domingo, 20 de abril de 2008

CRISTO, ESTE TÃO DESCONHECIDO II


Deus em Sua infinita Sabedoria e indiscutível Soberania guardou mistérios ao longo dos tempos. Um desses mistérios foi o plano para justificar o homem injusto por conta da queda no pecado, e ainda assim, permaneceu perfeitamente Justo. Isto equivale dizer que Deus cumpre o Seu "Decreto Eterno" quanto à sentença punitiva contra a injustiça do pecado, sem que houvesse injustiça da arte d'Ele. Como o homem não pode prover a sua própria salvação, porque é, antes, o objeto dela, Deus resolveu se fazer homem, se encarnando e habitando entre os pecadores na pessoa de seu Filho, o qual veio a ser chamado de Jesus. Em Romanos 9:5 é revelado que Cristo é: "... e de quem descende o Cristo segundo a carne, o qual é sobre todas as coisas, Deus bendito eternamente." Portanto, este é o mistério do Deus encarnado ou do Deus-Homem. Um homem histórico abrigava o Filho Unigênito de Deus em seu corpo.
A encarnação de Cristo em Jesus, o fez Filho de Deus e Filho do Homem ao mesmo tempo, é uma trama de duas cordas repleta de sabedoria, justiça e amor divino. Em I Tm. 3:16, a encarnação é assim tratada: "grande é este mistério da piedade: aquele que se manifestou em carne..." Deste poderoso mistério depende toda a substância do evangelho da verdade, o qual provê salvação e redenção aos eleitos de Deus.
O veículo que possibilitou a encarnação de Cristo foi uma virgem, por meio de uma concepção sobrenatural, posto que providenciada pelo próprio Deus e fora de qualquer parâmetro na biologia. Logo após a queda, em Gênesis 3:15, Deus deixou claro o seu projeto de encarnação para redenção do homem decaído: "... porei inimizade entre ti e a mulher, entre a tua descendência e o seu descendente. Este te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." A expressão, "entre ti e a mulher" significa entre a serpente, ventríloqua de Satanás, e a mulher símbolo da Igreja. Também a expressão, "entre a tua descendência e o seu descendente" significa que haveria inimizade entre os homens portadores da natureza envenenada pelo pecado inoculado pela serpente e o descendente da mulher, a saber, Jesus, o Cristo de Deus. É imperioso notar o que o texto ensina, pois não se refere aos descendentes da mulher, mas ao seu descendente, como sendo uma única pessoa. Este descendente da mulher que viria esmagar a cabeça da serpente é Jesus. Ele realizou esta obra na cruz quando venceu a morte e o inferno ao morrer e ressuscitar ao terceiro dia. Este é o sinal de Jonas a que alude Ele mesmo em Mateus 16:4 - "Uma geração má e adúltera pede um sinal, e nenhum sinal lhe será dado, senão o de Jonas. E, deixando-os, retirou-se." O profeta Jonas foi imerso nas profundezas das águas por três dias, tendo sido resgatado por Deus depois. Por semelhante modo, Jesus morreu e passou três dias nas entranhas da Terra, onde apresentou-se aos mortos para testemunho.
O profeta Isaías adiantou séculos antes, o seguinte: "...uma virgem conceberá e dará a luz um filho e será o seu nome Emanuel..." Ora, sabe-se que Emanuel quer dizer, Deus conosco, assim, Cristo habitou entre os homens por meio da pessoa histórica de Jesus. Porém, como já foi dito, não são duas pessoas, pois consubstanciam-se em uma só.
O próprio nome foi atribuído por Deus, quando o arcanjo Gabriel anunciou o nascimento de Jesus a Maria: "...em teu ventre conceberás e darás à luz um filho, e por-lhe-ás o nome de Jesus." Sabe-se que Jesus é em hebraico, Yeshuah, que quer dizer 'aquele que salva', ou 'Jeová é a salvação'. Quando a jovem Maria recebeu a notícia, indagou em sua condição humana: "como se fará isto, visto que não conheço varão?" Ao que o arcanjo esclareceu o mistério de Deus: "descerá sobre ti o Espírito Santo e a virtude do Altíssimo te cobrirá como a sua sombra, pelo que também o Santo que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus." Este é um mistério que só se pode receber pela fé genuinamente bíblica conforme as Escrituras afirmam em Hebreus 11:3 - "Pela fé entendemos..." Logo, assim se entende que tudo aconteceu conforme as Escrituras afirmam. Muitos incrédulos hoje em dia afirmam que esta profecia é um plágio de mitos antigos, especialmente, dos sumérios. Entretanto, desconhecem que o fato é semelhante aos descritos nos mitos sumerianos, mas aqueles foram falsificados pelos Nefilim que habitaram a Terra para confundir a profecia de Deus. O Diabo sempre utilizou estes métodos para confundir e fortalecer a incredulidade dos homens decaídos. Sobre estes Nefilim leia os quatro estudos sobre eles na aba de janeiro de 2008 neste blog.
Assim, Cristo veio ao mundo por meio de um nascimento absolutamente natural, mas, também absolutamente sobrenatural. Mesmo o local do nascimento humano do Filho de Deus foi predeterminado conforme Miquéias 5:2 - "Mas tu, Belém Efrata, posto que pequena para estar entre os milhares de Judá, de ti é que me sairá aquele que há de reinar em Israel, e cujas saídas são desde os tempos antigos, desde os dias da eternidade." Embora José e Maria habitassem no outro extremo geográfico da província da Judeia  Deus interferiu fazendo que o Imperador Romano decretasse um recenseamento obrigatório. Maria se achava grávida por ocasião do alistamento e, portanto, se deslocou da Galiléia até a Judéia, não achando hospedaria na cidade de Jerusalém, procurou abrigo em Belém de Judá, onde o Filho de Deus nasceu para que se cumprisse toda a profecia.
O nascimento foi anunciado por miríades de anjos aos pastores de ovelhas que imediatamente louvaram ao Messias da promessa. Desta forma fica evidente que o verdadeiro Deus, veio ao mundo por meio de um verdadeiro homem, Jesus. Assim, o Logos divino se fez carne e Deus introduziu no mundo o seu primogênito entre muitos irmãos que viriam a ser regenerados para formar a Igreja. Vindo, porém em semelhança de carne, não pecou, mas fora feito pecado para justificar os pecados de muitos.
Esta é, pois a forma sobrenatural incontestável, aos que ganham fé, e perfeita que o Pai realizou para satisfazer plenamente a exigência da Sua Justiça, tirando o pecado do mundo por meio do Cordeiro imolado antes da fundação do mesmo mundo. Esta foi a maneira justa de justificar os injustos, destruindo o velho homem, a velha natureza ou natureza adâmica por inclusão em seu Filho crucificado, morto e ressurrecto dentre os mortos.
A Ele, pois honra e glória eternamente!

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