fevereiro 18, 2026

A SALVAÇÃO É UM ATO MONÉRGICO

 

João 6:44 e 45 - "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim."
Muito se tem discutido acerca da salvação, mas pouco se tem compreendido em seu significado profundo e verdadeiro. O que se vê é um corolário de preceitos, normas e regras cultivadas por diferentes segmentos denominacionais do cristianismo histórico e nominal. Todos se apropriam daquilo que julgam satisfazer suas exigências acerca do caminho que conduzirá o homem à vida eterna com Deus.
O substantivo salvação é proveniente do latim "salvatio" ou "salvatione", trazendo em seu bojo o sentido de libertação de pessoa ou coisa de uma situação difícil. Também, no sentido teológico, significa felicidade eterna após a morte. A origem desta necessidade espiritual é a consciência da condenação, perdição e queda do homem pelo pecado original.
Porém, o ensino bíblico, a saber, a doutrina soteriológica, é que a salvação tem sua origem em Deus, e, jamais no homem conforme o Sl. 3:8 - "A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção." Em Lm. 5:21 afirma, enfaticamente, "Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes."
O texto de abertura deste estudo é claro como a luz do meio dia! O próprio Jesus, o Cristo afirma que ninguém pode ir até ele, a não ser que Deus o leve. Isto é, por iniciativa própria nenhum homem é capaz de buscar a redenção, seja por esforço próprio, seja por justiça própria, seja por práticas morais retas. 

Não são graduações e pós-graduações acadêmicas ou bacharelados em teologia que capacita o homem pecador. Ao contrário, os eleitos são ensinados por Deus. O ensino a que alude o texto de abertura não é intelectivo, mas a revelação do Espírito Santo conforme João 16:7 a 9 - "Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei. E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim." Portanto, após a ascensão de Cristo, o Espírito Santo foi enviado para convencer o homem de quem ele é, a saber, destituído da glória de Deus. Após receber a graça da revelação, este mesmo homem decaído, cujo o nome foi escrito no livro da vida do Cordeiro, despertará para o conhecimento da verdade que salva. 

A maioria dos sistemas religiosos desenvolve a crença que são os esforços, o bom comportamento moral e a justiça própria que produzem a salvação. Ora, o homem é pecador, porque possui natureza pecaminosa. Os atos pecaminosos cometidos ao longo da vida são consequências desta natureza e não o oposto. Por isso, nenhum homem é capaz de buscar a Deus e de aceitar a Jesus conforme Rm. 3:10 e 11 - "...como está escrito: não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus." Ora, é muito simples: se o homem por conta própria pudesse realizar a sua salvação, porque Deus entregaria o seu único filho para morrer na cruz pelos pecadores?

Desta forma, a salvação é apenas para os que foram de entemão conhecidos, preordenados, chamados, justificados e glorificados conforme o texto de Rm. 8:29 e 30. Este processo ocorreu antes dos tempos eternos segundo II Tm. 1:9 "...que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos..." É a arrogância gerada pela natureza pecaminosa que impede o homem decaído de compreender e receber estas verdades simples.

Sola Scriptura!

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