segunda-feira, 11 de fevereiro de 2008

A FALSA TEOLOGIA UNIVERSALISTA DO "TODOS" III

O universalismo é um princípio filosófico que propõe uma ideia geral, conceito, ou termo abrangente aplicável a todos os indivíduos de uma mesma classe de seres ou objetos. No platonismo, por exemplo, é a ideia de caráter transcendente, que origina, fundamenta e classifica toda a realidade imanente e sensível, preexistindo em relação aos seres materiais e às consciências humanas. Por derivação ou extensão de sentido, no aristotelismo, é o termo geral que representa a essência ou a substância de um ente singular, e que somente existe, ao contrário da auto-subsistência das ideias platônicas, acoplado aos objetos materiais. Também na filosofia medieval, é o conceito geral que, para os autores da escola realista, mais próximos do platonismo, é uma realidade autossuficiente  e para os pensadores da escola nominalista, mais inclinados ao aristotelismo, é mera entidade linguística, ou seja, é apenas um conceito ou 'flato vocis'.
O espiritalismo universal é uma realidade que, se não se presta a devida atenção, não se percebe, pois é colocado de modo lento e gradativo na mentalidade coletiva. Por esta razão é que Cristo no-lo previne em Mt. 24:24 - "... porque hão de surgir falsos cristos e falsos profetas, e farão grandes sinais e prodígios; de modo que, se possível fora, enganariam até os escolhidos." É algo que se apresenta ao senso comum como aceitável, plausível e, em certa medida, até desejável. É uma corrente de pensamento não religioso, anti-materialista que combina dois elementos: espiritualidade e universalismo, inserindo-se na esfera do espiritualismo laico e do ecumenismo. Estas ideias foram mais fortemente desenvolvidas e aceitas no final do século XX e início do século XXI, com o aval da globalização e da massificação da informação. Está perfeitamente dentro do espírito do governo mundial do Anticristo previsto nas Escrituras. Atualmente se fala muito em NOM - Nova Ordem Mundial - como forma proposta a um governo mundial.
O espiritualismo universalista consiste de uma ideologia fundamentada na lei do 'karma',  do 'dharman' e da reencarnação, favorecendo a ideia que, cada pessoa, não deve aderir, exclusivamente, uma determinada crença, sistema, doutrina, religião, mestre, guru, ou movimento, mas que faça uma síntese pessoal das diversas correntes de pensamento relacionadas à espiritualidade, tais como, religiões, filosofias espiritualistas e neo ciências transcendentais, como também às demais expressões humanistas, como por exemplo, as manifestações da arte, da filosofia e da ciência em geral.
Defendem, em suma, o ecumenismo, o pluralismo, o holismo, o universalismo, a multidiciplinaridade, a transdisciplinaridade, a interdisciplinaridade e a cidadania planetária e cósmica. Possui fortes inclinação às postulações da psicologia transpessoal.
Não aceita as posturas de sectarismo, exclusivismo, fanatismo e maniqueísmo. Dá grande valor à liberdade de expressão, o discernimento e à dialética. Não reconhece a detenção de posse da verdade relativa e/ou absoluta sob quaisquer desculpas, justificativas ou alegações.
Afina-se com a tese de Huberto Rohden, a qual chamava de anarquismo cósmico, ou seja, o autogoverno do indivíduo, em consonância com as normas da ética universal, dissociado quer de transferência de responsabilidade a terceiros para lhe ditar o caminho evolutivo a trilhar, quer da submissão a conjuntos ou corpo de doutrinas, inquestionáveis e petrificados, e ao controle de conduta por instituições e autoridades sacerdotais ou equivalentes. Em fim, é o homem decaído em sua loucura de querer ser 'deus'. Denota um estado de rebelião a qualquer tipo de doutrina única.
Então, é ou não é, algo tentador e perfeitamente aceitável como válido para uma humanidade que busca a sua auto-determinação, redenção e superação dos males em arrepio e desconsideração à soberana vontade de Deus?
São seus pressupostos básicos:
1. As religiões são criações do gênio humano e não imposições de Deus e dos espíritos.
2. Não existe corrente de pensamento que monopolize as verdades relativas ou absolutas de ponta.
3. Há caminhos diferentes para se atingir a evolução espiritual, dentro e fora de religiões.
4. Mais importa a conduta amorosa e fraterna do que as ideologias, cosmogonias, sistema de crença, fé, dogmas ou organização religiosa, ou assemelhada escolhidas.
5. São contraproducentes e inócuas disputas por qual o melhor guru, mestre ou líder espiritual da humanidade.
6. Todas as contribuições ao esclarecimento espiritual e consciencial são válidas e relevantes, merecem respeito e apreciação sem preconceito, devendo-se extrair de cada ideologia o que nela houver de proveitoso ao aprimoramento do indivíduo e da sociedade.
Percebe-se claramente o princípio básico e norteador do universalismo: o homem é o centro de todas as coisas e das decisões. Ele é um autômato e independente de Deus ou de qualquer princípio que envolva soberania e dependência. Este foi o mesmo princípio disseminado no Éden por Satanás quando dissimuladamente introduziu a possibilidade de o homem ser incrédulo e adquirir o poder de conhecer o bem e o mal fora do controle de Deus. É este o conceito que envolve o mundo a fim de desqualificar e desconstruir toda e qualquer ideia de pecado, condenação, morte espiritual, inferno e redenção apenas por meio da fé em Cristo.
Alguém com o mínimo de honestidade poderá verificar e constatar muitos destes postulados universalistas e espiritualistas dentro das chamadas "igrejas cristãs" hoje. Estas ideias são proclamadas como se fossem verdades bíblicas ou princípios baseados nos decretos eternos de Deus. Há muito do que se aproxima daquilo que Deus quer para os seus eleitos, mas uma coisa é querer produzir tudo isso com base na justiça própria e no esforço apostatado da verdade, outra coisa é fazer tudo isso e muito mais pelo Espírito de Cristo, tendo sido justificado na morte e na ressurreição juntamente com Ele.
Sola Fide!

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