quarta-feira, 12 de junho de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS VIIL

Ap. 15: 1 a 8 - "Vi no céu ainda outro sinal, grande e admirável: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus. E vi como que um mar de vidro misturado com fogo; e os que tinham vencido a besta e a sua imagem e o número do seu nome estavam em pé junto ao mar de vidro, e tinham harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo; por isso todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos. Depois disto olhei, e abriu-se o santuário do tabernáculo do testemunho no céu; e saíram do santuário os sete anjos que tinham as sete pragas, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos, à altura do peito com cintos de ouro. Um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira do Deus que vive pelos séculos dos séculos. E o santuário se encheu de fumaça pela glória de Deus e pelo seu poder; e ninguém podia entrar no santuário, enquanto não se consumassem as sete pragas dos sete anjos."
Este capítulo trata das últimas ações de juízo de Deus sobre a Terra e os seus habitantes incrédulos. São os sete ministradores derramando as sete taças da ira de Deus. Muitos segmentos religiosos rejeitam a ideia de Deus exercendo juízos condenatórios aos homens. Defendem tais religiões que Deus, sendo amor não pode ser o executor de atos condenatórios. Ora, primeiramente, Deus é soberano, portanto pode fazer ou deixar de fazer o que lhe aprouver. Secundariamente, só ele, de fato, pode julgar com perfeita isenção qualquer ser criado em todo o universo. Charles Sproul é um teólogo reformado autor de inúmeros livros de relevante consistência doutrinária. Sproul afirma em uma das suas obras: "há dois tipos de pessoas: os eleitos e os não eleitos. Os eleitos recebem a graça de Deus; os não eleitos recebem a justiça de Deus. Entretanto, ninguém recebe a injustiça de Deus." Realmente, nem os que recebem a graça, nem os que recebem a condenação podem reclamar que Deus foi injusto. O problema é que, a maioria dos religiões e crenças são de segunda mão, a saber, os seus seguidores receberam-nas de outros sem questioná-las. Outra questão é que estas pessoas julgam Deus a partir das suas mentes decaídas e de acordo com a visão forense da justiça humana. Conceitos tais como justiça, injustiça, amor, verdade, bem, mal, luz e trevas são absolutamente relativos, quando considerados a partir da perspectiva do homem. Deus não abaliza a sua conduta pelos valores e princípios definidos pelo homem. O Criador não se curva à criatura para dela tomar conselhos e lições de como conduzir o universo. Isto é fruto da arrogância e do pecado no homem que o faz querer ser professor de Deus.
Observa-se no texto de abertura que há um culto de adoração no céu antes dos procedimentos de juízos. Todos que estão diante do trono de Deus concordam na execução da sua justiça e reconhece o eterno poder do Cordeiro. As sete taças contêm a totalidade da cólera de Deus. Portanto, quando terminada a execuções destes juízos terá chegado o milênio e Cristo mesmo governará a Terra. O mesmo espectro foi mostrado quando das trombetas, provando que, tanto as trombetas como as taças são executadas paralelamente. 
Os mortos ressurrectos do capítulo sete, agora estão diante do trono de Deus participando da adoração e das ministrações. São eles os denominados "mortos da tribulação", pois sofreram todas as pressões e perseguições da Besta ou Anticristo. Os redimidos cantam o cântico de Moisés e o cântico do Cordeiro. Moisés entoou o seu cântico por duas vezes: a primeira vez foi após a travessia do Mar Vermelho em adoração a Deus pela libertação do cativeiro no Egito. A segunda vez foi por ocasião das instruções finais à congregação de Israel. Em ambas as vezes o cântico de Moisés é profético e diz respeito ao tempo dos juízos de Deus sobre a Terra. Estão registrados em Ex. 15 e Dt. 32 para quem deseja conferi-los.
Finalmente é visto pelo apóstolo João em sua visão, o tabernáculo no céu. Sabe-se que, Deus ordenou a Moisés que se fizesse um tabernáculo para acompanhar o povo de Israel na sua peregrinação pelo deserto. Isto faz parte da pedagogia de Deus para mostrar ao homem por símbolos as realidades celestes. Ex. 25: 8 e 9 - "E me farão um santuário, para que eu habite no meio deles. Conforme a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis." Vê-se que o tabernáculo terreno era uma figura do tabernáculo celeste. A finalidade é mostrar ao homem a permanente imagem do redentor conforme Hb. 8:5 - "... os quais servem àquilo que é figura e sombra das coisas celestiais, como Moisés foi divinamente avisado, quando estava para construir o tabernáculo; porque lhe foi dito: olha, faze conforme o modelo que no monte se te mostrou." O compartimento do tabernáculo chamado de Santo dos Santos era o local onde estava a Arca da Aliança cuja tampa era o propiciatório onde o Sumo Sacerdote espargia o sangue do cordeiro imolado uma vez por ano. Isto indicava o último, perfeito e superior sacrifício de Cristo para redenção do pecador. 
A ideia do tabernáculo móvel acompanhando o povo de Israel pelo deserto tem muito a ver com a ideia de um Deus que age e está presente entre os homens. Assim, o culto verdadeiro é feito em qualquer lugar e não entre quatro paredes como se vê hoje. Também a figura do tabernáculo era a ideia do Deus que habita no homem e entre os homens. Isto é ensinado por Paulo em I Co. 6:19 - "Ou não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que habita em vós, o qual possuís da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?" Por esta mesma razão é que Cristo afirma: "... nem dirão: ei-lo aqui! ou: ei-lo ali! pois o reino de Deus está dentro de vós." O reino de Deus é Cristo e não somente prédios, igrejas físicas, coisas e bênçãos.
Maranata!

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