dezembro 13, 2011

ESCATOLOGIA L

Jl. 2: 30 a 32 - "E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; pois no monte Sião e em Jerusalém estarão os que escaparem, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar."
A profecia de Joel mostra que antes do "grande e terrível dia do Senhor" ocorrerão eventos nos céu e na Terra. Indica que haverá muita morte e derramamento de sangue, incêndios e poluição. O Sol ficará basicamente invisível, por causa da fumaça que reduzirá a sua luz na atmosfera terrestre. A Lua ficará vermelha, porque ela depende da luz do Sol, e este, estará escurecido do ponto de vista da Terra.  Haverá apenas um lugar onde as pessoas estarão seguras, porque Deus os elegeu e os selou para não serem afetadas. Esta é uma referência ao remanescente dos judeus que serão convertidos e invocarão ao Senhor Jesus, como o Messias da promessa.
Ap. 15: 1 a 8 - "Vi no céu ainda outro sinal, grande e admirável: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus. E vi como que um mar de vidro misturado com fogo; e os que tinham vencido a besta e a sua imagem e o número do seu nome estavam em pé junto ao mar de vidro, e tinham harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo; por isso todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos. Depois disto olhei, e abriu-se o santuário do tabernáculo do testemunho no céu; e saíram do santuário os sete anjos que tinham as sete pragas, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos, à altura do peito com cintos de ouro. Um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira do Deus que vive pelos séculos dos séculos. E o santuário se encheu de fumaça pela glória de Deus e pelo seu poder; e ninguém podia entrar no santuário, enquanto não se consumassem as sete pragas dos sete anjos."
Este reduzido capítulo prenuncia as últimas sete pragas da ira de Deus sobre a Terra e os que adorarão a Besta, o Falso Profeta, e o Dragão. São sete anjos, ou mensageiros, derramando cada um, uma taça da cólera de Deus. Entretanto, antes de realizar estes juízos, há um culto de adoração no céu. Vê-se que os santos da grande tribulação estão agora ressuscitados no céu, na presença de Deus, participando da adoração.
O tom da adoração é dado por associação aos cânticos de Moisés que foram registrados em Ex. 15 e Dt. 32. São cânticos que encerram em suas letras profecias acerca da soberania de Deus. Exaltam a sua santidade e justiça da qual ninguém pode escapar. Jura vingança aos que o provocam com aquilo que não procede d'Ele. Faz justiça contra os seus inimigos e os inimigos do seu povo santo.
Esta profecia reconhece e confirma Jesus, o Cristo como o Rei das Nações, ou Rei dos Séculos. Ele de fato é o Rei dos Reis, e Senhor dos Senhores, logo, tem o domínio eterno da Terra.
João vê o Tabernáculo de Deus nos céus, do qual o Tabernáculo feito por Moisés era apenas uma réplica conforme Ex. 25:8 e 9 - "E me farão um tabernáculo, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis." Em parte o simbolismo do tabernáculo já se cumpriu na morte inclusiva e substitucionária de Cristo. Entretanto, ainda falta a Arca da Aliança reaparecer para ser colocada no lugar de repouso, indicando que todos os inimigos foram derrotados. Na crucificação o véu do templo se rasgou de cima a baixo, indicando que o acesso dos pecadores agora estava livre pela mediação do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Depois o templo foi totalmente destruído pelos romanos, porém ao cumprir a septuagésima semana da profecia de Daniel, Deus haverá de tratar novamente com Israel. As nações serão governadas pelo povo santo, e o reino de Davi será restaurado novamente. 
Na epístola aos Hebreus é mostrado que o tabernáculo e a arca terrestres eram apenas figuras e sombras do verdadeiro tabernáculo e arca verdadeiros conforme Hb. 8:5 - "... os quais ministram em figura e sombra das cousas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo, pois diz: vê que façais todas as cousas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte." No tempo devido o povo de Israel será novamente congregado no lugar da sua antiga nação, proveniente dentre todas as nações conforme a profecia de Ez. 37: 21 a 24 - "Dize-lhes pois: assim diz o Senhor Deus: eis que eu tomarei os filhos de Israel dentre as nações para onde eles foram, e os congregarei de todos os lados, e os introduzirei na sua terra; e deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações, nem de maneira alguma se dividirão para o futuro em dois reinos; nem se contaminarão mais com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com qualquer uma das suas transgressões; mas eu os livrarei de todas as suas apostasias com que pecaram, e os purificarei. Assim eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão."
Estes textos não tornam o povo judeu puro e santo apenas porque receberam os oráculos de Deus no passado. A salvação é, e sempre será, por meio da atração de Cristo na cruz, onde o pecador é incluído em sua morte, ganhando a Sua vida na ressurreição, e tudo isto apenas pela fé. Em Jo. 1:13 é mostrado que a regeneração não por descendência étnica, por herança genética, ou por reprodução sexual. O nascimento é do alto, porque é operado e operacionalizado por Deus, e foi decidido antes da fundação do mundo conforme Ef. 1:4. Serão salvos apenas um remanescente dos judeus, pois isto é o cumprimento da promessa de Deus a Abraão, e não porque eles são mais privilegiados em relação a qualquer outra pessoa de outra origem. Terão de serem salvos pela graça mediante a fé, tanto quanto os demais regenerados.
Gloria in excelsis Deo!

dezembro 12, 2011

ESCATOLOGIA XLIX

II  Pd. 3: 10 a 12 - "Virá, pois, como ladrão o dia do Senhor, no qual os céus passarão com grande estrondo, e os elementos, ardendo, se dissolverão, e a Terra, e as obras que nela há, serão descobertas. Ora, uma vez que todas estas coisas hão de ser assim dissolvidas, que pessoas não deveis ser em santidade e piedade, aguardando, e desejando ardentemente a vinda do dia de Deus, em que os céus, em fogo se dissolverão, e os elementos, ardendo, se fundirão?"
Um dos maiores equívocos cometidos por religiosos é acreditar que pregando o evangelho, o mundo se tornará melhor. Isto acontece, porque o evangelho que eles creem e pregam é outro evangelho que nada tem a ver com as Escrituras. Acreditam que a religião é uma espécie de reformatório moral para o homem, e que este obterá méritos e justiça própria para a salvação. Não é assim que é ensinado no verdadeiro evangelho. Tais posturas são boas sim, e até mesmo desejáveis em um mundo que vai de mal a pior. Entretanto, nada disso resolve, ou dá solução ao pecado que separa o homem de Deus. 
Contrariamente a estas postulações, as Escrituras mostram que os eleitos e regenerados foram feitos aceitáveis diante de Deus, por meio da santidade de Cristo. Logo, quando Deus olha para cada um dos seus eleitos, vê Cristo neles, e não seus pretensos méritos e justiças. Eles praticam as boas obras de Deus, porque foram regenerados, não foram regenerados por quaisquer obras que porventura praticaram. As justiças dos homens são originalmente contaminadas pela injustiça do pecado. Portanto, não servem como base, e muito menos, como método para redimi-los.
Ap. 14: 6 a 20 - "E vi outro anjo voando pelo meio do céu, e tinha um evangelho eterno para proclamar aos que habitam sobre a terra e a toda nação, e tribo, e língua, e povo, dizendo com grande voz: temei a Deus, e dai-lhe glória; porque é chegada a hora do seu juízo; e adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas. Um segundo anjo o seguiu, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Então ouvi uma voz do céu, que dizia: escreve: bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham. E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro, e na mão uma foice afiada. E outro anjo saiu do santuário, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: lança a tua foice e ceifa, porque é chegada a hora de ceifar, porque já a seara da terra está madura. Então aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a sua foice à terra, e a terra foi ceifada. Ainda outro anjo saiu do santuário que está no céu, o qual também tinha uma foice afiada. E saiu do altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo, e clamou com grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: lança a tua foice afiada, e vindima os cachos da vinha da terra, porque já as suas uvas estão maduras. E o anjo meteu a sua foice à terra, e vindimou as uvas da vinha da terra, e lançou-as no grande lagar da ira de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até os freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios."
Este contexto apocalíptico mostra como o evangelho eterno será pregado durante o período pós-arrebatamento, durante a "grande tribulação". Também mostra os juízos que serão executados sobre a Terra e os que nela estiverem submetidos ao poder do Anticristo, do Falso Profeta e do Dragão, que é Satanás.
O evangelho eterno mencionado no texto não se trata de outro evangelho, mas do mesmo evangelho deixado por Cristo e os apóstolos. Porém será pregado de modo diferente do que foi no período da Igreja pré-arrebatamento. Só existe um evangelho, por isso, o apóstolo Paulo afirma em Gl. 1:8 - "Mas, ainda que nós, ou mesmo um anjo vindo do céu vos pregue evangelho que vá além do que vos tenho pregado, seja anátema." Infelizmente é o que mais se vê nos tempos atuais, a pregação de um "evangelho" capenga, de segunda mão, ou que vai além do verdadeiro evangelho. Cada refunda e reinventa o seu próprio evangelho para satisfazer seus desejos humanistas.
Neste tempo haverá a igreja apóstata, mas ela não pregará evangelho, tão somente se preocupará com a mentira gnóstica e mística para fazer de Satanás o governante da Terra. O evangelho será pregado por redimidos, que vistos da Terra se parecerão a anjos. Entretanto, João percebe que os tais são na semelhança, parecidos aos filhos dos homens. Anjo, provém do grego 'anggelos' que significa mensageiro e se aplica a seres espirituais, ou seres humanos incumbidos de pregar o evangelho eterno. Os tais mensageiros pregarão o evangelho rapidamente em toda a Terra, porque não estão mais submetidos às condições limitadas do corpo físico.
A mensagem será direcionada aos juízos de Deus sobre os que adoram à Besta, apelando para o arrependimento e para a perseverança até para a morte, pois de fato, quem for convertido nesse tempo pagará com a própria vida. 
O primeiro mensageiro anuncia as calamidades que estão por vir sobre a Terra, e conclama os homens a adorarem a Deus. Ele mostra a graça de Deus por meio de coisas criadas, tais como: céus, terra, mar e fontes de águas doces. O segundo mensageiro brada a queda da "grande babilônia" que tem embriagado o mundo e seus habitantes com o vinho da prostituição. Isto significa que um sistema religioso, político, e econômico tem enganado o mundo com uma falsa promessa de salvação sem cruz e sem Cristo. É uma verdade prostituída, ou seja, mentira disfarçada de verdades humanas. O terceiro anjo, ou mensageiro insta com o povo sobre a Besta para que não recebam a sua marca, pois isto, significa estar debaixo do seu domínio. 
Finalmente é ensinada a perseverança dos santos, ou seja, viver da fé de Jesus, e não pela fé em Jesus que pregam os religiosos. É mostrado com clareza que as obras dos mortos em Cristo, os acompanham e não o contrário como é ensinado hoje neste envangelicalismo triunfante. Alguns pregadores têm complexo, ou síndrome de Midas, isto é, tudo que eles tocam vira ouro. Este não é o evangelho da graça.
Não há nenhuma afirmação no Apocalipse que os 144.000 pregarão o evangelho ao mundo, embora haja quem afirme isto por conta própria. O evangelho eterno será pregado do céu, isto é, do firmamento da Terra, por homens já redimidos e em corpos espirituais. É também mostrado como será a batalha final chamada de Armagedom, por causa do local onde ela se dará. É mostrada tal batalha no céu a todos os moradores da Terra, como se fosse um filme. Isto antes de acontecer!
Gloria in excelsis Deo!

dezembro 11, 2011

ESCATOLOGIA XLVIII

Mt. 24: 37 a 39 - "Jerusalém, Jerusalém, que matas os profetas, apedrejas os que a ti são enviados! quantas vezes quis eu ajuntar os teus filhos, como a galinha ajunta os seus pintinhos debaixo das asas, e não o quiseste! Eis aí abandonada vos é a vossa casa. Pois eu vos declaro que desde agora de modo nenhum me vereis, até que digais: bendito aquele que vem em nome do Senhor."
Aquilo que os judeus rejeitaram quando veio o Messias, agora receberão por força da promessa de Deus feita à Abraão, e por conta da Sua fidelidade a Si mesmo. Vê-se pelo texto que os judeus rejeitavam profetas, os que foram a eles enviados, e o próprio Cristo. Neste sentido se cumpriu o que está em Jo. 1:11 - "Veio para o que era seu, e os seus não o receberam." A questão de receber, ou não receber a Jesus, nada tem a ver com livre arbítrio, ou cooperação com o Espírito Santo, como dizem os religiosos. Tem a ver com a vivificação produzida pela graça mediante a fé, sabendo-se que ambas são dons de Deus, e não méritos do homem. O homem natural rejeita tudo o que procede de Deus, porque a sua natureza pecaminosa é oposta a Ele. Aceita de bom grado apenas rituais, normas, preceitos, regras e religiões, mas não a verdade. Para tanto, é necessário a ação monérgica de Deus.
Ap. 14: 1 a 5 - "E olhei, e eis o Cordeiro em pé sobre o Monte Sião, e com ele cento e quarenta e quatro mil, que traziam na fronte escrito o nome dele e o nome de seu Pai. E ouvi uma voz do céu, como a voz de muitas águas, e como a voz de um grande trovão e a voz que ouvi era como de harpistas, que tocavam as suas harpas. E cantavam um cântico novo diante do trono, e diante dos quatro seres viventes e dos anciãos; e ninguém podia aprender aquele cântico, senão os cento e quarenta e quatro mil, aqueles que foram comprados da terra. Estes são os que não se contaminaram com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes foram comprados dentre os homens para serem as primícias para Deus e para o Cordeiro. E na sua boca não se achou engano; porque são irrepreensíveis."
Agora a visão de João se transfere para a Terra. Cristo está em pé sobre o Monte Sião, onde está Jerusalém, onde também Abraão ofereceu o sacrifício de fé, e isto lhe foi imputado por justiça. Cristo é identificado como o Cordeiro em pé, indicando que morreu, mas está vivo para todo o sempre. Cristo não está só, mas tem em sua companhia 144.000 pessoas. É dito que eles têm em suas frontes o nome de Cristo e o nome de Deus. A eles foi ensinado um cântico novo, o qual só eles conseguiram aprender. Ainda é dito que os tais acompanham Cristo para onde quer que vá, são castos, irrepreensíveis, em suas bocas não se acha o engano, e também, que são as primícias para Deus e para o Cordeiro.
Estes 144.000 israelitas redimidos, não são vistos no céu, porque não morrem. Permanecem na Terra para servir ao "Grande Rei", quando do Seu retorno. Eles são castos, apontando para a sua fidelidade espiritual, e não necessariamente por não se terem mantido relações sexuais. O apóstolo Paulo faz uso desta mesma figura em II Co. 11:2 - "...pois vos desposei com um só Esposo, Cristo, para vos apresentar a ele como virgem pura." Ele está se referindo à Igreja em Corinto, formada por homens e mulheres, sendo alguns casados, outros não. Logo, o que está em tela não é questão sexual, mas espiritual. É dito que os tais 144.000 não se contaminaram com mulheres e que são virgens. Isto não quer dizer que não poderão ser pessoas casadas. As condições deste tempo futuro serão semelhantes ao tempo de Noé, antes de vir o dilúvio. No tempo de Noé, uma das questões que levaram Deus a mudar de ideia e destruir a humanidade foi a contaminação com mulheres. Jesus afirma que nos tempos finais as condições serão semelhantes aos dias de Noé. Então, pode ser que os israelitas redimidos sejam pessoas cristãs autênticas e verdadeiras no modo de viver. A castidade neste texto se refere a não se contaminar com a idolatria, com doutrinas de demônios, com heresias gnósticas.
É declarado que os 144.000 são as primícias para Deus e para o Cordeiro, a saber, Cristo. Assim como Jesus, o Cristo foi o Primogênito dentre os mortos, e a primícia dos que ressuscitaram, estes serão as primícias dos judeus que serão redimidos e permanecerão na Terra para servir ao Grande Rei. Formam uma espécie de comissão especial que recepcionará ao Senhor Jesus, o Cristo quando Ele retornar para tomar posse definitiva da Terra, e para restaurá-la. São eles as primícias, ou o remanescente dentre os judeus. 
Gloria in excelsis Deo!

dezembro 10, 2011

ESCATOLOGIA XLVII


Mt. 24: 9 a 13 - "Então sereis entregues à tortura, e vos matarão; e sereis odiados de todas as nações por causa do meu nome. Nesse tempo muitos hão de se escandalizar, e trair-se uns aos outros, e mutuamente se odiarão. Igualmente hão de surgir muitos falsos profetas, e enganarão a muitos; e, por se multiplicar a iniquidade, o amor de muitos esfriará. Mas quem perseverar até o fim, esse será salvo."
Enquanto os religiosos cegos pelo 'deus' deste século pregam o progresso e a melhoria da sociedade, o evangelho de Cristo segue caminho oposto a este humanismo. O homem não é bom, e mesmo em suas bondades sociológicas, há maldade, porque a matriz é má em sua natureza contaminada pelo pecado. Alguém escreveu: "Deus, livra-me de mim mesmo, livra-me da ruindade de gente boa, e livra-me da bondade de gente ruim, livra-me de mim mesmo." De fato é muito apropriado, visto que o próprio Jesus, quando declarado bom, retaliou ao jovem rico, dizendo: "Respondeu-lhe Jesus: por que me chamas bom? Ninguém é bom, senão um, que é Deus."Satanás tem feito muito sucesso no seio da maioria das igrejas institucionais, afirmando uma doutrina puramente humanista e gnóstica. Por falta de revelação nas Escrituras os religiosos defendem suas doutrinas e dogmas com ferocidade. Entretanto, elas são apenas o subproduto do engano e da mentira religiosa. Cauterizam as suas mentes e fecham o filtro à revelação do alto, pois suas naturezas não foram crucificadas com Cristo. Praticam apenas rituais e religião de segunda mão.
Ap. 13: 1 a 18 - "Então vi subir do mar uma besta que tinha dez chifres e sete cabeças, e sobre os seus chifres dez diademas, e sobre as suas cabeças nomes de blasfêmia. E a besta que vi era semelhante ao leopardo, e os seus pés como os de urso, e a sua boca como a de leão; e o dragão deu-lhe o seu poder e o seu trono e grande autoridade. Também vi uma de suas cabeças como se fora ferida de morte, mas a sua ferida mortal foi curada. Toda a terra se maravilhou, seguindo a besta, e adoraram o dragão, porque deu à besta a sua autoridade; e adoraram a besta, dizendo: quem é semelhante à besta? quem poderá batalhar contra ela? Foi-lhe dada uma boca que proferia arrogâncias e blasfêmias; e deu-se-lhe autoridade para atuar por quarenta e dois meses. E abriu a boca em blasfêmias contra Deus, para blasfemar do seu nome e do seu tabernáculo e dos que habitam no céu. Também lhe foi permitido fazer guerra aos santos, e vencê-los; e deu-se-lhe autoridade sobre toda tribo, e povo, e língua e nação. E adorá-la-ão todos os que habitam sobre a terra, esses cujos nomes não estão escritos no livro do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo. Se alguém tem ouvidos, ouça. Se alguém leva em cativeiro, em cativeiro irá; se alguém matar à espada, necessário é que à espada seja morto. Aqui está a perseverança e a fé dos santos. E vi subir da terra outra besta, e tinha dois chifres semelhantes aos de um cordeiro; e falava como dragão. Também exercia toda a autoridade da primeira besta na sua presença; e fazia que a terra e os que nela habitavam adorassem a primeira besta, cuja ferida mortal fora curada. E operava grandes sinais, de maneira que fazia até descer fogo do céu à terra, à vista dos homens; e, por meio dos sinais que lhe foi permitido fazer na presença da besta, enganava os que habitavam sobre a terra e lhes dizia que fizessem uma imagem à besta que recebera a ferida da espada e vivia. Foi-lhe concedido também dar fôlego à imagem da besta, para que a imagem da besta falasse, e fizesse que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E fez que a todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fosse posto um sinal na mão direita, ou na fronte, para que ninguém pudesse comprar ou vender, senão aquele que tivesse o sinal, ou o nome da besta, ou o número do seu nome. Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento, calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis."
Na simbologia bíblica, cabeças representam comando, chifres representam poder, e os diademas ou coroas representam autoridades. Besta é a forma que João se refere a uma pessoa revestida de bestialidade, pois está apoiada em um sistema fora de Cristo. Lutando para o estabelecimento de um reino impossível, em um mundo contaminado pelo pecado. Este capítulo do Apocalipse dá detalhes da maneira como Satanás perseguirá os santos da tribulação, e de como usará homens, a política, a economia, e a tecnologia para tanto. A Besta que emerge do mar é uma simbologia de um líder que surge em meio a uma união de países, ou acordos internacionais. O mar em sentido escatológico sempre representa povos e nações. Pelas características de leopardo, urso e leão percebe-se que se trata de uma mescla de poderes e forças organizadas e concentradas em um homem e um sistema. Esta Besta receberá poderes extraordinários de Satanás, pois este lhe concede o poder, o trono e a autoridade. Isto confirma II Ts. 2:9 - "... a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira..." Porém, não se pode esquecer que esta é a revelação das Escrituras do ponto de vista de Deus. Aos homens a Besta parecerá um homem maravilhoso, perfeito, inteligente e muito bem intencionado em resolver os reais problemas da humanidade. Será visto como a única solução para a humanidade!
A Besta será uma encarnação de Satanás, pois quando ele for precipitado do céu à Terra ficará em uma situação desvantajosa. Sendo um ser espiritual em meio a um mundo material dirigido por homens físicos, necessitará de um corpo pelo qual agirá. Neste sentido, tentará imitar Cristo, pois Deus preparou um corpo para o Seu Filho Unigênito conforme Hb. 10:5 - "... mas corpo me preparaste...." Como o Diabo não tem ninguém que prepare um corpo para ele, se apossará de um homem preparado para este fim denominado de Anticristo. Estas profecias estão especialmente em Ez.28:12 a 19. Neste caso o rei de Tiro é o tipo do Anticristo, Tiro não é uma referência a antiga cidade do Oriente Médio, mas sim uma cidade futura onde ele se instalará. A sua semelhança ao leopardo, ao urso e ao leão é, na verdade, a sua identificação com os grandes impérios mundias governados por Satanás. A Besta, ou o Anticristo que é a encarnação de Satanás, será o quarto domínio mundial que surgirá de dez nações de origem latina, ou seja, derivadas do antigo Império Romano. Por isso, as coroas estão em seus chifres, e não em cabeças. Este é o super-homem esperado e desejado pela humanidade em sua frenética luta para ser independente de Deus. Tentar-se-á estabelecer o paraíso na Terra sem Cristo!
Haverá adoração a Satanás por meio do Anticristo por três anos e meio, a saber, quarenta e dois meses, ou mil duzentos e sessenta dias. Este é o período em que a Besta fará guerra aos santos da tribulação. Entretanto, o seu governo durará sete anos, pois desde que assinar uma aliança com os judeus, o seu governo estará em curso. Ele se auto-proclamará 'deus' e exigirá adoração a si, proferindo duras palavras contra Deus e contra os santos. Mudará a contagem do tempo, ou seja, calendários, e alterará as leis por meio de novos tratados internacionais. Os santos que serão convertidos após o arrebatamento serão entregues a ele para serem mortos ao longo de três anos e meio. Este é o sentido de "um tempo, dois tempos, e metade de um tempo.
Há neste capítulo duas bestas: uma que emerge do mar, e a outra que emerge da terra. A primeira sabe-se que se trata de um líder político habilidoso, porém a segunda trata-se de um líder religioso, sendo isto indicado pelos seus atos sobrenaturais. A segunda Besta exerce poder, não para si, mas para levar o povo a adorar a primeira Besta, pois ambos estão a serviço de Satanás. Fará que se faça uma imagem da primeira Besta, a qual respirará e falará. Talvez os atuais avanços na área de biotecnologia permitam uma clonagem, ou mesmo uma hibridação de homem e máquina. A segunda Besta possui dois chifres, ou seja, possui poder temporal e poder "espiritual", porém fala como dragão. Após a recuperação, ou falsa ressurreição da primeira Besta, a segunda Besta levará o mundo a adorá-la como um 'messias'. É a inglória tentativa de imitar a morte e a ressurreição de Cristo.
A Besta, ou Anticristo terá autoridade máxima sobre todos os povos da Terra. Todos aqueles cujos nomes não estão escritos no livro da vida do Cordeiro que foi morto desde a fundação do mundo, o adorarão. Ele se engrandecerá a ponto de negar Deus, os santos, e tudo o que se refere a Cristo. A Besta tem uma marca própria com a qual marcará tudo e todos. É dito que o seu nome é um número, a saber, 666 - seiscentos e sessenta e seis - que é a sua marca. O número seis é número de homem, portanto, a sua tríplice repetição é uma alusão à trindade satânica: Satanás, a Besta, e o Falso Profeta. Identificará um homem específico, pois este número é também o seu nome. Em grego, hebraico e latim, letras são também números, permitindo uma substituição que redunda em um nome. Não se pode assegurar que esta seja a interpretação correta, pois até agora o número 666 coincidiu com nomes de diversas personagens da história, inclusive, Lutero, o Papa, Nero, Hitler. A expressão "VICARIUS FIILI DEI" que aparece na tiara do Papa forma o número 666. Basta somar todas as letras que possuem valor numérico. Lembre-se que em latim "U" e "V" têm o mesmo valor. Esta expressão em latim significa: "VIGÁRIO DO FILHO DE DEUS". Sabendo-se que vigário é representante!
O mais provável é que tal entendimento do significado do número 666 só seja possível durante o tempo em que a Besta se manifestar ao mundo. Esta marca só aparecerá após o arrebatamento, e não antes como alguns andam procurando identificá-la em produtos, código de barras, DDD de telefones importantes, pessoas, cargos, instituições, chips de cartões de créditos. Estas ocorrências do 666 são apenas protótipos do que de fato será aplicado no tempo do domínio do Anticristo.
Gloria in excelsis Deo!

dezembro 09, 2011

ESCATOLOGIA XLVI

Mt. 24: 2 a 8 - "E estando ele sentado no Monte das Oliveiras, chegaram-se a ele os seus discípulos em particular, dizendo: declara-nos quando serão essas coisas, e que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo. Respondeu-lhes Jesus: acautelai-vos, que ninguém vos engane. Porque muitos virão em meu nome, dizendo: eu sou o Cristo; a muitos enganarão. E ouvireis falar de guerras e rumores de guerras; olhai não vos perturbeis; porque forçoso é que assim aconteça; mas ainda não é o fim. Porquanto se levantará nação contra nação, e reino contra reino; e haverá fomes e terremotos em vários lugares. Mas todas essas coisas são o princípio das dores."
Vê-se que os discípulos tinham suas mentes poluídas pelos conceitos da época, especialmente, da religião judaica. As Escrituras não falam em nenhuma instância sobre o fim do mundo, mas fala sobre o fim de uma era, ciclo, ou sistema. Entretanto, Jesus respondeu o que interessava do ponto de vista da economia de Deus. A primeira regra é ter cautela para não ser enganado; a segunda regra é que o engano será mascarado por manifestações de falsos Cristos; a terceira regra é que os sinais dos tempos são guerras, levantes de nações contra nações, fomes, e terremotos em diversos lugares. Tais eventos serão apenas o início das dores, a saber, de uma tribulação que ainda não é a "grande tribulação."
Ap. 12:1 a 18 - "E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do Sol, tendo a Lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça. E estando grávida, gritava com as dores do parto, sofrendo tormentos para dar à luz. Viu-se também outro sinal no céu: eis um grande dragão vermelho que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas; a sua cauda levava após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que estava para dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe devorasse o filho. E deu à luz um filho, um varão que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono. E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias. Então houve guerra no céu: Miguel e os seus anjos batalhavam contra o dragão. E o dragão e os seus anjos batalhavam, mas não prevaleceram, nem mais o seu lugar se achou no céu. E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, que se chama o Diabo e Satanás, que engana todo o mundo; foi precipitado na Terra, e os seus anjos foram precipitados com ele. Então, ouvi uma grande voz no céu, que dizia: agora é chegada a salvação, e o poder, e o reino do nosso Deus, e a autoridade do seu Cristo; porque já foi lançado fora o acusador de nossos irmãos, o qual diante do nosso Deus os acusava dia e noite. E eles o venceram pelo sangue do Cordeiro e pela palavra do seu testemunho; e não amaram as suas vidas até a morte. Pelo que alegrai-vos, ó céus, e vós que neles habitais. Mas ai da terra e do mar! porque o Diabo desceu a vós com grande ira, sabendo que pouco tempo lhe resta. Quando o dragão se viu precipitado na Terra, perseguiu a mulher que dera à luz o filho varão. E foram dadas à mulher as duas asas da grande águia, para que voasse para o deserto, ao seu lugar, onde é sustentada por um tempo, e tempos, e metade de um tempo, fora da vista da serpente. E a serpente lançou da sua boca, atrás da mulher, água como um rio, para fazer que ela fosse arrebatada pela corrente. A terra, porém acudiu à mulher; e a terra abriu a boca, e tragou o rio que o dragão lançara da sua boca. E o dragão irou-se contra a mulher, e foi fazer guerra aos demais filhos dela, os que guardam os mandamentos de Deus, e mantêm o testemunho de Jesus. E o dragão parou sobre a areia do mar."
O capítulo 12 da profecia apocalíptica trata da Igreja e do seu arrebatamento, bem como do retorno do "Grande Rei". Toda vez que o Apocalipse se refere à mulher é uma simbologia da Igreja, seja a verdadeira, seja a falsa. João vê um grande sinal: uma mulher vestida do Sol e tendo a Lua debaixo dos pés. Isto se refere à verdadeira Igreja, porque a mulher está revestida da luz e domina as trevas, pois o Sol é o símbolo da luz de Cristo, enquanto a Lua é o símbolo das trevas e do erro. A mulher tem a Lua sob os pés!
A coroa de doze estrelas que a mulher traz em sua cabeça é a simbologia dos santos, representados pelos doze apóstolos. I Pd. 2:9 - "Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamar as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz."
O filho varão do texto é a Igreja invisível, pois tanto a mulher, como o filho varão são símbolos, sendo que a mulher representa a Igreja visível, logo, o filho varão é o símbolo da Igreja invisível. Há um nascimento, isto é, a ressurreição, e uma rápida separação, a saber, o arrebatamento. Os santos que morreram em Cristo ao longo da história ressuscitarão, mas logo serão elevados ao céu. Todavia haverá uma Igreja que ficará na Terra após o arrebatamento do filho varão, e terá de enfrentar a "grande tribulação" conforme I Ts. 4:16 e 17 - "Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem ouvida a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro, depois, nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor." A Igreja que se formará pelos convertidos durante a "grande tribulação" não será arrebatada juntamente com os regenerados vivos e os santos mortos em Cristo, pois o arrebatamento já terá ocorrido. Tal Igreja ficará, e, os que permaneceram vivos na "grande tribulação" receberão ao Senhor Jesus, o Cristo no seu retorno visível, juntamente com os 144.000 israelitas protegidos pelo selo de Deus contra os ataques dos demônios. Funcionará como uma Igreja subterrânea para sobreviver às investidas do Anticristo.
O texto faz referência ao Diabo por meio do símbolo de um grande dragão vermelho com sete cabeças, dez chifres, e sete diademas em suas cabeças. Mostra como Satanás perseguirá a Igreja da tribulação que é a mulher grávida e que grita de angústia para dar a luz. Satanás arrasta os anjos caídos para a Terra, pois até então habitam o espaço acima da Terra. Ele se põe diante da Igreja para destruí-la e devorar o seu filho varão. Quando ocorrer o arrebatamento, tanto dos salvos mortos em Cristo, quanto dos vivos regenerados, Satanás se enfurecerá e desencadeará uma onda de perseguição e destruição contra os que forem convertidos após o arrebatamento. Isto se assemelhará a uma inundação de água, porém esta Igreja será protegida por fenômenos naturais.
O arrebatamento dos santos ressuscitados e dos salvos vivos envolverá uma grande operação de batalha entre forças espirituais com o comando de Miguel e seus anjos. Assim, o arrebatamento sucederá imediatamente antes da "grande tribulação", sendo isto confirmado por Paulo em I Ts. 5:3 - "Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição, como vem a dor à que está para dar à luz e de nenhum modo escaparão." Após este evento, os que forem convertidos pela pregação dos seres celestiais serão perseguidos e destruídos pelo Anticristo a mando de Satanás enfurecido com o arrebatamento e com a derrota para as hostes fieis a Deus.
A mulher grávida, ou seja, a Igreja da "grande tribulação" não é mais aquela mulher vestida do Sol, mas está enfraquecida e foge para o deserto. Deserto, neste sentido, são as condições adversas em que a Igreja dos santos da tribulação viverão e serão destruídos pelas forças satânicas naqueles três anos e meio. O Anticristo tentará matar a mulher, ou seja, a Igreja remanescente de fome, porque naquela época ninguém comprará, ninguém venderá nada se não tiver o sinal da Besta. Esta Igreja que se formou após o arrebatamento não mais contará com a proteção espiritual do Espírito Santo, mas terá apenas proteção física por meios de instabilidades naturais conforme II Ts. 2:7 - "Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora." Não significa que o Espírito Santo será retirado da Terra, mas que não operará espiritualmente para proteger a Igreja da Tribulação.
Assim, "... e foi fazer guerra aos demais filhos dela." são os salvos durante a "grande tribulação" após o arrebatamento da Igreja invisível. Quanto aos santos da tribulação serão mortos por causa da sua fé. Estes santos são aqueles cujas almas foram vistas por João debaixo do altar no capítulo 6: "... vi debaixo do altar as almas dos que tinham sido mortos por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho que deram." Entretanto, não é fornecido qualquer detalhe de como serão mortos.
Gloria in excelsis Deo!

dezembro 08, 2011

ESCATOLOGIA XLV

Zc. 13: 1 a 9 - "Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os habitantes de Jerusalém, para remover o pecado e a impureza. Naquele dia, diz o Senhor dos exércitos, cortarei da terra os nomes dos ídolos, e deles não haverá mais memória; e também farei sair da terra os profetas e o espirito da impureza. E se alguém ainda profetizar, seu pai e sua mãe, que o geraram, lhe dirão: não viverás, porque falas mentiras em o nome do Senhor; e seu pai e sua mãe, que o geraram, o traspassarão quando profetizar. Naquele dia os profetas se sentirão envergonhados, cada um da sua visão, quando profetizarem; nem mais se vestirão de manto de pelos, para enganarem, mas dirão: não sou profeta, sou lavrador da terra; porque tenho sido escravo desde a minha mocidade. E se alguém lhe disser: que feridas são essas entre as tuas mãos? Dirá ele: são as feridas com que fui ferido em casa dos meus amigos. Ó espada, ergue-te contra o meu pastor, e contra o varão que é o meu companheiro, diz o Senhor dos exércitos; fere ao pastor, e espalhar-se-ão as ovelhas; mas volverei a minha mão para os pequenos. Em toda a terra, diz o Senhor, as duas partes dela serão exterminadas, e expirarão; mas a terceira parte restará nela. E farei passar esta terceira parte pelo fogo, e a purificarei, como se purifica a prata, e a provarei, como se prova o ouro. Ela invocará o meu nome, e eu a ouvirei; direi: é meu povo; e ela dirá: o Senhor é meu Deus."
Após o período da tribulação, do arrebatamento da Igreja, dos juízos contra a Terra, da conversão de judeus, do testemunho das duas testemunhas com pregação, morte e ressurreição delas, e da tribulação, a grande, é chegado o terceiro 'ai' com o soar da sétima trombeta.
Ap. 11:15 a 19 - "E tocou o sétimo anjo a sua trombeta, e houve no céu grandes vozes, que diziam: o reino do mundo passou a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará pelos séculos dos séculos. E os vinte e quatro anciãos, que estão assentados em seus tronos diante de Deus, prostraram-se sobre seus rostos e adoraram a Deus, dizendo: graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e que eras, porque tens tomado o teu grande poder, e começaste a reinar. Iraram-se, na verdade, as nações; então veio a tua ira, e o tempo de serem julgados os mortos, e o tempo de dares recompensa aos teus servos, os profetas, e aos santos, e aos que temem o teu nome, a pequenos e a grandes, e o tempo de destruíres os que destroem a terra. Abriu-se o santuário de Deus que está no céu, e no seu santuário foi vista a arca do seu pacto; e houve relâmpagos, vozes e trovões, e terremoto e grande saraivada."
Este é o momento da 'parousia' de Cristo, ou seja, da sua manifestação visível à Terra para tomar posse definitiva de tudo quanto redimiu na cruz com o seu sangue. É o início do reino milenar, no qual, Cristo e os redimidos habitarão a Terra e restaurarão todas as coisas. É um tempo de juízos contra os destruidores da Terra, os mortos, e de recompensar os eleitos e regenerados do Altíssimo.
O texto faz referência a um ajuntamento de nações para batalhar contra o Cristo, no lugar chamado Armagedom, ou em hebraico "Har Megiddo" [הר מגידו], que significa o Monte Megido. Esta região fica no noroeste de Israel. Estas forças comandadas pelo Anticristo tentarão impedir que o "Grande Rei" tome posse da Terra. É mencionado o fato que os homens tentam destruir a Terra. Talvez seja uma referência ao acelerado processo de degradação ambiental, mas principalmente ao interesse direto de Satanás em destruí-la para tentar frustrar as profecias sobre o retorno de Cristo, e o restabelecimento da ordem na Terra. Por isso, há hoje tanto interesse em encontrar um planeta habitável fora do sistema solar. Entretanto, tal tentativa será impedida pelo Senhor Jesus, o Cristo.
Sobre a arca da aliança vista no céu por João é uma realidade espiritual, pois a arca colocada no Santo dos Santos, no templo de Salomão, era apenas uma réplica cujas medidas e características foram ditadas por Deus à época. Sobre a arca estava o propiciatório, como uma espécie de tampa, onde se aspergia o sangue do cordeiro imolado uma vez ao ano, pelo sumo sacerdote, para expiar o pecado do povo. Tais sacrifícios eram feitos para apontar o supremo sacrifício de Cristo uma única vez e para sempre. Atualmente há informações de que a arca original foi encontrada em Jerusalém no local abaixo da rocha onde Jesus foi crucificado. Segundo Glênio Fonseca Paranaguá, em seu livro "A Tumba de Adão", página 74, o arqueólogo Dr. Ronald Wyatt encontrou a tal gruta de Jeremias em janeiro de 1982. Porém, o que foi encontrado dentro da gruta permanece em segredo por exigências das autoridades judaicas. Nos anos 80 do século XX, três rabinos idosos tiveram o mesmo sonho, no qual receberam a visão da arca da aliança em algum lugar do subsolo de Jerusalém. Documentos antigos, e apócrifos dão conta de que o profeta Jeremias teria escondido a arca da aliança, quando da invasão do rei Nabucodonosor, em uma gruta.
Nesta secção ocorrerá o terremoto final e o mais destrutivo de todos. É dito que a própria Terra cambaleará no espaço como um bêbado. Haverá uma total e radical mudança na geomorfologia do planeta Terra. Logo após o terremoto virá uma chuva de saraiva, ou seja, de meteoritos para destruir as obras humanas produzidas em pecado, e que não foram destruídas pelo terremoto. É o tempo do expurgo final e da reconstrução da Terra sob a supervisão de Cristo diretamente.
Gloria in excelsis Deo!

dezembro 07, 2011

ESCATOLOGIA XLIV

Mt. 7: 15 a 24 - "Guardai-vos dos falsos profetas, que vêm a vós disfarçados em ovelhas, mas interiormente são lobos devoradores. Pelos seus frutos os conhecereis. Colhem-se, porventura, uvas dos espinheiros, ou figos dos abrolhos? Assim, toda árvore boa produz bons frutos; porém a árvore má produz frutos maus. Uma árvore boa não pode dar maus frutos; nem uma árvore má dar frutos bons. Toda árvore que não produz bom fruto é cortada e lançada no fogo. Portanto, pelos seus frutos os conhecereis. Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai, que está nos céus. Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? e em teu nome não expulsamos demônios? e em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi claramente: nunca vos conheci; apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade."
O apóstolo Paulo, em carta ao seu discípulo Timóteo, afirma "sabe, porém, isto, que nos últimos dias sobrevirão tempos penosos". Esta é uma verdade constatável já nestes tempos que transcorrem. A dificuldade é real em diversos sentidos, pois há mais falsidade do que verdade nas pregações dos religiosos. As carências, angústias e dores são muito grandes na sociedade que busca freneticamente a vida, a fama, o sucesso e a atuodivinização. Não se pode confiar no que se vê, no que se ouve, e no que se faz. A única alternativa é voltar-se apenas para a Palavra de Deus, pois nela não há sombra de variações, e de dúvidas.
Ap. 11:1 a 14 - "Foi-me dada uma cana semelhante a uma vara; e foi-me dito: levanta-te, mede o santuário de Deus, e o altar, e os que nele adoram. Mas deixa o átrio que está fora do santuário, e não o meças; porque foi dado aos gentios; e eles pisarão a cidade santa por quarenta e dois meses. E concederei às minhas duas testemunhas que, vestidas de saco, profetizem por mil duzentos e sessenta dias. Estas são as duas oliveiras e os dois candeeiros que estão diante do Senhor da Terra. E, se alguém lhes quiser fazer mal, das suas bocas sairá fogo e devorará os seus inimigos; pois se alguém lhes quiser fazer mal, importa que assim seja morto. Elas têm poder para fechar o céu, para que não chova durante os dias da sua profecia; e têm poder sobre as águas para convertê-las em sangue, e para ferir a terra com toda sorte de pragas, quantas vezes quiserem. E, quando acabarem o seu testemunho, a besta que sobe do abismo lhes fará guerra e as vencerá e matará. E jazerão os seus corpos na praça da grande cidade, que espiritualmente se chama Sodoma e Egito, onde também o seu Senhor foi crucificado. Homens de vários povos, e tribos e línguas, e nações verão os seus corpos por três dias e meio, e não permitirão que sejam sepultados. E os que habitam sobre a terra se regozijarão sobre eles, e se alegrarão; e mandarão presentes uns aos outros, porquanto estes dois profetas atormentaram os que habitam sobre a Terra. E depois daqueles três dias e meio o espírito de vida, vindo de Deus, entrou neles, e puseram-se sobre seus pés, e caiu grande temor sobre os que os viram. E ouviram uma grande voz do céu, que lhes dizia: subi para cá. E subiram ao céu em uma nuvem; e os seus inimigos os viram. E naquela hora houve um grande terremoto, e caiu a décima parte da cidade, e no terremoto foram mortos sete mil homens; e os demais ficaram atemorizados, e deram glória ao Deus do céu. É passado o segundo ai; eis que cedo vem o terceiro.."
O caniço era um instrumento de mensuração, servindo tanto para medir, como para castigar. A ordem dada à João era para que medisse o santuário de Deus e o altar, porém deixasse sem medir o átrio exterior. O ato de medir visa a aferição de uma propriedade, sendo portanto, um processo confirmatório de um inventário e da sua posse definitiva pelo legítimo dono que a redimiu.
O tempo dos acontecimentos mencionados no capítulo 11 do Apocalipse é de três anos e meio, quarenta e dois meses, ou mil duzentos e sessenta dias. Este é o tempo em que o Anticristo forçará por bem, ou por mal aos judeus a que o adorem como o Messias. Neste tempo ele tentará se apossar da "Terra Santa", colocará a sua imagem no Templo de Jerusalém, e exigirá adoração a si como se fora um "deus". Estes fatos foram vaticinados por Daniel conforme Dn. 9:27 - "Ele fará aliança com muitos por uma semana - sete anos -, na metade da semana - três anos e meio - fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares; sobre a asa das abominações virá o assolador, até que a destruição que está determinada, se derrama sobre ele." Estas predições fazem parte do princípio da dupla referência profética, pois já ocorreram, em parte, no ano 148 d. C., mas ainda serão cumpridas no tempo do fim. No primeiro cumprimento desta profecia Antíoco Epifânio não se assentou no templo para exigir adoração como "deus". Sagrou-se sumo sacerdote no lugar de Jasão, proibiu a guarda do Shabath, não permitiu a prática da circuncisão, e da dieta casher, além de sacrificar um porco e colocar a estátua de Zeus no santuário para afrontar os judeus. Entretanto, tudo isto não se encaixa no tempo estabelecido na profecia de Dn. 8: 13 e 14 - "Até quando durará a visão...? Até duas mil e trezentas tardes e manhãs; e o santuário será purificado." Conforme os registros históricos do livro dos Macabeus, e de Plínio Josefo, o período não foi de 2.300 dias como exige a profecia de Daniel.
As duas testemunhas a que alude o texto apocalíptico serão enviadas do céu, e ao céu retornarão quando terminada a sua missão na Terra. O período da profecia e das ações destas testemunhas é o mesmo da perseguição aos judeus na Palestina, ou seja, mil duzentos e sessenta dias. Embora os nomes das duas testemunhas não sejam revelados a João, todavia, o consenso é que são Elias e Moisés. No caso de Elias se entende pelo que está em Ml. 4: 5 e 6 - "Eis que eu vos enviarei o profeta Elias antes que venha o grande e terrível dia do Senhor; ele converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos a seus pais; para que eu não venha e fira a Terra com maldição."
Quanto a segunda testemunha há dúvidas entre Enoque, que foi trasladado, e Moisés, porém, a João é dito que estas testemunhas são as duas oliveiras, e os dois cadeeiros que estão perante o Deus de toda a Terra. Ora, esta é uma referência aos varões de vestes resplandescentes que foram vistos pelas mulheres na manhã da ressurreição de Cristo no sepulcro onde Ele havia sido sepultado. Eles testemunharam a ressurreição de Cristo; também no momento da ascensão de Cristo os mesmos varões apareceram ao lado d'Ele conforme At. 1:10; e ainda, no monte da transfiguração, os mesmos varões foram vistos pelos apóstolos e, neste caso, os apóstolos entenderam que se tratava de Elias e Moisés. Hoje, o entendimento é que Moisés representa aqueles que morreram e ressuscitarão no dia do arrebatamento, enquanto Elias representa aqueles que não morrerão, mas serão arrebatados em vida ao céu, porém com os corpos transformados.
As ações destas duas testemunhas coincidem com os feitos de Elias e Moisés em seus respectivos tempo de vida na Terra. Elias orou e os céus se fecharam para não chover por três anos e meio. Moisés utilizando um bastão determinou que as águas do rio Nilo se tornassem em sangue.
Ao final dos três anos e meio, as duas testemunhas serão entregues à Besta e serão vencidas e mortas em praça pública, sendo isto visto por todo o mundo. Porém, serão ressuscitadas e elevadas ao céu, igualmente, aos olhos de todo o mundo. Neste ponto haverá morte, ressurreição e ascensão à semelhança de Jesus, o Cristo. Isto confirmará o que diz Zc. 12:10 "... e olharão para aquele a quem traspassaram..." Os judeus reconhecerão a Jesus, como o Messias ao qual rejeitaram e concordaram na sua morte de cruz. O tempo de ação das duas testemunhas, é o mesmo tempo da pregação e testemunho de Jesus, o Cristo. Obviamente que o local é o mesmo, a saber, Jerusalém, pois é dito a João que os tais serão assassinados na cidade "... onde também o seu Senhor foi crucificado." Finalmente, após a morte e ascensão das duas testemunhas haverá um grande terremoto, semelhante ao que ocorreu na crucificação e morte de Cristo. A diferença é que, no primeiro caso, houve apenas ressurreição, mas no segundo, haverá morte e destruição.
Com todos estes eventos é ocorrido o segundo "ai" previsto na abertura do sexto selo. Falta ainda o último e terceiro "ai".
Gloria in excelsis Deo!

dezembro 06, 2011

ESCATOLOGIA XLIII

Lm. 2:14 - "Os teus profetas viram para ti visões falsas e insensatas; e não manifestaram a tua iniquidade, para te desviarem do cativeiro; mas viram para ti profecias vãs e coisas que te levaram ao exílio."

Ap. 10: 1 a 11 - "E vi outro anjo forte que descia do céu, vestido de uma nuvem; por cima da sua cabeça estava o arco-íris; o seu rosto era como o sol, e os seus pés como colunas de fogo, e tinha na mão um livrinho aberto. Pôs o seu pé direito sobre o mar, e o esquerdo sobre a terra, e clamou com grande voz, assim como ruge o leão; e quando clamou, os sete trovões fizeram soar as suas vozes. Quando os sete trovões acabaram de soar eu já ia escrever, mas ouvi uma voz do céu, que dizia: sela o que os sete trovões falaram, e não o escrevas. O anjo que vi em pé sobre o mar e sobre a terra levantou a mão direita ao céu, e jurou por aquele que vive pelos séculos dos séculos, o qual criou o céu e o que nele há, e a terra e o que nela há, e o mar e o que nele há, que não haveria mais demora, mas que nos dias da voz do sétimo anjo, quando este estivesse para tocar a trombeta, se cumpriria o mistério de Deus, como anunciou aos seus servos, os profetas. A voz que eu do céu tinha ouvido tornou a falar comigo, e disse: vai, e toma o livro que está aberto na mão do anjo que se acha em pé sobre o mar e sobre a terra. E fui ter com o anjo e lhe pedi que me desse o livrinho. Disse-me ele: toma-o, e come-o; ele fará amargo o teu ventre, mas na tua boca será doce como mel.Tomei o livrinho da mão do anjo, e o comi; e na minha boca era doce como mel; mas depois que o comi, o meu ventre ficou amargo. Então me disseram: importa que profetizes outra vez a muitos povos, e nações, e línguas, e reis."
Entre a sexta e a sétima trombeta há um intervalo de tempo, no qual se desenvolvem diversos e inusitados acontecimentos. É visto por João, no céu, um "Anjo Forte" descendo do céu envolto numa nuvem, tendo o arco-iris sobre a cabeça, e o rosto brilhante como o Sol, e as pernas como colunas de fogo. Ora, tal descrição é uma referência a Cristo glorificado, se preparando para tomar posse do seu reino eterno. Nesta visão, o livrinho que antes estava selado e na mão de Deus, agora se acha aberto nas mãos do "Grande Rei". Ele põe o pé direito sobre o mar e o esquerdo sobre a Terra.
Esta cena não retrata o retorno visível de Cristo à Terra, mas é um protocolo espiritual de posse. O "Anjo Forte" bradou com grande voz, como um leão que ruge, dando início a uma série de trovões que proferiram palavras as quais João foi proibido de escrever. Talvez estas palavras não pudessem ser conhecidas por Satanás e pelo Anticristo, pois os mesmos tentariam confundir o povo que está sobre a Terra, desqualificando os juízos do Eterno. Lembrando-se sempre que a palavra anjo é no grego koinê, 'angelos' que quer dizer mensageiro. Logo, pode ser aplicada a anjos celestes, seres viventes, anciãos, cavaleiros, e ao próprio Cristo. Se descobre a qual se refere pelas características enunciadas.
O anjo que está em pé sobre o mar e sobre a Terra ergueu a mão direita para o céu e jurou por Aquele que vive eternamente, o qual é o Criador de todas as coisas, que não haveria mais demora. Avisou que, quando soar a sétima trombeta, o mistério anunciado por Deus aos seus santos desde os tempos imemoriáveis se cumprirá. Este mistério é o arrebatamento da Igreja!
João recebeu ordem para tomar o livro das mãos do "Anjo Forte" e devorá-lo. Ao devorar o livro verificou-se que era amargo na boca, mas doce no estômago. Isto é uma simbologia, ou metáfora do que é a pregação do evangelho: doce para o que recebe a promessa da herança da Terra, mas amargo para o que terá de expurgar e purificar a mesma.
João, nesta cena do livro, é um tipo dos santos que estão no céu, mas que herdarão a Terra. Por isso, o livro não foi dado aos anciãos, aos seres viventes, aos anjos, pois só os redimidos herdarão a Terra. Por esta razão, João está fisicamente na ilha de Patmos, mas espiritualmente no céu.
Nesta mesma cena, após engolir o livro, João recebe a ordem seguinte: "é necessário que ainda profetizes a respeito de muitos povos, nações, línguas e reis." Sabe-se que profetizar é diferente de pregar. Assim, a profecia será dirigida a muitos povos, mas também acerca deles. No décimo quarto capítulo de Apocalipse fala de mensageiros vindos do céu para pregar o evangelho eterno, portanto, talvez esta profecia de João, devesse falar acerca do que acontecerá aos que ouvirem a pregação do evangelho por seres celestiais.
Gloria in excelsis Deo!

dezembro 04, 2011

ESCATOLOGIA XLII

Ap. 22:7 a 8 - "Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. Disse-me ainda: não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo."
Guardar as palavras da profecia do livro de apocalipse é uma virtude apenas concedida aos que nasceram do alto. A tendência natural do homem decaído é não crer que as Escrituras são a Palavra de Deus. Reputam-na como uma lenda engendrada pelas religiões para iludir os incautos. Este processo faz parte do engano daqueles cujos nomes não foram escritos no livro da vida do Cordeiro. Eles irão assim de geração em geração até o fim. Todas estas atitudes de incredulidades foram reveladas desde o princípio, portanto, os eleitos e regenerados não devem se surpreender com elas. Nem com tristeza, nem com alegria, pois os desígnios do Altíssimo se cumprem, independentemente das posições dos homens crédulos, ou incrédulos. Ele é absolutamente soberano!
Ap. 9: 13 a 21 - "
O sexto anjo tocou a sua trombeta; e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus,
a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: solta os quatro anjos que se acham presos junto do grande rio Eufrates. E foram soltos os quatro anjos que haviam sido preparados para aquela hora e dia e mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens. O número dos exércitos dos cavaleiros era de duas miríades de miríades; pois ouvi o número deles. E assim vi os cavalos nesta visão: os que sobre eles estavam montados tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre.Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre, que saíam das suas bocas. Porque o poder dos cavalos estava nas suas bocas e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas eram semelhantes a serpentes, e tinham cabeças, e com elas causavam dano. Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos
."
A praga enviada com o soar da sexta trombeta procede do rio Eufrates, no que é hoje o Iraque, um país do Oriente Médio. Nesta região da Mesopotâmia houve a maior atividade satânica no passado. A própria palavra Babilônia provém de 'Babil' que em língua caldeia significa "portal dos deuses". Nesta região se manifestaram diversos seres demoníacos que autodenominavam de deuses. No livro "O Gênesis Revisitado" de Zacharia Sitchin, é dada a dimensão destas manifestações com larga pesquisa documental e arqueológica.
Este exército de duzentos milhões de soldados são anjos caídos que estão presos e aguardando o toque do shofar divino para serem liberados. Sabe-se biblicamente que houve anjos que não guardaram o seu estado natural, mas antes se mesclaram com a humanidade por meio de uniões ilícitas conforme Gn. 6:1 e 2 - "Sucedeu que, quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram." Alguns teólogos prefabricados em determinadas linhas de interpretação, negam este fato, valendo-se de um outro texto neotestamentário que diz: "...pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os anjos no céu." Este fragmento de texto de Mt. 22:30 responde a esta questão por si mesmo, visto que diz: "...como os anjos no céu." Os anjos que permanecem fiéis ao Eterno no céu, de fato, não se reproduzem à semelhança dos homens. Mas, Judas 6 e 7 diz: "... e aos anjos que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram a sua própria habitação, ele tem guardado sob trevas em algemas eternas, para o juízo do grande dia; como Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas que, havendo-se entregue à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postos para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição." Qual era o estado original destes anjos?
Estes anjos desobedientes são igualmente mencionados em I Pd. 3:18 - "... foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé." Não se sabe o teor da pregação de Jesus nos três dias que ficou morto a estes espíritos em prisões, mas os tais não são da mesma categoria dos homens que estão no mundo dos mortos. No texto de Judas é utilizada para "habitação" a palavra grega "oiketerion" que não significa casa ou lar no sentido comum, mas uma espécie de estado do ser, ou o próprio corpo onde o espírito habita.
Outra interpretação dos teólogos oficiais dos sistemas religiosos legalistas afirma que estes "filhos de Deus" mencionados em Gn. 6, são da linhagem boa de Sete, filho de Adão, enquanto a linhagem má descende de Caim, também filho de Adão, que matou o seu próprio irmão Abel. Todavia, esta premissa não se sustenta, porque não há nada nas Escrituras que indicando que os descendentes de Sete fossem bons, pois todos os homens são pecadores. Também acrescenta-se que se os descendentes de Sete fossem justos e bons, porque não foram salvos na arca de Noé? Foram todos mortos pelo dilúvio, tanto quanto a linhagem de Caim, exceto oito pessoas escolhidas por Deus para repovoar a Terra.
Estes anjos liberados para matar a terça parte dos homens por fogo, fumaça e enxofre. Ao que tudo indica será uma morte por asfixia devido a intensa poluição gerada por estes anjos caídos.
Também, o texto de Gênesis fala que, da união entre estes seres e as mulheres terrenas, surgiram os "nephlim", ou seja, decaídos. Os mesmos teólogos bufões e enfatuados pelas letras humanistas dizem que significa "gigantes", todavia não o é, pois gigante em hebraico é "anakim". Estas "raça" mesclada com anjos caídos tinha de ser extinta fisicamente da Terra. Foram desencarnados e presos nos 'inferus', a saber, nos infernos, ou mundo dos mortos. Eles foram ali encerrados pelo poder de Deus para uma determinada hora, dia, mês, e ano conforme o verso 15 de Ap. 9.
Verifica-se pelo texto apocalíptico que os homens não se arrependeram. Nesta fase de depuração da Terra, não há mais pregação para arrependimento e salvação, mas para juízo e condenação. Também os acontecimentos visam dar testemunho ao povo de Israel para que creiam que Jesus, o Cristo é o verdadeiro Messias que veio para os seus, mas os seus não o receberam.
Gloria in excelsis Deo!

novembro 27, 2011

ESCATOLOGIA XLI

Ap. 1:3 - "Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo."
Ao abrir o sétimo selo, abre-se uma janela para uma outra instância ou secção, ou seja, para uma sequência de toques de sete trombetas. Na sequência anterior, o quarto anjo tocou a sua trombeta foi iniciada a sequência dos quatro cavaleiros e suas funções específicas de juízos sobre a Terra. Todavia foi avisado que haveriam três ais ao soarem as outras três trombetas. No texto que se segue vê-se o que sucederá quando o quinto anjo tocar a sua trombeta.
Ap. 9:1 a 12 - "
O quinto anjo tocou a sua trombeta, e vi uma estrela que do céu caíra sobre a terra; e foi-lhe dada a chave do poço do abismo.
E abriu o poço do abismo, e subiu fumaça do poço, como fumaça de uma grande fornalha; e com a fumaça do poço escureceram-se o sol e o ar. Da fumaça saíram gafanhotos sobre a terra; e foi-lhes dado poder, como o que têm os escorpiões da terra. Foi-lhes dito que não fizessem dano à erva da terra, nem a verdura alguma, nem a árvore alguma, mas somente aos homens que não têm na fronte o selo de Deus. Foi-lhes permitido, não que os matassem, mas que por cinco meses os atormentassem. E o seu tormento era semelhante ao tormento do escorpião, quando fere o homem. Naqueles dias os homens buscarão a morte, e de modo algum a acharão; e desejarão morrer, e a morte fugirá deles. A aparência dos gafanhotos era semelhante à de cavalos aparelhados para a guerra; e sobre as suas cabeças havia como que umas coroas semelhantes ao ouro; e os seus rostos eram como rostos de homens. Tinham cabelos como cabelos de mulheres, e os seus dentes eram como os de leões. Tinham couraças como couraças de ferro; e o ruído das suas asas era como o ruído de carros de muitos cavalos que correm ao combate. Tinham caudas com ferrões, semelhantes às caudas dos escorpiões; e nas suas caudas estava o seu poder para fazer dano aos homens por cinco meses.Tinham sobre si como rei o anjo do abismo, cujo nome em hebraico é Abadom e em grego Apoliom.
Passado é já um ai; eis que depois disso vêm ainda dois ais
."
Nota-se que ao soar a quinta trombeta forças demoníacas que estão encerradas em prisões serão liberadas para sair e atormentar a Terra durante um certo tempo. Vê-se que João não vê a estrela caindo do céu, porque não se trata de corpo celeste, ou astro, mas de um ser. No texto escriturístico, estrela pode ter dois significados: ou é um astro celeste, ou é um anjo caído. Pelo contexto verifica-se claramente que se trata de um ser inteligente por meio das suas ações. A ele é dada uma chave com a qual abre o abismo de onde saem espíritos imundos. Satanás solta os seus anjos caídos contra os habitantes da Terra. Todavia tais querubins do abismo não poderão fazer qualquer coisa contra qualquer pessoa, mas apenas às pessoas que lhes for permitido atormentar.
Os seres chamados e liberados do abismo são, na verdade, querubins decaídos e possuem aspectos de cavalo preparado para a batalha, rostos como de homem, presas, ou dentes como de leão, e caudas como de escorpião. João descreveu o que viu com as palavras e figuras do que lhe era familiar à época, ou seja, a quase 2.000 anos atrás. Tais seres demoníacos têm certo grau de inteligência, pois a eles são dados comandos, os quais eles obedecem e cumprem. Não poderão tocar nos 144.000 israelitas que foram selados em suas testas. Tais demônios têm um rei, chamado Abadom, ou Apoliom, que, tanto em hebraico, como em grego quer dizer "destruidor." Mas, este anjo caído é chamado no texto de "anjo do abismo". Esta dupla denominação em hebraico e em grego indica que os poderes do mal estarão contra judeus e não-judeus. Todos estes anjos caídos que estão aprisionados no abismo serão soltos, sob o comando do rei deles, mas quem está no comando geral é Satanás.
O terror e a angústia dos homens deste tempo será tão grande que eles desejarão a morte e não a acharão. O tormento é como a picada de escorpiões, pois embora não seja suficiente para matar, entretanto, dói muito e causa grande lesão nos tecidos. Eles não poderão danificar a cobertura vegetal, e nem os que tiverem o selo de Deus em suas frontes, mas perturbarão os demais homens por cinco meses seguidos. Com esta praga terá cumprido o primeiro ai. Ainda faltam dois ais.
Gloria in excelsis Deo!