segunda-feira, 17 de agosto de 2009

ESPÍRITOS ENGANADORES E RELIGIÕES ENGANADAS IX


Os. 9:7 - "Chegaram os dias da punição, chegaram os dias da retribuição; Israel o saberá; o profeta é um insensato, o homem possesso de espírito é um louco; por causa da abundância da tua iniquidade e do teu grande ódio." A manifestação de espíritos enganadores e de doutrinas de demônios ocorre quando o profeta, ou seja, o pregador é um insensato e o homem  possuído por espírito é louco. A causa destas realidades é a abundância da iniquidade e do ódio natural às coisas de Deus. O texto que vem de ser lido está dentro de um contexto histórico, no qual, Deus mostra os pecados de Israel como uma nação de dura cerviz. Deus traz à memória do povo os seus desvios, os quais são chamados de prostituição, com o sentido de seguir deuses estranhos e se vender ao paganismo e aos costumes alheios à verdade a eles revelada. É este o sentido e o significado de prostituição nas Escrituras.
Iniquidade é um substantivo feminino que traz em sua significação o seguinte: 'falta de equidade, qualidade de iníquo, e ação ou coisa iníqua'. Neste sentido é que as Escrituras dizem e com muita propriedade que iniquidade é pecado. Por esta razão Jesus afirma em Mt. 23:28 - "Assim também vós exteriormente pareceis justos aos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade." Em I Jo. 5:17a é dito: "toda a iniquidade é pecado..." Em uma outra tradução dessa mesma passagem, a palavra iniquidade é substituída por injustiça. Faz todo sentido, porque o pecado é a injustiça a qual necessita ser destruída na justificação em Cristo, o Justo. Só alguém justo poderia justificar alguém injusto, visto que o injusto não pode justificar-se a si mesmo.
A ação de espíritos enganadores e a produção de religiões enganadas é o resultado da iniquidade ou da injustiça naturais no homem decaído. Os religiosos, de modo geral, imaginam que estas ações só ocorrem em religiões ou seitas esdrúxulas e nunca nas suas crenças. Todavia, todos os religiosos estão expostos a ela, tanto quanto os que se dizem ateus. Isto acontece porque muitos aceitam as obras dos espíritos enganadores como se fossem divinas, e também, porque prestam um culto irracional a Deus. A adoração deles é viva e não ressurrecta! Existem diversas maneiras de adorar, mas apenas uma é aceita diante do trono do Altíssimo! Aquela na qual o regenerado é revestido de Cristo e se torna aceitável diante do Pai conforme I Pd. 2:5 - "...vós também, quais pedras vivas, sois edificados como casa espiritual para serdes sacerdócio santo, a fim de oferecerdes sacrifícios espirituais, aceitáveis a Deus por Jesus Cristo." Sem a morte com e em Cristo e a vivificação na ressurreição juntamente com Ele, não há como adorar a Deus de modo aceitável. Por isso é possível espíritos enganadores possuírem religiosos e imitar as obras de Deus a fim de produzir engano, mentira, confusão e desvios. O objetivo disto é tentar retardar o juízo de Deus sobre todas as hostes da maldade. O Diabo sabe que o tempo dele está se esgotando, e, quanto mais se aproxima aquele dia, ele aumenta e intensifica os seus ataques à verdade.
Mt. 7: 22 - 23 - "Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitas maravilhas? E então lhes direi abertamente: Nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade." Ora, o contexto deste texto vem falando sobre a questão principiológica da natureza que reina no homem. Mostra que árvores boas produzem bons frutos, e que árvores ruins produzem frutos ruins. Por símile, significa dizer que cada homem produz e reproduz aquilo que a sua natureza é. Mesmo quando as ações aparentemente parecem boas e corretas, há um princípio fundamental que as classifica perante os olhos de Deus. Pode ser que Ele não as aceite, porque resultam de uma mescla de coisas boas, porém na sua origem são praticadas por naturezas contaminadas pela iniquidade, isto é, o pecado. Neste caso, não há aceitação por parte de Deus, porque Ele não homologa obras originadas de naturezas pecaminosas. Esta situação é como alguém que, após ter caído em uma fossa séptica, e, ao sair dela, toma um bocado de pão e o oferece a outra pessoa. É necessário que a velha natureza ou o velho homem seja destruído conforme Rm. 6: 1 a 10.

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