domingo, 9 de junho de 2013

SOBRE O FIM DOS TEMPOS VIIIL

Ap. 14: 8 a 20 - "Um segundo anjo o seguiu, dizendo: caiu, caiu a grande Babilônia, que a todas as nações deu a beber do vinho da ira da sua prostituição. Seguiu-os ainda um terceiro anjo, dizendo com grande voz: se alguém adorar a besta, e a sua imagem, e receber o sinal na fronte, ou na mão, também o tal beberá do vinho da ira de Deus, que se acha preparado sem mistura, no cálice da sua ira; e será atormentado com fogo e enxofre diante dos santos anjos e diante do Cordeiro. A fumaça do seu tormento sobe para todo o sempre; e não têm repouso nem de dia nem de noite os que adoram a besta e a sua imagem, nem aquele que recebe o sinal do seu nome. Aqui está a perseverança dos santos, daqueles que guardam os mandamentos de Deus e a fé em Jesus. Então ouvi uma voz do céu, que dizia: escreve: bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, pois as suas obras os acompanham. E olhei, e eis uma nuvem branca, e assentado sobre a nuvem um semelhante a filho de homem, que tinha sobre a cabeça uma coroa de ouro, e na mão uma foice afiada. E outro anjo saiu do santuário, clamando com grande voz ao que estava assentado sobre a nuvem: lança a tua foice e ceifa, porque é chegada a hora de ceifar, porque já a seara da Terra está madura. Então aquele que estava assentado sobre a nuvem meteu a sua foice à Terra, e a Terra foi ceifada. Ainda outro anjo saiu do santuário que está no céu, o qual também tinha uma foice afiada. E saiu do altar outro anjo, que tinha poder sobre o fogo, e clamou com grande voz ao que tinha a foice afiada, dizendo: lança a tua foice afiada, e vindima os cachos da vinha da Terra, porque já as suas uvas estão maduras. E o anjo meteu a sua foice à Terra, e vindimou as uvas da vinha da Terra, e lançou-as no grande lagar da ira de Deus. E o lagar foi pisado fora da cidade, e saiu sangue do lagar até os freios dos cavalos, pelo espaço de mil e seiscentos estádios."
Nesta última parte do capítulo catorze há uma sequência de anjos anunciando juízos de Deus sobre a Terra. Trata-se de uma preparação para o início da purificação da Terra por parte do Grande Rei, o Senhor Jesus, o Cristo. O segundo anjo anuncia a queda do sistema mundial chamado no Apocalipse de "A Grande Babilônia". Ora, sabe-se que Babilônia provém do acadiano ou sumério 'Babil' que significa "portal dos deuses". Estes deuses, na verdade, são os anjos caídos que se fixaram na Terra há milhares de anos antes de Cristo. Eles foram descritos como sendo os 'Nephilim' ou 'Anunnaki' tanto nos registros hebraicos como nos sumerianos. Em ambos os casos o significado é o mesmo, ou seja, 'caídos', 'expulsos', 'desertores', 'derrubados' ou 'aqueles que desceram do céu à Terra'. O substantivo Nefilim deriva do verbo 'naphal' [נָפַל] que quer dizer: 'cair', 'queda', 'derrubar' e 'cortar'. A ideia geral é que são seres falhos, decaídos, perdidos, desertores de algum lugar ou função, divididos, perdidos e mentirosos. Em algumas versões da Bíblia 'Nefilim' foi traduzido por gigantes, porque eram de grande estatura. Entretanto, tal tradução é errada, porque Nephilim é um substantivo e não um adjetivo. O sentido mais simplificado de "Grande Babilônia" escatologicamente falando é o de um sistema mundial caracterizado pelo universalismo e o ecumenismo religioso, além de multiculturalismo de crenças, comércio e economias. Tal sistema é controlado pela Besta a serviço do Dragão, Serpente ou Satanás. O texto mostra que este sistema não é novo, pois usa o verbo no passado, e que se refere à prostituição de todos os povos. Prostituição, neste sentido, é sempre a mesclagem entre a mentira e a verdade. Relaciona-se, quase sempre, com a associação de um sistema religioso mentiroso e os governos dominantes. Um típico caso de prostituição está registrado no capítulo seis do Gênesis e em Judas, em que os 'filhos de elohim' se misturaram às 'filhas de Adão'. Este assunto está descrito em quatro estudos neste blogue em janeiro de 2008 intitulados "Os Nephilim." 
O terceiro anjo é o portador de uma mensagem aos nascidos de Deus para que não adorem ao sistema da Besta. Não devem devotar culto à Besta, não devem se curvar à sua imagem, não devem receber o seu sinal. Esta questão é fundamental para que os filhos de Deus dependam exclusivamente d'Ele. Este é um dos sentidos da "... perseverança dos santos". Estes santificados em Cristo guardam os ensinos verdadeiros e a fé, porque são dons de Deus e não porque eles sejam melhores que ninguém. A partir deste momento todos os que morrerem em Cristo experimentarão a segunda ressurreição, já que a primeira ocorreu no arrebatamento. Estes são os redimidos que perderão as suas vidas devido à sistemática perseguição e matança por parte do sistema da "Grande Babilônia." Também é perceptível no texto que os tais mortos da tribulação descansarão das suas obras e elas os seguirão. Não fala que eles reencarnarão ou coisas deste tipo que fazem parte do engano místico do sistema satânico.
Na visão do apóstolo João, ele vê o Grande Rei assentado sobre uma nuvem com uma foice afiada na mão. Foice no texto apocalíptico é 'drepanon', ou seja, instrumento de poda, significando juízo. Saiu um outro mensageiro afirmando que tudo estava pronto para a vingança e a purificação da Terra. A partir deste ponto diversos mensageiros saem do céu para a Terra a fim de executar os procedimentos de juízo contra o sistema da Besta e seus seguidores. De modo figurado a Terra e seus habitantes filiados ao sistema iníquo da Besta são comparados a uvas colhidas e colocadas no lagar. O lagar é o local onde as uvas são esmagadas pelos vinhateiros para produzir o vinho, porém o que se vê é o sangue. A consequência da execução destes juízos é a morte de milhares de pessoas representada pelo sangue que enche o lagar, que, neste caso, é o local da execução das tropas do Anticristo. Ao que parece o vale do Megido ou Armagedom é apenas o local de manobra das tropas. O local em que tais tropas serão esmagadas é fora da cidade de Jerusalém, pois 1600 estádios correspondem a aproximadamente 250 km. Esta batalha é retratada em diversos textos, tais como Is. 63: 1 a 3, Ez. 39, Jl. 3: 9 a 16 e Sf. 1.
Maranata!

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