sexta-feira, 24 de junho de 2011

ESPIRITO, ESPÍRITOS, E ESPIRITUALISMO V

Is. 8: 19 e 20 - "Quando vos disserem: consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva."
Muitos adeptos ou simpatizantes das doutrinas espiritistas dizem que existe sim, comunicação entre vivos e mortos. Entretanto, os tais se afirmam em premissas muito débeis. Por exemplo, dizem que o espírito de alguém morto lhe falou coisas que jamais outra pessoa poderia saber. Ou, mesmo, que foram curados de um mal físico por algum espírito. Outros, ainda, dizem que de fato tiveram uma experiência sensorial, do tipo vidência, em que viram o morto tal como ele era ainda em vida. Ora, isto tudo não prova nada, além do fato que existem espíritos, porém não prova que são de quem já morreu. As Escrituras afirmam que após a morte vem o descanso e o juízo e não que o espírito fica perambulando por aí. Não diz que as pessoas ficam reencarnando e desencarnando até atingir um certo nível moral, intelectual e espiritual rumo a Deus como afirma Allan Kardec.
Hb. 9:27 e 28 - "E, como aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois o juízo, assim também Cristo, oferecendo-se uma só vez para levar os pecados de muitos, aparecerá segunda vez, sem pecado, aos que o esperam para salvação." Para aceitar a reencarnação como um fato previsto e confirmado nas Escrituras este texto, entre outros tantos, deveria ser totalmente mutilado. Não diz o texto que os homens morrem e renascem diversas vezes, mas apenas uma vez, vindo depois o juízo. Igualmente não diz que Cristo retorna diversas vezes ao longo da história para trazer ensinamentos ou ajuda aos homens em suas misérias. Ele se ofereceu uma única vez para levar os pecados de muitos e não de todos. Ele virá uma segunda vez, sem atrair o pecado do homem, para reunir os que o aguardam para o grande dia.
Alguns espiritualistas e espiritistas se apoiam numa falsa premissa que diz: se Moisés proibiu a consulta aos mortos é porque existe a possibilidade de os vivos consultar os mortos, porque se não houvesse, não haveria necessidade de proibir. Este é o caso em que a lógica é lógica, mas não é verdadeira, porque uma das premissas é falsa. O fato de Deus ter mandado Moisés proibir tal prática foi, em primeiro lugar, porque esta era uma prática dos povos pagãos dentre os quais os hebreus estava convivendo, quando do retorno do cativeiro Egípcio; Deus queria um povo que sustentasse a fé apenas nas Escrituras e esperassem o Messias para ser luz para o mundo, e não repetidores das mesmas crenças e práticas ocultistas; também há de se dizer que a proibição era para evitar que as pessoas consultassem demônios, e espíritos desencarnados das gerações pré-adâmicas como se fossem pessoas já mortas, anjos, ou mesmo seres iluminados.
Na verdade tais espíritos são anjos decaídos, pois quando Lúcifer caiu, caiu a terça parte dos anjos com ele, porque foram enganados com a promessa de um domínio eterno conforme Ap. 12: 3 e 4 - "Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas; a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho." Anjos no sentido simbólico são estrelas, mulher simboliza a igreja, e o dragão representa Satanás.
Estes espíritos decaídos podem assumir a forma que quiser, e falar qualquer coisa sobre a vida de qualquer pessoa, pois os mesmos vivem e andam entre a humanidade há milhões de anos. As Escrituras afirmam que, não só Satanás se disfarça em anjo de luz, mas que também os seus servos, e os anjos decaídos, se disfarçam de ministradores do bem conforme II Co. 11: 14 e 15 - "E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras."
Então, não é o fato de alguém ver algo que julga ser verdadeiro que o torna verdadeiro. Também não é o fato de alguém receber o bem que torna o benfeitor verdadeiro. O conceitos de bem e mal é bastante relativo nas Escrituras, pois aos olhos do homem decaído o bem é o que lhe dá vitória, alegria, progresso, felicidade e domínio. Entretanto, este bem com a natureza não-regenerada não possui valor espiritual algum. Os benefícios e experiências desta natureza são muito interessantes ao homem enquanto está vivo neste mundo. Nada mais!
Sola Fidei!

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