domingo, 6 de setembro de 2009

ESPÍRITOS ENGANADORES E RELIGIÕES ENGANADAS XV


Ef. 2: 1 a 3 - "Ele vos vivificou, estando vós mortos em ofensas e pecados, em que noutro tempo andastes segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência. Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também." Antes do nascimento espiritual, nascimento do alto, regeneração, ou finalmente novo nascimento, todos os homens são portadores da natureza pecaminosa. Esta é a base "legal" utilizada pelo Diabo para controlar e manter sob controle o homem decaído. Isto aconteceu, porque houve incredulidade do primeiro homem à Palavra de Deus no Éden, a qual o levou a supor que poderia viver absolutamente independente de Deus.

O curso deste mundo, o príncipe das potestades do ar e o espírito que opera nos filhos da desobediência são as conquistas diabólicas geradas pela natureza pecaminosa inoculada no homem. Satanás adquiriu direitos sobre o homem e sobre a Terra por causa do pecado que provocou a queda, isto é, a morte para Deus.
As consequências e as evidências de tal conquista de terreno dos espíritos enganadores são os desejos da carne, a vontade da carne e dos pensamentos e a natureza degenerada objeto da ira de Deus. Estas não são apenas consequências comportamentais, morais e éticas. Elas são parte da natureza humana por inseminação satânica por meio do pecado original. Os atos e atitudes antiéticos, imorais ou comportamentais são os reflexos externos e perceptíveis resultantes da natureza decaída.
A carne a que se refere o texto grego 'koiné' não é apenas o corpo físico. O termo utilizado é 'sarkikós', ou seja, a natureza não regenerada, a natureza animal, a fraqueza, a corruptibilidade e o perecimento físico e intelectual. Isto implica em um conjunto de sintomas que debilita e desabilita o homem diante da santidade de Deus. Neste sentido, ele está absolutamente sob o controle dos espíritos enganadores comandados pelo príncipe das trevas, a saber, Satanás.
Este estado de carnalidade inclui a natureza humana com a alma, o corpo e o espírito morto para Deus. É o homem em aparteísmo à natureza divina, e, portanto, inclinado naturalmente aos atos pecaminosos opostos a tudo o que se refere a Deus. Não quer dizer que o homem nesta condição seja malvado, grosseiro, bruto e agressivo todo o tempo e ostensivamente. Ele pode ser reto, íntegro, temente e que se desvia do mal moral. O que conta, neste caso, é a essência e não apenas a aparência exterior do homem decaído. Este é o domínio da natureza pecaminosa, da natureza adâmica, ou do velho homem enfocado por Paulo em Rm 6. Envolve, segundo Melanchthon, a inteira natureza humana, isto é, sensibilidade, razão e corpo sem a presença do Espírito de Cristo.
É neste ponto que muitos confundem obras de justiça própria, comportamentos éticos e morais com espiritualidade. Um homem pode ser um bom cidadão, uma boa pessoa, um excelente religioso e, ainda assim, não ser regenerado. A natureza pecaminosa busca o auto-endeusamento do homem. Para isso, desenvolve boas coisas, geralmente com base em códigos comportamentais e religiosos. Neste sentido é que Cristo recriminou aqueles religiosos de Mt. 7, os quais profetizavam, curavam e expulsavam demônios. Estas são boas coisas, porém feitas àparte da natureza santa e justa de Deus. Por isto, foi-lhes dito que Ele nunca os havia conhecido. Também foi-lhes declarado que se apartassem d'Ele, porque estavam praticando iniquidades.
É fundamental entender que o mal espiritual nunca se apresenta como o mal moral, pois desse modo, haveria uma enorme reação contra ele. Apresenta-se sempre como algo aceitável e recomendável como espiritual. Porém, cabe ao regenerado ter pleno conhecimento a qual espírito pertence segundo Lc. 9:55 - "Voltando-se, porém, repreendeu-os, e disse: vós não sabeis de que espírito sois."
Afinal, de que espírito você é? do Espírito Santo, do espírito maligno, ou do espírito do homem apenas?

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