domingo, 13 de fevereiro de 2011

DURA COISA É SER ABALIZADO PELO PRUMO DO ETERNO


Am. 7: 1 a 17 - "O Senhor Deus assim me fez ver: e eis que ele formava gafanhotos no princípio do rebentar da erva serôdia, e eis que era a erva serôdia depois da segada do rei. E quando eles tinham comido completamente a erva da terra, eu disse: Senhor Deus, perdoa, peço-te; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno. Então o Senhor se arrependeu disso. Não acontecerá, disse o Senhor. Assim me mostrou o Senhor Deus: eis que o Senhor Deus ordenava que por meio do fogo se decidisse o pleito; o fogo, pois, consumiu o grande abismo, e também queria consumir a terra. Então eu disse: Senhor Deus, cessa agora; como subsistirá Jacó? Pois ele é pequeno. Também disso se arrependeu o Senhor. Nem isso acontecerá, disse o Senhor Deus. Mostrou-me também assim: eis que o senhor estava junto a um muro levantado a prumo, e tinha um prumo na mão. Perguntou-me o Senhor: que vês tu, Amós? Respondi: um prumo. Então disse o Senhor: eis que eu porei o prumo no meio do meu povo Israel; nunca mais passarei por ele. Mas os altos de Isaque serão assolados, e destruídos os santuários de Israel; e levantar-me-ei com a espada contra a casa de Jeroboão. Então Amazias, o sacerdote de Betel, mandou dizer a Jeroboão, rei de Israel: Amós tem conspirado contra ti no meio da casa de Israel; a terra não poderá suportar todas as suas palavras. Pois assim diz Amós: Jeroboão morrerá à espada, e Israel certamente será levado cativo para fora da sua terra. Depois Amazias disse a Amós: vai-te, ó vidente, foge para a terra de Judá, e ali come o pão, e ali profetiza; mas em Betel daqui por diante não profetizarás mais, porque é o santuário do rei, e é templo do reino. E respondeu Amós, e disse a Amazias: eu não sou profeta, nem filho de profeta, mas boieiro, e cultivador de sicômoros. Mas o Senhor me tirou de após o gado, e o Senhor me disse: vai, profetiza ao meu povo Israel. Agora, pois, ouve a palavra do Senhor: tu dizes: não profetizes contra Israel, nem fales contra a casa de Isaque. Portanto assim diz o Senhor: tua mulher se prostituirá na cidade, e teus filhos e tuas filhas cairão à espada, e a tua terra será repartida a cordel; e tu morrerás numa terra imunda, e Israel certamente será levado cativo para fora da sua terra."
O prumo é um instrumento utilizado pelos construtores para determinar a verticalidade e o ponto de uma parede. É formado de uma peça metálica maciça e pesada presa à extremidade de um fio metálico ou em uma base fixa, servindo para determinar a direção vertical. No sentido figurado, prumo quer dizer prudência, tino, cautela; agudeza, penetração.
Amós era boiadeiro e agricultor de sicômoros, atividades nada em comum com pregação de mensagens espirituais. Porém, em um dado momento, o Eterno o tomou e lhe mostrou o que pretendia fazer a Israel em função da dureza de coração e da idolatria do povo e do rei. O Senhor mostrou primeiramente que destruiria totalmente as plantações e arruinaria a colheita por meio de gafanhotos. Amós, então suplicou perdão pelo povo. Foi atendido! Na segunda visão, o Senhor mostrou que destruiria tudo a fogo. Amós, novamente suplicou em favor do povo, sempre mostrando que a casa de Israel, ou a descendência de Jacó era muito pequena e que dela não sobraria nada se o juízo fosse executado. Deus recuou novamente! Na terceira vez, o Eterno decidiu retirar-se pessoalmente do meio de Israel, mas colocou um prumo no meio do povo para servir de direção e abalizamento da retidão dos seus atos. O muro levantado a prumo, no texto, é uma referência à perfeita retidão da lei do Senhor oferecida ao povo de Israel como base de conduta moral, até que chegasse o tempo da perfeita e última redenção por meio de Cristo. O prumo é a medida ou modelo da retidão exigida para pertencer a família eterna do Senhor. Quem não é achado reto, é extirpado e rejeitado. A retidão é Cristo nos eleitos, a esperança da Glória. Somente quem está em Cristo passa pelo prumo.
O resultado da visão e o anúncio dela por Amós foi uma brutal reação do sacerdote e do próprio rei. O líder religioso de Betel acusou Amós de ser um profeta contrário aos interesses de Israel e um conspirador contra o rei. O sacerdote Amazias sugeriu que Amós fugisse para Judá e que lá vivesse, porque se tornou persona non grata em Betel. Amós foi rejeitado, porque anunciou o que Deus disse. Ao sacerdote, ao rei e ao povo, interessavam manter Betel como centro dos interesses humanos e não divinos. Ao que respondeu Amós: eu não sou profeta, apenas cuido de gado e planto sicômoros, mas o Senhor me tomou e me falou estas coisas. Isto mostra que o Eterno se revela e usa a quem quer, como quer, onde quer e para o que quer. Não é exigi nenhum curso de teologia, nem título de doutor em divindades. Tudo o que existe no universo serve ao Senhor querendo ou não. Amós era homem simples, cuidando de atividades comuns!
Os religiosos de hoje são piores do que os do tempo de Amós, porque não suportam ouvir a sã doutrina e ajuntam para si doutores segundo os seus desejos de ouvir o que lhes agrada; não gostam de ouvir a verdade; maltratam e afugentam os que preferem as Escrituras. Dão muito valor às confabulações entre si acerca de suas próprias verdades humanizadas. Por isto, o Eterno está pondo o Seu prumo no meio das igrejas institucionais e humanas, elas estão se mundanizando para não perder o 'time' da história. O preço é o exílio da verdade escriturísticas. Morrerão em suas doutrinas e declarações de princípios segundo os preceitos de homens e não segundo a soberana vontade do Eterno Senhor. O Senhor Jesus Cristo está do lado de fora destas instituições horizontais, pois elas amam mais as suas doutrinas do que a Ele.
Sola Scriptura!

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