quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS IV

Dn. 12: 1 a 10 - "Naquele tempo se levantará Miguel, o grande príncipe, que se levanta a favor dos filhos do teu povo; e haverá um tempo de tribulação, qual nunca houve, desde que existiu nação até aquele tempo; mas naquele tempo livrar-se-á o teu povo, todo aquele que for achado escrito no livro. E muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno. Os que forem sábios, pois, resplandecerão como o fulgor do firmamento; e os que converterem a muitos para a justiça, como as estrelas sempre e eternamente. Tu, porém, Daniel, cerra as palavras e sela o livro, até o fim do tempo; muitos correrão de uma parte para outra, e a ciência se multiplicará. Então eu, Daniel, olhei, e eis que estavam em pé outros dois, um de uma banda à beira do rio, e o outro da outra banda à beira do rio. E perguntei ao homem vestido de linho, que estava por cima das águas do rio: quanto tempo haverá até o fim destas maravilhas? E ouvi o homem vestido de linho, que estava por cima das águas do rio, quando levantou ao céu a mão direita e a mão esquerda, e jurou por aquele que vive eternamente que isso seria para um tempo, dois tempos, e metade de um tempo. E quando tiverem acabado de despedaçar o poder do povo santo, cumprir-se-ão todas estas coisas. Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso perguntei: Senhor meu, qual será o fim destas coisas? Ele respondeu: vai-te, Daniel, porque estas palavras estão cerradas e seladas até o tempo do fim. Muitos se purificarão, e se embranquecerão, e serão acrisolados; mas os ímpios procederão impiamente; e nenhum deles entenderá; mas os sábios entenderão."
Esta série de estudos escatológicos não tem a pretensão de discutir correntes de interpretação ou quaisquer dogmas recorrentes nos círculos religiosos. É menos teológico e mais pedagógico, pois vê-se que a maior urgência do tempo presente é a desmistificação de mentiras, enganos e erros por ignorância das Escrituras. Desta forma não se busca aqui fazer aquelas enormes explicações sobre milenismo, pré-milenismo ou pós-milenismo. Ou mesmo sobre tribulacionismo, pré-tribulacionismo ou pós-tribulacionismo. Cada um crê na medida da fé que recebe pela graça de Deus. Aquele que começou a boa obra, certamente a levará até o fim para honra e glória d'Ele mesmo. 
Como já foi recomendado em textos anteriores, não há registro sobre fim do mundo nas Escrituras tal como os textos originais em seus contextos aparecem. O que há por aí é simples especulação, má interpretação e tendenciosidade religiosa em usar a Palavra de Deus como sensacionalismo para impressionar os incautos e indoutos.
Portanto, vale o que recomenda o apóstolo Paulo em I Co. 3:11 - "Porque ninguém pode lançar outro fundamento, além do que já está posto, o qual é Jesus Cristo."  De nada adianta inventarem doutrinas, dogmas, preceitos sobre preceitos e regras sobre regras, porque a verdade originada em Deus permanece inabalável. O fundamento é Cristo e somente Cristo! Por algum tempo o homem imagina em seu coração que está construindo um sistema definitivo, mas o tempo mostrará que a verdade de Deus permanecerá.
Daniel foi um dos pouquíssimos homens elogiados por Deus. No seu tempo, e nas circunstâncias históricas a que o povo de Israel estava envolvido, ele foi amplamente usado por Deus para trazer mensagens sobre o fim dos tempos. No capítulo que abre esta exposição, Daniel recebe a visita de alguns mensageiros celestes. Após ouvir deles mensagens sobre o futuro do povo hebreu que se achava escravizado na Babilônia, o profeta se vê atônito com tantas e estranhas informações. Indaga sobre a significação destes acontecimentos, mas é dito a ele que as palavras da revelação deveriam ser cerradas e seladas, pois só se entenderiam no tempo do fim. Este é um dos erros cometidos por intérpretes das Escrituras: explicar o que só se revelará no tempo previsto e mediante a sucessão de acontecimentos. 
O mensageiro que flutuava sobre as águas do rio Quebar respondeu a indagação de Daniel sobre em quanto tempo os acontecimentos começariam a se cumprir: "um tempo, dois tempos e metade de um tempo." Assim, fica claro que toda a história da humanidade a partir daquele momento estava dividida em três partes: um primeiro período, dois períodos subsequentes e metade de um período. No capítulo 9 da profecia de Daniel esta divisão fica mais clara, como também no Apocalipse.Tais aspectos ainda serão analisados em estudos futuros.
A primeira parte da revelação fala de uma grande tribulação de proporções inimagináveis. Nos evangelhos e no Apocalipse fala-se muito da grande tribulação, mas nas epístolas em geral fala-se em tribulações causadas pela pregação do evangelho. Então são aspectos distintos dos sofrimentos e dores causados pela defesa da verdade. A grande tribulação será no fim dos tempos, quando o poder da besta terá chegado a um elevado domínio no mundo. Daniel fala que o povo hebreu será defendido por Miguel, o príncipe celeste. Entretanto, há um grupo seleto cujos nomes estão anotados no livro da vida que receberá um livramento específico, a saber, a redenção espiritual.
O profeta fala sobre ressurreição de mortos, uns para a vida eterna e outros para a vergonha e o desprezo igualmente eterno. Por isto, estes ensinos místicos sobre salvação universal, oferta de redenção a todos, livre arbítrio e outras tolices caem todos por terra. Jesus, o Cristo também doutrina claramente sobre os que serão salvos e os que são condenados. Logo, porque alguns ensinos espiritistas insistem em contradizer a Palavra de Deus sobre estes pontos? Porque não podem alcançar a revelação do alto. Também, muitos religiosos supostamente cristãos vivem amedrontados por medo de perder a salvação. Tais enganos surgem da ausência do conhecimento espiritual revelado nas Escrituras. Não se perde o que não foi ganhado e o que foi dado por graça e misericórdia, não será retirado. 
A revelação do texto em tela afirma que muitos resplandecerão como as estrelas no firmamento; também fala sobre os que ensinarão a muitos e cooperarão para a conversão de muitos à justiça eterna. Afirma ainda que os homens andarão de um lado para o outro em busca da verdade e que a ciência, ou seja, o conhecimento da verdade se multiplicará. Fala da purificação e preparo dos eleitos e regenerados, como também afirma que os impios agirão impiamente até o fim.
Vê-se pelos acontecimentos atuais que estas palavras estão se cumprindo e o tempo se aproxima cada vez mais. Os sinais destes fatos são mais do que evidentes.
Soli Deo Gloria!

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