segunda-feira, 1 de agosto de 2011

DEUS... NÃO É O NOME DE DEUS V


Ex. 3: 13 e 14 - "Então disse Moisés a Deus: eis que quando eu for aos filhos de Israel, e lhes disser: o Deus de vossos pais me enviou a vós; e eles me perguntarem: qual é o seu nome? Que lhes direi? Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós."
Sabe-se que o próprio Deus se identifica como sendo Aquele que é eternamente, pois a expressão do texto que abre este artigo, "EU SOU O QUE SOU", no hebraico do Velho Testamento é 'Ehiéh asher ehiéh'. Na versão do Velho Testamento, por Jerônimo, do hebraico para o grego na Bíblia Septuaginta traduziu-se a mesma expressão como sendo 'Ego eimi hô on', o que mantém a mesma ideia de um Deus eterno, imutável no tempo e no espaço. A tradução de um rabino chamado Isaac Leeser diz: "Eu serei o que eu for", indicando que Deus pode ser o que quiser. No verso 14 do mesmo texto de abertura, ele verteu como "EU SEREI", sendo que o verbo hebraico no futuro dá a significação de uma espécie de continuidade e imutabiliade. Ainda segundo Joseph Bryant Rotherham, o verbo hebraico 'hayah' do qual deriva a expressão do verso 13, não é uma referência ao Ser ontológico de Deus, mas ao que ele pretende ser para quem quiser e no tempo em que desejar ser. O verbo 'hayah' significa "tornar-se" e não "ser" em essência. Assim, para este erudito, o que Deus disse foi: "Tornar-me-ei o que eu quiser" e, ainda a Moisés: "Tornar-me-ei enviou-me a vós"
Por todas estas razões entende-se que o nome sagrado de Deus é, na verdade, um verbo e expressa o que Deus é. É a forma causativa e indefinida do verbo hebraico 'hawah', incorporando o propósito d'Ele que não é expresso. Daí provém o tetragrama 'YHVH' ou 'YHWH', de onde provém 'Yavé', 'Yehovah' ou 'Yaweh', que, em português tornou-se Jeová.
Portanto, a proibição do nome de Deus no Velho Testamento é sobre a forma do seu uso e não sobre o ato pronunciá-lo em si. Porque ao utilizar o nome de alguém numa citação verbal ou documento implica em idoneidade testemunhal e fé pública. Logo, não se deve invocar o nome de Deus apenas para dar segurança em negócios ou propósitos humanos desleais, como se Deus estivesse chancelando tal negócio escuso. Também é fundamental dizer que as Escrituras fazem separação entre 'Elohim' e 'Yaweh'. Quando em um versículo se utiliza para Deus a palavra 'Elohim' está se referindo ao Deus criador, ou Deus Pai; enquanto, quando se refere a 'Yaveh' está se referindo ao Deus salvador, ou redentor. São referências distintas em suas funções às pessoas do Pai e do Filho Cristo. Nas traduções para o português ficou assim: quando aparece 'Elohim' traduz-se como Deus; quando aparece 'Yaweh' traduz-se como Senhor. Quanto á terceira pessoa da Triunidade Divina é denominado em hebraico 'Huach haKodesh', 'Sopro ou Vento Santo', ou ainda traduzido para a língua portuguesa como Espírito Santo.
Nesta serie de textos acerca do nome de Deus pretendeu-se mostrar que há muita controvérsia desnecessária sobre as coisar concernentes a Deus. Por esta razão é que muita gente, especialmente os jovens não têm mais ânimo para buscar entendimento sobre tais assuntos. As religiões com suas disputas puramente humanas, denigrem o nome de Deus, banaliza a fé e mercantiliza a igreja. Entretanto, as Escrituras afirmam categoricamente o seguinte: "Vós sois as minhas testemunhas, do Senhor, e o meu servo, a quem escolhi; para que o saibais, e me creiais e entendais que eu sou o mesmo; antes de mim Deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá. Eu, eu sou o Senhor, e fora de mim não há salvador." Is. 43: 10 e 11. O mesmo acontece em referência a Jesus, o Cristo em Hb. 13:8 - "Jesus Cristo é o mesmo, ontem, e hoje, e eternamente."
Na verdade, quem carece de ser mudado é o homem decaído a fim de que possa experimentar a Graça e a Misericórdia de um Deus que não muda, mas é sempre o que quer, com quem quer, onde quer e para o que quer.
Da lucem, Domine!

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