sábado, 8 de agosto de 2009

GRAÇA E DEPENDÊNCIA PLENA DE DEUS X


II Co. 12:9 - "E disse-me: a minha graça te basta, porque o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza. De boa vontade, pois, me gloriarei nas minhas fraquezas, para que em mim habite o poder de Cristo." A graça de Deus é o reflexo da Sua absoluteidade na medida em que ela não sofre restrição na fraqueza humana. Precisamente quando o homem se vê e se reconhece fraco em seu próprio eu é que a graça é poderosa nele. É como o apóstolo tardio afirma em II Co. 4:7 - "Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a excelência do poder seja de Deus, e não de nós." Esta é, portanto, a plenitude da graça de Deus no regenerado: quando ele se apercebe de que poder é um atributo exclusivo da soberania divina. Neste ponto é que o eleito de Deus se reconhece no barro e na fragilidade deste elemento. É o conteúdo do vaso que é o tesouro excelente e não o vaso. Ainda o mesmo apóstolo dos gentios afirma em Rm. 9:21 - "Ou não tem o oleiro poder sobre o barro, para da mesma massa fazer um vaso para honra e outro para desonra?" O inusitado é que a graça se manifesta, tanto no vaso para honra, quanto no vaso para desonra.
É da lavra do apóstolo Paulo, a não menos solene afirmação, "porque quando estou fraco, então é que sou forte." Este é o aparente paradoxo dos que conhecem a graça e a dependência plena de Deus. São fortes, precisamente quando são fracos, pois é na fraqueza deles que a Vida de Cristo fica realçada. Ainda que haja manifestação de poder nos fracos de Deus, tal poder não é deles, mas de Cristo. A graça atua exatamente no terreno desprovido de arrimos para que a justiça d'Ele seja manifesta diante dos homens e dos anjos. Este é o sentido real de testemunho, que, no texto sacro significa martírio. O regenerado é um mártir pelo amor de Cristo e não por amor a Cristo. O eleito ama a Cristo, tão somente, porque foi primeiramente por Ele amado. Nisto consiste o aspecto mais profundo da graça e do verdadeiro amor de Deus.
Rm. 11:5 - "Assim, pois, também agora neste tempo ficou um remanescente, segundo a eleição da graça." Vê-se que até mesmo a permanência dos eleitos neste mundo é uma operação graciosa do Eterno Oleiro que detém o direito soberano sobre o barro. Este é o aspecto pelo qual as religiões se tornam desqulificadas diante do trono do Altíssimo. Elas promovem bastardos e não filhos; inchados e não fracos; semideuses e não homens humilhados em seu pecado; pecadores com "Síndrome de Lúcifer" e não regenerados peregrinos neste mundo, na esperança do mundo vindouro.
A Ele, Cristo, pois, toda honra e toda glória e majestade eternamente.

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