sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIA LXIII

Ap. 1: 3 a 8 - "Bem-aventurado aquele que lê e bem-aventurados os que ouvem as palavras desta profecia e guardam as coisas que nela estão escritas; porque o tempo está próximo. João, às sete igrejas que estão na Ásia: graça a vós e paz da parte daquele que é, e que era, e que há de vir, e da dos sete espíritos que estão diante do seu trono; e da parte de Jesus Cristo, que é a fiel testemunha, o primogênito dos mortos e o Príncipe dos reis da terra. Àquele que nos ama, e pelo seu sangue nos libertou dos nossos pecados, e nos fez reino, sacerdotes para Deus, seu Pai, a ele seja glória e domínio pelos séculos dos séculos. Amém. Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá, até mesmo aqueles que o traspassaram; e todas as tribos da terra se lamentarão sobre ele. Sim. Amém. Eu sou o Alfa e o Ômega, diz o Senhor Deus, aquele que é, e que era, e que há de vir, o Todo-Poderoso."
"Bem-aventurado" é uma expressão que indica felicidade. É feliz aquele que lê, é feliz aquele que ouve as palavras da profecia apocalíptica. Entretanto, não é o bastante lê-las e ouvi-las. É necessário guardá-las, o que implica em apropriar-se delas e internalizá-las como um princípio. É como a cruz, ela não é apenas um símbolo religioso do Cristianismo, mas é um princípio a ser percorrido, pois Cristo não morreu nela sozinho. Todos os eleitos foram para ela atraídos, e, n'Ele incluídos para destruição das suas naturezas pecaminosas conforme Rm. 6:6 - "...sabendo isto, que o nosso velho homem foi crucificado com ele, para que o corpo do pecado fosse desfeito, a fim de não servirmos mais ao pecado." E, da mesma forma em que Cristo ressuscitou dentre os mortos, também os eleitos e, agora, regenerados, possam crer que também com Ele ressuscitaram. Este é um princípio de fé e não de liturgia e rituais, preceitos, ou dogmas de religião exterior.
Ap. 22: 1 a 13 - "E mostrou-me o rio da água da vida, claro como cristal, que procedia do trono de Deus e do Cordeiro. No meio da sua praça, e de ambos os lados do rio, estava a árvore da vida, que produz doze frutos, dando seu fruto de mês em mês; e as folhas da árvore são para a cura das nações. Ali não haverá jamais maldição. Nela estará o trono de Deus e do Cordeiro, e os seus servos o servirão, e verão a sua face; e nas suas frontes estará o seu nome. E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de luz de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Deus os alumiará; e reinarão pelos séculos dos séculos. E disse-me: estas palavras são fiéis e verdadeiras; e o Senhor, o Deus dos espíritos dos profetas, enviou o seu anjo, para mostrar aos seus servos as coisas que em breve hão de acontecer. Eis que cedo venho! Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. Eu, João, sou o que ouvi e vi estas coisas. E quando as ouvi e vi, prostrei-me aos pés do anjo que mas mostrava, para o adorar. Mas ele me disse: olha, não faças tal; porque eu sou conservo teu e de teus irmãos, os profetas, e dos que guardam as palavras deste livro. Adora a Deus. Disse-me ainda: não seles as palavras da profecia deste livro; porque próximo está o tempo. Quem é injusto, faça injustiça ainda: e quem está sujo, suje-se ainda; e quem é justo, faça justiça ainda; e quem é santo, santifique-se ainda. Eis que cedo venho e está comigo a minha recompensa, para retribuir a cada um segundo a sua obra. Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o derradeiro, o princípio e o fim."
O rio da água da vida, a árvore da vida com seus frutos sazonais estarão na Cidade Santa, e não na superfície da Terra. Haverá uma estrada central que termina diante do trono de Deus e de Cristo. O rio correrá no meio das duas vias desta estrada, e nas suas margens estão plantadas fileiras de árvores da vida. As nações na Terra dependerão da água da vida e dos frutos da árvore da vida para sua cura. Os vivos, na Terra, poderão viver para sempre tendo acesso à árvore da vida que já esteve no Éden. A Santa Cidade será a capital do universo e a morada eterna dos eleitos e redimidos. 
Os eleitos e santificados terão uma relação perpetuamente íntima com Cristo, pois contemplarão a sua face. Nas suas testas estará escrito o nome d'Ele, para distinguir os redimidos em toda e qualquer parte do universo. Naquela Cidade Santa não haverá noite, e os seus portões jamais serão fechados. Ainda que ninguém possa entrar nessa cidade, senão os eleitos e redimidos pelo sangue do Cordeiro, as suas portas estarão abertas de dia e de noite. Isto indica intensa atividade de ir e vir dos seus habitantes.
A luz da Cidade Santa procederá do próprio Deus, pois o Cordeiro, a saber, Cristo é a sua própria lâmpada conforme Ap. 21:23 - "... o Cordeiro é a sua lâmpada." A luz no sentido bíblico é conhecimento e também vida, por isso, a afirmação de Jo. 1:4 - "A vida estava nele, e a vida era a luz dos homens."
O apóstolo João recebe a ordem para não selar as palavras da profecia apocalíptica. Isto significa que, os eleitos e regenerados deve anunciar estas profecias e não apenas conhecê-las e guardá-las silenciadas em uma instante.
As palavras ditas a João são fiéis e verdadeiras, porquanto são as mesmas palavras ditas aos profetas no passado. E tais eventos previstos estão acontecendo e convergindo para o tempo do fim. Diante de tão esplendentes revelações, João prostrou-se para adorar o anjo que as anunciava, ao que este recusou a adoração. O mensageiro disse firmemente: "adora a Deus." Por isso, na sequência, é dito que os que fazem justiça seriam purificados, e os que são injustos continuariam praticando seus atos pecaminosos de injustiças.
Gloria in excelsis Deo!

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