sábado, 6 de abril de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS XIX

Ap. 1: 8 a 20 - "Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso. Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. Eu fui arrebatado em espírito no dia do Senhor, e ouvi por detrás de mim uma grande voz, como de trombeta, que dizia: o que vês, escreve-o num livro, e envia-o às sete igrejas: a Éfeso, a Esmirna, a Pérgamo, a Tiatira, a Sardes, a Filadélfia e a Laodiceia. E voltei-me para ver quem falava comigo. E, ao voltar-me, vi sete candeeiros de ouro, e no meio dos candeeiros um semelhante a filho de homem, vestido de uma roupa talar, e cingido à altura do peito com um cinto de ouro; e a sua cabeça e cabelos eram brancos como lã branca, como a neve; e os seus olhos como chama de fogo; e os seus pés, semelhantes a latão reluzente que fora refinado numa fornalha; e a sua voz como a voz de muitas águas. Tinha ele na sua destra sete estrelas; e da sua boca saía uma aguda espada de dois gumes; e o seu rosto era como o sol, quando resplandece na sua força. Quando o vi, caí a seus pés como morto; e ele pôs sobre mim a sua destra, dizendo: não temas; eu sou o primeiro e o último. Eu sou o que vivo; fui morto, mas eis aqui estou vivo para todo o sempre! e tenho as chaves da morte e do inferno. Escreve, pois, as coisas que tens visto, e as que são, e as que depois destas hão de suceder. Eis o mistério das sete estrelas, que viste na minha destra, e dos sete candeeiros de ouro: as estrelas são os anjos das sete igrejas, e os sete candeeiros são as sete igrejas."
O livro ou carta-profecia do Apocalipse foi escrita com uso de símbolos, símiles e tipos, porque trata de processo de desvendamento, ou seja, de retirar a venda dos olhos dos eleitos e regenerados. Não é apenas um livro de predições ou prognósticos sobre o futuro, mas de revelação da pessoa de Cristo. Tal revelação é endereçada à Igreja e não ao mundo. A maior parte do que já se comentou sobre o Apocalipse não passa de mera especulação. 
No capítulo um vê-se que é dada uma descrição da pessoa de Jesus, o Cristo. No verso oito, por exemplo, ele é novamente apresentado na sua eternidade, pois quando se identifica como o alfa e o ômega, quer dizer que é o primeiro e o último. Estas são a primeira e a última letra do alfabeto grego. Assim, ele demonstra que é antes de todas as coisas e também será depois de todas estas mesmas coisas. O sentido é mais definido quando ele completa, dizendo que é, que era e que há de vir. Ele é o Todo-poderoso, ou seja, que pode tudo. Assim, Cristo, não só tem poder, mas ele mesmo é todo o poder do universo, tendo recebido esta autoridade do Pai conforme Ap. 2:17c - "... assim como eu recebi autoridade de meu Pai."
O apóstolo João estava degredado na Ilha de Patmos pelo imperador de Roma por causa da pregação do evangelho. Estando lá isolado numa pequena ilha do Mar Egeu foi arrebatado no dia do Senhor. Muitos afirmam, por conta própria, que este "dia do Senhor" é o domingo. Pois bem, não há razão alguma para afirmar isto, pois em nenhum lugar das Escrituras o domingo é chamado de 'dia do Senhor', aliás todos os dias da semana são do Senhor. Além do que o domingo recebeu este nome por conta dos romanos bem após a visão de João. No Primeiro Concilio de Nicéia em 325 d. C. é que ficou decidido que o domingo seria o dia de guarda dos cristãos. O nome foi modificado de "Prima feria" para "Dies Domenicus". O fato é que o próprio texto fornece a pista sobre o significado do "dia do Senhor". Primeiro, o apóstolo João foi arrebatado em seu espírito e não em corpo. Segundo tudo o que João presenciou e escreveu gastaria muito mais que um dia. Terceiro há um dia do Senhor largamente profetizado pelos mensageiros do velho testamento e que consta dos escritos dos chamados "pais da Igreja" nos primeiros séculos. É uma referência ao grande e terrível dia do Senhor em que os homens se esconderão nas fendas das rochas pelo temor da ira divina. Desta forma, João foi transportado em espírito para este dia, presenciando e anotando tudo o que via para transmitir às Igrejas do Senhor. 
A descrição que João faz de Cristo é a de profeta - fiel testemunha e autor das palavras da profecia apocalíptica -, de sacerdote - vestes talares, cinto de ouro e cabelos brancos como a neve e a lá branca -, juiz - olhos como chamas de fogo, pés reluzentes como o bronze polido -, e rei - voz como o som de muitas águas e empunha uma espada de dois gumes. De fato Jesus, o Cristo é profeta, sacerdote, juiz e rei.
O texto explica apenas dois símbolos: as sete estrelas e os sete cadeeiros de ouro vistos nas mãos do Grande Rei. As sete estrelas são os mensageiros das sete igrejas e os sete candeeiros são as sete igrejas. O texto original emprega a palavra anjos das igrejas, porque 'anggelos' em grego quer dizer mensageiro. Assim, são os sete pastores que dirigiam estas sete Igrejas. Tais igrejas, como já foi dito, eram Igrejas reais e existentes àquela época, representam a totalidade das Igrejas que surgiriam ao longo da história, e, finalmente, demonstram as condições das Igrejas no tempo do fim. Vê-se que as Igrejas são de Cristo, posto que estão em suas mãos e não nas mãos de homens inescrupulosos como se vê nestes tempos que transcorrem.
Jesus se identifica à João como Aquele que foi morto, mas reviveu e que tem as chaves da morte e do inferno. Isto indica que é Ele o Filho Unigênito de Deus e o Primogênito dentre os mortos. Também mostra que Ele tem toda autoridade sobre a morte e sobre as portas do inferno. É Ele quem abre e ninguém fecha, e fecha e ninguém abre. A Ele, pois, honra, glória, força e majestade eternamente!!!
Solo Christus!!!

Nenhum comentário: