segunda-feira, 1 de abril de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XVII

Mt. 24: 20 a 22 - "Orai para que a vossa fuga não suceda no inverno nem no sábado; porque haverá então uma tribulação tão grande, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora, nem jamais haverá. E se aqueles dias não fossem abreviados, ninguém se salvaria; mas por causa dos escolhidos serão abreviados aqueles dias."
A grande tribulação será um tempo de muita dor e sofrimento como jamais houve em toda a história do planeta Terra. Também será uma única vez e para sempre, pois jamais haverá novamente sofrimento, dor, lágrima e o mal será extirpado eternamente. Será um tempo de tão grande angústia que Deus se encarregará de abreviar os dias para poupar os eleitos cujos nomes estão escritos no livro da vida do Cordeiro. Os eleitos ou escolhidos foram conhecidos pelo coração de Deus antes que houvesse o próprio mundo, não com base no bem ou justiça que viriam a praticar, mas com base na soberana vontade d'Ele. Deus não só os conheceu com afetuoso amor, como também os predestinou, chamou, justificou e glorificou conforme Rm. 8: 29 e 30 - "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou." Ao contrário do ensino universalista dos religiosos arminianos, e todo homem é por natureza arminiano, a predestinação é monérgica, a saber, é realizada tão somente pela vontade de Deus. Se você acha que Ele é injusto ao escolher alguns e não todos, diga isto a Ele. Tal escolha não é com base no que o homem faz conforme Rm. 9:10 a 16 - "E não somente isso, mas também a Rebeca, que havia concebido de um, de Isaque, nosso pai, pois não tendo os gêmeos ainda nascido, nem tendo praticado bem ou mal, para que o propósito de Deus segundo a eleição permanecesse firme, não por causa das obras, mas por aquele que chama, foi-lhe dito: o maior servirá o menor. Como está escrito: amei a Jacó, e aborreci a Esaú. Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus? De modo nenhum. Porque diz a Moisés: terei misericórdia de quem me aprouver ter misericórdia, e terei compaixão de quem me aprouver ter compaixão. Assim, pois, isto não depende do que quer, nem do que corre, mas de Deus que usa de misericórdia." Então Esaú e Jacó ambos filhos de Isaque, pai dos judeus, sequer haviam nascido e Deus escolheu a Jacó. A explicação da decisão soberana de Deus está no próprio texto acima, pois é Ele quem tem misericórdia e compaixão de quem quer. A escolha soberana de Deus não depende do que faz ou do que deixa de fazer o pecador. Ora, se alguém pudesse ser eleito pelo que faz, ou condenado pelo que deixa de fazer, Jesus seria absolutamente descartável e dispensável. As justiças e os méritos do homem decaído são como trapos de imundícias perante Deus conforme afirma o profeta Is. 64:6a - "Pois todos nós somos como o imundo, e todas as nossas justiças como trapo da imundícia."
Pois bem, esta introdução é para que fique bem claro que neste espaço não se ensina doutrina religiosa arminiana ou de quaisquer outras naturezas. Também, para que, aquele que lê saiba e entenda os acontecimentos escatológicos. O diagrama a seguir serve para ter uma visão sucinta dos fatos e acontecimentos bíblicos do ponto de vista das Escrituras.


Então, vê-se na frisa do tempo os principais acontecimentos históricos relacionados ao "supremo propósito" de Deus para a Terra e a Igreja nos últimos dias. Igreja no sentido essencialmente bíblico é o conjunto de todos os regenerados em todos os tempos e lugares. Estes regenerados foram redimidos pela graça mediante a fé, tanto antes, como durante, e depois de Jesus, o Cristo. A Igreja nas Escrituras nada tem a ver com estas instituições criadas, desenvolvidas e mantidas pela arrogância humana. Não se deve confundir congregação com agregação de pessoas.
A dispensação da graça é o período de tempo que se inicia com a crucificação, a morte e a ressurreição de Jesus, o Cristo, até o seu retorno invisível para os eleitos no arrebatamento. Após este período dar-se-á início à dispensação do juízo, quando, então, a Terra será purificada, as nações serão julgadas, o Anticristo será destruído, Satanás será preso e Cristo retornará visivelmente aos olhos de todos para restaurar a Terra. Ao processo de juízos, purificação e restauração da Terra dá-se o nome de grande tribulação. A Igreja não passará por este período, mas neste tempo ainda haverá anúncio do evangelho diretamente do céu e milhares de milhares serão convertidos. Porém, estes serão perseguidos e mortos pelo Anticristo.
Muitos dos fatos retratados no diagrama acima já foram explicados nos outros estudos sobre as "Setenta Semanas" da profecia de Daniel. Após a redenção da Terra e a prisão de Satanás haverá um governo de reestruturação e grandes mudanças realizado por Cristo na Terra. Neste tempo as nações e povos se multiplicarão abundantemente e haverá plena paz e justiça. Ao final dos mil anos, Satanás será solto para a grande batalha entre as forças espirituais do mal e as forças espirituais de Cristo. Do confronto final Satanás sairá derrotado e lançado finalmente no inferno, juntamente com os seus seguidores conforme Ap. 20: 10, 14 e 15 - "...e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo.
Soli Deo Gloria!

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