sábado, 8 de novembro de 2008

A OPERAÇÃO DO ERRO III

II Ts. 2: 7 a 12 - "Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça." Embora o texto, no seu contexto, faça referência a um tempo escatológico, o mesmo no-lo informa que o mistério da iniquidade já opera. Iniquidade é sempre um estado de degenerescência originado em Satanás, sendo caracterizado por uma falta de equidade, ou seja, ausência de princípios imutáveis de justiça que induzem o juiz a um critério de moderação e de igualdade, ainda que em detrimento do direito objetivo. Assim, o conceito de equidade recai em retidão de juízo, igualdade, equilíbrio e equanimidade. Já o conceito de iniquidade é exatamente o antonímico de equidade, ou seja, a ausência dela.
Deduz-se do texto que vem de ser lido, que, a operação do erro é iníqua, ou seja, procede de um sentimento de justiça divergente do reto juízo de Deus. O pai desta iniquidade é um, a saber, o próprio Satanás, o qual transmite este mesmo sentimento e prática aos seus subordinados, tanto no mundo invisível, como no mundo sensível. O principal campo de ação do Diabo não é no seio das seitas e religiões exóticas, místicas e esdrúxulas, como se supõe comumente. Nestas, ele é adorado como um "deus", visto que não lhe oferecem resistências. Ele age com mais intensidade nas religiões humanas disfarçadas de verdadeiras, justamente, porque o falso busca em tudo se assemelhar ao verdadeiro para ser aceito e receber crédito. Um inimigo não ataca os seus aliados e subordinados, contrariamente, ataca sempre os seus adversários.
O apóstolo Paulo está escrevendo doutrinariamente a uma Igreja e não a uma seita satânica. Aquele que detém a aparição do filho de Satanás, a saber, o Anticristo, é o Espírito Santo de Deus que opera nos nascidos do alto. Estes eleitos de Deus são a semente que o serve de geração em geração, formando um corpo chamado de Igreja. São, geralmente figuras apagadas, sem prestígio, sem nomes nas colunas sociais, desprovidos de pretensões pessoais e ambições. Não se julgam doutores em nada, e muito menos, em divindades ou qualquer que seja o título conferido pelos homens. Jesus declarou aos judeus religiosos que eles não o recebiam porque amavam mais a glória dos homens do que a glória de Deus. Esta é a verdade que perdura na operação do erro até os dias de hoje. E irá de mal a pior quanto mais se aproxima o fim dos tempos.
O texto mostra com clareza que a operação do erro por meio da iniquidade é revestida da eficácia de Satanás com base apenas em poder, sinais, prodígios da mentira e todo engano da injustiça. Estas são, portanto, as evidências da operação do erro que se podem ver sem rodeios em inumeráveis "igrejas" hoje. Todavia, o mesmo texto deixa claro que estas operações são destinadas aos que perecem e não aos que vivem pela vida de Cristo. Estes, são aqueles, que não recebendo o amor da verdade, a saber, o próprio Cristo, não podem operar na verdade, visto que é Ele quem opera nos seus eleitos, tanto o querer como o efetuar.
Verifica-se, entretanto, que é o próprio Deus quem lhes envia a operação do erro. Os religiosos insistem sempre em querer fazer a defesa de Deus, retirando-Lhe a responsabilidade sobre a condenação dos pecados dos homens. Para tanto, inventam doutrinas e pretendem ser professores do próprio Deus. Embora as Escrituras afirmam categoricamente que Deus não é tentado e a ninguém tenta, sabe-se que é no sentido de que não é n'Ele que origina o pecado. O que Ele realiza é com base na natureza decaída e inclinada ao mal no próprio homem conforme se vê nos textos relativos a faraó rei do Egito no episódio da saída do povo hebreu daquela terra. Deus não endureceu mais a faraó além do que o seu coração já era endurecido! Assim, Deus não tenta e não é tentado pelo mal, mas deixa o homem entregue ao seu próprio mal seja para redimi-lo, seja para condená-lo.
É óbvio que é Deus quem opera tudo em relação a tudo e a todos no universo, posto que apenas Ele é absolutamente soberano e Senhor de todas as coisas. A Ele, pois, toda honra e toda glória!

domingo, 2 de novembro de 2008

A OPERAÇÃO DO ERRO II

II Ts. 2: 1 a 4 - "Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus." O apóstolo Paulo está se dirigindo à Igreja em Tessalônica e alertando-a sobre questões escatológicas, como também sobre questões de desvios e riscos de se dar crédito a ensinos falsos e mentirosos. Isto deixa em aberto a possibilidade, de, mesmo os nascidos de Deus, serem por algum tempo enganados acerca de doutrinas. Há nas igrejas humanizadas, muitos doutores, mestres e professores. Alguns dos tais recebem até título de "Dr. em Divindades" nos dias de hoje. É como se o homem elegesse alguns para serem professores de Deus, desafiando a própria Palavra d'Ele conforme Is. 40: 13 e 14 - "Quem guiou o Espírito do Senhor, ou, como seu conselheiro o ensinou? Com quem tomou ele conselho, para que lhe desse entendimento, e quem lhe mostrou a vereda do juízo? quem lhe ensinou conhecimento, e lhe mostrou o caminho de entendimento?" Diante deste texto e de tantos outros, como alguém ainda pode falar em teologia? Como pode o homem querer entender Deus pela lógica?
O que há no seio da religião humana é muita teologia e pouca verdade, visto que ajuntam para si doutores segundo as suas próprias concepções acerca de Deus, de Cristo e das Escrituras. A verdade fica à margem de todo este processo, porque ela é resultado do dom de Deus aos seus eleitos e não dos artifícios humanistas e gnósticos difundidos sorrateiramente nos ensinos religiosos.
I Jo. 2: 26 a 28 - "Estas coisas vos escrevo a respeito daqueles que vos querem enganar. E quanto a vós, a unção que dele recebestes fica em vós, e não tendes necessidade de que alguém vos ensine; mas, como a sua unção vos ensina a respeito de todas as coisas, e é verdadeira, e não é mentira, como vos ensinou ela, assim nele permanecei. E agora, filhinhos, permanecei nele; para que, quando ele se manifestar, tenhamos confiança, e não fiquemos confundidos diante dele na sua vinda." O texto mostra que há sempre os que querem enganar os eleitos de Deus. Estes, porém são portadores de um selo de garantia contra o engano, a saber, a unção recebida de Deus. Esta unção é permanente e não momentânea como se vê na religião do engano e da mentira. A unção do Espírito de Cristo, ensina todas as coisas e não apenas algumas como se vê nas religiões da mentira. Ela é verdadeira, ou seja, o que ensina é apenas a verdade e não concepções humanas acerca de Deus. A sequência natural do ensino da verdade é a permanência em Cristo. Não é assim, nos ensinos mentirosos, ao contrário vivem de mestre em mestre, de ministério em ministério, de doutor em doutor e nada sabem acerca da cruz, da inclusão do pecador na morte de Cristo, e, muito menos do nascimento do alto conforme doutrinado nas Escrituras.
A operação do erro já está em franco processo na religião dominante e predominante. Ela se caracteriza pela apostasia, isto é, pelo afastamento da verdade que é Cristo. O apóstata se afasta de Cristo e não da religião. Prevalece hoje, o ensino sem cruz, sem morte em Cristo e sem ressurreição juntamente com Ele.

sábado, 1 de novembro de 2008

A OPERAÇÃO DO ERRO I

II Ts. 2: 1 a 17 - "Ora, quanto à vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e à nossa reunião com ele, rogamos-vos, irmãos, que não vos movais facilmente do vosso modo de pensar, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola como enviada de nós, como se o dia do Senhor estivesse já perto. Ninguém de modo algum vos engane; porque isto não sucederá sem que venha primeiro a apostasia e seja revelado o homem do pecado, o filho da perdição, aquele que se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, de sorte que se assenta no santuário de Deus, apresentando-se como Deus. Não vos lembrais de que eu vos dizia estas coisas quando ainda estava convosco? E agora vós sabeis o que o detém para que a seu próprio tempo seja revelado. Pois o mistério da iniquidade já opera; somente há um que agora o detém até que seja posto fora; e então será revelado esse iníquo, a quem o Senhor Jesus matará como o sopro de sua boca e destruirá com a manifestação da sua vinda; a esse iníquo cuja vinda é segundo a eficácia de Satanás com todo o poder e sinais e prodígios de mentira, e com todo o engano da injustiça para os que perecem, porque não receberam o amor da verdade para serem salvos. E por isso Deus lhes envia a operação do erro, para que creiam na mentira; para que sejam julgados todos os que não creram na verdade, antes tiveram prazer na injustiça. Mas nós devemos sempre dar graças a Deus por vós, irmãos, amados do Senhor, porque Deus vos escolheu desde o princípio para a santificação do espírito e a fé na verdade, e para isso vos chamou pelo nosso evangelho, para alcançardes a glória de nosso Senhor Jesus Cristo. Assim, pois, irmãos, estai firmes e conservai as tradições que vos foram ensinadas, seja por palavra, seja por epístola nossa. E o próprio Senhor nosso, Jesus Cristo, e Deus nosso Pai que nos amou e pela graça nos deu uma eterna consolação e boa esperança, console os vossos corações e os confirme em toda boa obra e palavra."
O homem, especialmente o religioso sempre vê o mundo e as coisas em duas categorias: o bem e o mal. Atribui o bem a Deus e o mal ao Diabo. Oferece sacrifícios, envida esforços, busca desenvolver algum padrão místico, ético ou ritualístico afim de obter o bem e se livrar do mal. Reputa o sucesso e a fama a uma suposta aprovação de Deus em função dos seus bons atos, condicionando, assim, a justiça própria ao favor de Deus. Cria uma falsa perspectiva de que Deus se inclina ao homem em função daquilo que ele faz ou deixa de fazer. Neste sentido está sempre com o foco fora da verdadeira centralidade, pois retira de Cristo toda honra e toda glória para colocá-as em si mesmo e nas suas excelsas qualidades. Consegue fazer Deus e Seu Filho Unigênito se curvarem à criatura, invertendo a verdade. Cria e recria Deus tantas quantas forem as possibilidades humanistas e humanizadas. Seculariza o que é eterno e eterniza o que é secular. Manipula as forças do além como quem tem Deus sob controle na mão direita, e o Diabo na mão esquerda. Tratam-os como se iguais fossem, atribuindo-lhes poderes de igual envergadura no Universo.
O texto, objeto deste e de outros artigos subsequentes trata e retrata com clareza uma série de enganos religiosos, os quais levam ao envio da operação do erro no mundo, na igreja e no coração de muitos homens. É como o apóstolo Paulo doutrina em Rm. 1: 19 a 25 - "Porquanto, o que de Deus se pode conhecer, neles se manifesta, porque Deus lho manifestou. Pois os seus atributos invisíveis, o seu eterno poder e divindade, são claramente vistos desde a criação do mundo, sendo percebidos mediante as coisas criadas, de modo que eles são inescusáveis; porquanto, tendo conhecido a Deus, contudo não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças, antes nas suas especulações se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se estultos, e mudaram a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis. Por isso Deus os entregou, nas concupiscências de seus corações, à imundícia, para serem os seus corpos desonrados entre si; pois trocaram a verdade de Deus pela mentira, e adoraram e serviram à criatura antes que ao Criador, que é bendito eternamente. Amém."
Portanto, quando adarem dizendo que algum homem é sábio, certeza se pode ter de que é, de fato louco, porquanto, estará mundando a centralidade da glória que só a Deus é devida eternamente.