fevereiro 18, 2026

VIVIFICAÇÃO DE MORTOS

 

 Ef. 2: 1 a 10 - "Ele vos vivificou, estando vós mortos nos vossos delitos e pecados, nos quais outrora andastes, segundo o curso deste mundo, segundo o príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos de desobediência, entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como também os demais. Mas Deus, sendo rico em misericórdia, pelo seu muito amor com que nos amou, estando nós ainda mortos em nossos delitos, nos vivificou juntamente com Cristo (pela graça sois salvos), e nos ressuscitou juntamente com ele, e com ele nos fez sentar nas regiões celestes em Cristo Jesus, para mostrar nos séculos vindouros a suprema riqueza da sua graça, pela sua bondade para conosco em Cristo Jesus. Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie. Porque somos feitura sua, criados em Cristo Jesus para boas obras, as quais Deus antes preparou para que andássemos nelas." 
O verbo vivificar vem do latim 'vivificare' que significa dar e/ou conservar a vida. Ao que se sabe, nenhum ser humano é capaz de dar a vida a alguém morto. Esta é uma prerrogativa única e exclusiva de Deus. Tanto no sentido de trazer à vida, quanto no sentido de despertar uma pessoa morta espiritualmente para a vida. 
I Co. 15:45 - "Assim também está escrito: o primeiro homem, Adão, tornou-se alma vivente; o último Adão, espírito vivificante." Neste verseto é revelado que Jesus, o Cristo é o último Adão e que é espírito vivificante. Isto implica em que o primeiro Adão era apenas alma viviente, a saber, um ser natural e terrerno. Entretanto, Jesus, o Cristo é o último Adão e um espírito vivificante. Nele a raça adâmica contaminada pela natureza pecaminosa é destruída. Suscintamente, o texto acima revela que assim como o primeiro Adão era apenas um homem natural, Jesus, o Cristo veio para finalizar a raça adâmica espiritualmente. Em Cristo o homem natural se torna vivificado e um homem espiritual. Isto é operado e operacionalizado pela graça mediante a fé conforme Ef. 2:8.
O texto de abertura deste estudo, da lavra do apóstolo Paulo, afirma que Jesus, o Cristo vivificou o homem pecador, estando este em estado de delitos e pecados. Delitos são desobediências conscientes à palavra de Deus e pecados são estados de incredulidade do homem decaído. Há diversas categorias de pecados no novo testamento, entretanto, o pecado que separa o homem de Deus é a incredulidade conforme Jo. 19:9 - "...do pecado, porque não crêem em mim." E, de fato, o pecado original de Adão foi não dar crédito à palavra de Deus, a qual ordenara que não comesse do fruto do conhecimento do bem e do mal. A consequência seria a morte, a saber, a separação de Deus. 
No texto de abertura, Paulo utiliza da palavra 'nekros' para o termo 'morte', porque ela faz referência a alguém que morreu fisicamente. Ou seja, os homens após a queda, se tornaram como alguém que morreu biologicamente. Um cadáver é uma porção de matéria insensível ou indiferente a qualquer coisa ou pessoa. Trata-se do uso, meramente, comparativo e difere da palavra 'morrerás' utilizada por Deus em Gênesis. Quando Deus diz: "certamente morrerás..." significa que a partir do momento em que o homem fosse incrédulo à palavra dele, estaria morto para Deus e morrendo para si próprio, isto é, para a vida existencial.
O que Cristo veio realizar é a vivificação destes mortos espirituais por meio da inclusão deles na sua morte de cruz e da sua consequente ressurreição dos mortos. O processo todo consiste no projeto de Deus para redimir os seus eleitos e regenerados.
Sola Gratia!

A SALVAÇÃO É UM ATO MONÉRGICO

 

João 6:44 e 45 - "Ninguém pode vir a mim, se o Pai que me enviou não o trouxer; e eu o ressuscitarei no último dia. Está escrito nos profetas: E serão todos ensinados por Deus. Portanto todo aquele que do Pai ouviu e aprendeu vem a mim."
Muito se tem discutido acerca da salvação, mas pouco se tem compreendido em seu significado profundo e verdadeiro. O que se vê é um corolário de preceitos, normas e regras cultivadas por diferentes segmentos denominacionais do cristianismo histórico e nominal. Todos se apropriam daquilo que julgam satisfazer suas exigências acerca do caminho que conduzirá o homem à vida eterna com Deus.
O substantivo salvação é proveniente do latim "salvatio" ou "salvatione", trazendo em seu bojo o sentido de libertação de pessoa ou coisa de uma situação difícil. Também, no sentido teológico, significa felicidade eterna após a morte. A origem desta necessidade espiritual é a consciência da condenação, perdição e queda do homem pelo pecado original.
Porém, o ensino bíblico, a saber, a doutrina soteriológica, é que a salvação tem sua origem em Deus, e, jamais no homem conforme o Sl. 3:8 - "A salvação vem do Senhor; sobre o teu povo seja a tua bênção." Em Lm. 5:21 afirma, enfaticamente, "Converte-nos a ti, Senhor, e seremos convertidos; renova os nossos dias como dantes."
O texto de abertura deste estudo é claro como a luz do meio dia! O próprio Jesus, o Cristo afirma que ninguém pode ir até ele, a não ser que Deus o leve. Isto é, por iniciativa própria nenhum homem é capaz de buscar a redenção, seja por esforço próprio, seja por justiça própria, seja por práticas morais retas. 

Não são graduações e pós-graduações acadêmicas ou bacharelados em teologia que capacita o homem pecador. Ao contrário, os eleitos são ensinados por Deus. O ensino a que alude o texto de abertura não é intelectivo, mas a revelação do Espírito Santo conforme João 16:7 a 9 - "Todavia, digo-vos a verdade, convém-vos que eu vá; pois se eu não for, o Ajudador não virá a vós; mas, se eu for, vo-lo enviarei. E quando ele vier, convencerá o mundo do pecado, da justiça e do juízo: do pecado, porque não crêem em mim." Portanto, após a ascensão de Cristo, o Espírito Santo foi enviado para convencer o homem de quem ele é, a saber, destituído da glória de Deus. Após receber a graça da revelação, este mesmo homem decaído, cujo o nome foi escrito no livro da vida do Cordeiro, despertará para o conhecimento da verdade que salva. 

A maioria dos sistemas religiosos desenvolve a crença que são os esforços, o bom comportamento moral e a justiça própria que produzem a salvação. Ora, o homem é pecador, porque possui natureza pecaminosa. Os atos pecaminosos cometidos ao longo da vida são consequências desta natureza e não o oposto. Por isso, nenhum homem é capaz de buscar a Deus e de aceitar a Jesus conforme Rm. 3:10 e 11 - "...como está escrito: não há justo, nem sequer um. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus." Ora, é muito simples: se o homem por conta própria pudesse realizar a sua salvação, porque Deus entregaria o seu único filho para morrer na cruz pelos pecadores?

Desta forma, a salvação é apenas para os que foram de entemão conhecidos, preordenados, chamados, justificados e glorificados conforme o texto de Rm. 8:29 e 30. Este processo ocorreu antes dos tempos eternos segundo II Tm. 1:9 "...que nos salvou, e chamou com uma santa vocação, não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e a graça que nos foi dada em Cristo Jesus antes dos tempos eternos..." É a arrogância gerada pela natureza pecaminosa que impede o homem decaído de compreender e receber estas verdades simples.

Sola Scriptura!