quarta-feira, 30 de abril de 2008

CRISTO, ESTE TÃO DESCONHECIDO XII

Importa alongar-se um pouco mais no tema da morte de Cristo, pela profundidade oferecida a quem quer conhecer mais da vontade de Deus. Para Tanto, é necessário, no mínimo, ser honestamente coerente com os fatos históricos e com os registros bíblicos. A morte de Jesus, o Cristo é uma exigência da natureza da justiça de Deus, porque os seus "Decretos Eternos" são irrevogáveis. Assim, quando Deus determinou a Adão que não comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal, para que não morresse, isto lhe foi outorgado por decreto. Adão, o primeiro homem, preferiu ouvir outra pregação mais atraente e que o colocaria falsamente como autônomo e senhor do seu próprio destino. A partir do pecado da incredulidade do cabeça de raça, ao quebrar o decreto divino, cometeu em seguida, o ato pecaminoso de comer do dito fruto e, assim, morreu para Deus espiritualmente. Como consequência da perda da vida espiritual, também perdeu a vida biológica lenta e gradativamente por perecimento. Sentiu à sua própria degenerescência, como a dos seus filhos e dos filhos dos seus filhos após a expulsão do Éden. Como o representante da "raça" humana decaiu e, por contingência, todos os seus descendentes herdaram o "gene" do pecado e, por isso, cometem atos pecaminosos conforme Rm. 5:12 - "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram." A morte a que alude o texto, não é uma referência apenas à morte biológica ou física, mas à morte espiritual também. Isto é retratado em I Co. 15:21 - "Porque, assim como por um homem veio a morte..."
A morte de Jesus foi aceita por Deus como a morte de um substituto legal representante da raça adâmica. Por isto, quando se discute quem matou Jesus, não há dúvidas quanto a resposta! Obviamente, foi Deus! Entretanto, se alguém indaga, para quem Deus matou Jesus, a resposta é: para redenção dos eleitos. E alguém ainda, querendo ir um pouco além e perguntar, porque Deus matou Jesus, a resposta é ainda mais enfática: porque ele assim, o quis! É soberano! O problema da cristandade nominal, religiosa e incrédula, é que, mal consegue se entender entre seus muitos, dogmas, preceitos, regras, ritos, ainda querem justificar o próprio Deus, como se algum pecador pudesse advogar em favor d'Ele. Deus não precisa da justificação do homem, mas o homem decaído necessita, desesperadamente, da justificação que provém de Deus, em Cristo.
Jesus é chamado em I Co. 15: 47 de "o segundo homem", porque o primeiro homem foi Adão e este decaiu da graça, semelhantemente ao vaso que o oleiro fazia, o qual se estragou nas mãos daquele. Todavia, o oleiro resolveu fazer outro vaso do mesmo barro. Assim, aprouve a Deus fazer outro homem, um novo homem, um homem regenerado em Cristo por inclusão na morte d'Este, a fim de destruir a morte que separa o pecador de Deus. Em I Co. 15:45, Jesus é chamado de "o último Adão", exatamente porque, em Cristo, a raça adâmica ou a natureza pecaminosa é destruída. Em Cristo, na cruz, o que havia da raça adâmica no homem que foi preordenado para a vida eterna acaba ali. Desta forma, quando Cristo foi para a cruz os eleitos estão n'Ele incluídos para perderam suas naturezas pecaminosas, mas quando Ele ressurgiu dentre os mortos, ele trouxe consigo os regenerados, comunicando-lhes a sua vida. Por esta razão é que o batismo em águas é apenas um memorial testemunhal desta verdade: quando o regenerado é imerso em águas, isto simboliza a sua morte em Cristo, quando é retirado das águas isto indica a sua ressurreição juntamente com Ele. Entretanto, este batismo em águas não possui valor algum, se antes não ocorrer o batismo na morte de Cristo conforme Rm. 6: 3 a 8 - "Ou, porventura, ignorais que todos quantos fomos batizados em Cristo Jesus fomos batizados na sua morte? Fomos, pois, sepultados com ele pelo batismo na morte, para que, como Cristo foi ressuscitado dentre os mortos pela glória do Pai, assim andemos nós também em novidade de vida. Porque, se temos sido unidos a ele na semelhança da sua morte, certamente também o seremos na semelhança da sua ressurreição; sabendo isto, que o nosso homem velho foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. Pois quem está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos..." A questão crucial aqui é que tudo isto se apropria por misericórdia e graça que produz no pecador a fé para "Assim também vós considerai-vos como mortos para o pecado, mas vivos para Deus, em Cristo Jesus.' Há religiosos que, quando ouvem este ensino, se põem logo a combatê-lo por não conseguir alcançar a maravilhosa graça que há nele. Todavia, os joelhos que não se dobram a Baal, e a divina semente prosseguem na fé inabalável recebida do alto conforme Rm. 12:3b - "...mas que pense de si sobriamente, conforme a medida da fé que Deus, repartiu a cada um."
Por um lado "... a ofensa por um só que pecou... determinou a ação monérgica de Deus em que "...por um só veio o juízo sobre todos." Semelhantemente "pela desobediência de um só, todos foram feitos pecadores...", mas igualmente por um só, Jesus Cristo, veio o dom gratuito conforme o contexto de Rm. 5. Então, um só ato de incredulidade que levou a queda e à desobediência de um homem, Adão, por semelhante modo, um só ato de justiça executado em Cristo, produziu a abundante graça, justificando o pecador. A obediência de um só, Cristo, justificou a desobediência de muitos, tornando-os justificados perante os olhos de Deus.
Aos olhos de Deus, somente Cristo preenche os requisitos de substituto perfeito para justificar o pecado, satisfazendo assim, todas as exigências legais do "Eterno Decreto". Jesus se tornou o único fiador aceito pela justiça divina conforme Hb. 7:22 - "...de tanto melhor pacto Jesus foi feito fiador." Também em Jó 16:19 - "Eis que agora mesmo a minha testemunha está no céu, e o meu fiador nas alturas." Da mesma forma em que o Cordeiro Pascal foi imolado e o seu sangue espargido em favor dos primogênitos no Egito, Cristo foi imolado e o seu sangue espargido em favor dos eleitos, que são as primícias de Deus. Porque o sangue nos umbrais das portas protegia apenas os primogênitos? Exatamente como símbolo da expiação de Cristo apenas pelos eleitos de Deus. Esta nefasta doutrina da expiação universal de Cristo, veio apenas para satisfazer os anseios do homem em sua vaidade e auto-piedade. Como nosso substituto legal, Jesus tomou sobre si a nossa natureza pecaminosa, mas também, os eleitos foram n'Ele incluídos para destruição desta mesma natureza a fim de que, na ressurreição, os eleitos ganhassem a vida de Cristo. Geralmente, na religião humanizada, se fala em novo nascimento, mas não se fala em morte; fala-se em Cristo como substituto, mas não fala em inclusão do pecador na Sua morte. Logo, como se pode crer em ressurreição, sem morte? Seria tudo apenas um "colóquio flácido para acalentar bovino?"
A Cristo, o "Cordeiro Pascal", que morreu para matar a morte dos pecadores que foram eleitos e com eles ressurgir para a vida eterna, glória, força, honra e poder eternamente!

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