino de Deus, preferem acusar os eleitos de pregar impecabilidade. Todavia, sabe-se que, se Cristo não foi o suficiente para aniquilar e retirar o pecado do homem, ter-se-á de reconhecer que o Diabo é mais eficiente em mantê-lo no coração do pecador. Neste caso o Salvador não teria poder de salvar, sendo, portanto, uma peça teatral de mau gosto. As Escrituras não podem ser anuladas e não há como forcejar uma exegese para mudar os textos, visto serem eles literais.
Resta a Satanás apenas a diluição da verdade à mentira nos círculos religiosos que estão a seu serviço. No caso da Páscoa, pode-se afirmar que está completamente desfigurada de sentido e significação. É exatamente este ponto que interessa às forças do mal, produzir na mentalidade humana a noção generalista, simplória e imunizada em relação à verdade.
A Páscoa praticada hoje por cristãos nominais nada tem a ver com a Vera Páscoa. Há profunda influência mística e mítica na comemoração da Páscoa. Os termos "Easter", ou Ishtar e "Ostern", em inglês e alemão, respectivamente, não têm qualquer relação etimológica com a "Pessach", que é Páscoa em hebraico. As hipóteses mais aceitas relacionam os vocábulos com o "Eostremonat", nome de um antigo mês germânico, ou de "Eostre", uma deusa germânica relacionada à Primavera que era homenageada todos os anos, no mês de "Eostremonat", de acordo com o historiador inglês do século VII, chamado Beda.
Muitos dos atuais símbolos ligados à Páscoa, especialmente os ovos de chocolate, ovos coloridos e o coelho da páscoa são resquícios das festividade de Primavera em honra a deusa Eostre que, depois, foram assimilados pelas celebrações cristãs da Páscoa, após a "cristianização" dos pagãos germânicos. Também, persas, romanos, judeus e armênios tinham o hábito de oferecer e receber ovos coloridos por esta época. Então, vê-se claramente uma associação entre o paganismo e a celebração da Páscoa profanada pela cultura humana.
O culto à deusa Ishtar tinha alguns rituais de orgia sexual, uma vez que era a deusa da fertilidade, outros rituais tinham a ver com libações e outras ofertas corporais. É deste nome que deriva a deusa Eostre dos germânicos, como também o nome do mês Eostremonat.
Um ritual importante ocorria no Equinócio da Primavera, onde os participantes pintavam e decoravam ovos, símbolo da fertilidade, e os escondiam, enterrando-os em tocas nos campos. Este ritual foi adaptado pelo catolicismo no princípio do 1º milênio depois de Cristo, fundindo-o a outra festa popular chamada Páscoa. Mesmo assim, o ritual da decoração dos ovos de Páscoa mantém-se um pouco por todo o mundo nesta festa, quando ocorre o Equinócio da Primavera. Até mesmo entre religiosos ditos evangélicos, estas práticas já estão assimiladas, apassivadas e aceitas sem a menor resistência.
Este é o processo de diluição da graça em esforço, da verdade em mentira e das Escrituras em lendas.

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