terça-feira, 23 de agosto de 2011

ESCATOLOGIA V


Is. 46: 9 e 10 - "Lembrai-vos das coisas passadas desde a antiguidade; que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade."
A palavra profecia provém do grego 'prophetéia' que quer dizer: 'predição, profecia, dom da profecia, explicação dos livros sagrados pela inspiração do Espírito Santo'. As duas primeiras significações são de origem pagã, ou seja, era como os povos antigos viam aqueles que lhes traziam vaticínios, oráculos, predições e adivinhações. As expressões 'dom da profecia' e 'explicação dos livros sagrados pela inspiração do Espírito Santo' são de origem cristã. O cristianismo apropriou-se da palavra, porém deu-lhe um sentido diferenciado do comum. Primeiramente reconhece que a profecia é um dom divino e não uma capacidade humana; secundariamente atribui a ela uma função explicativa e não adivinhatória como se vê comumente nos dias de hoje. A verdadeira profecia neotestamentária é o anúncio do evangelho da redenção e não a apresentação de um Deus alcoviteiro e maniqueísta que vive a bisbilhotar e expor as vidas dos pecadores. Ao contrário, este papel de expor e acusar os homens é de Satanás!
Sobre profecia existem algumas posições teológicas, ainda que não essencialmente na teologia bíblica, mas em interpretações livres:
I. Pré-milenistas: creem na existência de um milênio terrestre, literal, como definido, e acreditam que o arrebatamento da Igreja ocorrerá antes do milênio.
II. Pós-milenistas: creem na existência de um milênio literal, resultando da pregação do Evangelho e da salvação de um grande número de pessoas, com a volta de Cristo a Terra no fim dos tempos.
III. Amilenistas: negam a existência de um milênio literal e veem as promessas milenistas como tendo sido cumpridas em um reino espiritual. Alguns defensores desta posição dizem que este é o reinado de Cristo sobre a Sua Igreja aqui na Terra, e outros que é o reino de Deus sobre os santos nos céus. Eles simplesmente espiritualizam o milênio, acabando por reduzi-lo a uma mera especulação.
IV. Pré-tribulacionistas: asseguram que o arrebatamento da Igreja será não somente pré-milenar, mas também pré-tribulacional, isto é, ocorrerá antes do começo da Grande Tribulação, significando que a Igreja não passará por este período de grande sofrimento na Terra.
V. Pós-tribulacionistas: concordam com a visão pré-tribulacionista que o arrebatamento será antes do milênio, porém asseguram que ocorrerá após a Grande Tribulação, significando que a Igreja estará na Terra durante este período de sete anos.
VI. Midi-tribulacionistas: concordam que o arrebatamento será pré-milenar, porém asseguram que ocorrerá na metade da Grande Tribulação, significando que a Igreja não experimentará a última metade deste período quando o sofrimento será mais severo e extremo para os que crerem à verdade.
Jr. 23: 25 a 28 - "Tenho ouvido o que dizem esses profetas que profetizam mentiras em meu nome, dizendo: sonhei, sonhei. Até quando se achará isso no coração dos profetas que profetizam mentiras, e que profetizam do engano do seu próprio coração? Os quais cuidam fazer com que o meu povo se esqueça do meu nome pelos seus sonhos que cada um conta ao seu próximo, assim como seus pais se esqueceram do meu nome por causa de Baal. O profeta que tem um sonho conte o sonho; e aquele que tem a minha palavra, fale fielmente a minha palavra. Que tem a palha com o trigo? diz o Senhor." Pelo texto se pode apreender que há profetas que afirmam mentiras em nome de Deus. Também se pode perceber que muitos têm sonhos e os tomam como revelações divinas. Entretanto é revelado que tais afirmações são o resultado de uma conjectura do coração do homem e não uma revelação divina. E, finalmente, é revelado no texto que tais procedimentos fraudulentos e enganosos desviam o povo da verdade, levando o homem a se apegar às predições e se esquecer de Deus. Assim, a profecia se torna em um mecanismo cujo foco inicia-se e termina no próprio homem. Então, Deus mostra que cada um pode contar o seu sonho apenas com um sonho e não como uma revelação. Mostra que sonhos e pregação do Evangelho são coisas absolutamente distintas.
Da lucem, Domine!

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