sábado, 15 de agosto de 2009

ESPIRITOS ENGANADORES E RELIGIÕES ENGANADAS VII


Lc. 24:49 e At. 1:4 e 5 - "E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai; ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais revestidos de poder. E, estando com eles, determinou-lhes que não se ausentassem de Jerusalém, mas que esperassem a promessa do Pai, que disse ele, de mim ouvistes. Porque, na verdade, João batizou com água, mas vós sereis batizados com o Espírito Santo, não muito depois destes dias." Há no seio de algmas igrejas denominacionais, uma série de crendices supostamente bíblicas. Uma delas é a crença que os novos convertidos devem ter um tempo de espera para receber o Espírito Santo. É a malfadada 'teologia da segunda bênção'. Para tanto, muitos religiosos promovem reuniões de 'espera' pelo Espírito Santo. Baseiam-se eles em porções de textos, muitas vezes fora dos seus contextos, os quais afirmam que os discípulos esperaram um determinado tempo antes de acontecer o Pentecoste, conforme mostram os textos que abrem este artigo. Naquele tempo, de fato,  era necessário esperar porque o Senhor Jesus, o Cristo ainda não havia ascendido ao Pai para que o Espírito Santo viesse. Isto aconteceu cinquenta dias após a ascensão de Cristo. Por isto foi chamado de pentecostes, que provém de penta que é cinco e a desinência que forma cinquenta.
Afirma esta 'pseudoteologia da espera' que os discípulos esperaram passivamente dez dias, porém os textos não mostram que eles ficaram ali passivos. Mostram que eles oraram e suplicaram até que o tempo de Deus se cumprisse conforme promessa escriturística e não por conta da espera ou das orações e súplicas. Depois de At. 1:4 não se viu mais esta prática de esperar a manifestação do Espírito Santo entre os primeiros cristãos, pelo menos, que tenha sido registrada no livro de Atos dos Apóstolos ou nas Epístolas. Contrariamente, em todos os demais textos é utilizada a palavra 'receber' conforme At. 19:2. Só se recebe aquilo ou aquele que já foi determinado ou dado, jamais o que é procurado ou buscado pelo próprio homem.
É necessário entender que a condição de novos "crentes" que chegaram à "", não pode ser comparada à situação dos discípulos e apóstolos antes da descida do Espírito Santo. O próprio Cristo derramou por algumas vezes o Espírito antes do Pentecoste, e, em cada uma destas ocasiões, não houve espera alguma, preparo algum. O Espírito Santo da promessa é o Paracleto, a saber, o Companheiro, o Consolador e o Ajudador dos regenerados em todo o tempo e não ocasionalmente conforme Jo. 15:26 - "Mas, quando vier o Consolador, que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito de verdade, que procede do Pai, ele testificará de mim." Também em At. 2: 33, 38 e 39 - "De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis. E disse-lhes Pedro: arrependei-vos, e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito Santo; Porque a promessa vos diz respeito a vós, a vossos filhos, e a todos os que estão longe, a tantos quantos Deus nosso Senhor chamar." O texto não dá qualquer margem à existência de uma segunda bênção, contrariamente, o recebimento do Espírito Santo segue, ato contínuo, a conversão e o batismo em águas. Não há espera, não há penitência, não há nada de excepcional na pessoa que recebe o Espírito Santo.Excepcional é se dizer crente e não receber o dom do Espírito Santo conforme prometido por Cristo.
A única espera que há para os eleitos e regenerados é com relação à espera pelo encontro final com Deus, ao longo da qual, o Espírito Santo trata com atos pecaminosos do regenerado para formar nele a imagem e a semelhança de Cristo. Nada tem a ver com o 'esperar que o Espírito Santo venha' apregoado sem conhecimento das Escrituras. Nestas reuniões de 'espera pelo Espírito Santo' o que acontece é a vinda de espíritos enganadores que promovem manifestações sensoriais que nada têm a ver com a fé genuína das Escrituras, a qual não exige qualquer sinal. São erros comuns que levam a estas manifestações do engano: a) orar pela vinda ou o envio do Espírito Santo, porque Ele é dom de Deus e já foi enviado, conforme Lc. 11:13 e Jo. 14:16 - "Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito Santo àqueles que lho pedirem? E eu rogarei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, para que fique convosco para sempre; O Espírito de verdade, que o mundo não pode receber, porque não o vê nem o conhece; mas vós o conheceis, porque habita convosco, e estará em vós." b) não se deve 'esperar' pelo Espírito Santo, mas apropriar-se d'Ele que já foi enviado, ou recebê-Lo das mãos do Senhor Jesus conforme Jo. 20:22 e Ef. 5:18 - "E, havendo dito isto, assoprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo.E não vos embriagueis com vinho, em que há contenda, mas enchei-vos do Espírito."
Finalmente as Escrituras dizem que Cristo batizaria os eleitos e regenerados com o Espírito Santo conforme Mt. 3:11 - "E eu, em verdade, vos batizo com água, para o arrependimento; mas aquele que vem após mim é mais poderoso do que eu; cujas alparcas não sou digno de levar; ele vos batizará com o Espírito Santo, e com fogo." É contrário, portanto, à sã doutrina 'orar ao Espírito Santo', 'confiar no Espírito Santo', ou 'obedecer ao Espírito Santo', como também 'esperar o Espírito Santo descer', como se vê abundantemente em determinados ciclos ditos evangélicos que nada sabem do evangelho. É isto que dá lugar às mistificações de espíritos enganadores, os quais tentam imitar as obras de Deus, produzindo religião e teologia do engano. Há muitos presumidos cristãos que estão servindo aos interesses do Maligno.

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