segunda-feira, 28 de abril de 2008

CRISTO, ESTE TÃO DESCONHECIDO IX

Dentre todos os milagres e obras realizados por Cristo, nenhum se iguala à sua morte, ressurreição e assunção aos céus. Paradoxalmente, nenhuma obra, ofício ou função do "Cristo de Deus" teria sentido se não culminasse em sua morte, ressurreição e assunção. Isto porque, sem estas realidades a conversão processual não ocorreria e o supremo propósito de Deus seria falho, o ato da regeneração não se concretizaria, o ato da santificação não teria lugar e o ato da glorificação jamais encontraria espaço no tempo. A morte do homem para Deus, em decorrência do pecado, recebeu tratamento homólogo pela morte de Cristo na cruz, a fim de sua morte ser substitutiva e inclusiva, vicária, portanto. Isto objetiva matar a morte do homem, na morte de Cristo e igualmente devolver a vida eterna aos eleitos pela vida eterna de Cristo na ressurreição.
A morte de Jesus tem sido objeto das mais diferentes e diversificadas asseverações ao longo da história. Certamente ela ecoará por toda a eternidade, porque os atos e decretos de Deus são eternos, tanto quanto Ele mesmo o é. Neste sentido, a morte de Cristo estava anunciada desde a eternidade pretérita conforme II Tm. 1: 9 e 10 - "...que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, e que agora se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual destruiu a morte, e trouxe à luz a vida e a imortalidade pelo evangelho..." Ainda há subsídios em Tt. 1: 1 a 3 - "...segundo a fé dos eleitos de Deus, e o pleno conhecimento da verdade que é segundo a piedade, na esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos eternos, e no tempo próprio manifestou a sua palavra..." Nesta mesma linha hermenêutica encontra-se o texto de Ef. 1: 4 e 5 - "...como também nos elegeu nele antes da fundação do mundo, para sermos santos e irrepreensíveis diante dele em amor; e nos predestinou para sermos filhos de adoção por Jesus Cristo..." Também em I Pd. 1: 19 e 20 - "...mas com precioso sangue, como de um cordeiro sem defeito e sem mancha, o sangue de Cristo, o qual, na verdade, foi conhecido ainda antes da fundação do mundo, mas manifesto no fim dos tempos por amor de vós..." Em Ap. 13:8 - "E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo."
Assim, quando nem sequer o próprio mundo e tudo que nele há havia sido criado, Deus já havia pré-determinado a morte vicária do Seu Filho Unigênito para destruir o pecado, aniquilando a natureza pecaminosa nos eleitos. Não é uma questão de livre escolha do homem, mas de pré-ordenação dos "Decretos Eternos do Pai." Os religiosos e enganados por seus sistemas humanistas, preferem crer que há bondade e retidão suficientes no homem portador do pecado, que o capacita a fazer escolhas espirituais. Todavia, eles confundem escolhas morais, com escolhas espirituais. Acerca destas, o homem não possui a menor condição e competência para tal consoante Rm. 3: 10 a 12 - "...como está escrito: não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só."
A morte de Cristo foi, é e será eternamente o tema central das Escrituras conforme I Co. 15: 3 e 4 - "Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado; que foi ressuscitado ao terceiro dia, segundo as Escrituras." Não se trata de opinião ou filosofia sofismática, mas de registro e testemunho incontestáveis. A maior parte das profecias bíblicas abordam e contemplam com profunda clareza "...dos sofrimentos que a Cristo haviam de vir e a glória que se lhes havia de seguir..." segundo I Pd. 1:11.
Desde o sacrifício de animais para retirar a pele a fim de cobrir a nudez do homem no Éden até João, o batista anunciar o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, não se fala em outra realidade, a não ser a morte vicária de Cristo nas Escrituras. De sorte que tudo o que foi escrito, converge para a obra justificadora e redentora d'Ele em benefício de muitos. Em Gn. 3:15 fala-se da "semente da mulher" e "do descendente da mulher" como sendo o Cristo, o qual esmagaria a cabeça da serpente, que é Satanás. Isto se cumpriu em todos os detalhes e aspectos no nascimento, vida, obra, morte, ressurreição e assunção de Cristo.
O próprio Jesus estava plenamente consciente da Sua presença nas Escrituras a ponto de dizer em Lc. 24:45, o seguinte "E, começando por Moisés, e por todos os profetas, explicou-lhes o que dele se achava em todas as Escrituras." Igualmente conscientizou Seus discípulos conforme Lc. 24:45 a 48 - "Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras; e disse-lhes: assim está escrito que o Cristo padecesse, e ao terceiro dia ressurgisse dentre os mortos; e que em seu nome se pregasse o arrependimento para remissão dos pecados, a todas as nações, começando por Jerusalém. Vós sois testemunhas destas coisas."
Por meio das profecias se pode conhecer muito acerca da morte de Jesus, o Cristo, como por exemplo, que Ele entraria em Jerusalém montado sobre um jumentinho conforme Zc. 9:9 e Mt. 21: 1 a 6 confirmou isto. Que Ele seria traído por um dos Seus discípulos conforme Sl. 41:10, Is. 55:13 e 14, o que foi confirmado em Mc. 14:10 e 11. Em Zc. 11:12 dá até os detalhes do valor da venda de Jesus por Judas, tendo sido confirmado em Mt. 26:15. Em Zc. 11:12 fala de como o dinheiro da traição seria utilizado depois da devolução do mesmo pelo traidor. As profecias mostram como Jesus seria abandonado pelos Seus seguidores conforme Zc. 13:7, sendo confirmado em Mt. 26: 31 e 56. Ainda as Escrituras mostram aspectos do julgamento de Jesus conforme Sl. 69: 4 e 12, tendo sido confirmado em Lc. 23:5. Tanto judeus, quanto gentios se levantaram contra ele de acordo com Sl. 2: 1 e 2, sendo confirmado em Lc. 23:12, At. 4:27. As Escrituras mostram que Jesus não reagiria e se poria em silêncio diante das investidas conforme Is. 53:6 e 7, confirmado em Mt. 26:63 e Mt. 27:12 a 14. Cuspiram na face do Salvador consoante Is. 50:6, Sl. 22:8, o que foi confirmado em Mt. 26:67. Diz que Ele seria ferido no rosto conforme Mq. 5:1, confirmado em Mt. 27:30. Diz que Ele ficaria com a aparência transfigurada conforme Is. 52:14, 53:3, tendo sido confirmado em Jo. 19:5. Também afirmam as Escrituras que Jesus seria crucificado junto com malfeitores de acordo com Sl. 22:16, Zc. 12:10, Is. 53:12 e Mt. 27:38, tendo tudo sido confirmado em Jo. 19:18, 20 a 25. Que Jesus oraria pelos seus crucificadores conforme Is. 53:12, sendo confirmado pela pena de Lc. 23:34. Que blasfemariam d'Ele conforme Sl. 22: 8 e 9, confirmado em Mt. 27:39 a 44. Serviriam vinagre na cruz de acordo com Sl. 69:12, confirmado em Mt. 27:34. Que suas vestes seriam repartidas e sobre sua túnica lançariam jogos de sorte conforme Sl. 22:18, confirmado em Mt. 27:35, Lc. 23:34. Que Jesus sentiria abandonado por Deus no momento da sua morte consoante Sl. 22:1, confirmado em Mt. 27:46. Que ao morrer entregaria o Seu Espírito a Deus conforme Sl. 31:6, tendo sido confirmado por Lc. 23:46. Que depois de morto seu lado seria traspassado por uma lança conforme Zc. 12:10, confirmado por Jo. 19:46 e quem os seus ossos seriam preservados de serem quebrados consoante o Sl. 3:19 e 20, confirmado por Jo. 19:33 a 36. Finalmente que Jesus seria sepultado entre os ricos conforme Is. 53:9, confirmado em Mt. 27:57 a 60.
Ora, o mundo precisa conhecer muito ainda sobre o Jesus das Escrituras e não apenas conhecer as Escrituras do Jesus. A letra mata, mas o Espírito vivifica! Amém.

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