terça-feira, 7 de setembro de 2010

O MISTÉRIO DA INIQUIDADE JÁ OPERA III


Mt. 24: 9 a 12 - "Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará."
O contexto do qual foi retirada esta porção das Escrituras é escatológico, ou seja, é uma referência ao tempo da tribulação. Todavia, este tempo começou imediatamente após a morte, a ressurreição e a ascensão de Cristo. Por esta razão o apóstolo João diz: "Filhinhos, esta é a última hora; e, conforme ouvistes que vem o anticristo, já muitos anticristos se têm levantado; por onde conhecemos que é a última hora." Então, a expressão "última hora" é marcada pelos acontecimentos descritos, e não pelo seu conteúdo cronológico. Assim, desde o tempo de João, o mistério da iniquidade já opera. Tais anticristos são pessoas que surgiram ao longo da história, cujas ideias e ações, não apenas são opostas a Cristo, mas elas mesmas desejam se colocar no lugar d'Ele. Este é o grande mistério da iniquidade: pretender substituir a justiça pela injustiça, visto que iniquidade é injustiça e pecado. É a tendência do homem, na atualidade, dizer que Deus não é soberano, que o homem é senhor do seu próprio destino, que não há inferno, que não há pecado, que não há condenação e, sobretudo, que Cristo não é quem as Escrituras dizem que Ele é. Tais posturas são em si mesmas iníquas, além de supor que não as admitindo, o homem pode reivindicá-las para si. Muitos se fazem de anticristos, potencializando e preparando a vinda do verdadeiro Anticristo cujo poder e a eficácia das suas ações serão segundo Satanás conforme II Ts. 2: 9 e 10 - "... a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos."
Poder, sinais e prodígios é o que buscam os homens desde tempos imemoráveis. Sendo estes atributos exclusivos de Cristo, logo, o homem apenas os obtém mediante a mentira, a fraude, e o engano. Tais pessoas que são objeto da eficácia de Satanás, são os que perecem, e não receberam o amor da verdade para serem redimidos da natureza pecaminosa. Veja, eles não receberam o amor da justiça, não é o amor à justiça. A justiça é que ama o homem e realiza nele a obra redentora por inclusão na morte de Cristo, e na Sua consequente ressurreição. A ação é de Deus, em Cristo, e não do homem de si para consigo. Receber é passivo, fazer ou aceitar é ativo, ficando, portanto, na competência do homem. O mistério da iniquidade pretende atribuir ao homem a sua própria redenção, dispensando, a obra de Cristo. Basta ler obras de Dan Brown, Richard Dowkins e outros para ver o quanto o homem vem trazendo para si o seu próprio endeusamento.
I Jo. 3:4 - "Todo aquele que vive habitualmente no pecado também vive na iniquidade, pois o pecado é iniquidade." Isto implica dizer que aquele que permanece em sua natureza pecaminosa, vive na iniquidade, ou seja na injustiça, porque o pecado se expressa por meio dela. A palavra iniquidade no texto grego original é 'anomían', estando esta, no caso acusativo singular. Isto significa que a iniquidade é um estado de natureza do homem decaído e não uma anomalia causada por distúrbios psicológicos, ou mesmo, por alguma falha, ou desvio de caráter eventual. É algo constante da personalidade, no DNA espiritual do homem após a queda. Uma pessoa vive habitualmente, a saber, por hábito no pecado, não está pecador, antes, é por natureza pecador. O antídoto para esta natureza decaída, morta, ou separada de Deus é Cristo conforme I Jo. 3:5 e 6 - "E bem sabeis que ele se manifestou para tirar os pecados; e nele não há pecado. Todo o que permanece nele não vive pecando; todo o que vive pecando não o viu nem o conhece." Jesus, o Cristo é o único que pode retirar definitiva e para sempre o pecado, ou seja, a iniquidade. É a justiça do Justo de Deus, tornando os injustos à sua semelhança. Por esta razão é que os regenerados não sentem prazer em praticar o pecado como um hábito. Cometem atos pecaminosos por contingencialidade e circunstancialidade, e, isto, não os faz melhores do que ninguém neste mundo. A iniquidade é própria dos que não foram conhecidos por Cristo, e, consequentemente, não o conhecem.
Maranata!

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