maio 12, 2018

QUANDO DEUS SE CANSA DO CULTO

Is. 1: 11 a 15 - "De que me serve a mim a multidão de vossos sacrifícios? diz o Senhor. Estou farto dos holocaustos de carneiros, e da gordura de animais cevados; e não me agrado do sangue de novilhos, nem de cordeiros, nem de bodes. Quando vindes para comparecerdes perante mim, quem requereu de vós isto, que viésseis pisar os meus átrios? Não continueis a trazer ofertas vãs; o incenso é para mim abominação. As luas novas, os sábados, e a convocação de assembleias não posso suportar a iniquidade e o ajuntamento solene! As vossas luas novas, e as vossas festas fixas, a minha alma as aborrece; já me são pesadas; estou cansado de as sofrer. Quando estenderdes as vossas mãos, esconderei de vós os meus olhos; e ainda que multipliqueis as vossas orações, não as ouvirei; porque as vossas mãos estão cheias de sangue."
Culto é um substantivo masculino derivado do verbo cultuar. A significação do vocábulo 'culto', relativamente à teologia, é prestar homenagem de caráter religioso ao que o homem considera divino. Ou ainda, conjunto de atitudes e ritos pelos quais se adora uma divindade. Trata-se, portanto, de ato litúrgico praticado por pessoas religiosas àquilo ou àquele a quem consideram como divindade. 
Portanto, até o culto a Deus pode ser falso ou verdadeiro, visto que, caso o objeto da adoração seja algo ou alguém que não é Deus, logo, é apenas uma manifestação humana e falsa. Adora-se apenas a Deus! Isto é doutrinado em Ap. 22: 8 e 9 - "Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus." Vê-se que os próprios anjos fiéis a Deus, não aceitam adoração para si mesmos. 
O texto que abre este estudo demonstra a insatisfação de Deus com os atos litúrgicos dos israelitas. Sacrificavam e queimavam incenso a Deus, ajuntavam-se em solenidades, ofereciam sacrifícios de animais e compareciam nos átrios do templo para adorá-lo, entretanto, ele afirma que não havia requerido isto deles. A razão da rejeição ao culto está no próprio texto, a saber, 'as ofertas do povo eram vãs.' Isto significa que os atos litúrgicos eram desprovidos de significação para os próprios adoradores. As prescrições de sacrifícios e ofertas, no livro de Levíticos, eram símbolos ou imagens de bens futuros. Pois, tais ritos apontavam para o sacrifício supremo e último de Jesus, o Cristo com vistas à redenção dos pecadores eleitos. Entretanto, o povo apresentava seus sacrifícios e ofertas por interesses de barganhas com Deus. Ofereciam para receber bênçãos materiais e não por crer na promessa de redenção espiritual por meio do Filho Unigênito de Deus. É este o sentido de vaidade das ofertas do povo em seus cultos, meramente, religiosos. Portanto, dá-se o mesmo na atualidade!
Deus afirma que o ajuntamento solene do povo para cultuar era insuportável, porque os ofertantes tinham suas mãos sujas de sangue. Ocultavam os seus crimes e pecados, ofertando, orando, cantando e levantando as mãos contaminadas. Deus não pactua com a natureza pecaminosa no homem; Deus não recebe adoração e culto contaminados pela iniquidade; Deus vê o pecador eleito apenas por meio do seu Filho Unigênito e Primogênito dentre os mortos. Para isso, o homem precisa receber a graça para experimentar o novo nascimento nos moldes de Jo. 3: 3, 5 e 6 - "Respondeu-lhe Jesus: em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus respondeu: em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus. O que é nascido da carne é carne, e o que é nascido do Espírito é espírito."
Esta mesma realidade ocorre nos dias de hoje nas igrejas institucionais e nominais. Os cultos são enfadonhos, porque os cultuadores não conhecem a Deus, porque não reconhecem seu Filho Jesus, o Cristo como Deus. Cultuam por tradição religiosa, para serem aceitos socialmente, para fazer terapia de grupo aos domingos, para barganhar bênçãos e por presunção de fé. Fazem e praticam aquilo que não lhes foi requerido. Vão correndo realizar obras para as quais não foram designados. Isto é mostrado claramente em Jr. 23:21 - "Não mandei esses profetas, contudo eles foram correndo; não lhes falei a eles, todavia eles profetizaram."
É Cristo quem torna o pecador eleito e regenerado apresentável diante de Deus conforme Cl. 1:22 - "...agora contudo vos reconciliou no corpo da sua carne, pela morte, a fim de perante ele vos apresentar santos, sem defeito e irrepreensíveis..."
Sola Gratia!

abril 30, 2018

RAÇA ELEITA x RAÇA DE VÍBORAS


I Pd. 2:9 - "Mas vós sois a raça eleita, o sacerdócio real, a nação santa, o povo adquirido, para que anuncieis as grandezas daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz."
Mt. 23:33 - "Serpentes, raça de víboras! como escapareis da condenação do inferno?"
Na Aliança da Graça, Jesus, o Cristo e João, o Batista fazem referência a um grupo específico de pessoas como raça de víboras. Por outro lado, o apóstolo Pedro faz referência a outro grupo específico de pessoas como a raça eleita, sacerdócio real, nação santa e povo adquirido. Trata-se de uma comparação entre duas categorias de pessoas: uma escolhida e outra rejeitada. Esta questão não é passiva de debate. É uma afirmação peremptória das Escrituras e não uma opinião de quem quer que seja. Os portadores da natureza decaída sempre tentam polemizar os decretos eternos de Deus. Entretanto, Deus não muda a sua soberana vontade por causa das opiniões dos homens.
A expressão "raça de víboras" era recorrente entre os judeus da época de Jesus, o Cristo, como uma metáfora dirigida àqueles cujas naturezas são originalmente pecaminosas. Não era uma questão de escolha, pois o homem natural, religioso ou não, não pode fazer escolhas espirituais. Portanto, escolher uma determinada religião, não o faz escolher Deus. Deus escolheu os eleitos para os regenerar por meio da inclusão deles na morte de Cristo. Isto fica evidente em Jo. 6: 44 - "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia." O texto é enfático e literal. Ninguém pode aceitar ou se inclinar para Cristo sem que Deus, o Pai o incline para tanto. Uma vez levado a Cristo, o pecador eleito é atraído na cruz para ser justificado conforme Jo. 12: 32 e 33 - "E eu, quando for levantado da terra, todos atrairei a mim. Isto dizia, significando de que modo havia de morrer." Jesus, o Cristo foi levantado da Terra três vezes: na sua crucificação, na sua ressurreição e na sua ascensão ao céu. O texto é claro ao demonstrar que se trata da sua morte de cruz. O resultado final é o que consta do texto de Gl. 2: 20 - "Já estou crucificado com Cristo; e vivo, não mais eu, mas Cristo vive em mim; e a vida que agora vivo na carne, vivo-a na fé no filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim."
A expressão "raça de víboras" provém do hebraico [זֶרַע צִפְעוֹנִים] que transliterado é 'Zêrah Tsfonim'. Tal expressão figurada pode ser traduzida por 'descendência da serpente', porque o vocábulo 'zêrah' significa serpente, enquanto o vocábulo 'tsfonim' significa descendentes. A origem da descendência da serpente se acha em Gn. 3:15 - "Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e o seu descendente; esta te ferirá a cabeça, e tu lhe ferirás o calcanhar." Do texto, pode-se depreender que 'ti' é Satanás incorporado na serpente; 'a tua descendência' é a descendência da serpente, a saber, de Satanás. Incluindo-se todas as pessoas após a queda de Adão e Eva; 'o seu descendente' é Jesus, nascido de mulher, no qual encarnou o Cristo Filho Unigênito de Deus; Esta profecia se cumpriu na cruz, quando a descendência da serpente perfurou as mãos e os pés de Jesus, o Cristo, mas este derrotou Satanás, condenando-o eternamente por sua morte e por sua ressurreição triunfante e eterna. Foi na cruz que Cristo esmagou a cabeça da serpente. Caso Cristo não houvesse resuscitado, o plano redentivo de Deus não teria se completado.
A natureza de serpente se perpetuou na raça humana, tendo sido evidenciada logo após a queda no fratricídio de Caim sobre seu irmão Abel. Caim é o tipo da raça da serpente conforme I Jo. 3:12 - "... não sendo como Caim, que era do Maligno, e matou a seu irmão. E por que o matou? Porque as suas obras eram más e as de seu irmão justas." Abel é o tipo dos justificados, não por obras de justiça própria e por méritos, mas por crer no substituto, pois ofereceu a Deus um cordeiro, o que indicava a morte de Jesus, o Cristo.
Desta forma, desde a queda, passando por Caim, depois por Lameque que matou duas pessoas, a natureza da serpente se multiplicou em toda a humanidade. O caso de Lameque, o quinto depois de Adão é confirmado em Gn. 4: 23 e 24 - "Disse Lameque a suas mulheres: Ada e Zila, ouvi a minha voz; escutai, mulheres de Lameque, as minhas palavras; pois matei um homem por me ferir, e um mancebo por me pisar. Se Caim há de ser vingado sete vezes, com certeza Lameque o será setenta e sete vezes."
A natureza da serpente é confirmada em Rm. 5:12 - "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram." Na crucificação de Jesus, o Cristo, se vê claramente os dois lados da humanidade: o malfeitor que atormentava e acusava Jesus e o malfeitor que creu que Jesus, o Cristo era o Salvador. Enquanto o primeiro exigia de Jesus, o Cristo uma solução ao seu problema de condenação, o segundo reconhecia sua condição pecaminosa e confiava que Jesus, o Cristo era o Filho do Altíssimo. 
A geração eleita é originada da raça de víboras, porém com o diferencial que foram eleitos antes da fundação do mundo e preordenado para a vida eterna conforme Rm. 8: 29 e 30 - "Porque os que dantes conheceu, também os predestinou para serem conformes à imagem de seu Filho, a fim de que ele seja o primogênito entre muitos irmãos; e aos que predestinou, a estes também chamou; e aos que chamou, a estes também justificou; e aos que justificou, a estes também glorificou." E importante saber que a raça eleita, em nada, é melhor que a raça de víboras até que seja regenerada. Não são méritos e justiça própria que faz a diferença, mas a Graça de Deus. O texto de I Pedro que abre este estudo afirma que a geração eleita é formada por um povo adquirido e não por religiosos inchados em sua soberba e orgulho. Esta geração ou raça eleita tem uma destinação: ser sacerdócio real e uma nação santa para anunciar as grandezas de Deus. Foram chamados das trevas, a saber, da condição de raça da serpente, para a maravilhosa luz, a saber, o conhecimento de Deus.
Sola Scriptura!

março 30, 2018

APRESENTADA SEM MANCHA E SEM RUGA

Ef. 5: 25 - 27 - "... como também Cristo amou a igreja, e a si mesmo se entregou por ela, a fim de a santificar, tendo-a purificado com a lavagem da água, pela palavra, para apresentá-la a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem qualquer coisa semelhante, mas santa e irrepreensível."
O vocábulo IGREJA provém do grego koinê [Εκκλησία] que, transliterado é "ekklesia" a qual é uma palavra composta: 'ek' (para fora) + 'kaleo' (chamar). Este vocábulo foi tomado emprestado da política ateniense, na Grécia Antiga. Denominava-se "ekklesia" o grupo de cidadãos que era convocado para uma assembleia a fim de discutir e deliberar para o bom andamento da "polis", ou seja, da cidade ou da sociedade. Por isso, o vocábulo "ekklesia" quer dizer convocados ou chamados para fora, precisamente, porque a assembleia ficava fora das áreas residenciais. igualmente, a Igreja verdadeira é o conjunto de pecadores que, por Graça, é chamado para fora da natureza pecaminosa para ser o corpo vivo de Cristo. Isto não torna nenhum filho de Deus melhor que qualquer outra pessoa. Torna-o parte da assembleia justificada e que está sendo santificada. Por fim, a Igreja será apresentada diante do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo, santa e irrepreensível. Entretanto, até lá, a Igreja atravessa o deserto para perder a roupagem própria e receber o revestimento pleno de Cristo.
O Cristianismo nascente tomou emprestado apenas o sentido semântico da palavra "ekklesia" para indicar que os eleitos e regenerados são pessoas comuns chamadas para pertencer a um grupo espiritualmente gerado do alto nos termos de Jo. 3: 3 e 5. Até o século IV d. C. não haviam igrejas em templos. A igreja se reunia em diferentes locais em função das circunstâncias desfavoráveis, cumprindo o que dispõe o texto sacro em Mt. 18:20 - "Pois onde se acham dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles." O Império Romano e os judeus perseguiam a igreja por julgar que a mesma era uma nova força política que iria lhes retirar o poder e o ganha pão. Isto está registrado, por exemplo, em At. 4: 1 a 3 - "Enquanto eles estavam falando ao povo, sobrevieram-lhes os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus, doendo-se muito de que eles ensinassem o povo, e anunciassem em Jesus a ressurreição dentre os mortos, deitaram mão neles, e os encerraram na prisão até o dia seguinte; pois era já tarde." Vê-se, pelo texto, que os sacerdotes, o capitão do templo e os saduceus sentiam-se muito magoados porque os discípulos anunciavam em Jesus a ressurreição. Os sacerdotes, em sua maior parte, eram fariseus e tinham desprezo quanto a nova fé cristã. O capitão do templo era o responsável pelo serviço sujo dos sacerdotes. E os saduceus eram da seita que não acreditava em ressurreição dos mortos. Desta forma, todos tinham suas próprias razões para perseguir a Igreja.
O texto de abertura declara, solenemente, que Cristo amou a Igreja. Entretanto, não é amor da categoria almática. Foi utilizado o verbo amar no pretérito [ἀγαπᾶτε] ou transliterado "'agapãte" que é amor divino e perfeito. Amou no sentido pleno da palavra, a saber, amou sem exigir qualquer virtude que ela pudesse oferecer. A Igreja, no sentido bíblico, é o conjunto de pecadores regenerados por Graça e Misericórdia de Deus. Deste grupo não fazem parte os justos aos seus próprios olhos e os cheios de méritos por fazer e deixar de fazer coisas comportamentais, visando convencer Deus a lhes ser favorável. O homem, em seu estado decaído, não pode fazer ou deixar de fazer qualquer coisa para aumentar ou diminuir o amor de Deus. Deus é amor! Ele não tem porções de amor para borrifar um ou outro homem em função dos seus atos de justiça própria contaminados pela natureza pecaminosa. Deus toma o pecador tal como ele se acha e o leva à cruz, para, nela, inclui-lo na morte de Cristo. Isto é ensinado em Jo. 6: 44 - "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia." Portanto, é Deus quem conduz pecadores à cruz e não atos de justiça própria! Tentar produzir sua própria salvação é desqualificar o sacrifício inclusivo e substitutivo de Cristo. É afrontar a justiça de Deus!
Então, Jesus, o Cristo amou a Igreja, purificou-a com a sua Palavra e a apresenta santa e irrepreensível diante de si mesmo. Ele tornou a Igreja sem mácula e sem rugas, ou qualquer coisa análoga a estas. Isto implica dizer que os eleitos e regenerados são purificados de todas as suas culpas. A verdadeira Igreja de Cristo nada tem a ver com estas igrejas nominais e institucionais que estão perante a sociedade. A igreja de Cristo está  em Cristo, porque ele a resgatou para si e não para se tornar meio de engajamento social, enriquecimento fraudulento ou mecanismo de sustentação política. A verdadeira Igreja é santa e irrepreensível, mas porque Cristo é Santo e Irrepreensível. Seus membros são as piores pessoas deste mundo, porque o mundo as odeia conforme Lc. 21:16 a 19 - "E até pelos pais, e irmãos, e parentes, e amigos sereis entregues; e matarão alguns de vós; e sereis odiados de todos por causa do meu nome. Mas não se perderá um único cabelo da vossa cabeça. Pela vossa perseverança ganhareis as vossas almas."
Por estas razões, pode-se afirmar sem recair em juízo temerário que, a depender de manchas e rugas retiradas, as igrejas institucionais que aí estão, não estarão de pé diante de Deus no último dia. Não por questões morais, mas por não crerem na inclusão do pecador na morte e na ressurreição de Cristo. O pecado que separa o homem de Deus é a incredulidade e não atos e atitudes humanas. Estas são consequências daquelas e não o contrário.
Sola Scriptura!

março 11, 2018

A OPERAÇÃO DO ERRO, DA MENTIRA E DO ENGANO V

Am. 3: 7 - "Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas."
No filme "O Advogado do Diabo" o protagonista que representou o Diabo diz, em um certo diálogo, que ele é o verdadeiro amigo do homem e deseja apenas o seu bem. Afirma, outrossim, que Deus é quem é inimigo do homem, porque permite que este tenha muitos desejos, porém não dá liberdade para que satisfaça tais desejos. Obviamente que, a mensagem do autor da trama pretendeu passar apenas uma mensagem: 'Deus é mau e o Diabo é bom'. Entretanto, o mesmo não esclareceu o porquê de Deus não permitir ao homem satisfazer seus desejos. É simples! Deus não pactua com o homem decaído e portador da natureza pecaminosa. Também, porque, a natureza pecaminosa não permite o estabelecimento de um limite para o mal no coração humano. Caso Deus deixasse o homem decaído totalmente livre, a maldade humana poderia operar sem limites.
Acontece, no entanto, que o homem está contaminado com o veneno da serpente. Por isto, possui natureza separada ou morta para Deus. A glória de Deus que revestia o homem antes da queda foi retirada por conta do pecado original. Desde então, todos nascem portadores da natureza decaída e totalmente depravada. A pessoa mais bem comportada e que não pratica determinados delitos, possui igualmente, tal natureza decaída e está morta para Deus. Portanto, todos carecem da graça de Deus por meio de Cristo para ser redimido e reconciliado com Deus conforme Rm. 3:23 - "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." O verbo destituir implica em perda total e não parcial como pretendem algumas doutrinas religiosas espiritistas e humanistas. É como um servidor público que foi destituído ou exonerado do cargo. Não poderá voltar e trabalhar no dia seguinte.
Desta forma, o Diabo mantém controle sobre as almas dos homens treinando-os, inclusive, para serem dissimulados quanto aos bons comportamentos e a busca por uma religião. Ele sabe que os comportamentos produzem um tipo de ética que torna um homem aceito na sociedade, mas espiritualmente este homem continua morto para Deus. O que comunica a vida eterna é a fé que o pecador foi incluído na morte com Cristo conforme Rm. 6: 6 a 9 - "... sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado. Pois quem está morto está justificado do pecado. Ora, se já morremos com Cristo, cremos que também com ele viveremos, sabendo que, tendo Cristo ressurgido dentre os mortos, já não morre mais; a morte não mais tem domínio sobre ele." É este o único processo que permite restaurar a comunhão entre criatura e Criador. A isto dá-se o nome de redenção ou salvação monérgica. A salvação é da alma, porque é ela que está contaminada com a natureza pecaminosa inoculada pelo Diabo em todos os homens conforme Rm. 5: 12 - "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram."
O texto de abertura deste estudo mostra que Deus mantém os seus eleitos e regenerados sempre informados acerca do processo da redenção dos homens individualmente e da restauração de todas as coisas. É ele quem lhos revela antes de acontecer. Por isso, pode-se afirmar que este engodo do erro, da mentira e do engano sobre seres extra-terrestre como solução para a humanidade é mais uma astúcia do inimigo para continuar o seu projeto nefasto de levar o homem a querer ser deus de si mesmo conforme Gn. 3: 4 e 5 - "Disse a serpente à mulher: certamente não morrereis. Porque Deus sabe que no dia em que comerdes desse fruto, vossos olhos se abrirão, e sereis como Deus, conhecendo o bem e o mal." Uma das tarefas mais primitivas de Satanás é levar o homem a não crer na Palavra de Deus. Isto explica a atual conjuntura do mundo que reputa os textos como meros mitos ou lendas antigas. Mas, Deus sempre revela a sua verdade aos seus eleitos para os regenerar. 
Tudo o que foge à revelação compendiada, recai no campo do erro, da mentira e do engano de Satanás para tentar produzir um paraíso na Terra. Em qualquer parte das Escrituras e dos ensinos diretos de Cristo NÃO HÁ menção a seres evoluídos de outros mundos enviados à Terra para libertar, melhorar ou salvar a humanidade. Ao contrário, os textos são muito claros sobre o fato de que o novo nascimento é o único meio conforme Jo. 3: 3 e 5 - "Respondeu-lhe Jesus: em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus. Jesus respondeu: em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus." Sem morrer em Cristo, não vê. Sem nascer da água, ou seja, pela pregação da Palavra e sem nascer do espírito, a saber, ser uma nova criatura ou ser gerado de novo em Cristo, não entra.
Atente-se para o fato que, a partir de agora, aumentarão as aparições de seres extra-terrestres ou alienígenas no mundo, fazendo e operando grandes sinais e prodígios. Porém, tudo estará associado à operação do erro, da mentira e do engano.
Solo Christus.

março 10, 2018

A OPERAÇÃO DO ERRO, DA MENTIRA E DO ENGANO IV

II Co. 11: 14 a 15 - "E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras."
Já foi assaz dito, nos estudos anteriores, que as supostas aparições de seres extra-terrestres ou alienígenas carecem de clareza e verdade. E não é por falta de informações de governos ou de órgãos públicos dos países mais poderosos. É por falta de genuinidade dos fatos acerca deste assunto. Entretanto, ainda que houver qualquer aparição concreta e documentada, por si só, pode não constituir verdade absoluta, porque será uma revelação unilateral, visto que nenhuma nação terrena poderá ir ao espaço sideral e comprovar a origem de tais seres de outros mundos. Surtirá, neste caso, o mesmo efeito de uma crença religiosa, pois dependerá apenas do que os tais seres disserem em seu próprio favor. 
Neste sentido é que estas manifestações se inserem no contexto do erro, da mentira e do engano. Primeiramente, porque as Escrituras não registram qualquer verbete acerca destes seres e da possibilidade de contatos imediatos para resolver o problema da humanidade. Secundariamente, o problema da humanidade é a sua queda e depravação total diante de Deus. Muitos não creem nesta realidade, porque suas naturezas decaídas jamais se inclinam para a fé e para a verdade conforme está registrado em Rm. 3: 10 a 12 - " como está escrito: não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus. Todos se extraviaram; juntamente se fizeram inúteis. Não há quem faça o bem, não há nem um só." Obviamente que, nem para crer que este texto é de inspiração divina eles podem. Não se trata de uma questão de escolhas, mas de impossibilidade posicional e relacional. A natureza pecaminosa inclina o homem, invariavelmente, para si próprio. No máximo, procuram uma religião para aplacar seu desespero. O próprio Jesus, o Cristo revelou o seguinte sobre a natureza do homem decaído: "Eu vim em nome de meu Pai, e não me recebeis; se outro vier em seu próprio nome, a esse recebereis. Como podeis crer, vós que recebeis glória uns dos outros e não buscais a glória que vem do único Deus?" - Jo. 5: 43 e 44. Mesmo quando o homem decaído busca uma crença religiosa, o faz para receber glória e não para glorificar.
É deste contexto de impossibilidade de ter uma verdadeira comunhão reconciliada com Deus, que a humanidade receberá seres materializados como sendo superiores e enviados para produzir o paraíso na Terra. Os sistemas econômicos, políticos e religiosos produzidos pelo homem decaído até hoje tentou, ingloriamente, produzir o paraíso na Terra por conta própria. A frustração diante da miséria e pobreza que aumenta, da luta contra a morte e a angústia da falta de paz, o levará a abraçar tais falsas revelações de anjos caídos como sendo a solução final para a humanidade.
O texto de abertura deste estudo é claríssimo, visto que não carece de qualquer interpretação ou exegese. Mostra que Satanás se disfarça em anjo de luz e que seus demônios se propõem a ministrar a justiça em substituição à justiça de Cristo concretizada na cruz e na ressurreição ao terceiro dia. Esta será a tentativa final de golpe de Satanás no afã de conseguir o estabelecimento do seu falso reino sobre a Terra. Com certeza será bem-vindo e recebido por aqueles cujos nomes não estão escrito na Livro da Vida do Cordeiro que foi imolado antes da fundação do mundo conforme o texto de Ap. 13: 8 - "E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo."
Sola Gratia!

fevereiro 03, 2018

A OPERAÇÃO DO ERRO, DA MENTIRA E DO ENGANO III

II Ts. 2: 3 a 11 - "Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira [...]"
Comentou-se, por alto, sobre as narrativas místicas e míticas, as quais afirmam que a humanidade seria o subproduto de civilizações alienígenas. Os humanos seriam o resultado de experimentos genéticos feitos por alienígenas para criar escravos. Os defensores desta ideia desprovida de fundamentação bíblica e científica, a denominam de "Teoria do Astronauta Antigo." Os tais teóricos tomam por argumento algumas descobertas arqueológicas e os fenômenos não explicados pela ciência. Levantam hipóteses sobre a existência de construções megalíticas dispostas de modo organizado no globo terrestre e alinhadas a determinadas constelações celestes. Também, acrescentam aos seus argumentos algumas evidências misteriosas, tais como, artefatos encontrados em diversos lugares, dos quais, não se pode ter uma explicação lógica. Registros das antigas civilizações mesopotâmica, suméria, acadiana e egípcia com textos e conhecimentos muito avançados para suas épocas.
Ora, sobre abduções, aparições ou contatos de primeiro, segundo ou terceiro graus é importante observar que: a) sempre são contatos com pouca clareza, ou seja, não são documentados claramente. São sempre rodeados de nebulosidade e ficam na dependência apenas da narrativa da testemunha; b) sempre ocorrem com pessoas de pouco discernimento científico e de reduzida compreensão dos fatos mais amplos do universo; c) sempre ocorrem sob circunstâncias não comprováveis por imagens e áudios; d) sempre são de reduzida credibilidade pelas autoridades competentes. 
Pois bem, caso os tais alienígenas ou ET,s fossem o que as narrativas alegam que são, porque não se revelam a organismos internacionais com capacidade de divulgação ampla e que representam os povos e nações? Por que não se revelam aos homens de ciências? Por que não se comunicam claramente com os líderes religiosos? Por que não evitam a degradação moral, espiritual e material da humanidade diretamente? Porque fazem parte de um embuste do erro, da mentira e do engano enviado aos homens dissociados da verdade.
Na verdade, tais manifestações ou aparições obedecem ao princípio da operação do 'mistério da iniquidade', conforme o texto de abertura deste estudo. As coisas de Satanás são sempre operadas e operacionalizadas por meio de mistérios, exatamente, porque elas não têm qualquer parâmetro na verdade. Mt. 24: 24 - "...porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." Tudo o que é fundamentado em circunstâncias, sinais e prodígios, geralmente, não provém de Deus, porque as revelações d'Ele são condicionadas à fé. E, a fé, não é sensorial, mas sobrenatural. A fé é o dom de Deus apenas aos eleitos e regenerados. A estes não é possível o engano, pois o Espírito Santo lhes concede discernimento sobre o que procede da verdade.
Por mais que seja duro ou inaceitável à concepção humana, há uma revelação exclusiva aos eleitos de Deus. Tal revelação difere da revelação geral que se dá por meio dos fenômenos naturais e das leis naturais. Aos incrédulos, a saber, que não receberam o dom da fé para receber a graça plena de Deus, é dada uma revelação geral que se percebe pela inteligência e sensibilidade naturais. Tal revelação geral é dada a todos os homens para aparelhá-los à vida e sobrevivência no mundo decaído. Dela se pode ler em Rm. 1: 17 a 19 - "Porque no evangelho é revelada, de fé em fé, a justiça de Deus, como está escrito: Mas o justo viverá da fé. Pois do céu é revelada a ira de Deus contra toda a impiedade e injustiça dos homens que detêm a verdade em injustiça. Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou." Então, a revelação exclusiva dada aos eleitos e regenerados é por fé, enquanto a revelação geral e comum é dada a todos conforme a manifestação natural.
A revelação exclusiva está doutrinada em Lc. 8:10 - "Respondeu ele: a vós é dado conhecer os mistérios do reino de Deus; mas aos outros se fala por parábolas; para que vendo, não vejam, e ouvindo, não entendam." Era este o motivo de Jesus, o Cristo falar por parábolas. Veem, mas não enxergam; ouvem, mas não escutam; Compreendem apenas intelectualmente, mas não conhecem experimentalmente a graça de Deus para redenção.
Sola Fides!

janeiro 22, 2018

A OPERAÇÃO DO ERRO, DA MENTIRA E DO ENGANO II

II Ts. 2: 3 a 11 - "Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira [...]"
Viu-se no estudo anterior que há uma 'operação do erro' enviada por Deus àqueles cujas vidas são separadas da vida d'Ele. Isto porque, todo homem nasce morto para Deus, espiritualmente falando. Esta condição é confirmada pelo texto de Rm. 3:23 - "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus." A destituição referida no texto de Romanos é o desligamento do espírito do homem em relação ao Espírito de Deus. Nas Escrituras isto é chamado de morte, porém,  não se refere à morte biológica. Esta morte espiritual é a consequência da natureza pecaminosa passada a todos os homens por meio de Adão conforme Rm. 5:12 - "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram." O DNA pecaminoso do primeiro Adão passou a todos os seus descendentes.
No texto de abertura deste estudo lê-se que a revelação do "homem do pecado" ou "filho da perdição" ocorrerá apenas após uma intensa onda de apostasia. Apostasia é um substantivo feminino que indica o abandono de uma crença ou da fé, mas não necessariamente de uma religião. O apóstata pode, perfeitamente, apostatar-se e continuar dentro de um sistema religioso. O que caracteriza a apostasia é o abandono da verdade para tratar de interesses puramente religiosos e humanistas. O mesmo texto retromencionado afirma que, embora o 'mistério da iniquidade já opera' no mundo, o 'homem do pecado' ainda não se manifestou. Isto porque há apenas um ser que o detém para que não se manifeste. Sabe-se que este que o detém é o Espírito de Deus que opera na Igreja formada por todos os eleitos e regenerados em todo o mundo. Quando a Igreja for arrebatada, o caminho estará livre para que o anticristo mostre o seu desejo de ser deus e de exigir adoração a si mesmo. 
Conforme foi mencionado, superficialmente, no estudo anterior, há grande número de pessoas interessadas em divulgar que a humanidade foi plantada por seres extra-terrestres há milhões de anos no planeta Terra. Estas mesmas pessoas estão sempre apresentando sinais e evidências sobre fatos misteriosos, achados arquelógicos e testemunhos daqueles que tiveram algum tipo de experiência com os supostos seres de outros planetas. Entretanto, este é apenas o 'mistério da iniquidade' operando, enquanto o anticristo não pode se revelar ao mundo.  Há inumeráveis relatos de contatos com alienígenas. Muitos destes são meras invencionices ou montagens. Porém, tudo faz parte de um plano da mentira, do erro e do engano para preparação do inconsciente coletivo para aceitar contatos futuros com seres sobrenaturais decaídos.
Todavia, é bom lembrar que não há qualquer registro deste tipo de contato ou ajuda de seres extra-terrestres na Bíblia. Nem forçando a exegese e a hermenêutica. Se estes falsos salvadores da humanidades estivessem nos planos de Deus, tudo teria sido revelado nas Escrituras. No texto sacro é informado o seguinte: "Certamente o Senhor Deus não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas." - Am. 3:7. Nem os profetas do Velho Testamento, nem os profetas atuais, a saber, pregadores do evangelho afirmam qualquer coisa neste sentido. Caso alguém afirme, pode ter certeza, é por conta própria e não com bases escriturísticas.
Na epístola de Judas versos 6 e 7 é dito o seguinte: "... aos anjos que não guardaram o seu principado, mas deixaram a sua própria habitação, ele os tem reservado em prisões eternas na escuridão para o juízo do grande dia, assim como Sodoma e Gomorra, e as cidades circunvizinhas, que, havendo se prostituído como aqueles anjos, e ido após outra carne, foram postas como exemplo, sofrendo a pena do fogo eterno." Ora, o texto nos ensina que alguns anjos abandonaram suas funções e postos, como também, deixaram sua própria habitação. A palavra principado do texto de Judas indica que eles foram designados por Deus para permanecerem em algum lugar do universo, em alguma função específica. Também o texto diz que estes anjos deixaram a sua própria habitação. A palavra 'habitação' no texto grego koiné é 'oiketerion' que significa não uma casa, lar ou residência, mas a própria forma original destes seres angelicais. Esta palavra grega do Novo Testamento só foi utilizada em mais outra passagem em II Co. 5:2 - "... revestidos da nossa habitação que é do céu." É a mesma palavra 'oiketerion' com sentido de corpo espiritual ou glorificado com o qual os eleitos e regenerados serão transferidos para o reino celestial. A locução 'habitação que é do céu' equivale ao adjetivo 'celestial' que, por sua vez, equivale a revestimento espiritual ou corpo incorruptível. Trata-se, portanto, do revestimento dos corpos de seres espirituais em seu estado original. Além do mais o texto de Judas mostra que estes anjos se prostituíram, ou seja, se misturaram. A expressão "indo após outra carne" pode indicar que eles mudaram as suas formas ou corpos originais, tomando a forma material ou humana para praticarem tal prostituição. Mas, sobre este assunto será tratado em outro estudo.
Estes seres que se rebelaram contra Deus e abandonaram seus postos e corpos originais vieram para a Terra com a intensão de se misturar à humanidade por meio de uniões ilícitas com as mulheres humanas. Isto está registrado no capítulo 6 do livro de Gênesis conforme será explicado em outro estudo. Por causa desta união espúria, os seus descendentes eram gigantes que começaram a trazer grande violência na Terra. Esta foi a razão do dilúvio enviado por Deus para exterminar estes seres híbridos.
Sola Fides.

janeiro 21, 2018

A OPERAÇÃO DO ERRO, DA MENTIRA E DO ENGANO I

II Ts. 2: 3 a 11 - "Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira [...]"
Este primeiro estudo objetiva, inicialmente, estabelecer a definição de termos, tais como: erro, mentira e engano no contexto bíblico. É sempre oportuno pensar e refletir sobre os significantes e seus significados, especialmente, em contextos específicos. Isto permite aos eleitos e regenerados não se tornarem presas fáceis daqueles cujo o único intento é descaracterizar a verdade e cegar os entendimentos. É essencial imaginar que o erro, a mentira e  o engano não se apresentam com roupagens próprias. Apresentam-se, outrossim, com as roupagens do certo, do verdadeiro e do autêntico.
O verbete 'erro' traz em sua significação o seguinte: 'juízo ou julgamento em desacordo com a realidade observada'. Também pode ser: 'desvio do caminho considerado correto, bom, apropriado; desregramento.' Pessoas ou sistemas de crenças em erro, geralmente, não se veem como errados. Ao contrário, frequentemente, atribuem o erro aos que não concordam com suas ideias e crenças. O errado é sempre o outro, pois suas mentes se acham cauterizadas e seus filtros foram retirados.
O verbete 'mentira' traz diversas significações, das quais selecionam-se as seguintes: 'afirmação contrária à verdade a fim de induzir ao erro.' Portanto, vê-se que é um componente que leva ao erro. É também 'aquilo que é enganador, que ilude e gera equívoco.'
Já o verbete 'engano' traz o seguinte: 'erro de juízo, de julgamento, de avaliação, equívoco, falha, falta etc.'
Errar, mentir e enganar é possível a qualquer homem voluntaria ou involuntariamente. Isto porque, a natureza decaída e pecaminosa corrompe os sentidos e a percepção da realidade. Inclina-o à um profundo estado de carência, no qual busca acima de tudo, a gratificação da sua alma desligada de Deus. Como consequência final busca a glorificação de si mesmo. Portanto, quase sempre o homem é presa fácil do erro, da mentira e do engano, por sua própria natureza dada. Mesmo quando opta por tais desvios morais, o faz condicionado por seus próprios anseios de produzir para si, um paraíso sem a cruz onde se autoproclama como uma divindade. A cruz é o único caminho possível entre o homem decaído e o Deus Santo e Justo.
O texto paulino que abre este estudo é uma série de instruções à Igreja em Tessalônica para que os fieis não fossem enganados pela mentira e caíssem em erro espiritual. O texto aponta para o advento de um homem, instrumento de Satanás, que irá induzir a humanidade ao erro, à mentira e ao engano. Tal personalidade é denominada no texto de Paulo de 'filho da perdição' e 'homem do pecado.' Isto indica que será uma pessoa cuja vida e dedicação estará, inteiramente, a serviço de Satanás que é o pai do pecado, da mentira e do engano desde o princípio de acordo com Jo. 8.Tal homem é, antes de tudo, um apóstata, isto é, alguém que virou às costas à verdade conscientemente. O seu desejo é ocupar o lugar de Deus e ser chamado e adorado com um deus.
Entretanto, a maior ênfase sobre o anticristo é o fato que o mesmo surgirá 'conforme a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem.' Será alguém com poder, sinais e prodígios de mentira, engano, injustiça. Entretanto, isto terá efeito apenas para os que perecem, a saber, caminham para a segunda morte. O poder, como se sabe, é o que mais fascina o homem em todos os tempos e lugares. Os sinais são tidos por quase todos como prova ou evidência da veracidade de algo ou alguém. Os prodígios de mentira são feitos e realizações fantásticos que causam profunda impressão aos sentidos corrompidos do homem decaído. A maior parte dos religiosos dá crédito apenas àquilo que se pode ver, sentir e comprovar. Contrariamente, o ensino bíblico é que se deve receber as coisas espirituais por fé e não por evidências exteriores. 
Desta forma, a humanidade está chegando ao ponto exato para dar crédito a alguém que possa demonstrar sinais e prodígios, mesmo sendo às custas de expedientes diabólicos. Observa-se, na atualidade, a enorme quantidade de informações sobre alienígenas, ET,s, tecnologias antigas ligadas a civilizações do passado. Este é o princípio do erro, da mentira e do engano. 
Finalmente o texto de abertura mostra que, tanto o erro, quanto a mentira e o engano serão para aqueles que perecem. Isto significa que a operação do erro espiritual será recebida e crida apenas por aqueles cujos nomes não estão no Livro da Vida do Cordeiro desde os tempos eternos conforme Ap. 13:8 - "E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo." Também no texto de abertura fica claro que é o próprio Deus quem envia a "operação do erro" aos que estão mortos para Ele. Eles creem na mentira do Diabo, porque os mesmos amam a mentira e suas naturezas não foram regeneradas. Seguem as ordens do pai deles.
Sola Fides.

julho 30, 2017

COM O ROSTO DESCOBERTO

II Co. 3:18 - "E não somos como Moisés, que trazia um véu sobre o rosto, para que os filhos de Israel desvanecia; mas o entendimento lhes ficou endurecido. Pois até o dia de hoje, à leitura do velho pacto, permanece o mesmo véu, não lhes sendo revelado que em Cristo é ele abolido; sim, até o dia de hoje, sempre que Moisés é lido, um véu está posto sobre o coração deles. Contudo, convertendo-se um deles ao Senhor, é-lhe tirado o véu. Ora, o Senhor é o Espírito; e onde está o Espírito do Senhor aí há liberdade. Mas todos nós, com rosto descoberto, refletindo como um espelho a glória do Senhor, somos transformados de glória em glória na mesma imagem, como pelo Espírito do Senhor."
Uma das questões mais graves no Cristianismo moderno e pós-moderno é a incapacidade de identificar a relevância da Graça como marca da Nova Aliança. A maioria dos religiosos considera a Lei como o pré-requisito para se alcançar a Graça. Não compreendem, porque não creem, que a Graça cumpre e termina a Lei. É algo semelhante à teoria dos conjuntos: a ideia de continente e conteúdo. Ou seja, a Graça inclui e contém plenamente a Lei, pois Cristo veio exatamente para cumprir toda a Lei, a qual o homem decaído jamais poderia cumprir integralmente conforme Rm. 10:3 - "Pois Cristo é o fim da lei para justificar a todo aquele que crê." Vê-se que é somente todo aquele que crê!
Portanto, é fundamental entender que o termo "fim" no texto acima, não é apenas no sentido de finalidade. Traz em si, principalmente, o sentido de término ou fim. O vocábulo utilizado no grego neotestamentário é "telos" [τελος], ou seja, 'fim de um evento, último de uma série.' Desta forma a expressão grega achada no texto de Rm. 10:4 é "telos nomon Christós." Tal expressão pode ser traduzida, sem qualquer prejuízo, como: "Cristo terminou a Lei."
Desta forma, a resistência à significação de que Cristo cumpriu toda a Lei e a terminou reside no fato que o homem, não regenerado, necessita de um regulador comportamental para apaziguar a sua alma atormentada pela natureza pecaminosa. Tal natureza sempre cria um paradoxo no coração do homem religioso, pois ele lê as Escrituras e se apropria apenas intelectualmente da verdade a qual tenta assumir, mas a sua natureza pecaminosa não resolvida na cruz entra em crise. É como o homem que, caindo numa latrina sai dali e toma de um pão para comer, porém sem antes se lavar.
Jo. 12:47 - "E, se alguém ouvir as minhas palavras, e não as guardar, eu não o julgo; pois eu vim, não para julgar o mundo, mas para salvar o mundo." Este texto joga luz sobre a questão aqui abordada, quando mostra claramente que Cristo não veio executar a Lei contra o pecador, mas veio, precisamente para livrá-lo da culpa do pecado gerada pela lei. Quando alguém assume a culpa de outro e paga pelos seus pecados ocorreu uma expiação que isenta o culpado. Igualmente, o apóstolo Paulo esclarece que, "... Ora, nós sabemos que tudo o que a lei diz, aos que estão debaixo da lei o diz, para que se cale toda boca e todo o mundo fique sujeito ao juízo de Deus; porquanto pelas obras da lei nenhum homem será justificado diante dele; pois o que vem pela lei é o pleno conhecimento do pecado. Mas agora, sem lei, tem se manifestado a justiça de Deus, que é atestada pela lei e pelos profetas..."
Rm. 5: 1 e 2 - "Justificados, pois, pela fé, tenhamos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo, por quem obtivemos também nosso acesso pela fé a esta graça, na qual estamos firmes, e gloriemo-nos na esperança da glória de Deus." Ora, verbo justificar está conjugado em tempo e modo claramente cabal ou terminativo. Isto indica que, uma vez tornados justos pela fé, o resultado é a paz com Deus e não a sustentação de um comportamento dualista: guardar a lei para obter paz e fé, como tenta fazer a maioria dos religiosos. Esta duplicidade gera muito sofrimento e repressão da natureza pecaminosa residente no homem não regenerado. Esta situação acabará por explodir, a qualquer tempo, em forma de doenças, psicopatias e anomalias comportamentais. Tais coisas são a razão de muitos conflitos dentro das igrejas onde, teoricamente, deveria reinar plena harmonia.
Outrossim, o homem decaído ganha a Graça para crer e receber, a verdade, que Cristo cumpriu em si mesmo a Lei, a fim de que o pecador seja total e plenamente justificado em sua morte substitutiva e inclusiva na cruz. Entretanto, é necessário que isto seja recebido como verdade de Deus e não como mera letra. A aniquilação do pecado  por Cristo está doutrinada em Hb. 9:26 - "... doutra forma, necessário lhe fora padecer muitas vezes desde a fundação do mundo; mas agora, na consumação dos séculos, uma vez por todas se manifestou, para aniquilar o pecado pelo sacrifício de si mesmo."
Assim, a aniquilação a que se refere o texto acima implica em retirar total e absolutamente a natureza pecaminosa do homem, tornando-o justificado. Vê-se que o texto afirma que tal aniquilação foi "de uma vez para sempre" e não algo momentâneo.
Finalmente, tem-se que o homem justificado pela inclusão na morte de Cristo, bem como na sua consequente ressurreição, aparece perante o trono de Deus com o rosto descoberto. Tal homem pecador regenerado é apresentado perante Deus aceitável em Cristo e não em sua justiça própria.
Sola Gratia!

janeiro 22, 2017

QUEM É O DIABO V

II Co. 11: 14 e 15 - "E não é de admirar, porquanto o próprio Satanás se disfarça em anjo de luz. Não é muito, pois, que também os seus ministros se disfarcem em ministros da justiça; o fim dos quais será conforme as suas obras."
A imagem do Diabo como um ser dotado de rabo, chifres, peludo, mal cheiroso, vermelho, ou com cara e pés de bode é o resultado do ideário popular imposto pela cultura religiosa desde a Idade Média. Era um artifício da igreja dominante para manter o povo sujeito às suas determinações e dogmas com base no medo e não na verdade. Embora as Escrituras não revelam muito sobre detalhes da sua queda e condição anterior a queda, o pouco que revela é o suficiente para que não permitam enganos e fantasias religiosas.
Uma simples pesquisa virtual sobre as opiniões acerca dos textos de Ezequiel 28 e Isaías 14, verificar-se-ão grandes controvérsias sobre a interpretação correta dos conteúdos destes dois textos. Há os que tomam os tais textos em sua literalidade e os que toma-os em sua forma figurada. A maioria, porém, opta por afirmar que em Ezequiel é tão somente uma repreensão dirigida ao rei da cidade de Tiro, e, em Isaías é apenas uma profecia acerca do rei da Babilônia.  Isto restringe muito a extensão e a significação maior dos textos. 
Muito bem! A fim de demonstrar que tais profecias tratam da dupla referência profética de modo sarcástico, pode-se tomar como texto paralelo o de Dn. 10: 11 a 13 - "E me disse: Daniel, homem muito amado, entende as palavras que te vou dizer, e levanta-te sobre os teus pés; pois agora te sou enviado. Ao falar ele comigo esta palavra, pus-me em pé tremendo. Então me disse: não temas, Daniel; porque desde o primeiro dia em que aplicaste o teu coração a compreender e a humilhar-te perante o teu Deus, são ouvidas as tuas palavras, e por causa das tuas palavras eu vim. Mas o príncipe do reino da Pérsia me resistiu por vinte e um dias; e eis que Miguel, um dos primeiros príncipes, veio para ajudar-me, e eu o deixei ali com os reis da Pérsia." Vê-se que o contexto é aquele em que Daniel se põe a orar pelo pecado do povo e confessar o seu próprio pecado. Deus ouviu a oração de Daniel desde o primeiro momento e decidiu enviar o anjo para confortá-lo e comunicar suas decisões. O mensageiro de Deus foi enviado, mas alguém se interpôs entre o anjo enviado e Daniel. Um príncipe do reino da Pérsia se pôs diante do anjo e Daniel por vinte e um dias. Deus então enviou o arcanjo Miguel para ajudar na batalha e o mensageiro celestial pode, então, ir até Daniel. Ora, é óbvio que, o tal príncipe da Pérsia e os reis mencionados não eram humanos, pois qual humano pode manter uma batalha no espaço celeste contra mensageiros espirituais? Por que o anjo Miguel se deslocaria da habitação celestial para batalhar contra um príncipe da Pérsia? Então, o tal príncipe era o Diabo identificado tipologicamente no príncipe do reino da Pérsia, porque nesse tempo a Pérsia controlava basicamente todo o Oriente e parte do Ocidente.
As Escrituras afirmam que Satanás e seus anjos seguidores vivem no espaço sideral próximo à Terra conforme Ef. 2: 1 e 2 - "Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência..." O príncipe das potestades do ar é o Diabo, porque ele é o chefe dos anjos caídos. São denominados 'poderes do ar', sendo esta expressão no texto grego [αρχοντα της εξουσιας του αερος], que transliterado é: "arkonta tes exousías tou aeros". O vocábulo "aeros" no grego neotestamentário significa: 'o espaço acima da atmosfera terrestre'. Isto é confirmado no texto de Ef. 6:12 - "... pois não é contra carne e sangue que temos que lutar, mas sim contra os principados, contra as potestades, conta os príncipes do mundo destas trevas, contra as hostes espirituais da iniquidade nas regiões celestes." Então, os anjos caídos e seu comandante, o Diabo, tem por habitação as regiões celestiais, as quais, denominam-se genericamente céus. 
O texto de abertura mostra com clareza meridiana que, o próprio Satanás se transfigura em anjo de luz. Isto significa dizer que, aos olhos dos homens desprovidos da luz de Cristo, o Diabo apresenta-se como alguém do bem e vindo de Deus. Ele pode dizer coisas reconfortantes, porque a alma humana deseja a gratificação e a satisfação dos seus anseios. Desta forma, muitas pessoas se deixam enganar, apenas porque ouvem pregações que trazem conforto emocional, isto é, almático. Muitos seguem cultos e crenças religiosas, apenas porque se sentem bem naquele ambiente. Trata-se, portanto, de uma religião para produzir consolo e alívio das angústias geradas pela natureza pecaminosa.
Ora, a primeira regra da verdade bíblica é o evangelho, o qual mostra ao homem que ele é pecador e mau por natureza e não apenas por atos. Após a exposição desta verdade a alma humana tem duas opções: rejeitar e prosseguir na sua busca apenas religiosa, ou reconhecer-se portadora da natureza pecaminosa. Geralmente, os pecadores eleitos se curvam diante da dureza do evangelho e se rendem à cruz. Aquelas almas cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro, tendem a rejeitar, veementemente, a mensagem da cruz e do novo nascimento. Estas pessoas estão firmadas na justiça própria e na lei do esforço e dos méritos próprios para alcançar a redenção.
Ainda o texto de abertura alerta para o fato que os anjos caídos, seguidores de Satanás, se passam por ministradores da justiça. Ora, nunca a humanidade ansiou tanto por ver, concretamente, a justiça. É neste contexto que aparecem os espíritos enganadores oferecendo redenção fácil ou por meio de justiça própria. Por exemplo, há inumeráveis doutrinas esdrúxulas as quais pregam a purificação e a evolução dos espíritos por meio de sucessivas reencarnações. Espíritos de homens não evoluem, estão apenas separados de Deus ou reconciliados com Ele. Ora, o tal ensino evolucionista é diabólico, porque rejeita o pecado, a justiça de Deus, e a condenação eterna. Finalmente, tais ensinos pretendem estipular uma forma de justiça divina sem a cruz e sem a inclusão do pecador na morte com Cristo. É neste sentido que tais espíritos enganadores são ministradores de justiça conforme I Tm. 4: 1 e 2 - "Mas o Espírito expressamente diz que em tempos posteriores alguns apostatarão da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios, pela hipocrisia de homens que falam mentiras e têm a sua própria consciência cauterizada..." É o Espírito Santo quem afirma que alguns dariam as costas à fé. Eles não apostatam da Igreja, mas apenas da fé. Os tais dão ouvidos a espíritos enganadores que são anjos caídos sob a liderança do Diabo, ou a homens subordinados a tais espíritos caídos. Qualquer doutrina que não seja estritamente bíblica e que não mostra que o homem é pecador por natureza e não apenas por atos, é doutrina de demônios.
Sola Scriptura!
Sola Fide!
Sola Gratia!