domingo, 3 de julho de 2011

ESPÍRITO, ESPÍRITOS, E ESPIRITUALISMO XIII

Is. 8: 19 e 20 - "Quando vos disserem: consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva."
É fundamental compreender a pessoa de Jesus, o Cristo, para que as escamas do olhos caiam e se revele a verdade. Cristo e Jesus são, em suma, uma única pessoa dotada de duas naturezas: a divina e a humana. Enquanto Cristo é anterior ao homem histórico Jesus, conforme Jo. 1: 1 a 3 - "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus. Ele estava no princípio com Deus. Todas as coisas foram feitas por intermédio dele, e sem ele nada do que foi feito se fez." A palavra traduzida para o português como "Verbo" é na língua grega "Logos". Logos é um termo que indica a Palavra de Deus, dita ou escrita. Traduziram-na como "Verbo", porque esta classe gramatical indica ação, e Cristo é o princípio ativo da criação de todas as coisas. Sendo Cristo o Logos, é Ele também Deus e não espírito evoluído, avatar ou um simples ser iluminado. A natureza humana é a de Jesus, homem histórico, nascido de mulher conforme todas as previsões proféticas. É o corpo físico com todas as características humanas, no qual habitou corporalmente Cristo, o Filho de Deus conforme Jo. 1: 14 - "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai." Unigênito significa filho único, ou único gerado. Então, um ser divino pré-existente encarnou-se em Jesus, um ser humano e habitou entre os homens, dando-lhes diversos testemunhos da verdade.
Uma das características das doutrinas humanas e errôneas é a ignorância das Escrituras. Introduz elementos estranhos para adequar o ensino aos interesses do homem morto em seus delitos e pecados. Neste sentido é que a religião é apenas a vã tentativa de horizontalizar Deus. Com efeito, o próprio Jesus se declara Deus, mas tais falsas doutrinas dizem que Ele não é Deus. Jo. 10:30 e 33 - "Eu e o Pai somos um. Responderam-lhe os judeus: não é por nenhuma obra boa que vamos apedrejar-te, mas por blasfêmia; e porque, sendo tu homem, te fazes Deus." É tão contrastante a natureza pecaminosa do homem e a natureza divina de Jesus, o Cristo, que os próprios líderes religiosos do seu tempo não puderam suportar que Ele é Deus.
Assim, ninguém sob alegação de que recebeu instruções de espíritos pode inventar ou reinventar a verdade. Sabe-se que a verdade não é um conceito filosófico, mas uma pessoa, visto que o próprio Jesus, o Cristo afirma ser Ele mesmo a verdade conforme Jo. 14:6 - "Respondeu-lhe Jesus: eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." Igualmente sob pretexto de pregar e disseminar doutrinas espiritualistas e espiritistas ninguém pode afirmar o que as Escrituras não afirmam. As Escrituras são claras que não há outro caminho para a salvação fora de Cristo, enquanto tais doutrinas pregam que há diversos caminhos. Também não adianta refundar um evangelho mesclado de ensinos e alterações e chamar isso de cristianismo, pois só há um evangelho. A primeira regra áurea da hermenêutica diz que as Escrituras se interpretam a si mesmas. Isto é incômodo ao homem, porque por sua própria vontade e natureza decaída ele não tem nenhuma inclinação para Deus. O que ocorre nestas circunstâncias é uma inclinação para a religião, mas não para a verdade, pois são coisas absolutamente distintas.
Cl. 2:18 - "Ninguém atue como árbitro contra vós, pretextando humildade ou culto aos anjos, firmando-se em coisas que tenha visto, inchado vãmente pelo seu entendimento carnal..." O ensino é claro: ninguém pode atuar arbitrando, manipulando, determinando comportamentos, rituais e cerimônias em nome de Deus, ainda que com aparente humildade. Não se deve estabelecer culto a qualquer outra criatura do universo, ainda que a pessoa tenha visto coisas sobrenaturais. Tudo o que o homem natural pode ver é apenas um entendimento carnal e não o conhecimento ou a luz que procede de Deus aos seus eleitos. Quando o conhecimento parte do que o homem imagina que pode conceber é denominado religião; quando o conhecimento chega ao homem pela luz da Palavra de Deus é verdade. Por esta razão é que Cristo diz que Ele mesmo é a verdade, o caminho e a vida.
Sola Scriptura!

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