domingo, 9 de outubro de 2011

ESCATOLOGIA X


Is. 46: 9 e 10 - "Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade."
Há nos círculos religiosos, notadamente os que são oriundos da convenção batista do sul dos Estados Unidos, um grupo que se auto-intitula como preteristas. Estes tomam as profecias como já ocorridas e encerradas com a destruição de Jerusalém no ano 70 d.C. Pois bem, primeiramente esta corrente de interpretação é apenas uma teoria e não a Palavra de Deus; secundariamente deixam de considerar um dos mais elementares princípios da hermenêutica bíblica, a saber, o 'princípio da dupla referência nas profecias'; também deixam de analisar exegeticamente os fatos descritos nos textos escriturísticos como concretos e não apenas como subjetivos ou simbólicos.
Acerca destes intérpretes, as Escrituras já os preveem desde o primeiro século da Era Cristã conforme II Pd. 3:1 a 6 - "Amados, já é esta a segunda carta que vos escrevo; em ambas as quais desperto com admoestações o vosso ânimo sincero; para que vos lembreis das palavras que dantes foram ditas pelos santos profetas, e do mandamento do Senhor e Salvador, dado mediante os vossos apóstolos; sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação. Pois eles de propósito ignoram isto, que pela palavra de Deus já desde a antiguidade existiram os céus e a terra, que foi tirada da água e no meio da água subsiste; pelas quais coisas pereceu o mundo de então, afogado em água." Para os néscios as palavras das Escrituras são apenas lendas e mitos criados pelo homem para satisfazer suas carências. Para estes promotores dos seus próprios destinos, o homem se basta a si mesmo e se transforma em seu próprio 'deus'. Deus e a Sua Palavra são dispensados do mundo por escassez de significação materialista e sensorial. Confiam em ciência e tecnologia, não creem nas Escrituras como Palavra de Deus, mas apenas como manual de religião. Neste sentido satisfazem ao que lhes foi incutido por Satanás no Éden: "... como Deus, sereis...." Coitados! Morrerão em seus delitos e pecados sem ver a luz, visto que luz, em sentido espiritual é conhecimento verdadeiro.
Acerca da última semana do profeta Daniel ou da septuagésima semana de Daniel capítulo 9, tem-se o que diz o verso 26: "... e depois de sessenta e duas semanas será cortado o ungido, e nada lhe subsistirá; e o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário, e o seu fim será com uma inundação; e até o fim haverá guerra; estão determinadas assolações." Cumpridas as 7 semanas iniciais, e depois as sessenta e duas semanas, ocorrerão os eventos da septuagésima e última semana: o Ungido, isto é, Cristo seria cortado, ou seja, morto na cruz; um povo de um certo príncipe que há de vir destruiria a cidade santa e o santuário com invasões, guerras e assolações. Estes dois fatos já se cumpriram literalmente, quando Jesus, o Cristo foi preso, julgado e sentenciado a morte de cruz; e os romanos invadiram Jerusalém num cerco que durou um ano, depois destruíram as muralhas, entraram na cidade e destruíram completamente tudo, inclusive o templo construído por Salomão e reconstruído por Herodes. Construíram uma outra cidade no local chamada Aelea Captolina. Depois da 69ª semana da profecia de Daniel, há uma lacuna de tempo indeterminado para a formação da Igreja e a proclamação do evangelho da graça a todos os povos e nações, então virá a 70ª semana. Esta última semana é o tempo do fim do sistema mundano e do julgamento das nações, do estabelecimento do Reino dos Céus na Terra, da prisão de Satanás e da restauração da Terra e da ordem nu Universo.
Veja que há dois príncipes: o primeiro que é chamado de Ungido, referindo-se a Cristo, e o segundo que é identificado como pertencente ao povo que destruiria Jerusalém após a morte de Cristo. Isto ocorreu no ano 70 d.C, quando o general Tito e o imperador Vespasiano invadiram Jerusalém para combater os nacionalistas macabeus que resistiam ao império dominador. O primeiro príncipe é Cristo, o Ungido, o Filho Unigênito de Deus que veio para morrer segundo as Escrituras. O segundo príncipe é o Anticristo que dominará as nações pelo tempo do fim, porém será levado à destruição com o retorno do Grande Rei revestido de glória, majestade e poder.
Gloria in excelsis Deo!

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