terça-feira, 31 de julho de 2012

PROFUNDA DEI ET ALTITUDINES SATANAE IX


I Tm. 4: 1 a 5 - "Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada, proibindo o casamento, e ordenando a abstinência de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ações de graças pelos que são fiéis e que conhecem bem a verdade; pois todas as coisas criadas por Deus são boas, e nada deve ser rejeitado se é recebido com ações de graças; porque pela palavra de Deus e pela oração são santificadas."
As profundezas de Satanás se manifestam de maneira quase imperceptível e sempre apresentando soluções e propostas essencialmente humanistas. Elas se disseminam por meio das ideias de progresso, tanto material, como espiritual e científico. Invariavelmente tais profundezas assumem papel universalista, pacifista, progressista e conciliador. Estas coisas são consagradas por meio de um discurso politicamente correto, passando sempre a noção de justiça social e correção das distorções cometidas ao longo da história por pessoas ou sistemas perversos. É óbvio, que, comparativamente, as profundezas de Satanás são de longe mais atraentes que as profundezas de Deus. No filme "O Advogado do Diabo" a ideia de um Deus injusto, manipulador e maléfico ao homem é ostensivamente pregada. Há uma cena em que o Diabo fala claramente que Deus é quem faz o mal ao homem, e, que ele, ao contrário, quer instaurar uma era de progresso e liberdade. É exatamente esta ideia que prevalece na visão universalista, especialmente, a partir do século XX. Muitos seguimentos universalistas já declararam o cristianismo como uma instituição falida e fracassada. Outros vão além, declarando-o inoportuno e um verdadeiro atraso para a humanidade. Bem, do ponto de vista de pessoas e grupos que postulam tais ideias, isto está perfeitamente correto. Primeiramente, porque o cristianismo institucionalizado que está posto diante do mundo é, em sua maior parte, absurdamente medíocre. Bajula o pecador sem lhe dizer, de fato, o que é o pecado, envida todo esforço para levá-lo a uma religião, onde este se torna, muitas vezes, pior do que antes. Secundariamente, porque, os que propõem estas ideias, não têm qualquer experiência de nascimento espiritual. Tomam o que se vê pelo que não se vê, ou seja, toma o cristianismo puramente nominal e institucional sem conhecer a verdade que é por revelação e não por religião. Acontece, que, o Cristianismo ensinado por Cristo, passa ao longe do catecismo e do cinismo ensinados pelas religiões, que, em suma, são subprodutos da vaidade humana em querer definir e explicar Deus pela ótica do homem decaído e contaminado pela natureza pecaminosa. Tais pessoas agem como agiu Jó antes de ser regenerado: 'falava de coisas demasiadamente grandes as quais ele conhecia só de ouvir e não de experimentar'.
O universalismo defende as seguintes postulações gerais:
1) As religiões são criações do gênio humano e não imposições de Deus e dos espíritos, portanto, não podem resolver o destino humano sozinhas; 
2) Não existe corrente de pensamento que monopolize as verdades relativas ou absolutas de ponta, ora, não existem verdades, mas uma única verdade; 
3) Há caminhos diferentes para se atingir a evolução espiritual, dentro e fora de religiões, ou seja, há diversas e diferentes caminhos de evolução; 
4) Mais importa a conduta amorosa e fraterna do que a ideologias, cosmogonias, sistema de crença, fé, dogmas ou organização religiosa, ou assemelhada escolhidas; 
5) São contraproducentes e inócuas disputas por qual o melhor guru, mestre ou líder espiritual da humanidade; 
6) Todas as contribuições ao esclarecimento espiritual e consciencial são válidas e relevantes, merecem respeito e apreciação sem preconceito, devendo-se extrair de cada ideologia o que nela houver de proveitoso ao aprimoramento do indivíduo e da sociedade. 
Considerando cada ponto acima colocado, vê-se claramente um intenso processo de desconstrução do que está posto no mundo há milhares de anos. Na verdade, diante dos fatos e devaneios de alguns, tais argumentos são irrefutáveis. Por que, quantas vezes a face da Terra foi banhada de sangue em nome de Deus? De fato, a verdade, não é, e jamais poderia ser monopólio de uma pessoa, grupo ou sistema teológico, pois realmente ela é uma pessoa e não uma concepção. Os caminhos diferentes a que alude o ponto três, são igualmente criados pelo gênio humano, neste sentido em nada difere das religiões também humanistas e humanizadas. A tal conduta amorosa é uma proposta muito atraente ao mais bruto dos seres, porque no bojo dela vai a aceitação de padrões e valores tidos como inaceitáveis. O amor é tomado em um sentido absolutamente horizontal e humanista, nada tendo a ver com o padrão de amor divino. Refutar as orientações de gurus, profetas, mestres e líderes ditos espirituais é uma forma de despersonalizar preceitos, dogmas e normas impostas por qualquer sistema de crença positivado. O sexto ponto põe a última pá de cal sobre quaisquer doutrina que tente dominar indivíduos e grupos. Tal propositura é tudo o que a humanidade à parte da natureza de Deus deseja e busca. Esta é, na essência, a proposta das profundezas de Satanás. 
O texto de abertura é de cunho escatológico, entretanto, os tempos posteriores é uma expressão técnica e alude ao período entre a primeira manifestação de Cristo e a sua próxima manifestação ou parusia. É, na verdade, uma expressão abrangente e não a determinação de uma data específica. Quem está afirmando é o Espírito de Deus que, de fato, é o grande ensinador conforme Jo. 14:26 - "Mas o Ajudador, o Espírito Santo a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto eu vos tenho dito." Há segmentos universalistas e espiritistas que têm o disparate de afirmar que o Espírito, o Consolador ou o Ajudador são suas doutrinas. Só quem não conhece mesmo as Escrituras espiritualmente para dizer isto. 
A apostasia a que alude o texto de abertura é uma espécie de afastamento de uma determinada verdade, não no sentido de abandoná-la, mas de pregá-la divergentemente do que ela é em sua natureza essencial. Veja que os tais apóstatas se apostatarão da fé e não da religião. Os espíritos enganadores que ensinam doutrinas de demônios são, não apenas, os espíritos dos que lideram e pregam suas falácias, mas também se refere aos espíritos invisíveis que os inspiram. A natureza de tais espíritos, tanto encarnados, como invisíveis está definida em I Jo. 4: 1 a 3 - "Amados, não creiais a todo espírito, mas provai se os espíritos vêm de Deus; porque muitos falsos profetas têm saído pelo mundo. Nisto conheceis o Espírito de Deus: todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus; e todo espírito que não confessa a Jesus não é de Deus; mas é o espírito do anticristo, a respeito do qual tendes ouvido que havia de vir; e agora já está no mundo." Dentre grupos espiritualistas há também os que afirmam que Cristo não veio como o Filho Unigênito de Deus e que Ele não experimentou qualquer dor física na crucificação, pois possuía um corpo diferenciado dos outros homens. Entretanto, Ele mesmo prova que isto não é verdade, pois sentiu pavor a ponto de suar gotas de sangue e orou ao Pai para que o livrasse de tal situação na noite anterior à crucificação. Muito pelo contrário, Jesus, o Cristo foi desprovido da sua deidade na cruz, pois absorveu toda a carga pecaminosa dos eleitos que atraiu conforme Jo. 12: 32 e 33 - "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. Isto dizia, significando de que modo havia de morrer."
As tais profundezas de Satanás são responsáveis pela apostasia e desvios dentro da igreja e do cristianismo nominal. Muitos grupos que hoje pregam estas anomalias e cometem verdadeiros absurdos em nome de Deus, já foram fieis no passado. Muitas igrejas institucionais de hoje, já pertenceram à verdadeira Igreja, o corpo de Cristo no passado. Há no texto de abertura três elementos esclarecedores acerca da apostasia: a fonte são os espíritos enganadores, os ensinos ou doutrinas são de demônios e os agentes promotores de tais profundezas de Satanás são alguns dentro da própria igreja institucional. Aliás, o primeiro erro foi institucionalizar a fé, depois foi abandonar o fundamento já lançado que é Cristo, e, por último e mais grave trocar as profundezas de Deus reveladas nas Escrituras por ideologias políticas, econômicas e religiosas. Tais agentes têm sempre algum preceito, alguma regra, algum ensino sutilmente oposto ao que Cristo ensina. Questões de casamentos, alimentos, vestuários, conduta moral, sacrifícios, justiça própria e méritos são exigidas para serem aceitos como autênticos cristãos. Ora, na verdade, o ensino verdadeiro demonstra que a Graça e a Misericórdia de Deus é exatamente para os desgraçados e miseráveis. Quando uma pessoa se reconhece imerecedora e miserável diante da Soberana vontade de Deus, certamente, está sendo atingido pelo o Seu verdadeiro amor. 
Solo Christus! 
Soli Deo Gloria! 
Sola Scriptura!

sábado, 28 de julho de 2012

PROFUNDA DEI ET ALTITUDINES SATANAE VIII

Ec. 7:29 - "Eis que isto tão somente achei: que Deus fez o homem reto, mas os homens buscaram muitos artifícios."
Agostinho de Hipona, um dos precursores da Reforma, ao tratar da questão da relação criatura e Criador, registrado no documento "On Correction and Grace XXXIII" organizou a seguinte estrutura com base em diversos textos bíblicos:
Antes de pecar o homem tinha duas opções: 'posse peccare et posse non peccare', significando que a criatura possuía plena liberdade de escolha, pois poderia pecar ou não pecar. 
Após pecar o homem passou a ter apenas uma opção: 'non posse non peccare', significando, que, uma vez contaminado pela natureza pecaminosa, possuía apenas inclinação para pecar.
Após a regeneração, o homem tem a possibilidade de não pecar 'posse non peccare'. Entretanto, se pecar a graça anula o pecado, porque já foi justificado.
Na restauração final, o homem ganhará o último e mais elevado estágio que é 'non posse peccare'. Indicando que não haverá mais a natureza pecaminosa na criatura, portanto não haverá mais a capacidade para pecar.
Considerando a estrutura apresentada por Agostinho, como também, a exegese da carta de Paulo aos Romanos, pode-se concluir, então, que há quatro estágios no processo espiritual do homem:
1° estágio - antes da lei moral, o homem vivia à margem de qualquer juízo sobre o seu próprio pecado, mas ele já havia sido instalado na natureza humana. O decreto eterno de Deus sobre o pecado foi executado com a morte, pois '... no dia em que dele comeres certamente morrerás." Tal morte, não é apenas a morte física, mas também a morte espiritual, ou seja, a separação do espirito do homem em relação a Deus. Tal condição está formulado em Rm. 2:12 - "Porque todos os que sem lei pecaram, sem lei também perecerão."
2° estágio - com o advento da lei moral, o homem ficou consciente da sua condição pecaminosa e percebeu-se escravo do pecado. Isto é registrado em Rm. 5:20a - "Sobreveio, porém, a lei para que a ofensa abundasse." E em Jo. 8:34 "Replicou-lhes Jesus: em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado." Nesta fase, o pecador descobre a culpa do pecado.
3° estágio - com o advento da graça, o homem recebe vivificação para desenvolver a santidade de Cristo, tendo sido redimido e libertado da culpa do pecado. O pecador regenerado vive na fé do Justo, que é Cristo. Nesta fase, o pecador regenerado está sendo liberto da influência do pecado. Assim, fica estabelecida a graça em Rm. 5:20b - "... mas, onde o pecado abundou, superabundou a graça." 
4° estágio - na ressurreição final o pecado terá sido banido definitivamente do homem conforme I Co. 15:54 - "Mas, quando isto que é corruptível se revestir da incorruptibilidade, e isto que é mortal se revestir da imortalidade, então se cumprirá a palavra que está escrito: tragada foi a morte na vitória." Nesta fase o pecador terá sido liberto da presença do pecado.
O texto de abertura registra uma das profundezas de Deus, pois fica esclarecido que o Criador fez o homem em retidão, portanto, ele era reto. Entretanto, por escolha própria, a criatura optou pelo pecado denominado original, e, consequentemente, se meteu em muitas astúcias. Embora grande parte dos religiosos imagine que o pecado consiste apenas em cometer atos moralmente falhos, na verdade, o pecado que desligou o homem da comunhão com Deus foi a incredulidade. Observa-se, que, Deus disse ao primeiro homem: "... mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Satanás, incorporado na serpente, contrariamente, disse: "... disse a serpente à mulher: certamente não morrereis." Embora isto tenha sido dito à primeira mulher, ela o transmitiu ao homem que acatou tal informação como verdadeira, desprezando o decreto eterno de Deus. Tal atitude se constituiu em pecado, sendo isto confirmado por Jesus, o Cristo "... do pecado, porque não creem em mim."
Há grande diferença quando as Escrituras se referem ao pecado e aos pecados. O pecado que separou o homem de Deus, tornando-o decaído e absolutamente corrompido é a incredulidade na Palavra d'Ele. Foi assim, no caso do primeiro homem, e continua sendo em relação a todos os homens, pois "... portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram." Esta morte a que alude o texto, não é, necessariamente apenas a morte física, mas a separação espiritual do homem em relação a Deus, por isso, o texto sagrado utiliza a palavra 'thanatos'. A solução a esta questão, foi providenciada antes dos tempos eternos por Deus através de Cristo, pois "... porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados. Cada um, porém, na sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda."
Estes são os fundamentos das profundezas de Deus aos seus eleitos e regenerados. Esta é, pois, a essência do evangelho verdadeiro. Nada tem a ver com este evangelicalismo especulativo e humanista que é apresentado pelas religiões. Entretanto, as profundezas de Satanás apresentam outras alternativas mais atraentes aos que estão mortos espiritualmente. Negam todas estas verdades, colocando-as ao nível de lendas e mitos. Substituem a verdade que retira o brilho da vaidade humana, pelas profundezas de Satanás. Estas apresentam um programa mais fundamentado no esforço, nas obras de justiça, nos méritos. Portanto, tais escolhas levam milhões de pessoas a colocarem suas esperanças  apenas na humanidade. Neste ponto prevalece o que as Escrituras afirma em Jr. 17:5 - "Assim diz o Senhor: maldito o varão que confia no homem, e faz da carne o seu braço, e aparta o seu coração do Senhor!"
Sola Gratia!

sexta-feira, 27 de julho de 2012

PROFUNDA DEI ET ALTITUDINES SATANAE VII

Mt. 13: 3 a 16 - "E falou-lhes muitas coisas por parábolas, dizendo: eis que o semeador saiu a semear. E quando semeava, uma parte da semente caiu à beira do caminho, e vieram as aves e comeram. E outra parte caiu em lugares pedregosos, onde não havia muita terra: e logo nasceu, porque não tinha terra profunda; mas, saindo o sol, queimou-se e, por não ter raiz, secou-se. E outra caiu entre espinhos; e os espinhos cresceram e a sufocaram. Mas outra caiu em boa terra, e dava fruto, um a cem, outro a sessenta e outro a trinta por um. Quem tem ouvidos, ouça. E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: por que lhes falas por parábolas? Respondeu-lhes Jesus: porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem. E neles se cumpre a profecia de Isaías, que diz: ouvindo, ouvireis, e de maneira alguma entendereis; e, vendo, vereis, e de maneira alguma percebereis. Porque o coração deste povo se endureceu, e com os ouvidos ouviram tardiamente, e fecharam os olhos, para que não vejam com os olhos, nem ouçam com os ouvidos, nem entendam com o coração, nem se convertam, e eu os cure. Mas bem-aventurados os vossos olhos, porque vêem, e os vossos ouvidos, porque ouvem."
Foi colocado em instância anterior que as profundezas de Deus são a maneira que Ele age no universo, revelando a sua soberana vontade aos eleitos. Também foi colocado, na mesma instância, que as profundezas de Satanás, de fato, demonstram o seu programa de exaltação do homem contaminado pelo pecado, a saber, pela natureza decaída espiritualmente. São ações absolutamente opostas, e, por esta razão os que não experimentaram o nascimento espiritual, jamais poderão discernir as profundezas de Deus, salvo se Ele conceder a graça para isto. Elas se lhes parecem loucura, sendo isto identificado nas Escrituras em I Co. 1: 18 e 19 - "Porque a palavra da cruz é deveras loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus. Porque está escrito: destruirei a sabedoria dos sábios, e aniquilarei a sabedoria e o entendimento dos entendidos." Há um enorme e aparente paradoxo nestas palavras: a palavra da cruz é a essência do evangelho, visto que, sem a inclusão do pecador na morte de Cristo, não há salvação. Por outro lado, o sistema das profundezas de Satanás leva o homem com toda a sua carga pecaminosa a buscar a auto-suficiência. Os que perecem são os que, mortos para Deus, por causa da natureza pecaminosa, caminham e se orientam pelos poderes latentes da alma. Aos que perecem, quem dita as regras é a alma, pois o espírito deles está desligado do Espírito de Deus. É isto que é chamado de morte espiritual, a saber, o espírito do homem não tem comunhão com o Espírito de Deus. Sabe-se que a alma é a sede das volições, desejos, emoções e sensualidades. Sobre a tal sabedoria que conduz o homem não regenerado é dito o seguinte Tg. 3:15 - "Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, almática e diabólica." Na tradução do grego koinê para o português tomaram almática por animal, o que dá no mesmo, pois animal provém do latim 'anima', que quer dizer alma. Assim, todo o programa das profundezas de Satanás se ocupa de incentivar a sabedoria humana que é, segundo o texto retromencionado, terrena, almática e diabólica. Portanto, por mais sábio que seja o homem, tal sapiência nada tem a ver com as profundezas de Deus. Acrescenta-se que os demônios eram chamados de 'Sabedoria' nos cultos pagãos da antiguidade. Na atualidade, são chamados de 'guias espirituais', 'mentores', 'mahatmas', 'avatares', etc.
Tudo o que põe o foco no homem sem que este tenha experiência de nascimento do alto, está dentro do programa das profundezas ou elevações de Satanás. Isto não quer dizer que  todos os homens não estejam engajados no sistema posto e mantido no mundo após a queda pelo pecado. Entretanto, o diferencial é a destinação final e eterna do homem, como ensina a parábola do joio e do trigo. O que conta não é o que o homem faz, mas o que ele é por natureza. Por esta razão o apóstolo Paulo inspirado pelo Espírito de Deus afirma em I Co. 3: 18 a 21 - "Ninguém se engane a si mesmo; se alguém dentre vós se tem por sábio neste mundo, faça-se louco para se tornar sábio. Porque a sabedoria deste mundo é loucura diante de Deus; pois está escrito: ele apanha os sábios na sua própria astúcia; e outra vez: O Senhor conhece as cogitações dos sábios, que são vãs. Portanto ninguém se glorie nos homens; porque tudo é vosso." A orientação é que o homem nascido de Deus oriente a sua vida de acordo com as profundezas de Deus que é a verdadeira sabedoria. É uma proposta inaceitável aos que são teleguiados pelas profundezas de Satanás, porque, apoiar-se na sabedoria humana é a única realidade que podem alcançar. Ela se lhes parece mais segura e promove maior felicidade e auto-realização. Todavia, é dito nas Escrituras que toda a sabedoria deste mundo é loucura aos olhos de Deus, e, que, Ele apanhará todos os sábios em suas próprias astúcias. 
O texto de abertura deste artigo trata igualmente das profundezas de Deus, visto que Jesus, o Cristo fala à multidão por meio de parábolas. As parábolas são artifícios pedagógicos para ilustrar uma verdade, valendo-se de uma metáfora mais assimilável ou mais dificultosa aos que a ouve. Vê-se no texto citado que, os discípulos questionaram o significado da parábola e o Cristo lha explicou. Eles, porém questionaram o porquê dele não ter falado de modo mais claro aos demais. Ao que Cristo respondeu mostrando que a uns é dado o conhecimento das profundezas de Deus, mas a outros não. Concluiu mostrando que aos que não é dado o conhecimento da verdade, até a falsa verdade apoiada na sabedoria humana será retirada. 
Diante do exposto, a reação dos que, por condução do Espírito de Deus ler este artigo será: de recebimento ser for eleito, de refutação e indignação se não for eleito. É normal que seja assim, porque não é uma questão de doutrina ou de opinião, mas de soberania monérgica de Deus por meio da eleição da graça conforme Rm. 11: 5 e 6 - "Assim, pois, também no tempo presente ficou um remanescente segundo a eleição da graça. Mas se é pela graça, já não é pelas obras; de outra maneira, a graça já não é graça." Finalmente, antes que os que se acham em rebelião diga que este texto está fora do contexto, afirma-se que ele se aplica tanto aos israelitas que foram separados para crer, como ao Israel de Deus que é uma tipificação da Igreja verdadeira como um todo. Este é o princípio da dupla referência profética!
Sola Gratia!

quinta-feira, 26 de julho de 2012

PROFUNDA DEI ET ALTITUDINES SATANAE VI

I Co. 2: 10 a 16 - "Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmos as profundezas de Deus. Pois, qual dos homens entende as coisas do homem, senão o espírito do homem que nele está? assim também as coisas de Deus, ninguém as compreendeu, senão o Espírito de Deus. Ora, nós não temos recebido o espírito do mundo, mas sim o Espírito que provém de Deus, a fim de compreendermos as coisas que nos foram dadas gratuitamente por Deus; as quais também falamos, não com palavras ensinadas pela sabedoria humana, mas com palavras ensinadas pelo Espírito Santo, comparando coisas espirituais com espirituais. Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque para ele são loucura; e não pode entendê-las, porque elas se discernem espiritualmente. Mas o que é espiritual discerne bem tudo, enquanto ele por ninguém é discernido. Pois, quem jamais conheceu a mente do Senhor, para que possa instruí-lo? Mas nós temos a mente de Cristo." 
É notável que na versão bíblica chamada vulgata em latim, as palavras profundezas são diferentes nos textos em que aparecem, a saber, I Co. 2:10 e Ap. 2:24. No texto de Paulo aos Coríntios é utilizada a palavra 'profunda', enquanto no texto de João no Apocalipse é utilizada a palavra 'altitudines'. Tudo nas Escrituras tem uma razão de ser, e, neste caso, é que o conhecimento de Deus por meio de Cristo é um aprofundamento espiritual, enquanto o conhecimento oferecido por Satanás é uma exaltação ao orgulho e a suposta autonomia do homem. O modo como Deus age no homem é levando-o ao profundo do abismo para que ele conheça o que, de fato, é o pecado e suas consequências. O modo como Satanás engana o homem é elevando-o ao que se chama de autoconhecimento, evolução, superação, sublimação, gnose do eu interior, elevação. Ambas as palavras são provenientes da palavra grega 'bathes' a qual significa, tanto profundidade ou profundezas do espírito, como o espaço sideral profundo onde se observam os astros celestes.
O texto de abertura mostra diversos aspectos interessantes da perspectiva das profundezas de Deus. Primeiro, trata-se de uma revelação e não de uma competência ou habilidade do próprio homem; segundo, o homem regenerado recebe a revelação do Espírito de Deus e não do espírito do mundo, a saber, recebe o conhecimento vindo de Deus, e não o conhecimento racional, que não provoca a metanoia, ou seja, arrependimento. A revelação das profundezas de Deus consiste na presença do Espirito de Deus ensinando, inicialmente, aos escritores dos textos sagrados a encontrar as palavras que transmitem os conceitos espirituais e não a compreensão racional e humana. Isto porque o homem natural, isto é, regido pela alma, não consegue discernir as coisas espirituais. Eles entendem intelectualmente as palavras, mas rejeitam os princípios espirituais que elas encerram. Isto ocorre porque os seus espíritos estão 'mortos' para Deus por causa da ruptura em função do pecado original. Ao homem regenerado, a saber, que experimentou o nascimento do alto, o Espírito de Deus concede capacitação para discernir ou ter 'anakriteia'. O homem que tem experiência de regeneração possui o espírito vivificado, ou seja, é um homem 'pneumatikos'. Assim, coisas espirituais são discernidas pelo espírito reconciliado com Deus, e, portanto, ele avalia, julga, peneira, examina apenas com a finalidade de obter o conhecimento que vem do alto. O  homem renascido possui a mente de Cristo, e portanto, ganha capacitação para conhecer as profundezas de Deus. Tais revelações estão nas Escrituras, pois são elas que revelam os pensamentos de Deus. Assim, o correto não é o eleito e regenerado ler apenas as Escrituras, mas deixar-se ler por elas. Ao lê-las, de fato, é lido por elas!
As profundezas de Satanás ocupam-se em conduzir e aperfeiçoar o homem às coisas deste mundo, ou seja, do sistema produzido pelo homem decaído de modo que ele não tenha interesse e disposição para descobrir o reino de Deus que está sendo construído e que será implantado na restauração final. Tais profundezas de Satanás apregoam apenas valores e virtudes morais e de auto-sacrifício, caridade e benevolência, ensinando o homem a viver para o bem dos outros e ser bom. Tal propositura é um forte apelo à mente carnal, isto é, à mente almática 'psikikos', tornando-se imensamente atraente às massas. A tese das profundezas de Satanás ilude o homem em seu orgulho e vaidade, negando a verdade solene que ele é, por natureza, uma criatura decaída, alienada da vida de Deus, morta em delitos e pecados, e que sua única saída é o novo nascimento. Cria a noção de que é possível produzir um paraíso na Terra à margem da soberania de Deus.
As tais profundezas ou altitudes de Satanás de Ap. 2:24, nada mais eram e são que a pregação de alguns que se diziam e se dizem ser os únicos iluminados pelos mistérios arcanos. Eles eram e são cristãos apenas nominais e que se dizem possuidores dos segredos das profundezas de Deus, mas na realidade, as tais profundezas são de Satanás e quem afirma isto é Cristo na carta à Igreja de Tiatira. Da época da Igreja Primitiva para cá, a única coisa que alterou foi o aperfeiçoamento e a subtileza e refinamento que os tais usam para pregar os ensinos e mistérios gnósticos. É desses ensinos que Paulo previne a Igreja conforme II Tm. 4: 3 e 4 - "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas." Não se iluda, estes mestres ou 'kadoshim' não sairão falando qualquer coisa sem aprofundamento e sem um alto nível de convencimento. Ao contrário, são altamente convincentes e com aparência de piedade. Isto também está previsto "... tendo aparência de piedade, mas negando-lhe o poder. Afasta-te também desses." Estes gnósticos, doutores  em divindades, especialistas em falsos mistérios estão na seguinte categoria apontada por Paulo: "... sempre aprendendo, mas nunca podendo chegar ao pleno conhecimento da verdade." Vê-se que eles aprendem sempre, mas não podem chegar até às profundezas de Deus. Não é uma questão de querer, mas de não poder.
Sola Scriptura!

quarta-feira, 25 de julho de 2012

PROFUNDA DEI ET ALTITUDINES SATANAE V

I Sm. 28: 5 a 17 - "Vendo Saul o arraial dos filisteus, temeu e estremeceu muito o seu coração. Pelo que consultou Saul ao Senhor, porém o Senhor não lhe respondeu, nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas. Então disse Saul aos seus servos: buscai-me uma necromante, para que eu vá a ela e a consulte. Disseram-lhe os seus servos: eis que em En-Dor há uma mulher que é necromante. Então Saul se disfarçou, vestindo outros trajes; e foi ele com dois homens, e chegaram de noite à casa da mulher. Disse-lhe Saul: peço-te que me adivinhes pela necromancia, e me faças subir aquele que eu te disser. A mulher lhe respondeu: tu bem sabes o que Saul fez, como exterminou da terra os necromantes e os adivinhos; por que, então, me armas um laço à minha vida, para me fazeres morrer? Saul, porém, lhe jurou pelo Senhor, dizendo: como vive o Senhor, nenhum castigo te sobrevirá por isso. A mulher então lhe perguntou: quem te farei subir? Respondeu ele: faze-me subir Samuel. Vendo, pois, a mulher a Samuel, gritou em alta voz, e falou a Saul, dizendo: por que me enganaste? pois tu mesmo és Saul. Ao que o rei lhe disse: não temas; que é que vês? Então a mulher respondeu a Saul: vejo um deus que vem subindo de dentro da terra. Perguntou-lhe ele: como é a sua figura? E disse ela: vem subindo um ancião, e está envolto numa capa. Entendendo Saul que era Samuel, inclinou-se com o rosto em terra, e lhe fez reverência. Samuel disse a Saul: por que me inquietaste, fazendo-me subir? Então disse Saul: estou muito angustiado, porque os filisteus guerreiam contra mim, e Deus se tem desviado de mim, e já não me responde, nem por intermédio dos profetas nem por sonhos; por isso te chamei, para que me faças saber o que hei de fazer. Então disse Samuel: por que, pois, me perguntas a mim, visto que o Senhor se tem desviado de ti, e se tem feito teu inimigo? O Senhor te fez como por meu intermédio te disse; pois o Senhor rasgou o reino da tua mão, e o deu ao teu próximo, a Davi."
Esta questão das profundezas de Deus e das profundezas de Satanás é altamente complexa. Portanto, a habilidade para alcançar o significada delas é outorgada apenas aos que, de um lado, têm experiência de renascimento espiritual no caso, das profundezas de Deus; e aos que, de outro lado, têm experiência iniciática nos mistérios das trevas, no caso, nas profundezas de Satanás. Neste sentido, entenda trevas apenas como ausência da luz, a saber, do conhecimento de Deus em Cristo. Não se trata de fenômeno óptico, neste caso. Quase sempre que as Escrituras se referem à luz é no sentido de conhecimento de Deus.
As pessoas, em geral, entendem, que, em se referindo a Satanás, ao Diabo, às trevas, ao maligno, aos demônios e às coisas assemelhadas,  obrigatoriamente, é algo horrível e tenebroso. Enganam-se os que assim imaginam, pois, contrariamente, as coisas ligadas ao mal veem sempre com aparência do bem. Assim, muitos homens e mulheres que servem à Satanás são pessoas sensíveis às dores e sofrimentos alheios. São, geralmente, altruístas e se preocupam com a justiça e a dignidade humana. Por esta razão, o apóstolo Paulo alerta à Igreja conforme II Co. 11:14 e 15 - "E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras." O mal não age como realmente é, pois isto, lhe serviria de rejeição. Satanás não está no inferno, como supõe os ignorantes¹, e, tão pouco é rabudo, chifrudo, peludo e cheirando a enxofre. Ele ainda não foi lançado no lago de fogo e enxofre, pois isto ocorrerá após a batalha do Armagedom. Segundo as Escrituras ele vive na alta atmosfera terrestre, juntamente com seus anjos caídos, que são os demônios, os quais se manifestam e acompanham tudo o que acontece na Terra conforme Jó 1: 6 e 7 - "Ora, chegado o dia em que os filhos de Deus vieram apresentar-se perante o Senhor, veio também Satanás entre eles. O Senhor perguntou a Satanás: donde vens? E Satanás respondeu ao Senhor, dizendo: de rodear a Terra, e de passear por ela." Os ignorantes também desconhecem que até Satanás está subordinado à soberania de Deus. Ele não pode mover um dedo contra alguém ou alguma coisa se isto não lhe for permitido conforme I Jo. 6:18 e 19 - "Sabemos que todo aquele que é nascido de Deus não vive pecando; antes o guarda aquele que nasceu de Deus, e o Maligno não lhe toca. Sabemos que somos de Deus, e que o mundo inteiro jaz no Maligno." Os iniciados nas ciências ocultas sempre veem estas passagens como algo que foi manipulado pela Igreja. Obviamente, estão seguindo as suas naturezas contaminadas. Não é uma questão de opinião, mas sim de natureza. Os nascidos de Deus ouvem a sua voz e creem incondicionalmente na sua Palavra. Os filhos de Satanás seguem as suas paixões e enganos por auto-endeusamento e evolução que não se vê, porque não existe.
Comumente quem se ocupa de cuidar das coisas dos homens, de exaltar o homem em sua vaidade e orgulho, promover o progresso científico e civilizatório humano, é Satanás, porque ele deseja criar para si um reino, utilizando os homens em seu estado corrompido e não regenerado. Por isso, multiplicam-se os conhecimentos científicos, as teorias sobre diversos fenômenos e postulações sobre a solução de doenças, conflitos, problemas econômicos e ambientais. Na verdade o próprio Jesus, o Cristo mostra claramente que, é Satanás quem se preocupa com as questões humanistas conforme Mc. 8:33b - "Para trás de mim, Satanás; porque não cuidas das coisas que são de Deus, mas sim das que são dos homens." Bem, neste ponto a coisa parece se tornar confusa e inaceitável em pleno século XXI. Entretanto,  é tudo muito simples: Deus quer, primeiramente resgatar o homem do seu estado pecaminoso, para depois, conceder progresso tanto material como espiritual, preparando-o para o novo céu e a nava Terra; Satanás, por seu turno, deseja iludir a humanidade no engodo que ela mesma deve tomar as rédeas da sua história, evoluir e progredir independentemente de Deus. Assim, sucintamente, pode-se dizer que, Deus humilha o homem agora para exaltá-lo na eternidade, Satanás exalta o homem agora, para humilhá-lo e escravizá-lo no seu reino eterno e das trevas. 
Desta forma pode-se discutir as profundezas de Deus e as profundezas de Satanás: a primeira leva o homem ao reconhecimento do que, de fato, ele é, para depois resolver o seu  problema, a segunda toma o homem em seus desejos de justiça e méritos para mantê-lo escravo de si mesmo e de Satanás eternamente. No caso citado no texto de abertura vê-se claramente uma situação das profundezas de Satanás. Ora, o rei Saul havia desprezado a Palavra de Deus e agiu por seus próprios desejos e noções de justiça no caso do rei Amaleque. Pois bem, Deus rejeitou a Saul, não lhe respondia mais por nenhuma forma. O profeta Samuel não mais atendia aos chamados do rei, pois estava proibido por Deus. Agora Saul se vê diante de um conflito contra os filisteus e o medo o leva a procurar a orientação de Deus. Como isto não lhe era possível, porque o próprio Samuel havia morrido, resolveu procurar ajuda de adivinhos e necromantes para consultar ao profeta Samuel. Os serviçais do rei Saul o levou a uma necromante na aldeia de En-Dor. Lá a tal mulher invocou o suposto espírito de Samuel, que, aliás, só ela viu. Então, ela o descreveu como um 'deus' envolto em uma capa e com aspecto de um ancião. Afirma que ele subia de dentro da terra, a saber, das profundezas da Terra. Saul não vê, mas apenas deduz que se tratava de Samuel, entretanto não há nenhuma prova disto. Até porque, se Deus havia proibido Samuel de oferecer conselhos e servir de intermediário entre o rei Saul e Ele, como, pois, Samuel depois de morto voltaria para desobedecer ao próprio Deus? Além do mais espírito não tem aspecto ou forma de jovem, adulto ou ancião e não é visível aos olhos humanos, salvo se se materializar.
Este, pois, é um típico caso do engano e da mentira das profundezas de Satanás. Embora, o espírito tenha assumido a forma de um profeta e dito as mesmas coisas que Samuel dissera em vida, isto não prova que era, de fato, Samuel vindo das profundezas para falar o que Deus já havia dito ao rei quando ainda vivia. Acrescenta-se, que, se fosse mesmo Samuel, não viria das entranhas da Terra, mas de cima, do céu. É um falseamento da verdade que pode enganar até as mentes mais brilhantes. É neste sentido que Satanás e seus anjos caídos se disfarçam de entidades de luz e de ministradores da justiça aos que não experimentaram o novo nascimento e a redenção preparada para os eleitos antes dos tempos eternos conforme II Tm. 1: 8 a 11 - "... antes participa comigo dos sofrimentos do evangelho segundo o poder de Deus, que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos, e que agora se manifestou pelo aparecimento de nosso Salvador Cristo Jesus, o qual destruiu a morte, e trouxe à luz a vida e a imortalidade pelo evangelho, do qual fui constituído pregador, apóstolo e mestre."
Sola Gratia!
Sola Fidei!
¹Ignorante, neste contexto, significa aquele que desconhece um fato.

domingo, 22 de julho de 2012

PROFUNDA DEI ET ALTITUDINES SATANAE IV

Dt. 29:29 - "As coisas encobertas pertencem ao Senhor nosso Deus, mas as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre, para que observemos todas as palavras desta lei."
É dito em diversas passagens das Escrituras que o homem não deve buscar as coisas ocultas. Pois tal busca poderá colocá-lo frente a frente com aquilo que não conhece e poderá mantê-lo preso por muito tempo, senão para sempre no que, de fato, são as profundezas de Satanás. Estas coisas encobertas ou ocultas são da competência d'Aquele que tudo pode, tudo sabe, tudo faz e Ele as revelará a seu tempo conforme Mt. 10: 26 a 28 - "Portanto, não os temais; porque nada há encoberto que não haja de ser descoberto, nem oculto que não haja de ser conhecido. O que vos digo às escuras, dizei-o às claras; e o que escutais ao ouvido, dos eirados pregai-o. E não temais os que matam o corpo, e não podem matar a alma; temei antes aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo." No contexto, Cristo está instruindo aos seus discípulos para que não tenham medo dos que não conhecem a verdade e julgam os que a conhecem. Cristo está reafirmando o dever de anunciar toda a verdade, indo no dia-a-dia, porque o texto original de Mt. 28:19, Ele usa o verbo no particípio contínuo e não no imperativo como foi traduzido pelos arminianos. Mostra que os eleitos não devem temer os homens e seus pressupostos da mentira religiosa, mas devem temer Àquele que pode fazer perecer tanto o corpo como a alma no inferno. Por esta razão muitos eleitos e regenerados tombaram ao longo da história degolados, assassinados, açoitados, devorados por bestas feras em estádios, servindo de espetáculo ao mundo mergulhado em trevas. 
No texto de Mateus, anteriormente, citado é revelado um dos grandes mistérios das profundezas de Deus. Jesus afirma que é Deus, sim, quem pode fazer perecer o corpo e a alma no  inferno. Por isto, Cristo deixou bem claro que "Indo por todo o mundo, pregai o evangelho a toda criatura. Quem crer e for batizado será salvo; mas quem não crer será condenado." Alguns portadores da mensagem das profundezas de Satanás afirmam que Deus não condena o homem, porque Ele é amor É verdade que é amor, mas também é justiça, retidão e soberania. Portanto, para sustentar tal assertiva eliminam o pecado, os demônios e o inferno, criando um sistema teológico que se baseia na reparação dos erros por meio de sucessivas reencarnações ou vidas. Afirmam que se trata de um processo evolutivo de causa e efeito, ou seja, se o homem praticar o bem evolui até chegar a um alto nível de iluminação, se praticar o que é moralmente mal, regride e retorna a um programa de vida onde seus erros serão reparados por meio de penalidades até que se purgue tudo. Entretanto, existe sim os demônios, o pecado e o inferno, pois do contrário ter-se-ia de colocar Cristo como mentiroso, enganador e falsário, pois, além de ter expulsado demônios, ter sido tentando pelo Diabo, disse claramente que alguns homens serão lançados no inferno. Desta forma, ou se tem Jesus, o Cristo como o Filho de Deus enviado para redimir o homem da sua condição decaída e para livrá-lo do inferno, ou se tem o homem como seu próprio salvador. Esta proposição é absolutamente pregada pelos gnósticos e ocultistas em todas as suas formas objetivas ao longo dos tempos. Entretanto, é algo paradoxal, pois como pode o próprio perdido salvar-se a si mesmo? É como alguém, que, ao cair de um avião agarra-se aos cadarços dos próprios sapatos para se salvar do impacto.
Muitos religiosos agem como agiu Jó conforme Jó 42: 1 a 6 - "Então respondeu Jó ao Senhor: bem sei eu que tudo podes, e que nenhum dos teus propósitos pode ser impedido. Quem é este que sem conhecimento obscurece o conselho? por isso falei do que não entendia; coisas que para mim eram demasiado maravilhosas, e que eu não conhecia. Ouve, pois, e eu falarei; eu te perguntarei, e tu me responderas. Com os ouvidos eu ouvira falar de ti; mas agora te vêem os meus olhos. Pelo que me abomino, e me arrependo no pó e na cinza." Reconhecer que Deus tudo pode e que nenhum dos seus propósitos pode ser impedido, não faz de ninguém um iluminado, justo ou salvo. Até os demônios creem que Deus é um só conforme Tg. 2:19 - "Crês tu que Deus é um só? Fazes bem; os demônios também o creem, e estremecem." Assim como Jó falou do que não entendia e do que não conhecia, muitos falam do evangelho, de Cristo, de Deus, da Igreja, e da verdade, porém sem nenhuma experiência pessoal. Tal experiência é por meio do novo nascimento ou nascimento do alto. Uma das primeiras características dos portadores das profundezas de Satanás é exatamente a da negação da veracidade do evangelho, de que Jesus, o Cristo é o único filho de Deus e que há pecado, demônios, inferno e condenação. É tudo que Satanás quer neste mundo é levar as pessoas à negação destas verdades, porque isto transfere para o próprio pecador o poder de se redimir. Como isto jamais acontecerá,   o homem permanecerá decaído, escravo do pecado e filhos dele conforme Jo. 34 e 43 a 46 - "Replicou-lhes Jesus: em verdade, em verdade vos digo que todo aquele que comete pecado é escravo do pecado. Por que não compreendeis a minha linguagem? é porque não podeis ouvir a minha palavra. Vós tendes por pai o Diabo, e quereis satisfazer os desejos de vosso pai; ele é homicida desde o princípio, e nunca se firmou na verdade, porque nele não há verdade; quando ele profere mentira, fala do que lhe é próprio; porque é mentiroso, e pai da mentira. Mas porque eu digo a verdade, não me credes. Quem dentre vós me convence de pecado? Se digo a verdade, por que não me credes?"
Não se iluda, o pecado a que se refere Cristo nesta passagem de João, não é um ato falho ou imoral, mas é a inteira natureza pecaminosa responsável por todos atos falhos do homem. Foi para aniquilar este pecado, a saber, a incredulidade, que Cristo se encarnou em Jesus, viveu, testemunhou, padeceu e morreu pelas mãos dos pecadores. As pessoas que se apoiam nas profundezas de Satanás sofrem um processo de lavagem cerebral e de controle das suas naturezas pecaminosas pelo Diabo de tal forma, que, não conseguem receber a verdade como verdade. Não conseguem penetrar nas profundezas de Deus, porque já estão imersos e submersos nas profundezas de Satanás. Não entendem a linguagem de Cristo, porque suas mentes estão cauterizadas pela natureza decaída. Eles não creem, porque não podem, não necessariamente, porque não querem.
Sola Gratia!

sábado, 21 de julho de 2012

PROFUNDA DEI ET ALTITUDINES SATANAE III

Ef. 3: 8 a 12 - "A mim, o mínimo de todos os santos, me foi dada esta graça de anunciar aos gentios as riquezas inescrutáveis de Cristo, e demonstrar a todos qual seja a dispensação do mistério que desde os séculos esteve oculto em Deus, que tudo criou, para que agora seja manifestada, por meio da igreja, aos principados e potestades nas regiões celestes, segundo o eterno propósito que fez em Cristo Jesus nosso Senhor, no qual temos ousadia e acesso em confiança, pela nossa fé nele."
A maneira em que Deus age no universo é sempre oposta à maneira de Satanás e dos homens decaídos. Ele escolhe os fracos e pequenos para anunciar grandes e tremendas coisas. Deus nunca trabalha com as maiorias, mas usa as minorias para abalar os fundamentos da Terra e contradizer o movimento da história. De todas as personagens que Deus escolheu ao longo dos tempos para construir o seu supremo propósito, nenhum foi escolhido em função de qualquer mérito, justiça própria ou dignidade. Desafia-se a quem quer que seja a buscar nas páginas das Escrituras qualquer circunstância em que Ele agiu de modo diferente do descrito nestas linhas. 
No texto que abre esta instância vê-se claramente o apóstolo Paulo reconhecendo esta realidade: Deus o escolheu, sendo ele o mínimo de todos os santificados. A ele foi dada a graça de anunciar aos povos fora da nação israelita, as riquezas que ninguém poderia compreender. Isto porque inescrutável é aquilo que é impossível de ser escrutado, investigado, compreendido; é algo impenetrável, incompreensível, insondável. 
Em Cristo foram depositados todos mistérios ocultos de Deus pelos séculos da eternidade pretérita e futura. É fundamental entender que Cristo é o Filho Unigênito de Deus e anterior ao homem histórico Jesus, nascido de mulher. Entretanto, não se pode recair no erro doutrinário de afirmar que se trata de duas pessoas distintas, pois,  de fato, formam uma única pessoa portadora da natureza divina e da natureza humana. Este é o primeiro mistério que Deus ocultou ao longo dos séculos até que se cumprisse o tempo certo para revelá-lo ao mundo conforme Jo. 1: 1 a e 14 - "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez. Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens; a luz resplandece nas trevas, e as trevas não prevaleceram contra ela. E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai." A tradução em língua portuguesa coloca Cristo como o Verbo divino, porém o texto grego original fala de "palavra" ou "logos". Cristo é, portanto, o Deus Filho que estava desde o princípio com o Pai, criando todas as coisas pelo poder da Palavra. Ele é o portador da vida eterna, pois neste texto a palavra vida é 'zoé'. Também Cristo é a luz dos homens, ou seja, é Ele o portador de todo o conhecimento e sabedoria, porque luz no texto original é 'phôs', significando conhecimento. Verifica-se que as trevas são, na verdade, ausência de luz, pois quando a luz resplandece nas trevas elas deixam de existir. Isto implica em que, quando o conhecimento verdadeiramente procedente de Deus por meio de Cristo é anunciado, a ignorância da verdade desaparece e a mentira não pode mais atuar.
O mistério de Deus, Cristo, foi manifestado na pessoa humana de Jesus, o Filho do Homem, pois foi gerado em uma mulher, porém pela ação divina. Este mistério ficou oculto ao longos das eras mais primitivas da Terra e perante todos os exércitos dos céus. Agora, tal mistério foi revelado e demonstrado perante os principados e potestades nas regiões do espaço sideral por meio da Igreja. Estas potestades e principados são ordens de anjos caídos ou não que recebem a revelação daquilo que Deus guardou apenas para a Igreja. Esta é uma das grandes profundezas de Deus, pois justo a Igreja que é a união de todos os regenerados em todos os tempos e lugares. São pessoas, geralmente, simples e desprovidas de poder e riquezas temporais.
É fundamental entender, que, quando as Escrituras se referem a Jesus, o Cristo, nada tem a ver com a figura religiosa esculpida pela cultura ocidental nestes últimos dois mil anos. O Jesus Cristo inventado, elaborado e reelaborado por artifícios teológicos, retóricos e dogmáticos nada tem a ver com o Jesus, o Cristo das Escrituras. Também quando o texto se refere à Igreja, é uma menção ao corpo vivo de Cristo, visto que a promessa é que ela seria construída por pedrinhas sobre a Rocha Eterna conforme Mt. 16: 16 a 19 - "Respondeu-lhe Simão Pedro: tu és o Cristo, o Filho do Deus vivo. Disse-lhe Jesus: bem-aventurado és tu, Simão Barjonas, porque não foi carne e sangue que to revelou, mas meu Pai, que está nos céus. Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela; dar-te-ei as chaves do reino dos céus; o que ligares, pois, na terra será ligado nos céus, e o que desligares na terra será desligado nos céus." Veja, Pedro recebeu a revelação do mistério que esteve oculto nos séculos da eternidade pretérita que Jesus era o Cristo Filho de Deus vivo. Jesus confirma que tal revelação não foi resultante de sabedoria humana, mas uma revelação direta de Deus. Neste momento, Jesus, o Cristo entrega a Pedro o apostolado e o encargo para dar início à formação do corpo vivo, a Igreja. Pedro tinha por nome Cefas em aramaico, significando pedrinha ou pedregulho. Em hebraico o seu nome era Simão Pedro Barjonas, ou seja, Simão Pedro filho de Jonas. Era, e, de certa forma, ainda é um costume entre os judeus utilizar o patrônimo, indicando a linhagem da família. Pois bem, Jesus disse, ainda: "... tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja."  De fato, o significado desta afirmação é o seguinte: "... tu és um pedregulho ou uma pedrinha e sobre esta rocha, que sou eu, edificarei a minha Igreja de pedrinhas como tu." Isto porque, no texto original são utilizadas as palavras "...su ei Petros, kai epi taute té petra oikodoméso mou tén ekklésia..." Então, se era sobre esta rocha, pois "petra" é, neste  contexto, rocha e não pedrinha, era sobre Ele, Cristo, que a Igreja seria edificada e não sobre Pedro como pretendem alguns segmentos da religião nominal e dominante. O pronome "esta" utilizado deixa claro que o sujeito a que se refere é Cristo e não Pedro. As Escrituras mostram que a Rocha Eterna é Cristo e não um homem qualquer conforme Is. 26:4 - "Confiai sempre no Senhor; porque o Senhor Deus é uma rocha eterna." Uma pedrinha não pode sustentar algo maior do que ela, mas uma rocha firme pode sustentar todas as pedrinhas sobre si.
Sola Scriptura!

sexta-feira, 20 de julho de 2012

PROFUNDA DEI ET ALTITUDINES SATANAE II

Mt. 13:35 - "...para que se cumprisse o que foi dito pelo profeta: Abrirei em parábolas a minha boca; publicarei coisas ocultas desde a fundação do mundo."
I Co. 4:5 - "Portanto nada julgueis antes do tempo, até que venha o Senhor, o qual não só trará à luz as coisas ocultas das trevas, mas também manifestará os desígnios dos corações."
Já foi colocado, que, tanto Deus, como Satanás têm suas profundezas. Entretanto, há grande diferença entre as duas categorias de profundezas: as profundezas de Deus são os mistérios guardados nos séculos acerca da solução definitiva e final sobre o pecado; as profundezas de Satanás são mistérios inoculados na natureza humana decaída a fim de manter o pecado. As profundezas de Deus se revelam pelo Espírito Santo aos que foram conhecidos de antemão, predestinados, chamados, justificados e glorificados em Cristo. As profundezas de Satanás são mistérios esotéricos incutidos  desde o Éden, cultivados ao longos das eras e mantidos no coração dos filhos da desobediência conforme Ef. 5:6 e Cl. 3:6.
Mt. 13: 10 a 13 - "E chegando-se a ele os discípulos, perguntaram-lhe: por que lhes falas por parábolas? Respondeu-lhes Jesus: porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, mas a eles não lhes é dado; pois ao que tem, dar-se-lhe-á, e terá em abundância; mas ao que não tem, até aquilo que tem lhe será tirado. Por isso lhes falo por parábolas; porque eles, vendo, não vêem; e ouvindo, não ouvem nem entendem." Este texto mostra claramente que a uns é dado conhecer os mistérios do reino dos céus, a saber, as profundezas de Deus, mas a outros não é dado o mesmo conhecimento. Esta é a palavra do próprio Jesus, mostrando que a salvação não é universal como pretendem os espiritualistas. Ora, sendo Deus soberano, pode fazer o que lhe apraz e da forma que lhe aprouver.
Nesta instância torna-se necessária a definição de alguns conceitos para o efeito de compreensão destes assuntos sobre as profundezas de Deus e de Satanás a partir deste artigo e nos seguintes. 
  • Ocultismo - é a crença na influência ou  no poder de seres sobrenaturais ou supranaturais sobre pessoas e coisas visíveis e reais.
  • Exotérico - ensino ou doutrina passível de ser ministrado a todas as pessoas, transmitido abertamente, comum, vulgar ou trivial.
  • Esotérico - ensino ou doutrina profunda ministrada apenas às pessoas predeterminadas ou qualificadas para recebê-lo. Destina-se a círculos restritos e fechados de ouvintes. É uma ciência, uma doutrina ou práticas fundamentadas em conhecimentos sobrenaturais.
  • Gnose - em sentido amplo é conhecimento, ciência e sabedoria. No sentido restrito é conhecimento esotérico da verdade espiritual, combinando mística, sincretismo religioso e especulação filosófica, que diversas seitas dos primeiros séculos da era cristã, consideradas heréticas pela Igreja, acreditavam ser essencial à salvação da alma.
  • Herméticorelativo a Hermes Trismegisto um 'deus' híbrido da mitologia grega que englobava a figura do 'deus' egípcio Thoth e o 'deus' grego Hermes. Hermes Trimegisto significa "Hermes Três Vezes Grande." Relaciona-se às ciências ocultas e que é considerado totalmente fechado e difícil de entender ou interpretar.
O casal ancestral - Adão e Eva - foram feitos por Deus. Adão a partir do pó da terra, por isto o seu nome deriva de 'Adamah', ou seja, terra vermelha. A palavra homem originária do latim, provém de 'húmus', ou seja, terra podre, barro molhado. Eva fora feita a partir do corpo de Adão e significa "mãe de todos os viventes". Quando Deus decidiu formar o homem se propôs fazê-lo à sua imagem e à sua semelhança conforme Gn. 1:26 - "E disse Deus: façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança." Assim, o homem seria uma espécie de semi-deus na Terra e seria aperfeiçoado por meio de Cristo até ser a imagem e a semelhança plena d'Ele. Todavia, quando Deus, de fato, fez o homem, percebe-se que Ele apenas o fez conforme a sua imagem e não conforme à sua imagem e semelhança como propusera anteriormente conforme Gn. 1:27 - "Criou, pois, Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou." A semelhança  divina seria formada no homem por meio da árvore da vida que é, em suma, o próprio Cristo. Todavia, antes de o homem experimentar tal semelhança foi corrompido e desligado da comunhão com Deus conforme Gn. 2: 9 e 17 - "E o Senhor Deus fez brotar da terra toda qualidade de árvores agradáveis à vista e boas para comida, bem como a árvore da vida no meio do jardim, e a árvore do conhecimento do bem e do mal. Mas da árvore do conhecimento do bem e do mal, dessa não comerás; porque no dia em que dela comeres, certamente morrerás." Assim, o primeiro homem possuía a capacidade de escolher entre pecar e não pecar. O decreto eterno de Deus foi "certamente morrerás". Entretanto, Satanás apareceu em cena incorporado numa serpente, que, segundo relatos babilônicos antigos andava sobre duas patas, possuía asas e era reluzente. Tal serpente serviu de instrumento a Satanás propondo: "E esta disse à mulher: é assim que Deus disse: não comereis de toda árvore do jardim?" Ao que respondeu a mulher: "do fruto das árvores do jardim podemos comer, mas do fruto da árvore que está no meio do jardim, disse Deus: não comereis dele, nem nele tocareis, para que não morrais." Satanás materializado na serpente respondeu: "certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal." Primeiramente, Satanás induziu a mulher ao erro ao fazer uma afirmação em forma de pergunta, secundariamente a mulher parecia não ter a verdadeira informação, respondendo de modo confuso, pois a proibição não era relacionada à árvore que estava no meio do jardim, mas à árvore do conhecimento do bem e do mal. Finalmente, Satanás desqualificou o decreto de Deus, dizendo que a desobediência não levaria à morte e que Deus estaria sonegando algo muito bom apenas para Ele. Estava armada a cilada, pois é este o significado do nome Satan em língua hebraica - aquele que arma ciladas. Desta forma a mulher tomou, comeu e deu ao seu marido o fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Isto representou o pecado original, ou seja, a incredulidade no que diz a Palavra de Deus. Cristo confirma isto em Jo. 16:9.
Muitos ao longo da história criaram histórias mirabolantes e absurdas sobre este relato do Gênesis, outros desacreditaram-no, reputando-o à categoria de mito ou de uma lenda surrealista. Entretanto, esta é uma questão de fé e não de razão. Há grandes evidências com base nas pesquisas genéticas atuais sobre o mtDNA, ou seja, DNA mitocondrial, apontando para a existência de uma Eva Mitocondrial e de um Adão Cromossomial-Y, ambos ancestrais únicos da humanidade atual.
Sola Gratia!

PROFUNDA DEI ET ALTITUDINES SATANAE I

I Co. 2:10 - "Porque Deus no-las revelou pelo seu Espírito; pois o Espírito esquadrinha todas as coisas, mesmo as profundezas de Deus."
Ap. 2:24 - "Digo-vos, porém, a vós os demais que estão em Tiatira, a todos quantos não têm esta doutrina, e não conhecem as chamadas profundezas de Satanás, que outra carga vos não porei."
O título em latim significa "As Profundezas de Deus e as Profundezas de Satanás". O objetivo deste artigo é mostrar o quanto é fácil o engano e a mentira dominar a mente humana, especialmente por meio das religiões. A superficialidade e o domínio da natureza pecaminosa afastam o homem da verdade e permite a construção de verdades humanistas para satisfação dos desejos e explicação dos fatos que inquietam a alma humana. Assim como há as profundezas de Deus, há também, as profundezas de Satanás. Muitos buscam ferrenhamente aprofundar-se no campo da espiritualidade, porém não passam da superfície do engano. Por que espiritualidade só se consegue quando o espírito "morto" do homem decaído é vivificado pelo novo nascimento.
Há uma nítida e perfeita separação entre o caminho de Deus e o caminho de Satanás. Este oferece ao homem o sacrifício de si mesmo para obter méritos e justiça própria, dando-lhe a falsa sensação de alívio e descanso. Aquele toma o homem leva-o até a cruz, o inclui na morte de Cristo e o faz ressuscitar juntamente com Ele. Após este processo de nascimento do alto, o toma pela mão e o conduz por um árduo e escaldante deserto a fim de formar a semelhança de Cristo nele. Obviamente que o primeiro processo é mais atraente e satisfaz aos interesses das almas corrompidas pela natureza pecaminosa. O caminho de Deus é estreito e a porta apertada, por isso, poucos o acertarão; mas o caminho de Satanás é largo e a porta escancarada e muitos andam por ele.
Satanás não pode criar nada do nada e tão pouco a partir do que Deus criou. Portanto, tudo quanto ele realiza é falso e fundamentado no engano e na mentira. Comparativamente se pode dizer que:

  • Deus tem o Seu Filho Unigênito e Primogênito conforme I Jo. 4:9 - "Nisto se manifestou o amor de Deus para conosco: em que Deus enviou seu Filho unigênito ao mundo, para que por meio dele vivamos."
  • Satanás tem também um filho da perdição conforme II Ts. 2:3 e 4 - " Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus."
  • Deus forma a Triunidade Santa conforme Mt. 28:19 - "Portanto ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo."
  • O Diabo forjou uma trindade satânica conforme Ap. 20:10 - "... e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta; e de dia e de noite serão atormentados pelos séculos dos séculos."
  • Deus tem os seus filhos conforme Jo. 1:12 - "Mas, a todos quantos o receberam, aos que creem no seu nome, deu-lhes o poder de se tornarem filhos de Deus."
  • Satanás tem também os seus filhos conforme Mt. 13:38 - "... o campo é o mundo; a boa semente são os filhos do reino; o joio são os filhos do maligno."
  • Deus opera o querer e o efetuar nos seus filhos conforme Fl. 2:13 - "... porque Deus é o que opera em vós tanto o querer como o efetuar, segundo a sua boa vontade."
  • Satanás opera sobre os as almas dos seus filhos conforme Ef. 2:2 - "... nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência..."
  • Deus em Cristo tem o mistério da piedade conforme I Tm. 2:3 - "E, sem dúvida alguma, grande é o mistério da piedade: Aquele que se manifestou em carne, foi justificado em espírito, visto dos anjos, pregado entre os gentios, crido no mundo, e recebido acima na glória."
  • Satanás inventou um mistério também conforme II Ts. 2:7 - "Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora."
  • Deus por meio dos seus mensageiros selará os seus eleitos conforme Ap. 7:3 - "... dizendo: não danifiques a terra, nem o mar, nem as árvores, até que selemos na sua fronte os servos do nosso Deus."
  • Satanás também põe um sinal nos que lhe pertence conforme Ap. 13:16 e 17 - "E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome."
  • Deus em Cristo opera milagres conforme At. 2:22 - "Varões israelitas, escutai estas palavras: a Jesus, o nazareno, varão aprovado por Deus entre vós com milagres, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis."
  • Satanás também opera milagres conforme II Ts. 2:9 e 10 - "... a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos."
  • Deus em Cristo tem um trono conforme Hb. 1:8 - "Mas do Filho diz: O teu trono, ó Deus, subsiste pelos séculos dos séculos, e cetro de equidade é o cetro do teu reino."
  • Satanás também possui um trono conforme Ap. 2:13 - "Sei onde habitas, que é onde está o trono de Satanás."
  • Deus em Cristo tem a Sua Igreja conforme Mt. 16:18 - "Pois também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela."
  • Satanás formou para si uma igreja conforme Ap. 2:9 - "Conheço a tua tribulação e a tua pobreza (mas tu és rico), e a blasfêmia dos que dizem ser judeus, e não o são, porém são sinagoga de Satanás."
  • Cristo é a luz do mundo conforme Jo. 8:12 - "Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida."
  • Satanás se disfarça em anjo de luz conforme II Co. 11:14 - "E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz."
  • Cristo teve os seus apóstolos conforme Mc. 6:30 - "Reuniram-se os apóstolos com Jesus e contaram-lhe tudo o que tinham feito e ensinado." 
  • Satanás tem também seus apóstolos conforme II Co. 11:13 - "Pois os tais são falsos apóstolos, obreiros fraudulentos, disfarçando-se em apóstolos de Cristo."

Enganam-se os que imaginam que Satanás possui um sistema com aparência maligna e que se apresenta como o mal. A essência da pregação de Satanás é a paz e a harmonia entre os homens, porque ele conhece a vaidade humana e o imenso desejo que o homem decaído tem de construir o seu paraíso próprio e ser o 'deus' de si mesmo. Assim, Satanás alimenta esta inclinação para que os homens não conheçam o evangelho de Cristo, que, ao contrário, se propõe a desconstruir todos os desejos e sonhos de auto-endeusamento humano. Quando um pecador é convertido, Deus dá início a um processo dolorido de desconstrução de tudo o que foi erguido pela natureza pecaminosa, tanto as coisas erradas, como as coisas certas. É o que mostra II Co. 5:17 e 18 - "Pelo que, se alguém está em Cristo, nova criatura é; as coisas velhas já passaram; eis que tudo se fez novo. Mas todas as coisas provêm de Deus, que nos reconciliou consigo mesmo por Cristo, e nos confiou o ministério da reconciliação." As coisas velhas já se passaram e tudo agora provém de Deus. É exatamente neste ponto que se estabelece o divisor de águas entre os filhos da luz e os filhos das trevas. Entre as profundezas de Deus e as profundezas de Satanás.
Sola Scriptura!

terça-feira, 17 de julho de 2012

A DIFERENÇA ENTRE OS DONS ESPIRITUAIS E AS HABILIDADES ALMÁTICAS X

I Co. 12:9b - "... a outro, pelo mesmo Espírito, os dons de curar."
Todos os demais dons espirituais tratados nos artigos anteriores constantes no texto de I Coríntios 12 aparecem no singular. O único dom que aparece no plural é o de curar. Talvez porque haja grande variedade de males, doenças e enfermidades. De acordo com as postulações medicinais, doença é uma alteração biológica do estado de saúde de um ser vivo, manifestada por um conjunto de sintomas perceptíveis ou não. Pode também, no sentido amplo e popular, significar debilidade psicológica ou mental. A doença é uma disfunção de um órgão, da psiquê, ou do organismo como um todo, podendo ter causas internas ou externas. Assim, a doença engloba a enfermidade, porque é mais abrangente e complexa. Entretanto, a doença difere da enfermidade, porque enquanto aquela é um conjunto de sintomas perceptíveis ou não, esta é uma debilidade, perda de forças ou uma compleição de fraqueza sempre perceptíveis. A enfermidade afeta a compleição física ou o biótipo do indivíduo, mesmo quando é de cunho psicológico, moral e temperamental. Vê-se, que, enquanto a doença é relacionada ao corpo físico, a enfermidade relaciona-se à alma. Então, uma pessoa enferma ou enfermiça é alguém que possui aspecto debilitado, fraco, mórbido, podendo ser originado em doença física ou mental. Segundo algumas pesquisas de entidades e pessoas ligadas à área da saúde, a maioria dos que procuram médicos e hospitais não possuem de fato uma doença, mas apenas uma enfermidade. Na linguagem coloquial e popular, doença e enfermidade são sinônimas, porém, em termos científicos há distinção entre elas.
Mt. 8: 16 e 17 - "Caída a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele com a sua palavra expulsou os espíritos, e curou todos os enfermos; para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías: Ele tomou sobre si as nossas enfermidades, e levou as nossas doenças." Muitas pessoas associam as enfermidades à possessão por espíritos, mas nem sempre uma coisa está associada à outra. No episódio do texto acima, Jesus fez duas coisas distintas: expulsou os demônios com o poder da palavra e também curou enfermos e doentes. Também o texto cita a profecia de Isaías, indicando que o Cristo levaria sobre si as enfermidades e as doenças dos eleitos, mostrando que há distinção entre uma coisa e outra. De fato, tanto doenças, como enfermidades são consequências do pecado, a saber, do pecado original. Tal pecado é a incredulidade conforme Jesus confirma em Jo. 16:9c - "... do pecado, porque não creem em mim." Realmente a queda de Adão foi por incredulidade no que Deus havia afirmado: "...certamente morrerás." Adão creu no que o Diabo havia afirmado: "... é certo que não morrereis." Assim tem sido ao longo dos tempos, o homem não crê na Palavra de Deus como tal, mas apenas como um manual de regras morais, comportamentais e éticas. 
Mt. 4:23-24E percorria Jesus toda a Galiléia, ensinando nas sinagogas, pregando o evangelho do reino, e curando todas as doenças e enfermidades entre o povo. Assim a sua fama correu por toda a Síria; e trouxeram-lhe todos os que padeciam, acometidos de várias doenças e tormentos, os endemoninhados, os lunáticos, e os paralíticos; e ele os curou.” Vê-se que pregação do evangelho, curas de doenças e enfermidades são ações distintas realizadas por Cristo. Doenças, tormentos, endemoninhados, lunáticos e paralíticos são categorias de males perfeitamente subordinados ao poder e autoridade de Deus. Desta forma pode-se dizer que a cura e a salvação veem invariavelmente de Deus conforme Jr. 17:14“Cura-me, ó Senhor, e serei curado; salva-me, e serei salvo; pois tu és o meu louvor."
At. 10:38b - "... o qual andou por toda parte, fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do Diabo, porque Deus era com ele." Quanto às enfermidades resultantes da opressão diabólica é possível serem curadas pela fé dos que possuem os dons de curar. Obviamente que doenças, enfermidades, males, opressões, possessões não têm procedência de Deus. São resultantes da condição de decaídos ou de mortos espiritualmente.  Ex. 15:26 - "Dizendo: se ouvires atentamente a voz do Senhor teu Deus, e fizeres o que é reto diante de seus olhos, e inclinares os ouvidos aos seus mandamentos, e guardares todos os seus estatutos, sobre ti não enviarei nenhuma das enfermidades que enviei sobre os egípcios; porque eu sou o Senhor que te sara." Deus, evidentemente, pode enviar e também pode desviar os males e enfermidades conforme a sua soberana vontade. Todavia, não procedem d'Ele estas coisas. A adoração verdadeira traz saúde, pois gera descanso à alma conforme Ex. 23:25 - "Servireis, pois, ao Senhor vosso Deus, e ele abençoará o vosso pão e a vossa água; e eu tirarei do meio de vós as enfermidades." As promessas de bênçãos e livramento de enfermidades são feitas aos que se submetem aos ordenamentos divinos. Isto nada tem a ver com salvação, mas com fidelidade e proteção.
Na restauração final, os eleitos e regenerados, não mais sofrerão qualquer tipo de enfermidade ou doença conforme Ap. 21:4 - "Ele enxugará de seus olhos toda lágrima; e não haverá mais morte, nem haverá mais pranto, nem lamento, nem dor; porque já as primeiras coisas são passadas." É muito comum ouvir certos pregadores que mais se assemelham a vendedores ambulantes de curas, afirmarem que vão libertar alguém disso ou daquilo. Eles falam das enfermidades e doenças como sendo uma espécie de possessão demoníaca. Entretanto, em muitos casos, são resultantes da alma contaminada pelo pecado. Na verdade o Diabo, neste caso, é apenas o treinador, pois os males são criados pelo próprio homem. O inimigo apenas administra tais males, pois ele adquiriu o direito sobre o homem por causa do pecado.
III Jo. 2 - "Amado, desejo que te vá bem em todas as coisas, e que tenhas saúde, assim como bem vai à tua alma." Na carta do apóstolo João ao seu discípulo Gaio há esta referência aos votos de saúde física e bem-estar da alma. Isto significa dizer que tanto, o corpo físico como a alma devem estar bem. Todavia os eleitos e regenerados não são imunes às doenças e enfermidades, porque ainda estão sujeitos ao corpo, que, por sua vez, é ainda influenciado pelo pecado. Na epístola de Paulo aos Romanos é possível verificar a partir do capítulo 4 que, o eleito e regenerado foi liberto da culpa do pecado, está sendo liberto da influência do pecado e será liberto da presença do pecado eternamente. É fundamental que se esclareça isto e se diga a verdade para diminuir o número de enganados e enganadores que atuam no mundo em nome de Jesus. Na verdade, Jesus não está nisto! Eles são absolutamente responsáveis por seus desatinos e mentiras religiosas.
Lc. 8:2 - "... bem como algumas mulheres que haviam sido curadas de espíritos malignos e de enfermidades: Maria, chamada Madalena, da qual tinham saído sete demônios." Vê-se claramente que Jesus curou algumas mulheres de espíritos malignos e de suas enfermidades. O texto, porém não liga os espíritos malignos às enfermidades. São coisas distintas e o "e" faz esta distinção gramatical.
Sola Scriptura!
Sola Gratia!
Sola Fides!
Solo Christus!
Soli Deo Gloria!