domingo, 20 de abril de 2008

CRISTO, ESTE TÃO DESCONHECIDO I

A dourina que trata da pessoa de Jesus, o Cristo é denominada pela erudição teológica de Cristologia. Entretanto, não são motivadoras as posições doutrinárias adventícias da teologia sistematizada pelo homem acerca de tão sublime Ser. O regenerado motiva-se, outrossim, na revelação da pessoa de Cristo pelas lentes das Escrituras Sagradas. Isto, porque, não basta saber acerca de Jesus, o Cristo, mas anseia-se por conhecê-Lo como Aquele a quem o Pai enviou e também como sendo um com Deus. Dos saberes religiosos, o mundo está repleto e em nada têm contribuído para a redenção de homens decaídos.
Para o efeito de compreensão e apreensão da verdade deve-se considerar que Jesus foi o homem histórico no qual tabernaculou o Cristo eterno e pré-existente. Entretanto, deve-se ter a sensibilidade de não confundir este ensino como sendo a indicação de uma dualidade de pessoas. Jesus foi cem porcento homem e cem porcento Deus. O Deus-Homem em absoluta plenitude e perfeição que habitou entre os homens cheio de graça e de verdade. Muitos ao longo da história da Igreja ensinaram heresias, por pretenderem dicotomizar a pessoa santa de Cristo. Tal teologia esdrúxula foi denominada de Nestorianismo e tomou corpo entre os séculos III e V, tendo surgido em Antioquia, mantendo-se forte influência na Síria, e sendo sustentada ainda hoje pela Rosacruz e outras doutrinas ligadas ao gnosticismo.
O seu surgimento e desenvolvimento deu-se dentro das chamadas 'Disputas Cristológicas' que movimentaram o protocristianismo nos séculos III, IV e V, sendo proposto por Nestório, monge oriundo de Alexandria, que assumiu o bispado de Constantinopla. Isto o levou a opor-se a Cirilo de Alexandria, bispo daquela cidade, o qual defendia a tese da unidade entre a pessoa humana de Jesus e a divina de Cristo.
Tanto os nestorianos quanto os partidários de Cirilo foram chamados ao 'Concílio de Éfeso', no ano de 431. A disputa ficou circunscrita fundamentalmente ao título com o qual referir-se-ia à Maria, se somente 'Christotocos, isto é, mãe de Cristo, referindo-se, a Jesus como humano e mortal, como defendiam os nestorianos, ou de 'Theotocos', ou seja, mãe de Deus, ou seja, mãe também do 'Logos' divino, como defendiam os partidários de Cirilo. Resolveu-se adotar como verdade de fé a doutrina proposta por Cirilo, concedendo a Maria o título de Mãe de Deus, e os nestorianos foram reputados como hereges.
Em João 1:1 lemos: "No princípio era o verbo e o verbo estava com Deus, e o verbo era Deus." A expressão grega koiné para "no princípio" é, 'en arkê'. Este princípio a que alude o códice sagrado é um tempo antes de todas as coisas criadas, portanto, antes da fundação do mundo, o Cristo já existia e era Deus. Em Colossenses 1:17 é ensinado que, "Ele é antes de todas as coisas..." Também em Miquéias 5:2 instrui-se que, "... desde os dias da eternidade..." E, finalmente em João 17:5 conscientiza-se que Cristo possuía glória junto ao Pai: "Agora, pois, glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que eu tinha contigo antes que o mundo existisse."
Em Provérbios 8: 22 a 31 recebe-se luz suficiente para entender que o Cristo é anterior às próprias obras realizadas por meio de Jesus. Em João 8:58, o próprio Jesus afirma que antes que Abraão existisse, Ele era.
Quando Maria se achou concebida do Espírito Santo, gerou nela um ente físico à semelhança de homem, o qual abrigou o ente eterno e Filho Unigênito de Deus. A partir deste momento, eles passaram a ser uma só pessoa dotada de plena perfeição.
Antes dos tempos eternos, ou antes da fundação do mundo, o próprio Cristo, acordou com o Pai acerca do projeto de redenção do homem da maldição do pecado conforme Apocalipse 13:8 - "O Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo..." Também em Tito 1:2 é mostrado: "...antes dos tempos dos séculos..." Em Efésios 1:4 o Espírito de Deus mostra que os eleitos foram conhecios e escolhidos para serem santos e irrepreensíveis.
Cristo participou igualmente da própria criação do mundo consoante a boa palavra encontrada em João 1:3 - "Todas as coisas foram feitas por ele, e sem ele nada do que foi fito se fez." Também é esclarecido que todas as coisas continuam subsistindo por meio de Cristo conforme o registro de Colossenses 1:17.
Ora, então, a Ele Glória de eternidade em eternidade apesar do homem e das suas incompetências e fraquezas.

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