terça-feira, 14 de agosto de 2012

O PECADO, OS PECADOS E OS PECADORES

Rm. 14:17 a 23 - "... porque o reino de Deus não consiste no comer e no beber, mas na justiça, na paz, e na alegria no Espírito Santo. Pois quem nisso serve a Cristo agradável é a Deus e aceito aos homens. Assim, pois, sigamos as coisas que servem para a paz e as que contribuem para a edificação mútua. Não destruas por causa da comida a obra de Deus. Na verdade tudo é limpo, mas é um mal para o homem dar motivo de tropeço pelo comer. Bom é não comer carne, nem beber vinho, nem fazer outra coisa em que teu irmão tropece. A fé que tens, guarda-a contigo mesmo diante de Deus. Bem-aventurado aquele que não se condena a si mesmo naquilo que aprova. Mas aquele que tem dúvidas, se come está condenado, porque o que faz não provém da fé; e tudo o que não provém da fé é pecado."
Há sensível diferença entre o pecado e os atos pecaminosos. Os atos pecaminosos, a saber, atos falhos, desvios de conduta ética e moral, atitudes ruins para consigo e com os outros são, de fato, consequências do pecado. O pecado é a incredulidade no que Deus afirma. O pecado original foi a incredulidade do primeiro homem criado à imagem de Deus. A ele, Adão, fora dito que não comesse do fruto da árvore do conhecimento do bem e do mal. Todavia, Satanás incorporado na serpente lhe disse que poderia comer sim, pois nada lhe aconteceria de mal. O adversário, não só induziu o homem à incredulidade, como também o levou a um raciocínio errôneo sobre o caráter de Deus. A Adão fora dito que, na verdade, Deus estaria restringindo o seu acesso ao fruto que o tornaria como um 'deus', conhecendo o bem e o mal, à semelhança d'Ele. Diante da sedução por uma mensagem recheada de meias verdades, o primeiro homem se viu atraído pelo desejo, e, descrendo no que afirmara Deus sobre o comer do referido fruto, deu crédito ao que afirmara o inimigo da sua alma. Assim tem sido ao longo da história humana!
Bem, sempre houve, e agora, mais do que nunca, a ideia que toda estas afirmações bíblicas são, na verdade, lendas e mitos. Isto foi previsto conforme II Tm. 4:3 e 4 - "Porque virá tempo em que não suportarão a sã doutrina; mas, tendo grande desejo de ouvir coisas agradáveis, ajuntarão para si mestres segundo os seus próprios desejos, e não só desviarão os ouvidos da verdade, mas se voltarão às fábulas." Em geral, a sociedade moderna é inclinada a buscar e valorizar doutrinas  fabulosas dos povos antigos, e a descrer nas Escrituras. A questão é que as Escrituras não exaltam o homem em seu orgulho e arrogância, ao contrário, mostra exatamente a dimensão do seu pecado e da sua perdição. A atitude de incredulidade na Palavra de Deus, alegando quaisquer argumentos, não foge à regra da natureza humana contaminada pelo pecado. O natural é que o homem descreia e não que creia. A natureza pecaminosa no homem o leva, invariavelmente, a crer em si e na sua sabedoria, e não, em Deus e sua Palavra. Por esta razão é mais atraente crer, como Adão, que é possível se tornar um 'deus' sem Deus. É mais atraente acreditar que não houve Adão, Eva, pecado, e que não há inferno e condenação eterna. É tudo o que o Diabo quer é que o homem creia desta forma. Assim, ele terá o seu reino eterno com todos os que forem condenados eternamente.
Ainda sobre tais questões de fé e incredulidade as Escrituras dizem em II Pd. 3: 3 e 4 - "... sabendo primeiro isto, que nos últimos dias virão escarnecedores com zombaria andando segundo as suas próprias concupiscências, e dizendo: onde está a promessa da sua vinda? porque desde que os pais dormiram, todas as coisas permanecem como desde o princípio da criação." É real e verdadeiro que os tais zombadores se multiplicam a cada dia nos tempos que transcorrem. Eles desafiam as Escrituras, porque agem segundo uma razão e uma sabedoria horizontal, ou seja, puramente apoiada na lógica humana. Eles só conseguem crer no que é constatável e visível. Eles não podem crer evangelicamente porque suas mentes estão cauterizadas por ensinos espiritualistas, gnósticos e humanistas conforme Ef. 4: 17 e 18 - "Portanto digo isto, e testifico no Senhor, para que não mais andeis como andam os gentios, na verdade da sua mente, entenebrecidos no entendimento, separados da vida de Deus pela ignorância que há neles, pela dureza do seu coração." Tais pessoas andam segundo uma verdade produzida pela lógica das suas mentes, porém o entendimento delas está obscurecido, porque não têm a vida de Deus. Seus corações estão endurecidos para a sã doutrina, sendo, portanto, ignorantes acerca da verdade das Escrituras. Como o homem incrédulo não pode crer por conta própria, necessário é que Deus lhe abra o entendimento conforme Lc. 24:45 - "Então lhes abriu o entendimento para compreenderem as Escrituras."
Jesus, o Cristo afirma que, de fato, o pecado é a incredulidade em Jo. 16:9 - "... do pecado, porque não creem em mim." Quando a palavra pecado é precedida de um artigo definido diz respeito ao pecado da incredulidade ou denominado por Agostinho de pecado original, porque foi o primeiro pecado a entrar no mundo. O texto de abertura deste artigo mostra que, realmente, o pecado é a incredulidade quando afirma: "... e tudo o que não provém da fé é pecado." Ora, o que não é proveniente da fé é pecado, porque resulta de a pessoa não crer, e, ausência de fé é incredulidade.
Desta forma todos foram contaminados pelo pecado da incredulidade por meio de Adão conforme Rm. 5:12 - "Portanto, assim como por um só homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens, porquanto todos pecaram." O verdadeiro evangelho, que, nada tem a ver com religiões e crendices, ensina que o pecado trouxe a morte espiritual e física ao homem. Ensina, ainda, que é necessário ao homem morto para Deus, creia, que, também morreu em Cristo por inclusão, e, que com Ele ressuscite para ganhar a vida eterna. Por isso, se diz que no processo de redenção ocorre a morte, da morte, na morte de Cristo. Esta é a única maneira de aniquilar o pecado e se livrar da condenação pela incredulidade conforme I Co. 15: 21 e 22 - "Porque, assim como por um homem veio a morte, também por um homem veio a ressurreição dos mortos. Pois como em Adão todos morrem, do mesmo modo em Cristo todos serão vivificados."
Sola Fidei!

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