segunda-feira, 4 de julho de 2011

ESPÍRITO, ESPÍRITOS, E ESPIRITUALISMO XIV

Is. 8: 19 e 20 - "Quando vos disserem: consultai os que têm espíritos familiares e os feiticeiros, que chilreiam e murmuram, respondei: acaso não consultará um povo a seu Deus? acaso a favor dos vivos consultará os mortos? A Lei e ao Testemunho! se eles não falarem segundo esta palavra, nunca lhes raiará a alva."
A fé verdadeira não é uma virtude natural do homem, ao contrário, a inclinação do coração é para não crer, salvo naquilo que seja comprovável. Neste sentido, a maioria das pessoas confunde ciência e fé. Assim, a fé é nos termos de Hb. 11:1 - "Ora, a fé é o firme fundamento das coisas que se esperam, e a prova das coisas que não se vêem." Logo, a fé é um fundamento que não está diante dos olhos e que não pode ser provado em laboratório, ou em uma equação algébrica. A fé não é uma mera afirmação conceitual, uma atitude exterior de contrição, um ritual cerimonial, ou um sacrifício físico e mental. A fé é paradoxal, porque permite ver e tocar no que é invisível e no que é intangível, consequentemente, não está na esfera da natureza humana. É, antes, um dom de Deus distribuído a quem quer, como quer, quando quer, e para o que quer. Jd. 3b - "... exortando-vos a pelejar pela fé que de uma vez para sempre foi entregue aos santos." Não é pelejar para ter fé, mas pelejar por meio da fé que foi de uma vez para sempre entregue aos santificados em Cristo. Na maior parte das vezes a ocorrência da palavra fé no Novo Testamento, é uma referência aos ensinos de Cristo e não a um estado de espírito de algum cristão. Contrariamente a tudo o que as Escrituras afirmam sobre fé, o espiritismo postula o oposto. Na contra-capa da obra de Allan Kardec, "O Evangelho Segundo o Espiritismo" está assim escrito: "fé inabalável só o é a que pode encarar frente a frente a razão, em todas as épocas da Humanidade." Ora, se é necessário passar pelo crivo da razão, não é fé nos termos do ensino de Cristo. Logo, este ensino não pode ser chamado de cristão, mas puramente humano.
A questão é que, em se tratando das Escrituras, ou se crê nela toda, ou não se poderá crer em nada. Pois, ou elas são a Palavra de Deus, ou são uma falsificação humana e grosseira. Esta última hipótese não se comprova, porque não há nada nas Escrituras que seja exaltação ao homem, ao contrário, ela apela todo o tempo contra a natureza pecaminosa. Portanto, se os textos sagrados fossem uma mistificação, exaltariam o homem em todos os sentidos. Também tem-se que a Bíblia é um livro atualizadíssimo quanto aos fatos concernentes aos acontecimentos na economia de Deus para a humanidade. Gostando ou não, crendo ou não, as Escrituras estão se cumprindo à risca. Logo, o que é exigido no âmbito da genuína fé é apenas crer na Palavra de Deus. Ela não foi deixada para ser discutida, debatida, e verificada pelo crivo da ciência humana. Logo, estas falsas doutrinas que reivindicam para si uma compreensão científica da verdade, estão longe desta mesma verdade. São apenas verdades humanizadas e horizontalizadas para satisfação do ego.
No livro intitulado "Céu e Inferno" atribuído a Allan Kardec se vê claramente esta tentativa de desqualificar os textos das Escrituras naquilo em que não apoiam o espiritismo. Porém, ele se apropria dos textos que julga apoiá-lo em sua doutrina. A partir da página 42, Kardec comenta que o inferno cristão é pior que o inferno pagão, em requinte de crueldade. Obviamente, ele faz esta análise com vistas a expor mais adiante o seu ponto de vista espiritista, da maneira que lhe convém. Então, não há validade na doutrina que exclui das Escrituras o que elas estão afirmando contrário às postulações espíritas. Ao longo dos textos do referido autor, há uma profusa e profunda tentativa de desqualificar o que afirmam os apóstolos sobre condenação dos não-regenerados. Igualmente há uma inglória tentativa de suavizar o que o próprio Jesus, o Cristo afirma sobre o mesmo tema. Ele, em diversas instâncias, tenta usar os argumentos de Cristo sobre perdão e amor para dizer que não poderá haver condenação de alguém ao inferno eternamente. Apela para a semântica das palavras Hades, Geena, Tártaro, Sheol, e Infernus.
A questão é que tais palavras no hebraico, grego e latim são utilizadas em contextos diferenciados e foram adaptadas na tradução das Escrituras de uma língua para a outra. Elas tomaram a significação de inferno, porém não no sentido exposto nas obras fictícias de Milton e Dante. Sheol, por exemplo, significa sepultura ou cova, não no sentido individual, mas coletivo. É utilizada no sentido de um lugar onde as almas dos mortos aguardam a sua destinação final que será sentenciada no Juízo Final. 'Geena' ou 'Geh Hinnon' provém do hebraico e se refere a um vale nos arredores sudoeste de Jerusalém onde era queimado o lixo e jogado toda sorte de impurezas da cidade. Na antiguidade este vale era palco de sacrifícios de crianças no fogo em homenagem a Moloque. Para não ouvir os gritos e os sofrimentos das crianças queimadas vivas, tocavam-se bem alto os tambores, cantavam e dançavam. Por isso, era chamado de 'Tofeth', que quer dizer tambores. Então, um rei de Israel resolveu abolir e acabar com este culto ao deus pagão, transformando o Vale de Hinnon em um local de incineração do lixo e depósito de coisas ruins. Por isso, tal vale simbolizava o inferno, a saber, um lugar imundo e desprezível. Obviamente, que o inferno não era lá! O Tártaro é um local, ao que tudo indica, nos abismos da Terra, onde estão presos espíritos de demônios e anjos caídos conforme II Pd. 2: 4 - "Porque se Deus não poupou a anjos quando pecaram, mas lançou-os no tártaro, e os entregou aos abismos da escuridão, reservando-os para o juízo." Algumas doutrinas não fazem distinção entre anjos caídos e demônios, mas há profunda distinção. O 'Sheol' hebraico do Velho Testamento é o correspondente de 'Hades' no Novo Testamento grego, portanto, significa a mesma coisa. Inferno, provém de 'Infernus' ou 'Inferus' que quer dizer, lugar inferior ou subterrâneo, profundezas, abismos. Então, ninguém pode tomar o significado mitológico, de obras poéticas destes termos, aplicando-o ao texto bíblico.
Na verdade a maioria das religiões humanas confunde estes conceitos com o "lago de fogo e enxofre" preparado para o Diabo e seus seguidores conforme Ap. 20:10, 14 e 15 - "... e o Diabo, que os enganava, foi lançado no lago de fogo e enxofre, onde estão a besta e o falso profeta. E a morte e o inferno foram lançados no lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo. E todo aquele que não foi achado inscrito no livro da vida, foi lançado no lago de fogo." Então, ainda não há nenhuma alma, demônio ou espíritos desencarnados no lago de fogo e enxofre, mas estão no Tártaro, Hades, Geena, Sheol ou Infernus aguardando a destinação eterna. Assim, o que ensinam as escrituras é que, quem não foi eleito e regenerado será lançado sim, na condenação eterna, juntamente com o Diabo, os anjos caídos e os espíritos dos mortos que não estão inscritos no Livro da Vida do Cordeiro.
Sola Scriptura!

Um comentário:

escrtora de vidas humanas pedras preciosas jogadas no lixo breve saberas quem sou disse...

eu realmente tinha duvidas a respeito de:seol,geena,hadis inferno.soó não tinha de lago de fogo,porque este é bém explicado na Palavra Das palavras. a Bíblia Sagada