domingo, 4 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIA XLII

Ap. 22:7 a 8 - "Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. Disse-me ainda: não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo."
Guardar as palavras da profecia do livro de apocalipse é uma virtude apenas concedida aos que nasceram do alto. A tendência natural do homem decaído é não crer que as Escrituras são a Palavra de Deus. Reputam-na como uma lenda engendrada pelas religiões para iludir os incautos. Este processo faz parte do engano daqueles cujos nomes não foram escritos no livro da vida do Cordeiro. Eles irão assim de geração em geração até o fim. Todas estas atitudes de incredulidades foram reveladas desde o princípio, portanto, os eleitos e regenerados não devem se surpreender com elas. Nem com tristeza, nem com alegria, pois os desígnios do Altíssimo se cumprem, independentemente das posições dos homens crédulos, ou incrédulos. Ele é absolutamente soberano!
Ap. 9: 13 a 21 - "
O sexto anjo tocou a sua trombeta; e ouvi uma voz que vinha das quatro pontas do altar de ouro que estava diante de Deus,
a qual dizia ao sexto anjo, que tinha a trombeta: solta os quatro anjos que se acham presos junto do grande rio Eufrates. E foram soltos os quatro anjos que haviam sido preparados para aquela hora e dia e mês e ano, a fim de matarem a terça parte dos homens. O número dos exércitos dos cavaleiros era de duas miríades de miríades; pois ouvi o número deles. E assim vi os cavalos nesta visão: os que sobre eles estavam montados tinham couraças de fogo, e de jacinto, e de enxofre; e as cabeças dos cavalos eram como cabeças de leões; e de suas bocas saíam fogo, fumaça e enxofre.Por estas três pragas foi morta a terça parte dos homens, isto é, pelo fogo, pela fumaça e pelo enxofre, que saíam das suas bocas. Porque o poder dos cavalos estava nas suas bocas e nas suas caudas. Porquanto as suas caudas eram semelhantes a serpentes, e tinham cabeças, e com elas causavam dano. Os outros homens, que não foram mortos por estas pragas, não se arrependeram das obras das suas mãos, para deixarem de adorar aos demônios, e aos ídolos de ouro, de prata, de bronze, de pedra e de madeira, que nem podem ver, nem ouvir, nem andar. Também não se arrependeram dos seus homicídios, nem das suas feitiçarias, nem da sua prostituição, nem dos seus furtos
."
A praga enviada com o soar da sexta trombeta procede do rio Eufrates, no que é hoje o Iraque, um país do Oriente Médio. Nesta região da Mesopotâmia houve a maior atividade satânica no passado. A própria palavra Babilônia provém de 'Babil' que em língua caldeia significa "portal dos deuses". Nesta região se manifestaram diversos seres demoníacos que autodenominavam de deuses. No livro "O Gênesis Revisitado" de Zacharia Sitchin, é dada a dimensão destas manifestações com larga pesquisa documental e arqueológica.
Este exército de duzentos milhões de soldados são anjos caídos que estão presos e aguardando o toque do shofar divino para serem liberados. Sabe-se biblicamente que houve anjos que não guardaram o seu estado natural, mas antes se mesclaram com a humanidade por meio de uniões ilícitas conforme Gn. 6:1 e 2 - "Sucedeu que, quando os homens começaram a multiplicar-se sobre a terra, e lhes nasceram filhas, viram os filhos de Deus que as filhas dos homens eram formosas; e tomaram para si mulheres de todas as que escolheram." Alguns teólogos prefabricados em determinadas linhas de interpretação, negam este fato, valendo-se de um outro texto neotestamentário que diz: "...pois na ressurreição nem se casam nem se dão em casamento; mas serão como os anjos no céu." Este fragmento de texto de Mt. 22:30 responde a esta questão por si mesmo, visto que diz: "...como os anjos no céu." Os anjos que permanecem fiéis ao Eterno no céu, de fato, não se reproduzem à semelhança dos homens. Mas, Judas 6 e 7 diz: "... e aos anjos que não guardaram o seu estado original, mas abandonaram a sua própria habitação, ele tem guardado sob trevas em algemas eternas, para o juízo do grande dia; como Sodoma e Gomorra e as cidades circunvizinhas que, havendo-se entregue à prostituição como aqueles, seguindo após outra carne, são postos para exemplo do fogo eterno, sofrendo punição." Qual era o estado original destes anjos?
Estes anjos desobedientes são igualmente mencionados em I Pd. 3:18 - "... foi e pregou aos espíritos em prisão, os quais noutro tempo foram desobedientes quando a longanimidade de Deus aguardava nos dias de Noé." Não se sabe o teor da pregação de Jesus nos três dias que ficou morto a estes espíritos em prisões, mas os tais não são da mesma categoria dos homens que estão no mundo dos mortos. No texto de Judas é utilizada para "habitação" a palavra grega "oiketerion" que não significa casa ou lar no sentido comum, mas uma espécie de estado do ser, ou o próprio corpo onde o espírito habita.
Outra interpretação dos teólogos oficiais dos sistemas religiosos legalistas afirma que estes "filhos de Deus" mencionados em Gn. 6, são da linhagem boa de Sete, filho de Adão, enquanto a linhagem má descende de Caim, também filho de Adão, que matou o seu próprio irmão Abel. Todavia, esta premissa não se sustenta, porque não há nada nas Escrituras que indicando que os descendentes de Sete fossem bons, pois todos os homens são pecadores. Também acrescenta-se que se os descendentes de Sete fossem justos e bons, porque não foram salvos na arca de Noé? Foram todos mortos pelo dilúvio, tanto quanto a linhagem de Caim, exceto oito pessoas escolhidas por Deus para repovoar a Terra.
Estes anjos liberados para matar a terça parte dos homens por fogo, fumaça e enxofre. Ao que tudo indica será uma morte por asfixia devido a intensa poluição gerada por estes anjos caídos.
Também, o texto de Gênesis fala que, da união entre estes seres e as mulheres terrenas, surgiram os "nephlim", ou seja, decaídos. Os mesmos teólogos bufões e enfatuados pelas letras humanistas dizem que significa "gigantes", todavia não o é, pois gigante em hebraico é "anakim". Estas "raça" mesclada com anjos caídos tinha de ser extinta fisicamente da Terra. Foram desencarnados e presos nos 'inferus', a saber, nos infernos, ou mundo dos mortos. Eles foram ali encerrados pelo poder de Deus para uma determinada hora, dia, mês, e ano conforme o verso 15 de Ap. 9.
Verifica-se pelo texto apocalíptico que os homens não se arrependeram. Nesta fase de depuração da Terra, não há mais pregação para arrependimento e salvação, mas para juízo e condenação. Também os acontecimentos visam dar testemunho ao povo de Israel para que creiam que Jesus, o Cristo é o verdadeiro Messias que veio para os seus, mas os seus não o receberam.
Gloria in excelsis Deo!

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