terça-feira, 22 de março de 2011

O PECADO, OS PECADOS E O PECADOR III

Rm. 5: 12 - "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram."
Como já foi dito há diversas palavras para se referir à palavra pecado nas Escrituras. Entretanto, o pecado que Cristo veio destruir é 'hamartano', ou seja, aquele que fez o homem errar o alvo, porque o alvo correto era crer na Palavra de Deus: "... certamente morrerás". Todavia, o homem deu crédito a outra palavra, a do inimigo materializado numa serpente: "... é certo que não morrereis". O erro do alvo consiste em crer na palavra errada, embora esta possa ser mais amena e agradável. A palavra de Deus, em geral, é terminal e dura demais, porém o amor é duro e exige muito. O fato é que ninguém quer saber de obedecer sem ter certas recompensas. O Diabo sempre oferece o caminho aparentemente mais fácil e mais fascinante. Muitos religiosos desenvolvem uma teologia própria para justificar os atos de Deus. Entretanto, ele não solicita nada disso a ninguém, porque Ele se basta a Si mesmo. Para justificar a escolha de Adão, muitos, desavisadamente, inventam uma falsa teologia do 'livre arbítrio' que não é livre e muito menos pode arbitrar qualquer coisa.
Deus não foi apanhado de surpresa com o pecado de Adão no Éden. Ele já havia, inclusive providenciado a solução para o mesmo antes de acontecer conforme Tt. 1: 2 - "... na esperança da vida eterna, a qual Deus, que não pode mentir, prometeu antes dos tempos eternos..." Por esta razão o Cristo, Filho Unigênito de Deus, teve de encarnar em Jesus, o homem histórico nascido de mulher para resolver o dilema do pecado. A única maneira de eliminar o pecado do coração do homem é matando-o. Foi exatamente isso que aconteceu na cruz! Jesus, o Cristo morreu para matar a nossa morte, ou seja, morreu para destruição do corpo do pecado conforme Rm. 6:6 a 8 - "... sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. Pois quem está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos..." É na cruz, e tão somente nela, que o pecado é desfeito eternamente. Veja que a referência é ao pecado e não aos atos pecaminosos. Então, houve uma justificação, a saber, o pecador foi declarado justo do seu pecado. A fé de que a morte de Jesus, o Cristo na cruz elimina ou aniquila o pecado, nos torna justificados do mesmo, e de igual modo, como Jesus, o Cristo também ressuscitou, recebemos a sua vida quando cremos na sua ressurreição divinal. Tudo isto se apropria pela fé, pois ninguém estava lá há quase dois mil anos atrás, assim como também, os que creram antes na promessa da Sua vinda, como Abraão e outros. Tudo é uma questão de fé, e esta, é dom de Deus, não é um atributo natural do homem. Ao contrário a tendência do homem pecador é não crer, sendo a graça o elemento usado por Deus para mudar esta disposição natural do homem conforme Ef. 2: 8 e 9 - "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé, e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie." A graça é quem salva, mas o meio para levar o pecador à salvação é a fé, e esta, provém de Deus.
Por meio de Adão entrou a natureza pecaminosa no mundo e, com ela a morte, esta passou a todos os homens, porque todos são portadores da mesma natureza de Adão. É algo que está no DNA do homem, nenhum escapa à natureza pecaminosa e, por isso, todos já nascem mortos espiritualmente, e depois morrem fisicamente como consequência do pecado. Neste trajeto todos cometem, ou têm o potencial para cometer qualquer natureza de atos pecaminosos. Isto não acontece em escala descontrolável, porque Deus age no mundo por meio da sua misericórdia e graça.
Sola Gratia!

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