terça-feira, 13 de dezembro de 2011

ESCATOLOGIA L

Jl. 2: 30 a 32 - "E mostrarei prodígios no céu e na terra, sangue e fogo, e colunas de fumaça. O sol se converterá em trevas, e a lua em sangue, antes que venha o grande e terrível dia do Senhor. E há de ser que todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo; pois no monte Sião e em Jerusalém estarão os que escaparem, como disse o Senhor, e entre os sobreviventes aqueles que o Senhor chamar."
A profecia de Joel mostra que antes do "grande e terrível dia do Senhor" ocorrerão eventos nos céu e na Terra. Indica que haverá muita morte e derramamento de sangue, incêndios e poluição. O Sol ficará basicamente invisível, por causa da fumaça que reduzirá a sua luz na atmosfera terrestre. A Lua ficará vermelha, porque ela depende da luz do Sol, e este, estará escurecido do ponto de vista da Terra.  Haverá apenas um lugar onde as pessoas estarão seguras, porque Deus os elegeu e os selou para não serem afetadas. Esta é uma referência ao remanescente dos judeus que serão convertidos e invocarão ao Senhor Jesus, como o Messias da promessa.
Ap. 15: 1 a 8 - "Vi no céu ainda outro sinal, grande e admirável: sete anjos, que tinham as sete últimas pragas; porque nelas é consumada a ira de Deus. E vi como que um mar de vidro misturado com fogo; e os que tinham vencido a besta e a sua imagem e o número do seu nome estavam em pé junto ao mar de vidro, e tinham harpas de Deus. E cantavam o cântico de Moisés, servo de Deus, e o cântico do Cordeiro, dizendo: grandes e admiráveis são as tuas obras, ó Senhor Deus Todo-Poderoso; justos e verdadeiros são os teus caminhos, ó Rei dos séculos. Quem não te temerá, Senhor, e não glorificará o teu nome? Pois só tu és santo; por isso todas as nações virão e se prostrarão diante de ti, porque os teus juízos são manifestos. Depois disto olhei, e abriu-se o santuário do tabernáculo do testemunho no céu; e saíram do santuário os sete anjos que tinham as sete pragas, vestidos de linho puro e resplandecente, e cingidos, à altura do peito com cintos de ouro. Um dos quatro seres viventes deu aos sete anjos sete taças de ouro, cheias da ira do Deus que vive pelos séculos dos séculos. E o santuário se encheu de fumaça pela glória de Deus e pelo seu poder; e ninguém podia entrar no santuário, enquanto não se consumassem as sete pragas dos sete anjos."
Este reduzido capítulo prenuncia as últimas sete pragas da ira de Deus sobre a Terra e os que adorarão a Besta, o Falso Profeta, e o Dragão. São sete anjos, ou mensageiros, derramando cada um, uma taça da cólera de Deus. Entretanto, antes de realizar estes juízos, há um culto de adoração no céu. Vê-se que os santos da grande tribulação estão agora ressuscitados no céu, na presença de Deus, participando da adoração.
O tom da adoração é dado por associação aos cânticos de Moisés que foram registrados em Ex. 15 e Dt. 32. São cânticos que encerram em suas letras profecias acerca da soberania de Deus. Exaltam a sua santidade e justiça da qual ninguém pode escapar. Jura vingança aos que o provocam com aquilo que não procede d'Ele. Faz justiça contra os seus inimigos e os inimigos do seu povo santo.
Esta profecia reconhece e confirma Jesus, o Cristo como o Rei das Nações, ou Rei dos Séculos. Ele de fato é o Rei dos Reis, e Senhor dos Senhores, logo, tem o domínio eterno da Terra.
João vê o Tabernáculo de Deus nos céus, do qual o Tabernáculo feito por Moisés era apenas uma réplica conforme Ex. 25:8 e 9 - "E me farão um tabernáculo, para que eu possa habitar no meio deles. Segundo a tudo o que eu te mostrar para modelo do tabernáculo, e para modelo de todos os seus móveis, assim mesmo o fareis." Em parte o simbolismo do tabernáculo já se cumpriu na morte inclusiva e substitucionária de Cristo. Entretanto, ainda falta a Arca da Aliança reaparecer para ser colocada no lugar de repouso, indicando que todos os inimigos foram derrotados. Na crucificação o véu do templo se rasgou de cima a baixo, indicando que o acesso dos pecadores agora estava livre pela mediação do Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo. Depois o templo foi totalmente destruído pelos romanos, porém ao cumprir a septuagésima semana da profecia de Daniel, Deus haverá de tratar novamente com Israel. As nações serão governadas pelo povo santo, e o reino de Davi será restaurado novamente. 
Na epístola aos Hebreus é mostrado que o tabernáculo e a arca terrestres eram apenas figuras e sombras do verdadeiro tabernáculo e arca verdadeiros conforme Hb. 8:5 - "... os quais ministram em figura e sombra das cousas celestes, assim como foi Moisés divinamente instruído, quando estava para construir o tabernáculo, pois diz: vê que façais todas as cousas de acordo com o modelo que te foi mostrado no monte." No tempo devido o povo de Israel será novamente congregado no lugar da sua antiga nação, proveniente dentre todas as nações conforme a profecia de Ez. 37: 21 a 24 - "Dize-lhes pois: assim diz o Senhor Deus: eis que eu tomarei os filhos de Israel dentre as nações para onde eles foram, e os congregarei de todos os lados, e os introduzirei na sua terra; e deles farei uma nação na terra, nos montes de Israel, e um rei será rei de todos eles; e nunca mais serão duas nações, nem de maneira alguma se dividirão para o futuro em dois reinos; nem se contaminarão mais com os seus ídolos, nem com as suas abominações, nem com qualquer uma das suas transgressões; mas eu os livrarei de todas as suas apostasias com que pecaram, e os purificarei. Assim eles serão o meu povo, e eu serei o seu Deus. Também meu servo Davi reinará sobre eles, e todos eles terão um pastor só; andarão nos meus juízos, e guardarão os meus estatutos, e os observarão."
Estes textos não tornam o povo judeu puro e santo apenas porque receberam os oráculos de Deus no passado. A salvação é, e sempre será, por meio da atração de Cristo na cruz, onde o pecador é incluído em sua morte, ganhando a Sua vida na ressurreição, e tudo isto apenas pela fé. Em Jo. 1:13 é mostrado que a regeneração não por descendência étnica, por herança genética, ou por reprodução sexual. O nascimento é do alto, porque é operado e operacionalizado por Deus, e foi decidido antes da fundação do mundo conforme Ef. 1:4. Serão salvos apenas um remanescente dos judeus, pois isto é o cumprimento da promessa de Deus a Abraão, e não porque eles são mais privilegiados em relação a qualquer outra pessoa de outra origem. Terão de serem salvos pela graça mediante a fé, tanto quanto os demais regenerados.
Gloria in excelsis Deo!

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